Prólogo



Prólogo:

A sala era sombria e fracamente iluminada. Via-se apenas um cadeirão velho, voltado para a lareira e umas cortinas negras esfiapadas que impediam a entrada da luz do dia.

Um homem loiro entrou no aposento, sentiu frio mas ao mesmo tempo soava.

Viu uma mulher parada ao lado do cadeirão, tinha cabelos negros, olhos azuis profundos e pele clara, arrepanhada por cima dos ossos salientes do rosto. Em tempos devia ter sido muito bonita.

- Finalmente chegaste – comentou a mulher com desdém, observando o recém-chegado de alto a baixo

- Duvidavas que viesse? – perguntou o homem com sarcasmo

A mulher limitou-se a sorrir de forma cínica.

- Sabes que ele não gosta de esperar

- Sei…

Ouviu-se o som de alguém a materializar-se no cadeirão, instalando-se um silêncio mortal na sala.

- Olá Anton… - comentou o recém chegado com uma voz glacial, carregada de maldade – sabes porque é que te chamei?

- Não senhor – respondeu o homem loiro

- Quero que ocupes o lugar do teu irmão, agora que ele foi preso preciso de alguém para o seu lugar…

Anton arregalou os olhos de espanto, assim como a mulher.

- Mas meu senhor… - tentou ela intervir

- Silêncio Bella! – cortou o senhor, voltou-se novamente para Anton – virás para Londres e trarás as tuas filhas contigo… preciso de apoiantes no interior do Hogwarts para executarem o meu plano… apoiantes que passem despercebidos…

- Senhor… não passam de miúdos… - afirmou Anton alarmado

- Miúdos mais competentes que o teu irmão! – rugiu o senhor, lembrando-se do estrago que no ano passado seis adolescentes tinham causado no ministério da magia, os mesmo seis que iria atingir com seu plano – as minhas ordens estão dadas… Não me desapontem desta vez…

- Sim senhor… - murmurou Anton fazendo uma pequena vénia e retirando-se

O homem sentado no cadeirão sorriu para Bella, um sorriso trocista e cruel.

- Desta vez o meu plano é perfeito… vou acabar com o maldito do Potter e o Lixo imundo dos seus amigos! Mesmo debaixo das barbas de Dumbledore.

Então, uma risada carregada de veneno, fria e horripilante rasgou a noite, quebrando o calmo silêncio dos adormecidos.

- Chegará a minha hora… em breve… muito em breve… - murmurou recostando-se mais confortavelmente no cadeirão

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