Eradicare Vita Seniore Malu



Amanhã é um novo dia


Capítulo um: Eradicare vita seniore malu


Os velhos olhos vermelhos voltaram

Dessa vez, com o mundo nas costas,

E a cidade nos pés

Olhos vermelhos, Capital Inicial


- Curve-se diante de mim! – gritou a voz enfurecida daquele ser maligno, pela milésima vez naquela interminável noite.


- Nunca! – berrei de volta, enfurecido.


Como ele poderia achar que, mesmo depois de tudo o que ele fez, eu ainda seria capaz de, mesmo no último momento, me curvar diante dele? Aquilo era um absurdo total!


- Potter, você não vê que acabou pra você? Olhe à sua volta, menino insolente! Seus amigos estão morrendo por sua culpa. Quantos outros já não morreram e você ainda tem esse maldito orgulho grifinório? Coisa mais tola!


Por um lado, Voldemort tinha razão. Muitos haviam sido sacrificados, tais como Luna Lovegood, Colin Creevey, as gêmeas Patil, Simas Finnigan. Mas não somente os alunos. Eu sabia que o corpo minúsculo do ex-professor de feitiços, Flitwick, jazia morto em um canto do grande salão onde havia sido palco para conversas alegres, risos, fofocas, refeições, enfim, o Salão Principal de Hogwarts servia agora como cenário para a batalha final entre o bem e o mal.


Não só o professor de feitiços, como também a professora Hooch, ex-professora de Vôo, e a professora Sprout, antes professora de Herbologia, não haviam sobrevivido.


Em cada lado do Salão, de frente um para o outro, estávamos, eu, Harry Tiago Potter e aquele que um dia fora reconhecido como Tom Servolo Riddle. Frente a frente. Para acabar de uma vez por todas com um mundo. Qual dos mundos ainda não estava decidido. Se Tom ganhasse, o mundo da luz, do bem e da Ordem da Fênix seria destruído. Mas se eu derrotasse o Lorde das Trevas, o mundo estaria livre da escuridão que vinha vivendo nos últimos sabe-se lá quantos anos.


Uma das mortes, que fiquei sabendo pelo choro de minha professora de transfiguração, que estava mais próxima da porta de carvalho, localizada às minhas costas, podia escutar sua voz desesperada e entrecortada pelo choro dizendo que ele, o maior bruxo de todos os tempos, o homem que tive mais próximo como pai após o Sirius, o ser que mais me amou após meus pais e meu padrinho, o único a quem eu poderia chamar de família sem sentir lá no fundo que era mentira, aquele que sim, um dia realmente se preocupou comigo antes de se preocupar com o futuro do mundo, tirando Sirius Black, estava morto. Sim. O melhor diretor que Hogwarts já teve. O melhor bruxo a passar por aquela terra. O mais sábio homem que pude conhecer. Estava morto. Como eu poderia ter chances se Alvo Dumbledore estava morto?


Sim, Voldemort conseguira mais uma vez tirar a vida de um ser que eu amava. Mais uma vez, conseguiu me deixar sozinho no mundo, com toda a responsabilidade em minhas costas.


Olhei com mais atenção em volta: Rony, Hermione, vários outros Weasley, e por incrível que pareça, Draco Malfoy estavam aprisionados, os braços presos em correntes enferrujadas anexadas às paredes. Eu sabia que Draco havia se juntado à Ordem da Fênix no começo daquele ano, mas jurava à mim mesmo e ao próprio Dumbledore que ele era um espião. Mas estava enganado, e odiava admitir isso.


Draco lutara como se estivesse na Ordem há muito mais tempo do que realmente estava. Mas de nada adiantara, quando seu próprio pai o lançou um Cruciatus sem a menor piedade. Tudo bem que Lúcio fosse frio com todos, mas com o próprio filho? O que uma pessoa como ele não fazia por poder...


Olhando com mais atenção aos vários membros da Ordem, os que não estavam mortos estavam presos em correntes às paredes. Olhei de esguelha para Remo J. Lupin e o vi falando palavras reconfortantes a Tonks. Senti um pouco de inveja quando vi Rony fazer o mesmo com Hermione. Queria poder fazer o mesmo com Gina, mas minha doce ruivinha estava desmaiada sobre a mesa que antes era usada para as refeições dos professores.


De onde eu estava, dava para vê-la. O rosto sujo, o uniforme que ela vestia quando o ataque começou estava agora rasgado em várias partes e ela tremia pelo frio que o lugar estava, já que havia vários Dementadores por toda a parte.


Eu não sei os planos exatos de Voldemort para ela, só sei que, caso não consiga tirar de mim sabe-se lá o que, Gina também o tem. Ela é praticamente sua segunda opção.


Olhei para o teto, que quando o vi pela primeira vez, no primeiro de setembro de 1991, estava estrelado e atraente, hoje exibia uma noite sem nuvens nem estrelas. O céu não tinha absolutamente nada. Assim como o coração daquele monstro ofídico. Se é que aquela cobra peçonhenta tinha coração.


Se até o céu estava daquela forma, sem vida, como você acha que os presentes daquele salão estavam após a morte de Dumbledore? Até eu, Harry Potter, havia perdido as esperanças. Lutava só por lutar, ou talvez até pelo que Riddle dissera, o orgulho grifinório me impedia de parar de lutar.


Fui tirado de meus pensamentos ouvido novamente aquela voz que tanto me dava ânsias dizer:


- Crucio.


Depois disso, apenas cai no chão, com a mão no estomago, sentindo como se mil facas perfurassem todos os meus órgãos, como se um gigante me esmagasse em seus dedos longos e sujos, quebrando cada osso de meu corpo, era como se cada órgão dentro de mim explodisse, a dor poderia ser comparada à de animais ferozes me arranhando a pele com as unhas, permitindo que o sangue saísse de minhas veias. Eu desejava que meu coração fosse arrancado, como todas as outras vezes que fui atingido por aquela maldição, mas meu desejo nunca se concretizara. A dor era a pior que já sentira na vida, mas, mesmo assim, não gritei. Nunca fui disso, não seria agora. Cerrei meus punhos, permitindo que a unha entrasse na carne, mas não pude diferenciar aquela dor com as demasiadas outras. Para sufocar o som que queria sair de minha garganta, mordi o lábio inferior, e pude sentir as gotículas de sangue pinçando em minhas pernas que estavam ajoelhadas no chão do Salão Principal, de frente á Tom. Voldemort não poderia perceber minha fraqueza. Não naquela altura do campeonato.


Usando minha mente, com um certo sacrifício, pois minhas forças estavam quase nulas, levantei sem sentir mais dores, o que na certa deve ter assustado o poderoso Lorde das Trevas, pois ele continuou com a varinha apontada para meu estômago, com uma cara de paspalhão que, diga-se de passagem, foi a melhor cara que aquele verme pode ter feito. Tive vontade de rir, mesmo não tendo feito nada que não fosse encarar aqueles olhos vermelhos nojentos, que complementavam o rosto tão branco que quase chegava a ser transparente. Cicatrizes pelo rosto dele, mas nenhuma nem aparentava como a minha única na testa.


Voldemort poderia não saber como fiz aquilo, mas eu sabia e muito bem como. A profecia que Dumbledore havia me mostrado em meu quinto ano dizia claramente que eu possuía poderes que o Lorde das Trevas desconhecia. Treinei tais poderes e agora estava usando-os contra ele.


Ergui minha varinha que, por coincidência, era feita da pena da mesma fênix que a varinha de meu inimigo. Ora, como as coisas são engraçadas, se ele fosse me matar, mataria com uma varinha feita de fênix. Fênix cujo dono ele matara! Sim, nossas varinhas eram feitas de Fawkes, a eterna e linda fênix de Dumbledore.


Com a ponta de minha varinha mágica, apontei para o peito da criatura monstruosa a quem alguns chamavam de Lorde.


Estava pronto para os dizeres fatais, que acabariam de vez com Voldemort, quando escutei duas vozes conhecidas atrás de mim. Realmente não sei dizer qual me surpreendeu mais. Se a de meu padrinho fugitivo, que estava desde meu quinto ano desaparecido, cumprindo obrigações para a Ordem da Fênix, Sirius Black, em meu lado esquerdo. Ou de meu companheiro de turma, Neville Longbotton, conhecido como estabanado e palerma menino de rosto redondo, em meu lado direito.


Tive vontade de largar tudo para correr e abraçar meu padrinho. Não acreditava que ele estava ali, depois de tanto tempo! Cheguei a pensar que ele estaria morto... Mas agi como um rapaz de dezessete anos e com a responsabilidade que tenho agiria – mesmo desconfiando que não havia outro rapaz de dezessete anos com tal responsabilidade.


Continuei no mesmo lugar, mesmo que com um brilho de esperança nos olhos maior, e um idiota sorriso no rosto, mesmo eu estando à beira da morte. A varinha na mão direita, que antes tremia, mas agora estava firme e decidida.


Sirius disse primeiro, para mim, mesmo fitando Voldemort com repugnância e com um sorriso superior nos lábios – não, eu não o estava vendo, apenas conhecia meu padrinho o suficiente para saber que era isso que ele fazia.


- Harry, você sabe o que fazer. – foi o que ele disse, e eu olhei para Voldemort que, pela primeira vez na vida, parecia amedrontado.


- Pensei que estivesse morto, Black.


A resposta de Sirius me deu muita vontade de rir, mas apenas dei um sorriso alegre.


- Ah! Não! Esse será você daqui a pouco. – disse, e dessa vez pude o ouvir rir. Ótimo, se eu não poderia rir, ao menos Sirius fazia isso por nós dois.


Um pouco depois, escutei Neville dizer:


- Harry, quando eu contar até três.


Não entendi muito bem, mas concordei. Sabia o que ele queria dizer em termos. Quando ele contasse até três, eu diria as palavras. Mas por que só quando ele contar?


- Um... – começou, a varinha firme na direção de Voldemort.


Se eu não tivesse com uma das lentes dos óculos rachados, iria jurar que vi as pernas de Voldemort tremerem.


- Dois... – novamente ouvi a contagem de Neville ás minhas costas.


Nem acreditava. Estava acabando! Era só ele contar três, eu diria a porcaria do feitiço e o mundo estaria livre!


Juro que continuaria a pensar assim se não tivesse visto Voldemort correr para trás, agarrar o corpo desmaiado de Gina junto ao seu e apontar a varinha para o peito de minha namorada.


Neville parou a contagem na hora. Nós três prendemos a respiração até Voldemort resolver falar, com uma risada que demonstrava claramente que ele era louco.


- Então, Potter? Não vai me matar? Pois mate agora! Mate-me enquanto tenho a sua doce ruiva nos meus braços! Sabia que essa idiota serviria para alguma coisa!


Senti meus músculos congelarem. Não estranharia se o suor que descia de minha testa virasse pedra de gelo. Minha perna cravada no chão parecia ser feita de cimento, ou que eu estava sob algum feitiço-bloqueio. Se eu dizia que a dor da maldição Cruciatus era a pior que já havia sentido, com certeza não havia experimentado a que estava sentindo agora. Sentir que poderia perder Gina daquela forma era muito mais doloroso do que imaginar minha própria vida ser tirada.


Estava acabado. Não, eu não lançaria nenhum feitiço em Voldemort enquanto Gina estivesse com ele, nem deixaria Neville lançar.


Não havia salvação. O mundo estava perdido.


- Eu confio em você, Potter.


Ouvi de repente, a última voz que poderia nem ao menos imaginar dizer que confiava em mim. A voz arrastada inconfundível de Draco Malfoy vinha de uma das correntes, onde ele estava entre Rony e Fred.


Após isso, ouvi outros alunos, alguns com os quais eu nunca havia falado na vida, dizerem a mesma coisa. "Confio em você".


Tive vontade de gritar para eles pararem. De dizer que nem eu mesmo confiava em mim. Oras, o que eles queriam que eu fizesse? Que sacrificasse a vida de Gina? Não, me desculpem, mas que chamassem outra pessoa para o cargo.


Mas então percebi o plano deles. Os comensais estavam recuando com as costas para as paredes, apavorados com a gritaria. Voldemort pareceu não se abalar muito, mas percebi que quando ele olhou para mim, e viu meu olhar de determinação voltar a tona, pareceu apavorado.


Usando novamente os poderes que Voldemort desconhecia e que Dumbledore havia me apresentado há pouco, vi o corpo de Gina sair dos braços de Voldemort e parar na porta atrás de mim, perto da professora Minerva e do corpo de Dumbledore.


Novamente a face de Voldemort tornou-se cômica. Ele estava com medo?


Como dezenas de vezes naquela noite agonizante, senti vontade de rir, mas controlei-me, como sempre. Pude ver o sorriso superior que Draco lançou ao seu pai, empinando mais o nariz, que já era empinado por natureza. Aquele ali nunca iria mudar. Sempre se sentindo superior...


Escutei Neville às minhas costas falar outra vez:


- Vamos lá Harry, novamente. Com calma. Concentre-se!


Ele falava como Dumbledore. E isso me corroia de saudades.


- Um...


Aquele ‘um’ entrou muito vago em meus ouvidos. Meus pensamentos estavam longe. Concentravam-se na dor que Voldemort havia me causado durante todos esses anos.


- Dois...


Primeiro atormentou meus pais, depois, matou-os sem piedade. Aos meus onze anos, duelamos. Em meu segundo ano, salvei Gina das garras de sua memória e ainda lutei com seu "animal de estimação". No meu terceiro ano, arrependi-me de não ter matado um homem, que fugiu em seguida, e que por culpa dele, foi desleal aos meus pais e rendeu a Sirius longos anos na prisão, mesmo sendo inocente. Em meu quarto ano ele mata um dos alunos na minha frente, me deixando atormentado em todo o verão daquele ano. Em meu quinto ano, penetrava minha mente, me fazendo cair em armadilhas, me deixa em puro ódio à ponto de querer bater em Dumbledore. No meu sexto ano, ele resolve fazer com que "meus pais" apareçam e me atormentem me dizendo para passar para o lado das trevas e ainda mata Hagrid. Ainda não acredito que pude ter sido tolo de acreditar que aquelas aparições eram mesmo meus pais, nem que fui incapaz de imaginar que era mais um plano maligno desse verme.


- Três! – escutei a voz de Neville berrar, e ao mesmo tempo que eu dizia as palavras:


- Eradicare vita seniore malu*.


Senti o chão em meus pés tremerem. O vento foi tão forte que as pesadas portas de carvalho que davam passagem ao saguão de entrada abriam-se abruptamente, fazendo com que folhas secas de árvores desconhecidas invadissem o salão, deixando o lugar, antes com aparência demoníaca, agora parecido com um local abandonado.


As janelas de vidro explodiram e, pelo barulho, pode ter sido impressão minha, mas foi como se todos os vidros do castelo se espatifassem ao chão.


E num repente, o silêncio fez-se ouvir. Nada. Nem a respiração de uma mísera formiga. Nada. E em menos de meio segundo, um urro de dor foi ouvido. O barulho era tão grande, que doía o ouvido até mesmo de uma pessoa semi-surda.


Fechei os olhos de imediato, impedindo com minhas pálpebras que algo entrassem em meus olhos. Ninguém podia abrir os olhos, pois a ventania voltara, e uma brecha sequer que a pálpebra deixasse, com certeza algo importuno entraria em seus olhos, rasgando-lhe a íris. Então, ninguém sabia ao certo quem gritava.


Um minuto passou-se assim. O grito sendo confundido ao assobio do vento. Podia sentir meus cabelos esvoaçarem para todos os lados, o grito agudo de uma das pessoas daquele salão continuava.


Eu precisava abrir meus olhos. Precisava saber quem estava gritando! Criando força e coragem, abri um dos olhos e a única coisa que pude ver foi um enorme ciclone no meio do salão. Fiquei completamente amedrontado, e posso lhes dizer, isso não era nada bom.


Longos segundos, que para mim pareceram horas, se passaram, até que o ciclone começasse a amenizar. Após exatos cinco minutos, o silêncio predominava. Quem estava em meu campo de visão estava de olhos fechados, pelo que pude ver. No meio do salão, vi um monstro com uma capa preta. Seu rosto pálido com cicatrizes estava se transformando em pedra. As mãos com dedos finos e longos também.


Apertei os óculos rachados mais próximo ao rosto e forçando a vista em um ponto que doía, pude ver...farelos? Era aquilo que caia do rosto daquele monstro? Ah! Estava entendendo! O rosto dele estava transformando-se em pó! Ou melhor, estava se desintegrando.


Eu vi a capa tremer no ar quando o corpo já não mais existia. Andei cauteloso, ainda sem ninguém com coragem suficiente para abrir os olhos. No meio da capa preta jogada ao chão, estavam os restos de Voldemort.


Estiquei minhas mãos arranhadas e com sangue pela batalha sobre o resto daquele ser maligno, usando novamente meus poderes de herdeiro dos poderosos dos quatro maiores bruxos – Godric Grifinória, Helga Lufa-lufa, Rowena Corvinal, e graças a Voldemort, Salazar Sonserina – e fiz com que os restos de Tom desaparecessem do chão, aparecendo em um pote de vidro na minha mão.


Ao lado da capa negra estava a varinha do ex-mais-poderoso bruxo das trevas. Percebendo que, ainda, todos estavam de olhos fechados, caí no chão de joelhos. Minha varinha na mão direita, a varinha de Voldemort na mão esquerda, e os restos daquele que um dia matou muitos, estava em um vidro, na minha frente.


De joelhos, no meio do salão principal, cercado de alunos, professores, pessoas do Ministério da Magia, e sabe-se lá mais quem, eu chorei.


As varinhas nas mãos; as lágrimas escorrendo, e aos poucos meu grunhido foi se transformando em soluços altos, até que, pela primeira vez, desde a batalha final, eu gritei, mas gritei rindo.


O choro, o grito e o riso. Qualquer um me chamaria de louco se não estivesse presente ao que acabara de acontecer.


Mesmo de olhos fechados, chorando, de joelhos, rindo, percebi que, aos poucos, os presentes iam abrindo os olhos. Sentia também que, ao abrirem os olhos, eles riam. E quanto mais eles riam, mais vontade de gargalhar eu tinha.


E foi o que fiz. Ri. E ri muito. Muito. E muito alto. Depois de um tempo, o riso já não me satisfazia para expressar a alegria que explodia em meu peito. E eu chorei.


Chorei tanto, como acho que nunca chorara na vida. Tinha acabado! Toda a guerra, todo o sofrimento! Tudo bem que muitos haviam se sacrificado, mas de certa forma, seríamos felizes agora.


Senti uma mão em meu ombro, me trazendo a realidade. Quando vi quem era, minha vontade de rir voltou, mas eu simplesmente levantei, abracei Sirius, e chorei em seu ombro.


Era como se meus pais tivessem ressuscitado. Ou que Dumbledore nunca tivesse morrido. Ou o dia que comecei a namorar Gina – o que preciso dizer, deu um certo trabalho, já que a ruivinha é uma bela de uma cabeça dura.


Sirius precisava, sim, me explicar muitas coisas. Mas o que importava agora era que ele estava ali, vivo, me abraçando, comemorando pelo final da guerra.


- Estou orgulhoso de você, Harry. Estou muito orgulhoso, meu filho.


Em toda a minha vida, nunca aceitei que alguém me chamasse de filho, pois realmente não saberia retribuir com um "pai". Com exceção da Sra. Weasley e de seu marido, ninguém me chamava daquela forma. Mas eles tinham outros filhos. Sirius não. E, por incrível que pareça, me senti alegre por meu padrinho, melhor amigo de meu pai, me chamar daquela forma.


- Obrigado por estar aqui...pai.


31 de julho de 1999, Harry Potter



*Eradicare vita seniore malu significa: encerrar vida senhor mau.

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