Dor



Capítulo 10: Dor


 


 


N/A: Cá estamos nós outra vez depois de muita luta contra a porcaria do site que não me deixava logar ¬¬’ Então, é o seguinte, leiam com calma e não me matem! rs Só isso que eu tenho a dizer. Boa leitura!


 


Beijos, Nath Black.


 


 


 


ღ mandy cullen black:


Ashuahsuahsuah (euri) A gente tem que fazer uma coisa meio malvada de vez em quando né? Mas enfim... Desculpe a demora, já sabe os problemas que tive com essa PORCARIA DE SITE ¬¬’


Continua comentando e vê se aparece no MSN, tô com saudades... Beijos!!!


 


Gih Van Phailaxies Black:


Vou nem comentar esse demorei um pouquinho pra ler Gih... ¬¬’ Mas então... Que bom que gostou, e eu sei que o Merak é perfeito afinal, é minha criação né? ashuahsuah Enfim... leia o capítulo e lembre-se que se me avadar a fic não vai ter fim ;D Beijos!!!!!!!!


 


Katie Cullen Potter:


*-* Leitora nova! \o/ Amei! *-* Mas aqui estamos nós outra vez com um capítulo novinho em folha. Espero que ninguém me mate porque tenho umas idéias pro próximo (as férias tão chegando aí é ótimo pra escrever). Então, como eu disse, odeio esse site, mas amo vocês, não deixaria de postar por causa dele e se deixasse ia postar em outro lugar e deixava um aviso (já aviso que se eu escrever outra depois dessa vou postar no fanfiction.net lá é ótimo). *-* Cara! Morri! A melhor fic que você já leu no Feb... Amei isso, mas você não deve ter lido muitas fics oO’ aahsuahush. Agora deixa eu terminar isso pra você ler o capítulo. Beijos! Continue comentando!


 


 


 


Dor. Dor era tudo que sentia, sabia que não aguentaria por muito tempo, sua vida estava por um fio, mas sorriu interiormente, pelo menos tinha feito o certo. Sentiria falta de todos, seus pais, seus irmãos, seus amigos, e, claro, dela, a garota que amava.


 


Então começou a se lembrar de tudo que aconteceu até ali.


 


==========


 


Eu tinha treze anos, era o banquete do início do ano e eu estava vendo minha irmã ser selecionada. Ela me olhou e eu sorri levemente a encorajando, então ela se sentou no banquinho, pouco depois foi selecionada para a grifinória. Vi também Lucy ser selecionada para a mesma casa e logo as duas estavam conversando animadamente.


 


O jantar transcorreu de forma tranquila, claro que tamanha tranquilidade não ia durar muito, não com Adhara Black em Hogwarts, sinceramente eu era da opinião que minha irmã não podia de forma alguma ser normal como todo mundo, principalmente depois do que ela fez.


 


Todo mundo sabe que nenhum aluno fica trocando de mesa logo no primeiro dia certo? Mas minha irmã tinha que ser diferente. Ela se levantou depois de falar algo no ouvido de Lucy, eu mesmo a olhei interrogativamente, afinal, o que ela pretendia fazer? Então ela começou a andar em direção a mesa da sonserina! Obviamente o salão principal se encheu de murmúrios, mas eu sorri quando a vi se aproximar de mim.


 


- E então? – ela disse me olhando.


 


- Eu te disse que era pra lá que você iria. – eu disse a ela com um leve sorriso no rosto.


 


- Mas você vai continuar sendo o meu maninho que me tira de encrencas né? – ela perguntou, e eu não pude evitar rir.


 


- Claro Adha, você sabe disso, não é só por eu ser sonserino e você grifinória que nós vamos deixar de ser irmãos certo? – eu disse e a vi sorrir.


 


Então ela me deu um beijo na bochecha.


 


- Se cuide certo? Você e a Lucy, e dê os parabéns a ela por mim. – pedi.


 


- Tá. – ela sorrindo e me abraçou.


 


- A propósito, parabéns. – eu disse a ela e lhe dei um leve beijo na testa antes que ela voltasse para a sua mesa.


 


Então ela sorriu e se despediu de mim indo se sentar com sua amiga na mesa da grifinória.


 


- Sua irmã não regula bem sabia? – ouvi a voz de Josephine ao meu lado.


 


- Pior que eu sei. – disse a olhando.


 


E então nós ficamos conversando até irmos para nosso salão comunal e em seguida fomos dormir.


 


==========


 


É, sua irmã realmente não era normal, mas era uma das pessoas mais maravilhosas que ele conhecia. Ela estava sempre lhe dando força, ajudando, dando broncas...


 


Só ela conseguia o fazer rir mesmo nas horas que achava que não conseguiria, bom, só ela até que ele descobriu a sua garota, o anjo de sua vida...


 


Também sentiria falta de sua amiga, sua melhor amiga desde que terminaram, Josephine Bellevue. Josie era quase sua irmã, muito embora as coisas tenham ficado um pouco estranhas no terceiro e no quarto ano. Eles haviam tido sua primeira vez no início do terceiro ano por iniciativa dela, era incrível como as garotas comandavam sua vida, mas voltando, eles tiveram sua primeira vez no início do terceiro ano e as coisas ficaram estranhas entre os dois depois disso, então no fim do ano eles terminaram, e no quarto ano Josie começou a namorar Pierre, um francês que ela havia conhecido nas férias. Por mais incrível que pareça, as coisas só voltaram ao normal quando ela descobriu um de seus segredinhos...


 


==========


 


Eu estava no salão comunal quando Josephine se aproximou.


 


- Merak, me empresta o seu livro de poções? – ela me perguntou, desde que terminamos ela não me olhava mais nos olhos.


 


- Claro pode pegar, tá no meu malão. – eu disse.


 


Não me incomodava se ela mexesse nas minhas coisas, já estava acostumado, ela nunca ficava mexendo em tudo, apenas pegava o que queria e depois guardava tudo em seus devidos lugares.


 


Então ela subiu para o meu dormitório e mentalmente eu fiz o mesmo caminho que ela sabia onde ela iria... Droga! Pensei ao me lembrar do que eu tinha guardado exatamente sob o livro de poções, então fui o mais rapidamente que pude para o dormitório, mas quando abri a porta vi que já era tarde, ela tinha todas as minhas anotações nas mãos e se virou para mim quando abri a porta.


 


- Pode ir se explicando. – ela me disse parecendo minha mãe quando dava bronca em meu irmão.


 


- Josie... – eu comecei, mas desisti sabendo que ela ao iria aceitar qualquer desculpa, então lhe contei a verdade – Eu sou um animago Josie, me tornei esse ano...


 


Ela me olhou como se eu fosse louco ou algo assim, mas eu tinha certeza que não era, tinha pesquisado muito sobre o assunto, não queria fazer nenhuma besteira.


 


- Merak Black! Você é louco?! Sabe quantas complicações você pode ter por causa disso?! E já pensou se algo tivesse dado errado?! – ela dizia me batendo com o livro de poções.


 


- Ok! Não precisa me matar por causa disso! – eu disse, pois aquele livro era bem pesado, e ela parou de me bater, então me abraçou e eu finalmente desisti de tentar entender como funciona a cabeça dela, apenas retribuí o abraço.


 


- Você sabe que me preocupo com você Merak... – ela disse.


 


- Eu sei Josie, também me preocupo com você, você é como uma irmãzinha pra mim... – eu disse acariciando levemente seus cabelos.


 


- Mas você só tem quatorze anos! – ela disse, e eu agradeci aos céus por ela não ter visto as anotações que eu estava fazendo esse ano.


 


- Josie, você sabe que eu nunca faria algo sem pesquisar o suficiente antes, eu uso a cabeça, não sou grifinório lembra? – eu disse, nós dois convivíamos com grifinórios impulsivos, e ela riu levemente.


 


- Eu sei, mas não quero que você se machuque Merak, você é meu melhor amigo...


 


Quando ouvi aquilo não pude evitar dar um pequeno sorriso, mas logo voltei ao normal.


 


- Você também é minha melhor amiga Josie e sabe que eu jamais faria algo que eu pudesse me machucar... – eu disse.


 


Por fim acabei convencendo-a de que estava tudo bem e que eu não me machucaria.


 


==========


Na época eu achei que não me machucaria, mas não poderia estar mais enganado, minha busca por saber me levou algumas vezes a caminhos obscuros, caminhos que me fizeram em certo ponto, me afastar da minha família, me afastar das pessoas com quem eu realmente me importava.


 


No começo eram só coisas simples, coisas que eu aprenderia com qualquer professor, mas nem tudo foi assim, aprendi no primeiro ano a fazer feitiços não verbais, isso foi simples, haviam muitos livros em Hogwarts sobre o assunto já que era uma matéria lecionada no sexto ano. O que me propus a aprender no segundo foi um pouco mais complicado, mas ainda assim relativamente fácil de ser encontrado em livros de defesa contra as artes das trevas, bastava procurar por feitiço para neutralizar o poder de um dementador e logo se encontraria o patrono.


 


Foi no terceiro ano que as coisas começaram a complicar, mas eu adorava fazer pesquisas, e resolvi ser oclumente, meus motivos eram simples, por sermos gêmeos, eu e Kaus tínhamos uma ligação irrompível, e se Kaus se concentrasse realmente quando estava perto de mim, poderia saber o que eu sentia e até mesmo ter vislumbres de coisas que estavam em minha cabeça, assim como eu poderia fazer o mesmo com ele. Então com alguma dificuldade eu finalmente consegui e no quarto ano era um oclumente. Mas a busca por conhecimento estava muito interessante e eu não consegui parar por aí.


 


No quinto ano eu comecei a procurar livros sobre legilimência, havia descoberto o termo quando aprendia ocumência e anotei para não me esquecer, havia sido complicado, mas antes de o ano acabar eu havia me tornado um legilimente. No ano seguinte descobri algo por acidente, um livro de feitiços mencionava magia sem varinha e depois de pesquisar eu descobri que não era tão difícil assim, pois a concentração que precisava para fazer eu já tinha conseguido com a oclumencia, e antes do natal já conseguia executar feitiços sem o auxílio da minha varinha.


 


Então minhas pesquisas começaram a enveredar por caminhos mais escusos caminhos que bruxos de bem não costumavam percorrer, mas eu não conseguia parar, já tinha visitado todas as seções da biblioteca, e estava tentado demais para recuar, então comecei a ler livros de magia das trevas, aprendi todo tipo de feitiços, e me deparei com um termo que pouquíssimos livros apenas citavam, mas nenhuma se aprofundava e resolvi tentar descobrir o que era aquilo.


 


Quanto mais pesquisava, mas fascinado eu ficava, até que por fim eu descobri o que era uma horcrux, e assim que descobri fiquei horrorizado, peguei todas as minha anotações e as queimei, fui até a biblioteca e arranquei dos livros todas as paginas que mencionassem o assunto por fim queimei todas elas, aquilo era monstruoso, e eu nunca mais procurei por nada naqueles livros depois disso. Porém aquele caminho me valeu algo de que me envergonho, ter duelado com meu irmão.


 


==========


 


Estávamos mais uma vez discutindo, o motivo havia sido estúpido, mas a discussão ficava cada vez pior.


 


- E quem você pensa que é?! Você é um nada Kaus... Só porque você, infelizmente, é meu irmão acha que tem moral pra me dar sermão?! Tenho uma novidade, você não tem! – eu disse já irritado.


 


- Você é um idiota, sem noção Merak! Vê se pára de olhar pro próprio umbigo as coisas que você faz afeta os outros também! – Kaus me disse também se irritando.


 


- Parar de olhar pro próprio umbigo?! Acho que você é quem precisa fazer isso! Pelo que me consta, o idiota egocêntrico aqui é você! – eu devolvi.


 


- Você vai engolir o que disse. – ele disse, eu sabia que ofender o ego dele o irritaria.


 


- E quem vai me fazer engolir?! Você?! – perguntei sarcástico.


 


- Não se esqueça que eu sou mais velho que você. – Kaus me avisou, e eu quase ri, como se aquilo fosse fazer alguma diferença com os poderes que eu tinha.


 


- Por questão de minutos, grande coisa. Você que não deve se esquecer que eu sou mais inteligente que você. – eu disse já começando a me divertir.


 


Os insultos entre nós foram disso para coisas muito piores, Adhara tentava fazer com que nós dois parássemos enquanto os outros que assistiam a nossa briga não sabiam o que dizer.


 


- Você vai pagar pelo que falou Merak! – disse Kaus retirando a varinha e apontando-a para mim depois que o insultei.


 


- E o que você vai fazer Kaus? Correr pra mamãe?! – eu perguntei em tom de escárnio.


 


- Que tal um duelo? – propôs Kaus, os olhos dele flamejavam, mas isso não me assustava, tinha consciência de meu próprio poder.


 


- Vejamos se você tem coragem Kausinho. – eu disse pegando também minha varinha e a apontando para ele, então lhe lancei um feitiço, mas ele se desviou bem a tempo.


 


Nós dois nos encarávamos com raiva, acho dava pra sentir a tensão pela forma que todos se afastaram. Logo começamos a troca de feitiços. Kaus se desviava dos feitiços que eu lhe lançava, eu tinha que admitir que meu irmão era poderoso, mas não tanto quanto eu. Vi ele convocar um feitiço escudo e mandava vários feitiços que eu lançava de volta para mim, mas eu confiava na minha agilidade, e me desviava dos feitiços com facilidade. Kaus nem imaginava que eu não estava usando nem metade do meu poder.


 


Sei que Adhara praticamente implorava para que parássemos com aquilo, mas nós não a ouvíamos. Nossos amigos não podiam fazer nada, era complicado entrar em uma briga assim, todos podiam ver o quanto éramos poderosos, seria suicídio se meter no nosso duelo. Mas de repente uma voz fez todos gelarem, inclusive a mim.


 


- O que vocês pensam que estão fazendo duelando no corredor?!


 


Nós paramos imediatamente de nos amaldiçoar. Kaus fechou os olhos dizendo para si mesmo que tinha sido apenas imaginação dele, que a professora mais durona de Hogwarts não nos tinha pego duelando no corredor, então abriu os olhos e viu que não tinha sido sua imaginação, a professora McGonagall estava parada atrás de mim. Eu me virei lentamente e encarei a professora “Droga!”, eu pensei, pela primeira vez desde que entrei para Hogwarts eu iria ter uma detenção, tinha certeza disso.


 


- Estou esperando uma resposta. – ela disse severamente.


 


Kaus começou a falar rápido, mas depois de um tempo McGonagall pediu para que ele se calasse, então se virou para mim que não tinha dito uma palavra nem em minha defesa quando Kaus disse que a culpa era minha.


 


- Você não vai dizer nada Sr. Black? – a professora perguntou a mim.


 


- Por que motivo? A senhora vai escrever aos nossos pais de qualquer forma e também vai nos dar uma detenção e tirar pontos das nossas casas, então eu não tenho porque dizer alguma coisa seria meio sem propósito não? – eu disse simplesmente, mantendo o sangue frio, não iria perder o meu tempo com discussões.


 


McGonagall olhou espantada para mim, por eu praticamente não estar me importando com o que ela faria, realmente não me importava muito, recuperaria facilmente os pontos perdidos durante as aulas, e há algum tempo o que meus pais diziam já não me afetava tanto.


 


- Muito bem, todos vocês vão andando. Senhores Black, me acompanhem. – disse a professora.


 


E nós dois a seguimos, perdemos pontos como o previsto, recebemos nossas detenções e saímos, ela avisaria aos nossos pais.


 


==========


 


Aquilo aconteceu quando estávamos no sexto ano, e hoje eu posso ver o quão certo Kaus estava. Para ser sincero, também vou sentir falta do meu irmão. Nunca o odiei, como muitos pensam, muito pelo contrário, acho que tinha inveja dele, inveja de como ele e o nosso pai se davam bem, de como nosso pai tinha orgulho dele, sinceramente achava que ele não se orgulhava de mim, nem ele nem a mamãe, mas ela disfarçava melhor...


 


Por isso, há alguns dias atrás, ela, a garota que eu amo, me convenceu a escrever para eles dizendo o que eu sentia, e eu não consegui negar esse pedido, não a ela.


 


==========


 


“Pai, mãe,


 


Sinto muito se decepciono vocês brigando com o Kaus, mas é uma coisa que eu não consigo evitar; e sei que vocês ficaram decepcionados quando eu entrei para a sonserina, não quero nem nunca quis magoá-los, mas essas coisas fogem do meu controle.


 


Pai, sinto muito por não conseguir conversar com você, eu não te evito, só não consigo me aproximar. Tenho medo de não ser bom o suficiente para ser seu filho, porque você é o melhor pai que alguém poderia desejar.


 


Mãe, sinto muito te fazer sofrer pelas besteiras que eu faço, ou por me isolar de tudo e de todos, mas só assim encontrei o meu espaço.


 


Sei que não consigo me abrir com vocês, mas acho que é por ter tanto medo de decepcioná-los. Às vezes penso que eu podia não ter nascido, vocês seriam uma família bem mais feliz sem mim. Também tem vezes que eu queria ser como o Kaus, que consegue conversar com vocês com tanta facilidade.


 


Acho que vocês pensam que eu não choro, porque há anos não faço isso na frente de vocês; mas não tem uma noite que eu não tenha chorado por não ser o filho que vocês sonharam.


 


Desculpem-me por todas as burradas que já fiz. Amo muito vocês.


 


 


Com carinho, Merak.”


 


==========


 


Foi isso que escrevi a eles, não era tudo o que eu sentia, mas era tudo que eu conseguia dizer, a carta foi pequena e simples, mas não obtive resposta, e tão pouco creio que vou obter, sei que estou morrendo, sinto isso.


 


Não verei mais minha irmã, Adhara, nem Josephie, minha irmã de consideração, os meus anjos. Não verei mais meu irmão, Kaus, que fazia com que minha vida fosse menos monótona e que por mais que não parecesse, eu amava. Tampouco verei meus pais, Sirius e Nicky, que me amaram incondicionalmente mesmo quando eu achava que eles só se decepcionavam comigo, mas me amaram desde o meu nascimento, cuidaram de mim...


 


==========


 


Lembro-me perfeitamente daquele dia há anos atrás, eu tinha apenas quatro anos, estávamos todos no jardim, meus pais, meus irmãos e eu. Meu pais e meu irmão acharam uma poça de lama e Adhara foi até eles e pôs a mão na lama, minha mãe brigou, mas logo eles três estavam sujos brincando na lama.


 


- Por que você não vai lá brincar filho? – minha mãe me perguntou sorrindo como só ela conseguia sorrir.


 


- Vou me sujar. – eu disse tentando ser racional.


 


- Não tem problema querido, depois a gente limpa. – ela me disse carinhosa e estendeu sua mão para mim.


 


Eu olhei para minha mãe e sorri, então nós dois fomos brincar na lama também.


 


==========


 


Nós passamos a tarde toda brincando na poça de lama, todos nós, minha mãe ainda tem uma foto desse dia em um porta retrato, eu fiz uma cópia e a guardei, aquele tinha sido um dos dias mais felizes da minha vida, todos estávamos felizes...


 


Vou sentir falta disso.


 


E me sinto triste... Triste por não poder me despedir da garota que eu sei que amo, a garota com quem eu me casaria um dia, teria filhos, e um dia nós também brincaríamos na lama com eles e seríamos felizes...


 


Ficamos juntos por tão pouco tempo. Ela disse que me amava desde que ela entrou para Hogwarts junto com minha irmã, e que esse sentimento só crescia, até que por fim ela me beijou há apenas duas semanas atrás, e posso dizer com certeza que essas duas semanas foram as melhores da minha vida.


 


==========


 


Eu e ela estávamos sentados à beira do lago observando a paisagem, eu tinha notado que ela parecia um pouco triste, então a levei até onde costumava ir para ficar sozinho.


 


- É lindo! – ela me disse olhando o lugar.


 


Mas agora ela mais uma vez estava tristonha.


 


- Tudo bem? – eu perguntei a ela passando um braço por seus ombros e a trazendo para perto de mim.


 


- O fim do ano tá chegando... Você não vai mais estar aqui ano que vem... Vou sentir sua falta... – ela desabafou.


 


Confesso que não esperava por aquilo, nós éramos amigos, creio que sempre fomos, mas não imaginava que ela gostasse tanto assim da minha companhia.


 


- Você não faz idéia de como eu gosto de você, faz? – ela perguntou me olhando.


 


Eu não entendi, então ela me beijou, eu fiquei pasmo por um instante, eu nunca esperaria por isso, então ela se afastou um pouco e eu vi que haviam lágrimas em seus olhos.


 


- Eu te amo Merak, acho que sempre amei... achei que um dia você fosse me amar também, que fosse você quem iria me beijar, mas eu desisto... sei que você não me ama, mas não pude evitar fazer um último esforço... – ela me disse, e lágrimas rolavam por seu rosto.


 


Talvez pela primeira vez na minha vida eu tenha tido realmente dificuldade para assimilar alguma coisa, e ela já estava se levantando quando eu a puxei carinhosamente para os meus braços.


 


- Por que você não me disse antes? – perguntei a ela.


 


- Porque pensei que um dia você iria me amar... – ela disse e eu sequei carinhosamente suas lágrimas.


 


- Eu gosto muito de você, mas não sei se o que eu sinto é amor... – eu disse sincero e fiz com que ela me olhasse – Mas eu estou disposto a tentar...


 


E nós nos beijamos.


 


==========


 


Acho que nunca a vi tão feliz quanto naquele dia...


 


Pensando melhor vi sim... e foi na manhã de hoje...


 


==========


 


Nós dois estávamos abraçados no mesmo lugar em que nos beijamos pela primeira vez, começamos a namorar depois daquilo, mas não dissemos a ninguém, só ficávamos juntos quando estávamos sozinhos, e esse era um daqueles momentos, quando eu me sentia realmente feliz e, de certa forma, completo.


 


- Te amo – ela disse me olhando com um lindo sorriso – Não precisa dizer o mesmo... – ela começou, mas eu a interrompi pondo um dedo sobre seus lábios.


 


- Também te amo Lucy. – eu disse, e sabia que era verdade.


 


Então ela deu o sorriso mais lindo que eu já havia visto, e nós nos beijamos.


 


==========


 


Nós passamos toda essa manhã juntos, e tínhamos decidido que iríamos contar a todo mundo, mas isso aconteceu... e agora estou morrendo, mas pelo menos ela sabe que eu a amo...


 

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.