Prefácio



Bellatrix já não tinha mais a beleza que uma vez estivera estampada em seu rosto, porém ainda era possível identificar alguns traços de beleza clássica em seu rosto esquelético. Havia anos que ela estava em Azcaban, e ainda conservava um pouco de lucidez durante o sono. Algumas vezes sonhava com um rosto. Um rosto quase inumano, feio, deformado, com orelhas estranhas, olhos vermelhos e penetrantes e fendas no lugar das narinas. Um rosto que amedrontaria qualquer trouxa, e causaria pânico instantâneo em qualquer bruxo. Mas que trazia aos lábios de Bellatrix traços quase indentificáveis como um sorriso.
Suas mãos sujas e magras se agarraram ao chão, quando ela sentiu uma sensação a muitos anos familiar. Ela sentiu como se toda a felicidade estivesse sendo sugada de seu corpo, como se ela nunca pudesse voltar a ser feliz novamente. Mas agora, nada podia dar errado. Ela sabia que a hora era agora.
Havia algum tempo que algumas pessoas em Azcaban estavam recebendo de volta uma pequena parcela da sanidade que lhes fora tirada durante tanto tempo. Haviam horas em que algumas pessoas pensavam com clareza, e haviam horas em que algumas pessoas em azcaban sentiam um pingo de felicidade resvalando lentamente por toda sua alma.
Bellatrix sabia o que isso significava. Azcaban chegara ao fim. Os dementadores haviam finalmente se unido a Voldemort. Áquele que não pode ser nomeado. Ao lorde das Trevas. Ao homem que um dia em seu passado, não fora nada mais que uma criança estranha e muito capaz, nomeada Tom Riddle. Ao homem que estampava sonhos felizes no sono mais profundo de Belatrix.
Agora era a hora. a hora de Bella e alguns outros detentos deixarem Azcaban para sempre, ou até quando pudessem evitar.

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