A Detenção e o Beijo



Cap 6 - A Detenção e o Beijo

N/a: Antes de mais queria pedir desculpa a todos os que seguem ou seguiam a minha fic. Encontrarão explicações para a minha ausência nas notas de autora no final.

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Após o jantar Rose saiu do Salão Principal apressada. * Ah Meu Deus eu estou praticamente atrasada para a minha primeira detenção!!...Hey mas eu não ia deixar aquela maravilhosa torta de laranja inacabada, isso seria crime...*

Enquanto chegava à parte mais escura do corredor, algo lhe interrompeu o raciocínio...

- Puxa Weasley você é lenta a comer! - exclamou uma voz vinda da escuridão atrás dela.

- Ahhhhhhhhhh! - Exclamou Rose assustada. - Seu idiota você quer me matar do coração?!? - perguntou ela com a mão no peito, suspirando aliviada ao reparar que era apenas Scorpius que estava encostado na parede com os braços cruzados.

- Só se for de paixão... - disse ele sorrindo malicioso. Dito isso, desencostou-se da parede e deu alguns passos na direcção dela, que corou com o comentário...

- D-deixa de ser idiota... - respondeu ela nervosa.

- Nossa quanta originalidade Weasley!.. se eu fosse a apontar quantas vezes você me xinga de idiota ao dia, com certeza teria um manuscrito! - Ele sorriu divertido. * O que é que vem aí... coisa boa não é certamente... * pensou Rose. - Será que você só me chama de idiota, porque tudo o resto que lhe ocorre p'ra me chamar não te serve de insulto? - ela ficou com cara de ''como assim!?'' - Tipo... você só pensa em dizer o quão bonito e charmoso eu sou... e como secretamente você inveja o meu cabelo... - * Ah eu não disse?!? Coisa boa não vinha dessa serpente albina!... mas não espere pela demora... [riso mental maléfico] *

- Ah deixa de ser babaca! «Vê? Eu consigo pensar em outros xingamentos p'ra você sim!»... E porque carga de água eu quereria ter um cabelo loiro oxigenado como o seu? - ela perguntou com um sorrisinho debochado, espantando Scorpius que pensara que ela se ia atrapalhar. Depois percebeu o que ela tinha dito.

- Heyyy o meu cabelo é naturalmente loiro... É uma herança ancestral dos Malfoys! - ele disse ofendido, empinando o nariz.

- Sim sim... - disse a morena olhando o relógio de pulso nervosamente, aumentando o ritmo do passo se bem que um sorrisinho de lado ainda estivesse presente nos seus lábios. - Eu vou fingir que acredito... - murmurou suficientemente alto para que ele ouvisse.

Depois dessa resposta ele emburrou e seguiu em silêncio lado-a-lado com ela. ( Que seguia muito satisfeita consigo mesma por ter conseguido calar o sonserino ). Chegaram finalmente à porta que dava acesso ao exterior do castelo. Filch esperava-os na porta com Ms Norra III ( infelizmente [ou então não huahuahua] a primeira e segunda gatas do zelador faleceram... mas ele encontrou uma substituta tão horrenda quanto a primeira e a segunda, à qual ele deu o nome originalíssimo de: Miss Norra III )

- Sigam-me seus pirralhos...

- Hey quem você pensa que está chamando de pirralho? - Filch simplesmente ignorou Malfoy e seguiu pelo caminho de terra que levava à cabana de Hagrid.

- [Filch murmura para a gata] Ah minha preciosidade, se fosse eu o director dessa escola penduraria esses delinquentes nas masmorras de cabeça para baixo e... - Filch continuava a resmungar.

- Ixi... alguém tá precisando de férias... - disse Rose irónica. Filch parecia manter animadamente uma conversa com Ms Norra III. Rose apenas mordia o lábio inferior para conter o riso ante a idiotice da coisa e Scorpius revirou os olhos dizendo:

- Eu acho que esse alguém não precisa de férias e sim de reforma... num bom manicómio!... - o garoto exibiu um pequeno sorriso trocista na direcção do velho zelador.

- Bem que você podia ser caridoso e gastar metade do seu dinheiro enviando-o para lá! - brincou Rose.

- Boa piada Weasley... se bem que isso nunca poderia gastar metade da fortuna dos Malfoys, pois é imensa... seria p'ra nós como é p'ra você comprar uma dúzia de pacotes de pastilhas. - disse Scorpius convencido.

- Argh! E você que não viesse com os seus exibicionismos...exagerado! - Rose revirou os olhos, se bem que parte dela reconhecia que o facto até estava próximo da verdade.

- Exagerado não, realista! - disse ele sorrindo p'ra ela e passando a mão pelos cabelos loiros.

- Que seja Malfoy... - disse ela continuando a andar e abanando uma mão para ele cm indiferença. Isto indignou-o pois quando ela lhe deixava a última palavra sem denotar irritação, isso geralmente significava que o que quer que ele dissesse a partir de então não a iria afectar... Apressou-se a acompanhar o passo dela e pouco tempo depois já ambos eram recebidos por um Hagrid com um sorriso tristonho, para de seguida ouvir as suas instruções.


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O que Scorpius não sabia quando pensou que não iria ver a garota irritada foi que após quase hora e meia de terem iniciado a busca pelo hipogrifo sem quaisquer resultados, a parte do temperamento de Ronald Weasley que habitava em Rose ia começar a vir ao de cima.

- Acabou! Não dou nem mais um passo pra dentro dessa maldita floresta! - gritou Rose cansada e com os pés doridos. A rapariga sentou-se furibunda no chão massageando o tornozelo.

- Oras Weasley... deves de achar que os meus pés também não doem... eu também estou farto disso, mas não é por mais quinze minutos que você vai morrer... O Hagrid disse que se não encontrássemos o raio do hipogrifo até às 20h15 devíamos voltar para lá e são agora precisamente 20h00. - respondeu Scorpius impaciente.

- Então podemos começar a voltar para lá... ou então daqui a pouco já nem nos lembramos do caminho que fizemos para aqui! Você por acaso quer perder-se? Eu certamente que não! - disse ela ainda detendo a sua atenção no tornozelo.

Scorpius ponderou no que Rose lhe dissera. * Ela tem razão... já está escuro como breu e nós estamos longe da orla da floresta; se nos perdêssemos agora, por muito que gritássemos ninguém iria ouvir-nos... * Enquanto Scorpius estava absorvido em pensamentos Rose ainda estava sentada no chão. Isto até ouvir as folhas de um arbusto a cerca de dois metros atrás de si serem agitadas. Ali não havia vento, o que significava que alguma coisa provocara o movimento...

- Malfoy? - ela perguntou num tom incerto.

- Tá bom Weasley. Ganhaste. Vamos voltar... - e ao mesmo tempo que dizia isso, ele caminhou em direcção ao trilho atrás de Rose; de onde ela ouvira o ruído. Antes que ele tivesse oportunidade de passar por ela, Rose agarrou-lhe no pulso ao mesmo tempo que dizia:

- Não! - num tom urgente. Isso fê-lo ficar estático e o simples toque da mão dela em volta do seu pulso fez a sua pulsação acelerar. Passados segundos ele inclinou a cabeça para baixo para olhar para Rose, ainda assim não disse palavra. Ela pôs-se de pé num salto, quase chocando com o rapaz, mas demasiado assustada para pensar na proximidade dos dois. - E-eu ouvi um barulho vindo dali...

- Deixa de ser paranóica. - Scorpius disse vendo os olhos de Rose começarem a ficar do tamanho de duas bolas de basebol, mas sem ligar muito. Ela abriu e fechou a boca algumas vezes tentando dizer alguma coisa, ainda com os olhos fixos atrás da cabeça de Scorpius. Ele irritou-se e perguntou – O que é?! - De repente Rose solta um grito e puxa-o pelo braço começando a correr.

- CORRE!!!!!!! - ela disse ainda o agarrando no braço. Scorpius não entendia o que se estava a passar e limitava-se a obedecer-lhe. Então, arriscou um olhar para trás e entendeu os medos da garota.

A pouco mais de três metros, uma aranha gigante, talvez do tamanho de um sofá corria atrás deles. Foi a vez de Scorpius gritar (um gritinho estridente na opinião de Rose). Ele pegou nela pela mão e tomou a dianteira, de modo a que agora era ele quem corria e Rose limitava-se a ser arrastada. A adrenalina corria rapidamente nas suas veias à medida que cada vez mais o bicho se aproximava. Subitamente, Scorpius virou num trilho desconhecido. A sua única hipótese era esperar que nenhum deles tropeçasse nas raízes no chão e que achassem uma saída para os terrenos de Hogwarts o mais depressa possível. De repente os dois caíram num buraco anteriormente camuflado.

- Ai! - Gritam em uníssono ao embater no chão. Ficaram calados com o medo, procurando ver em que sitio se encontravam. Rose e Scorpius olharam para cima vendo o minúsculo buraco por aonde tinham caído dentro daquela espécie de caverna. Durante alguns segundos o silêncio reinou, mas eis que se ouviu um ruído por perto. Estavam cada vez mais assustados. Rose aproximou-se mais de Scorpius que permanecia firme apesar do medo; ao contrário de Rose, que já não sabia se tremia devido ao frio ou ao medo. Conseguiram ver a aranha a rondar o buraco mas ela era grande de mais para passar por ele. De súbito, aproximou-se ferozmente e passou uma das patas para dentro para tentar agarrar algum dos garotos. Estes encolheram-se mais junto ao chão e abraçaram-se com medo arrastando-se para o fundo da pequeníssima caverna até embaterem na parede de terra.
Passou-se muito tempo até que a aranha desistisse de tentar entrar e devorá-los, decidindo procurar o seu jantar em outro local.
Contudo, o alivio não foi total pois tanto Rose como Scorpius receavam a volta do insecto demasiado grande e nenhum deles se atreveu a se dirigir para perto da saída da caverna. Até porque mesmo que conseguissem lá chegar, a entrada era demasiado alta para conseguirem sair sozinhos.
Permaneceram no mesmo sitio, incapazes de se mover. Rose sentia frio pois esquecera-se da sua capa no dormitório. Começou a tremer e a bater os dentes.

- T-tenho fri-o. - Rose declarou finalmente. Os espasmos de frio não haviam passado despercebidos ao rapaz e ele levantou-se subitamente. Rose assustou-se pois pensou que ele se fosse embora e fosse capturado pela aranha ao sair, deixando-a sozinha. - A-aonde você vai? Por favor não me deixe sozinha! - ela levantou-se também, as lágrimas caindo involuntariamente dos seus olhos, quando o medo e o frio finalmente a fizeram atingir os limites. Ainda a tremer com o frio e abraçou-se a si mesma.

Depois, encostou-se ao peito dele procurando consolo e aquecer-se. Ele não estava assim tão pós-aterrorizado que não estivesse nervoso com a proximidade dela. Retirou o manto e colocou uma mão no ombro dela hesitantemente e, não havendo resistência da parte dela, colocou então os seus braços à volta dela para envolvê-la com o manto. Este ainda conservava o seu calor e cheiro. Algo que Rose identificou como menta.

- Shhh... Vai ficar tudo bem. - ele levantou o queixo dela, fazendo com que a garota o encarasse e limpou as lágrimas do seu rosto. Ela sentiu um arrepio, mas esse nada teve a ver com o medo ou o frio que sentira anteriormente...mas sim com o olhar azul-acinzentado preso no seu no momento e nos lábios do dono desses olhos, que agora se inclinavam lentamente para ela.

Ele terminou a distância dos lábios dos dois num beijo suave que ela não negou. As lágrimas pararam de cair dos seus olhos e também ela fechou os olhos, entregando-se ao momento. (Hey também não esperem que o beijo evolua muito, né? Eles têm apenas 11 anos!)
Deixaram-se ficar abraçados por alguns momentos até ouvirem um grito ao longe.

- ROSE! SCORPIUS! AONDE ESTÃO?? - reconheceram a voz de Hagrid e então encararam-se rapidamente, a esperança brilhando de novo nos olhos da grifinória e do sonserino. Apressaram-se para a entrada da caverna, de mão dada.

- AQUI HAGRID! AQUI! ESTAMOS AQUI! - eles começaram a gritar tentando fazer com que o meio-gigante os ouvisse. Ouviram alguém correndo e segundos mais tarde a cabeça de Boogie, o novo cão de Hagrid, apareceu acima deles. Tiveram de se desviar um pouco para que quando o enorme cão começasse a ladrar a baba que caía da sua enorme boca não acertasse mesmo em cima dos dois. Riram ligeiramente e encararam-se tímidos. Hagrid apareceu numa questão de segundos, correndo também. Após tê-los retirado de dentro da caverna, Hagrid contou-lhes que achara o hipogrifo num dos locais onde ele costumava levá-lo para que matasse as saudades de um certo tipo de minhoca que a criatura não comia muitas vezes. O meio gigante levou-os para o castelo e após tê-los deixado com Mcgonagall, esta conduziu cada um deles de volta à sua respectiva casa. Tanto Rose como Scorpius não falaram mais pelo resto da noite e evitaram olhar para o outro. Mas já deitados, cada um em seu dormitório, nenhum deles pôde evitar um sorriso na escuridão, antes de adormecer, ao recordar o beijo na caverna.


N/a: Oi gente! Eu sei que demorei séculos para actualizar mas a verdade é que tenho andado seriamente a pensar colocar a fic em Hiatus. Vocês não têm comentado praticamente nada (Peço desculpa a todos aqueles que o fizeram e agradeço do fundo do coração, vocês me fazem ganhar o dia!) e isso tem sido desmotivante para mim. Assim sendo, desta vez o único pedido que tenho a fazer é que me deixem uma opinião sincera, através de um comentário, acerca do seguinte:
a) Acham que eu deveria continuar a fic?
b)Deveria proceder a algumas alterações e depois continuar? (Sendo que as alterações que estou pensando fazer são eliminar todos os caps excepto o primeiro e depois continuar o plot alguns anos no futuro.)
c)Deveria acabar com a fic ou colocá-la em Hiatus?

Bom... por hoje é tudo. Conto com a vossa opinião queridos leitores. Um beijo enorme para todos vocês que ainda arranjam tempo para ler o que eu escrevo, especialmente àqueles que comentam; e as minhas sinceras desculpas.

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