Can't take my eyes of you



Capítulo 4


Can’t take my eyes of you



Como Carlinhos, Gui e Fleur não tinham ficado para jantar, o fim do domingo encontrou apenas o restante dos garotos Weasley, mais Harry e Hermione, jogados sobre o gramado dos fundos da Toca parecendo imensas lagartas enfastiadas. A Sra. Weasley tinha servido apenas um lanchinho na hora do jantar, já que todos haviam comido mais do que deviam no almoço. Porém, o lanchinho tinha sido suficiente para transformar seis corpos jovens e fortes em um grupo de barrigas cheias, lentas e preguiçosas, que parecia ter dificuldade até para girar os olhos.

Jorge comentou que a mãe estava tentando aumentar os sentimentos religiosos deles ao ouvir o décimo: “Meu Deus, por que eu comi tanto?”, dito por Fred. Os gêmeos encontravam-se escorados nas escadas que levavam à porta da cozinha, as cabeças juntas e trocando lamentos alternados, enquanto massageavam os estômagos.

– Também há a possibilidade dela ter se tornado uma assassina em massa. – Sugeriu Rony num gemido. – Decidiu que vai nos matar empanturrados.

Harry forçou o riso, mas acabou gemendo também. Estava deitado ao comprido na grama, os pés voltados para a casa. Do seu lado esquerdo, um pouco distante, Hermione escorava-se nos braços olhando para o céu e sorrindo em função das reclamações dos rapazes. Rony estava logo atrás dela, ocupando um banco longo de jardim, no qual ele havia deitado de olhos cerrados. Fechando o círculo pelo outro lado, estava Gina, excepcionalmente quieta, deitada de bruços, as pernas erguidas e o rosto apoiado sonolentamente nos braços. O Sr. e a Sra. Weasley estavam para dentro da casa.

– Bem – comentou Fred – morrer não seria mal. Ao menos eu não precisaria me preocupar em entrar nas minhas vestes de gala no sábado que vem. Tenho certeza que as minhas calças não vão fechar.

– Ora, diga que calças de cós largo são a última criação das Gemialidades Weasley – retrucou Gina. – Garanto que farão sucesso.

Rony riu abafado, mas os gêmeos não responderam por longos segundos. Harry imaginou ouvir engrenagens dos cérebros deles se movendo. Preguiçosamente, mas se movendo.

– Você é um gênio, irmãzinha! – Exaltou finalmente Jorge.

– A gente te encheria de beijos se isso não significasse ter de nos movermos daqui – completou Fred.

Gina riu.

– O que foi que vocês inventaram? – Perguntou.

– Ainda não inventamos, mas vamos criar esta semana – respondeu Jorge.

– Calças alargantes: “coma o que quiser e não se sinta desconfortável”.

– É. Teremos de testar aqui na mamãe.

– Isso significa filar alguns almoços. Talvez alguns jantares também. – Comentou Fred com a voz séria de um homem de negócios.

– Como se vocês não fizessem isso sempre – resmungou Rony.

Harry mantinha um sorriso debochado no rosto que acabou chamando a atenção dos gêmeos antes que eles respondessem para Rony.

– Tá rindo de quê, ô palito de dente? – Provocou Fred.

O garoto riu acompanhado de Hermione e Gina e se pôs sobre os antebraços para olhar os dois.

– Nada não. Apenas não tenho as preocupações de vocês. Ao menos, não enquanto a mãe de vocês me olhar com aquela cara de: “ó, tão magro! Quer um bolo, querido?”

Ele e as garotas continuaram rindo acompanhados por Rony, mas os gêmeos ficaram mordidos e resolveram contra-atacar.

– Tem razão, Harry. Você não precisa se preocupar com isso – disse Jorge amigavelmente.

– Claro que não – continuou Fred. – Você tem coisas mais importantes para pensar, não é Jorge?

– Sem dúvida. Afinal, a festa da semana que vem é em sua homenagem, não é? – O sorriso de Harry sumiu com o comentário. – Mais uma condecoração. A quinta, se não perdi a conta.

– Confederação Internacional dos Bruxos. Uma grande honra. Você vai dessa vez?

Harry deixou o corpo cair sobre a grama. A piadinha não teve graça.

Desde que a guerra terminara havia uma constante pressão para que ele se envolvesse na política bruxa, aceitasse homenagens, desse entrevistas. Enfim, se comportasse como uma celebridade. Tudo o que ele detestava. Sem falar nas perguntas, nos pedidos para que contasse como tinha derrotado Voldemort, nas suposições e insinuações de que ele se tornara tão poderoso ou tão perigoso quanto o bruxo que derrotara. Nos olhares admirados, nos hostis, nos maldosos. Ele não tinha pedido nada daquilo e todos pareciam lidar como se ele tivesse de gostar de ser o centro das atenções, como se ele quisesse. Já não bastava ter de olhar todo o dia no espelho e ver seu próprio rosto, a cicatriz em forma de raio na testa, e as outras que a acompanhavam. Algumas pelo corpo e outras que só apareciam para quem olhasse muito dentro dos seus olhos. Coisa que ele não permitia a ninguém. Há muito tempo.

– Não, eu não vou – respondeu num resmungo.

Hermione observou Gina olhar feio para os irmãos e fazer um sinal para que ficassem quietos, mas algo lhe saltou na mente no mesmo momento.

– Acha mesmo que ficar fugindo disso é a melhor solução? – Perguntou olhando direto para o amigo. Harry virou apenas a cabeça para ela.

– Você tem uma sugestão melhor, Mione?

– Tenho. Vá uma vez, ao menos. Dê o que eles querem. Se você for nessa festa só haverá outra daqui a um ano, talvez cinco e, com sorte, daqui há dez. Se não for, eles vão continuar fazendo uma a cada dois ou três meses apenas para ver quem conseguirá fazer você ceder.

– Eu não quero ceder.

– Então, eles vão continuar, Harry. Continuarão fazendo festas e alimentando boatos sobre você apenas para terem sobre o que falar.

– Hermione tem razão, cara – concordou Rony, que se erguera em um antebraço sobre o banco. – Papai sempre diz que a comunidade bruxa é muito pequena e por isso é difícil segurar boatos e histórias idiotas. Se você for, vai calar a boca de todos os imbecis de plantão.

Harry voltou a erguer a cabeça.

– A verdade, é que eu realmente não dou à mínima! Não estou nem um pouco interessado no que a comunidade bruxa pensa ou deixa de pensar. Eles sempre acreditaram no que quiseram, não é? Nunca se importaram com que eu queria ou sentia, mesmo quando eu era pouco mais do que uma criança. Nunca quiseram saber se estava dando o melhor de mim ou não! Eles nunca acreditaram no que eu sabia que era a verdade, porque eu vou me preocupar que eles acreditem agora! Vou continuar sendo o espécime em exibição favorito. Vamos! Falem de Harry Potter! Ele adora! – O discurso terminara bem mais raivoso do que ele pretendia.

– Nós sabemos disso tudo, Harry – a voz de Gina soou muito calma após a explosão dele. – Sabemos e apoiamos você no que quiser fazer. Até mesmo se quiser ir aos jornais e mandá-los todos para aquele lugar. Nós estaremos do seu lado. Mas Hermione tem razão. Isso não vai resolver.

Um silêncio constrangido passou pelo grupo enquanto Harry se sentava e abraçava as pernas. Ele manteve a cabeça baixa.

– Vocês têm idéia – recomeçou com a voz mais controlada – do que significaria uma noite assim? Desviando de conversas tolas, sorrindo até os maxilares endurecerem, apertando a mão de gente que vai me exigir um feitiço de limpeza para que eu não fique com nojo de mim.

– É uma droga! A gente sabe. – Disse Gina com firmeza. – Mas ser adulto é também fazer o que não se gosta.

Dessa vez, Harry olhou diretamente para ela.

– Que ótimo! Acho que nunca fui outra coisa na vida! – A garota apenas arqueou a sobrancelha. Harry deu um suspiro e baixou os olhos. – Desculpe. A culpa não é sua.

– E também não é sua, Harry. – Hermione o olhava com compaixão. – Não seria mais fácil ver a coisa toda apenas como uma festa. Um lugar para ir e relaxar um pouco. Você nem precisa conversar muito com as pessoas. Estaremos todos lá para tirar você dos apuros. Circule. Dance. As pessoas o acharão normal e não vão incomodá-lo.

– É isso, cara – concordou Jorge. – Além disso, não deve ser difícil para você arrumar uma garota para te acompanhar. Afinal, você é o Harry Potter.

Rony sentou imediatamente, como se fosse de mola, mas antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Hermione se adiantou.

– Acho que podemos pensar em uma coisa de cada vez. – Ela esticou a mão e colocou sobre a perna de Rony como que para impedi-lo de dizer qualquer coisa. O rapaz arqueou a sobrancelha e ficou quieto, olhando para ela. – Primeiro você tem que concordar em ir à festa. – Ela ergueu a outra mão impedindo Harry de falar. – Eu acredito firmemente que eles te darão um tempo se você for. Além disso, podemos armar uma forma das pessoas não ficarem muito tempo na sua volta.

– Qual a sua idéia? – Harry não parecia realmente interessado, mas já se acostumara a levar em consideração os argumentos de Hermione.

– Por exemplo – ela prosseguiu um pouco mais empolgada e tirando finalmente a mão da perna de Rony, como se tivesse se dado conta de alguma coisa – caso você esteja num grupo indigesto, um de nós aparece, dá uma desculpa e o tira dali. E se nenhum de nós aparecer, tem sempre a opção mais óbvia para não conversar numa festa.

– Qual? – A pergunta foi feita em uníssono, desta vez por todos os rapazes.

Hermione puxou o cabelo para trás com um sorrisinho que dizia que aquilo era muito óbvio.

– Você tira alguém para dançar.

– Brilhante, Mione! – Harry nem se preocupou em disfarçar o sarcasmo. – Exceto pelo detalhe de que, quando muito, eu consigo não triturar os pés do meu par na valsa bruxa. Mas você tem razão, dançar é uma ótima saída. Os jornais terão assunto por semanas. A seção de piadas vai ter de ser vendida numa edição em separado, mas... bem, certamente eles vão dar um tempo nos outros boatos idiotas.

Os gêmeos, Gina e Rony olhavam de um para outro, esperando para ver no que aquilo ia dar. Rony tinha as sobrancelhas muito juntas, como se suspeitasse de algo, mas ao mesmo tempo não estivesse gostando.

– Ora, que drama, Harry. Podemos resolver isso facilmente esta semana.

Harry arregalou os olhos e buscou nos outros um pouco de sanidade, pois achou que a de Hermione tinha sumido, enfastiada com a excelente comida da Sra. Weasley.

– Não me diga que você vai me ensinar a dançar? – Usou um tom de provocação deliberado.

– Eu? Eu não. Nem saberia como ensinar isso. Quero dizer eu danço, mas não para ensinar. Não. Quem vai ensinar você é a Gina.

Gina sentou imediatamente.

– EU?

– Claro – replicou Hermione calmamente. Havia um sorrisinho mal disfarçado nos rostos de Fred e Jorge, mas Rony continuava com a testa franzida. Harry estava estático. – Você ensinou o Rony para que ele fosse seu par na sua formatura. Qual o mal em ensinar o Harry também? Você é uma ótima professora de dança. Estou certa de que não se recusaria a ajudar o Harry, não é?

– Não, eu... – dava para notar que ela tinha corado mesmo com a pouca luz. – Claro que eu posso ensinar.

– Gina, você não precisa – disse Harry rapidamente. – Hermione não pode te dar esta obrigação e eu nem mesmo sei se vou a tal festa.

– Claro que vai – disse Jorge com veemência. – É o melhor a fazer.

– Além disso, a mamãe já encomendou um vestido – juntou Fred. – Você não faria esta desfeita para ela.

Gina olhou novamente feio para os irmãos, mas não conseguiu dizer nada. Hermione estava se sentindo vitoriosa no momento e, de repente, lhe pareceu que Rony não era o único dos irmãos Weasley que achava que o único homem que servia para a sua irmãzinha era Harry. Ela quase deu um beijo em cada um dos gêmeos, já que Rony se mantinha estranhamente calado. De qualquer forma, ela deixara os dois amigos enredados. Nenhum podia recusar. Se o fizessem, correriam o risco de deixar o outro chateado – Harry e Gina pareciam ter um cuidado extremo para não se magoarem com qualquer palavra que fosse – ou pior, alimentariam as desconfianças dos presentes de que os dois ainda tinham fortes sentimentos um pelo outro.

Sem saída (foi como Hermione os classificou), Harry e Gina acabaram concordando com a idéia. Isso os colocaria juntos naquela semana por um tempo bastante longo e Hermione sabia que não seria necessário avisar a nenhum membro da família Weasley para que as “aulas” não tivessem platéia. Não chegava a ser um plano completo para unir os dois, mas Hermione achava que se eles ficassem bastante tempo juntos e não evitando contatos prolongados um com o outro, como vinham fazendo nos últimos dois anos, seria suficiente. Era estranho, mas ela começara a ver as coisas pela perspectiva de Rony. Os observara com atenção o dia inteiro e estava ali, tão claro que dava raiva da própria falta de atenção. Havia cordialidade demais no tratamento entre os dois. A distância, que antes lhe parecera fruto de uma coisa terminada, agora soava falsa, estudada, forçada.

Se ela tivesse se enganado e Rony errado, então, as aulas não seriam nada de mais. E ainda serviriam para ajudar Harry, de uma forma, ou de outra.

Combinaram tudo para as aulas, com pouquíssima participação de Harry e Gina, e já era tarde quando os gêmeos finalmente se despediram e desaparataram. Os dois disseram que tinham de abrir cedo a loja no dia seguinte. Hermione ainda dormiria na Toca aquela noite e, na verdade, estava esperando ficar a sós com a amiga para ver se ela falava alguma coisa sobre as aulas de dança. Embora houvesse, agora, quartos sobrando na casa, as duas moças continuavam a dividir o quarto de Gina. Costumavam deitar nas camas paralelas – Hermione dormia em uma improvisada – e conversarem até que as duas não agüentassem mais de sono ou até que uma delas adormecesse e deixasse a outra falando sozinha.

Hermione já tinha vestido a camisola e esperava Gina voltar do banheiro quando ouviu duas batidas rápidas na porta.

– Estão decentes? – Perguntou Rony já colocando a cabeça para dentro do quarto.

Com um movimento rápido, Hermione puxou um robe para frente do corpo.

– Rony! Isso é jeito de entrar aqui? – Sibilou.

Ele já estava na metade do quarto.

–Bom, eu bati na porta, perguntei se estavam decentes e só depois, entrei – falou contando nos dedos. – É acho que fiz tudo certinho.

– Grrrr... Certo! Pelo menos pode se virar para eu vestir o robe?

– Ah, qual é, Mione? Eu já vi você de camisola antes.

– Vira, Rony! – Ordenou ela.

Movimentando a cabeça como se aquilo fosse uma tolice, Rony se virou de costas e Hermione se apressou em vestir o robe. Não que Rony estivesse errado. De fato, ele já a tinha visto de pijama e de camisola – certamente nenhuma tão curta – mas ele já tinha visto. Eles inclusive haviam dormido juntos uma vez. “Dormido”, reforçou uma voz na sua cabeça e isso certamente não o fazia ter livre acesso a visão dela em roupas íntimas. Amarrou com força a faixa do robe.

– O que foi, Rony?

– Cadê a Gina? – Ele perguntou se virando para ela.

– No banheiro.

Ele olhou por cima do ombro, antes de prosseguir baixando a voz.

– Preciso falar com você.

– Por que está sussurrando?

– Por que não quero que ouçam.

– Gina já vai voltar.

Rony torceu a boca, pensando por um segundo, e depois avançou para Hermione, abraçando-a. A garota arregalou os olhos.

– O que está fazendo?

– Pshh, melhor conversarmos no meu quarto.

– Mas...

Ela não conseguiu acabar de falar, Rony aparatou e a levou junto. Quando abriu os olhos estavam no quarto dele.

– Por que fez isso? – Perguntou sem fôlego.

– Era o mais simples – ele explicou dando de ombros e soltando-a sem pressa. – Se viéssemos pelas escadas, alguém poderia nos ver e fazer perguntas.

Hermione deu vários passos para longe do amigo e cruzou os braços firmemente na frente do corpo.

– Podia ter me avisado que ia fazer o que fez – reclamou. – Afinal, o que você quer?

Rony imitou sua postura de braços cruzados.

– Esse então, foi o seu grande plano? Aulas de dança?

– Não é “o” grande plano, Rony. Mas, eles vão ser obrigados a ficarem um tempo juntos, não vão? E pelo que vi dos gêmeos e que conheço dos seus pais, todos vão fazer tudo para que fiquem sozinhos. É por isso que você ficou bicudo desde que falei? Não gostou do plano?

– Mione, eu já tive aulas de dança com a Gina. São um saco! Nada romântico ou coisa assim.

Hermione começou a rir.

– O que foi? – Perguntou desconfiado.

– Rony, você não pode comparar. Você teve aulas com a sua irmã. Seria esquisito se você achasse romântico. Além disso, sua família inteira estava presente e fazendo piadas. Acredite, aulas de dança a dois, são bem diferentes.

Rony coçou o queixo pensativo.

– Alguma experiência prévia?

– Não começa, Ronald!

– Ok, ok. Acredito em você. – Ela não soube exatamente ao que ele se referia. – Mas ainda temos um problema . – Movimentou a cabeça para os lados. – Ou não.

– Não entendi.

– Bem, é provável que a Gina vá a festa com o “Luc” – fez uma careta. – Mas, pensando bem, posso pô-lo a correr até o fim da semana e aí ela vai ter de ir com o Harry.

A garota revirou os olhos e respirou fundo.

– Deixa o francês em paz, Rony! Você não vai por ninguém a correr! – Ela chegou mais perto dele para não ter de gritar enquanto brigava com ele. – Será que você não percebe que as coisas não podem ser forçadas? E que se você fizer uma coisa dessas só vai ativar a teimosia da sua irmã?

Rony chegou mais perto também. Parecia pronto para repelir a bronca, mas não fez. Hermione já tinha engatado o resto do discurso e continuava a sibilar como um caldeirão furado, mas a não reação de Rony a deixou sem graça. Ou será que era o jeito como ele a estava olhando?

– O que foi? – Perguntou já com enorme vontade de retornar para o quarto de Gina.

– Nada. – Ele deu de ombros e continuou com os olhos fixos nos dela.

– Hã... Ok, então, eu... Nós falamos amanhã, Rony.

Ela foi passar por ele para sair pela porta, mas Rony passou displicentemente o braço pela sua cintura e a trouxe para perto. Ele ignorou o olhar espantado da amiga e com muita naturalidade baixou a cabeça e lhe deu um beijo na bochecha. Hermione corou e, um segundo depois, ficou ainda mais vermelha furiosa por ter corado da primeira vez. Rony continuou a segurá-la sem parecer notar-lhe o embaraço.

– Desculpe, Mione. – Falou sem soltá-la e olhando-a ainda mais intensamente. – Você tem razão. É perfeito.

– P-perfeito? Hã... O quê?

– O seu plano.

– Ah... o plano. Claro.

Rony sorriu e apertando-a pela cintura lhe deu outro beijo, um pouco mais demorado, no rosto.

– Durma bem, Mione.

Foi como se uma corrente elétrica tivesse passado por ali naquele instante. E foi uma Hermione afogueada e muito rápida que saiu do quarto de Rony e se precipitou pelas escadas. No atropelo, ela quase derrubou a Sra. Weasley que subia para o quarto do filho com uma pilha de roupas limpas. Quando Molly entrou no quarto, viu Rony jogado sobre a própria cama, sacudindo-se num riso silencioso. Ela largou as roupas sobre uma cadeira e colocou as mãos na cintura.

– O que você fez, Ronald?

Ele virou a cabeça para a mãe ainda sorrindo.

– Na verdade, eu ainda não fiz nada, mãe.

A Sra. Weasley estreitou os olhos.

– Acha realmente que isso vai dar certo? Fiquei sabendo das aulas de dança.

Rony sentou na cama e encarou a mãe. Seria mesmo idiota achar que ela não perceberia suas manobras.

– É brilhante! Mione foi perfeita. Até Fred e Jorge acharam.

– Aqueles dois estão metidos nisso também?

– Não. Quero dizer, depois de hoje, acho que não oficialmente.

A Sra. Weasley deu um longo suspiro, se aproximou da cama e fez um carinho nos cabelos muito vermelhos do filho caçula.

– Rony, eu só vou pedir duas coisas. Tenha cuidado com a sua irmã. Não vou salvar sua pele se ela quiser esfolá-la, viu? – Rony riu e concordou. – E vá com calma com Hermione. Talvez ela ainda precise de tempo.

Ele ficou sério.

– Sou o rei da calma, mamãe. Estou dando tempo a ela há um ano e meio. Mas não se preocupe. Se tudo der errado, eu começo do zero de novo.

– Talvez fosse mais fácil...

Rony levantou e isso o tornava impressionantemente alto perto da mãe baixinha.

– Sem chance, Sra. Weasley. Seria tempo perdido tentar esquecer ou procurar outra pessoa. Seria burro e desonesto. Eu não vou desistir. Não importa o que aconteça.

Molly deu um enorme sorriso e o abraçou com uma fungadinha orgulhosa. Rony retribuiu o abraço.

– É nessa hora que você diz que sou igual ao papai – comentou jocoso.

A mãe se afastou para olhá-lo.

– Não, querido. É nessa hora que eu comento que você é igualzinho a mim.






A Toca ficara surpreendentemente silenciosa ao fim da tarde do dia seguinte. A Sra. Weasley fora visitar a Sra. Digory que morava ali perto. Os gêmeos não tinham aparecido, Hermione fora para a casa da mãe e o Sr. Weasley ainda não tinha chegado do trabalho. Rony deveria estar em casa, mas Harry tinha certeza de ele continuaria em local incerto e não sabido enquanto durasse a “aula”. O amigo continuava sutil como uma quimera. O fato é que Harry não sabia como Hermione havia conseguido que ele concordasse com aquilo. Aulas de dança! Ir a maldita festa da Confederação Internacional dos Bruxos! Sentia-se manipulado, como quase sempre quando Hermione conseguia convencê-lo a fazer algo que ele não queria.

– Harry – Gina o chamou. Ela estava de joelhos em frente ao que parecia uma antiga vitrola trouxa muito semelhante àquela que Lupin levava para suas aulas de Defesa contra as Artes das Trevas no seu terceiro ano. – Acho melhor você tirar os sapatos.

Harry descalçou os tênis imediatamente.

– Posso saber por quê? Afinal, não vou dançar descalço na festa.

– Eu sei – ela se levantou após selecionar as músicas com a varinha – mas eu pretendo ter pés para ir a festa. Logo, até que você saiba se mover de um jeito razoável, eu prefiro preservar os meus pezinhos, obrigada.

O rapaz riu, mas notou que os pés dela também estavam descalços. E, por algum motivo que ele não conseguia identificar, Gina tinha um jeito de andar que parecia não ter peso sobre os pés. Ergueu a cabeça sem jeito, enfiando as mãos nos bolsos das calças e passando a observá-la afastar os móveis. Após fazer a mesinha de centro da pequena sala de estar dos Weasley desaparecer, Gina colocou a varinha no cós da bermuda, na verdade uma velha jeans cortada a altura dos joelhos, e parou em frente a ele.

– Certo – falou soltando o ar. - Prometo que serei gentil e que vai ser indolor.

Harry sorriu de lado.

– Você diz isso para todos os caras que ensina a dançar?

– Claro. – Ela assegurou, travessa. – Deixa-os relaxados, sabe? Mas já vou avisando: não espere flores nem me ver na sua lareira amanhã, viu?

– Uh, você é cruel.

– Este é um mundo bárbaro, querido – Gina sorriu sapeca. – Mas prometo que você vai gostar.

Ele acabou gargalhando.

– De dançar? Eu duvido muito.

– Não seja bobo, Harry. Não é uma coisa do outro mundo. Se o Rony conseguiu, você consegue. Vamos começar?

Harry soltou um longo suspiro.

– Ok. Mas só porque você prometeu ser uma torturadora boazinha.

Sorrindo, Gina chegou mais perto e assumiu uma postura que Harry julgou didática. Ao contrário de Hermione, Gina não lembrava a Profa. McGonagall quando fazia isso, mas o Prof. Flitwick, ou talvez os gêmeos quando explicavam algum plano malvado. Forçou-se a prestar atenção quando ela pegou a sua mão direita e a colocou na cintura dela.

– Isso. Você segura aqui – Gina explicou colocando a seguir a mão no seu ombro e fazendo com que ele erguesse a outra mão dela. – Não vamos dançar nada definido. Apenas alguns passos básicos que podem ser adaptados de acordo com o ritmo da música.

– Acha que isso será o suficiente? – Harry perguntou um pouco apreensivo.

– Para que não riam de você? Claro. – Ela respondeu bem humorada. – Relaxe. Você está em boas mãos.

– Não duvido.

A frase acabou saindo num tom que, ao invés de provocar um sorriso, como ele tinha imaginado, provocou um silêncio. Os olhos de Gina brilharam por um instante, mas logo ela jogou a cabeça para trás como se sacudisse alguma coisa e voltou a encará-lo decidida.

– Agora, o básico, Harry. É bem simples: passo para o lado, passo para o outro. Não fica idiota se você mantiver os joelhos flexíveis, caso contrário vai parecer um boneco de madeira. – Gina fez uma careta. – Para falar a verdade, vai parecer pior porque bonecos de madeira, geralmente, têm joelhos articulados – completou com uma risadinha. – Pronto?

– Pronto. – “Se não tem jeito”.

– Certo. – Ela começou a conduzi-lo enquanto instruía. – Flexione os joelhos!Não tanto, não estamos dançando uma marcha escocesa! Mais ritmo! Isso. Mais rápido! Mais devagar!

– Ficaria mais fácil se você parasse de dar ordens e me deixasse pensar.

Os dois se soltaram com caras aborrecidas. Gina pôs as duas mãos na cintura.

– Achei que você reclamaria menos que o Rony.

– Desculpe – falou sinceramente arrependido – mas é muita coisa para lembrar ao mesmo tempo.

Gina respirou profundamente, soltando os braços ao longo do corpo.

– Ok, ok. Acho que a culpa é minha. Vamos fazer diferente, certo? Diga-me uma coisa, Harry: como é a música que está tocando?

Por um momento ele não soube o que responder. Notara que havia música, mas não tinha se preocupado em identificá-la ou em ouvir o ritmo. Dançar o deixava nervoso, como é que ele ia lembrar que tinha música. Gina pareceu notar a mesma coisa porque começou a sorrir de um jeito vitorioso.

– Acho que tem algo mais básico do que passos, Harry. Ouvir a música. – falou rindo. – Ok, vamos começar de novo. Feche os olhos.

– Como?

– Fica mais fácil se concentrar na música. Feche os olhos.

Mesmo achando aquilo esquisito, Harry obedeceu. Sentiu Gina chegar bem perto, mas desta vez ela colocou as duas mãos dele em torno da cintura dela. Uma nova música começou a tocar, não era rápida, mas tinha ritmo. Gina colocou as mãos em torno do pescoço dele e, instintivamente, Harry cercou os braços um pouco mais em torno dela. Percebeu a garota começar a se movimentar suavemente para o lado e, um pouco desajeitado, ele a seguiu. Primeiro para um lado, depois para o outro e de novo para o primeiro lado. Gina desceu a mão pelo pescoço dele até o peito, roçando os dedos até o coração. Harry engoliu em seco, acompanhando o movimento até perceber que ela passara a tamborilar com os dedos ali. Quase abriu os olhos para perguntar a intenção daquilo, então se deu conta. A garota os batia no ritmo da música e, muito lentamente, ele sentiu suas pernas ficando a vontade. Era como se o ritmo fosse sendo irradiado dali, a partir dos dedos dela, para todo o seu corpo.

Harry voltou a abrir os olhos quando a música acabou.

– Ficou mais fácil?

– Muito – ele sorriu agradecido. – Eu até gostei.

– Ótimo! – Gina devolveu, animada. – Podemos ir adiante, então?

– Por quê? Não podemos fica nisso? – Havia uma nota de esperança na sua voz.

– Não um aluno meu.

Harry rolou os olhos. Agora ela parecia com a McGonagall. Gina retornou para a posição inicial, com Harry segurando a sua mão com a dele e colocando a outra na cintura da moça.

– Novo passo. Você dá um passo para frente com a perna direta... Aiii! Deixe-me terminar de explicar!

– Desculpe.

– Tudo bem. O que você tem que fazer é dar o passo, mas não colocar o peso no corpo. Como se você fosse e de repente desistisse.

– Ir e voltar?

– Isso. Vamos tentar?

Harry concordou, Gina contou até três e ele lembrou de perceber que a música ainda parecia tocar em um lugar logo abaixo do seu peito. Deu o passo e voltou, mas uma coisa incrível aconteceu.

– Como fez isso? – Perguntou admirado ao sentir que Gina o acompanhara com perfeição, ela própria dando um passo para trás.

– É o que eu devo fazer.

– Ficou muito bom.

– Claro que ficou.

Com um sorriso enorme, Gina o orientou a repetir e depois fazer o mesmo com a outra perna. Meia hora depois, ela já o fazia unir isso com o primeiro passo e depois com outro, no qual ele dava um falso passo para trás. Uma hora depois, Harry teve de admitir que estava até se divertindo e quase lamentou quando Gina deu a aula por encerrada para ajudar a Sra. Weasley com o jantar.

As aulas se repetiram no dia seguinte e no outro. Harry já deixara de estranhar os sumiços de Rony, mas não pode deixar de notar que a Sra. Weasley resolvera pôr um bocado de visitas em dia naquela semana. Não aceitou nem mesmo o convite de Gina para assistir aos progressos de Harry.

– Bem – Gina fez a música começar a tocar com um movimento de varinha e se posicionou na frente dele – acho que hoje podemos enfeitar um pouquinho mais os nossos passos.

Era o quarto dia das aulas e os dois estavam um de frente para o outro no meio da sala de visitas da Toca. A mesinha de centro tinha novamente sumido e os sofás e poltronas estavam muito encostados nas paredes.

– Não gosto da palavra: enfeitar – reclamou.

– Não seja bobo – disse Gina. – Você é o melhor aluno que já tive, pode aprender a enfeitar.

O elogio não o fez ficar mais certo de que conseguiria fazer o que Gina queria. Ainda assim, se posicionou em frente à “professora”.

– Escolhi uma música ótima – disse Gina, enquanto os dois tomavam a postura de dançarinos. – Ela começa lenta e depois se torna mais dançante. Assim, poderemos testar os passos devagar e depois mais rápido.

– Ok – concordou Harry sem muita convicção.

Mesmo assim, começou a prestar atenção na música enquanto Gina o guiava pela sala com a seqüência de passos conhecida. Harry já conseguia repeti-los quase automaticamente.

– Agora – instruiu Gina – dê um leve empurrãozinho com a mão que está na minha cintura e me solte – ela se afastou com a mão presa a dele. – Torça ligeiramente os dedos e me indique para onde ir. – Ela girou sob o braço dele e Harry sorriu encantado. – E, então me puxe suavemente até você e retorne os passos. Uau! Foi quase perfeito, Harry! Podemos repetir?

Ele concordou animado com o sucesso e da segunda vez a seqüência saiu ainda melhor. Gina continuou a passar instruções enquanto a música se intensificava, tornando o ritmo mais rápido e dançante. Os dois prosseguiam rindo e cada novo passo, com erro ou acerto, era motivo de gargalhadas e brinquedos. Harry fez Gina girar mais uma vez. A música explodira num acorde cheio de felicidade e a menina riu alto com um impulso mais forte dado por ele, o rosto corado, os fios do longo cabelo ruivo escapando do rabo de cavalo, os olhos brilhando. Mais um giro e Harry usou força demais para puxá-la para si. Gina acabou se chocando contra o seu peito e ambos perderam o compasso.

Durou um segundo. Talvez, mais. Muito mais. Eles ficaram imóveis. Gina tinha as duas mãos espalmadas no peito de Harry e a consciência disso pareceu tirar dele a noção do quanto estava apertando a cintura da garota. As batidas da música reverberavam nos ouvidos, como se ritmassem o sangue nas veias.

Um segundo, às vezes, demora a passar. Dá até mesmo para se mover dentro dele. E sem perceber exatamente o que fazia, como se fosse um passo que ele tivesse aprendido e se tornado automático, Harry moveu a cabeça para baixo. Ele tinha os olhos presos no rosto de Gina. Ela estava tão perto que ele podia notar a respiração rasa da garota, os olhos fechando lentamente, os lábios entreabertos. Tão perto.

O segundo acabou junto com a música. Gina piscou rapidamente e se afastou rápida.

– Nossa – comentou com vivacidade – você está ótimo. Realmente. Excelente. Vai arrasar, com certeza. Eu... eu acho que com a aula de hoje nós encerramos.

Harry mal se mexeu de onde estava, apenas afundou as mãos nos bolsos das calças e observou Gina fazer exatamente o mesmo movimento.

– Se você acha.

– Tenho certeza. Eu... não tenho mais nada para te ensinar. – Ela olhou para a porta como que esperando que alguém entrasse por ali. – A não ser que você... queira...

– Não. Eu estou satisfeito, Gina. Você é uma grande professora. Obrigada.

– De nada. Eu vou adiantar o jantar para a mamãe, eu acho. Estou morrendo de fome. E você?

– Claro.

– Ok, então. Você arruma a sala?

Gina saiu da sala tão logo o viu concordar com um movimento de cabeça, mas Harry continuou exatamente onde estava. Parecia pregado no chão. Ele soltou longamente o ar preso nos pulmões. Alguns segundos passam depressa demais.





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N/A: Bem, aí está o capítulo 4. Acho que ficou um pouco clichê, mas tentei contar de uma forma não muito clichê, hehe. Prometo melhorar e ser mais breve (esse acabou saindo enorme).

A música é antiguinha, se não me engano a primeira versão é de 1968 ou 9, mas é uma música que faz muito fortemente parte da minha história pessoal, sem falar que é linda, não? Ela costuma aparecer em filmes. Está em As 10 Coisas que eu Odeio em você e no novo High School Musical (que eu ainda não vi).

Para quem tiver interesse, a letra, em inglês e a tradução, estão na comunidade das fics no orkut: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=18848426&tid=2514757629498706755&na=4
Para quem quiser ouvir e baixar a versão que eu escolhi (existem dezenas de versões desta música) é só entrar no meu espaço no Multiply http://salyowens.multiply.com/
Aliás, a partir de agora, toda vez que a música for escolhida ela vai estar nestes dois espaços. Se possível, alguns dias antes do capítulo ser postado. Dá para ler ouvindo, hehe.

E, bem, este capítulo, em especial vale a pena ler ao som da música. Principalmente a última parte.


Natércia Aguiar: Puxa, obrigada, Nat. Que bom que vc está gostando dessa tb. Beijão!

Pamela Black: Ri muito com o seu comentário, Pam. Hihi! Utilidades que as sandálias nem imaginam, menos ainda os armários hehe. Beijão!

Marcio (Rabino): Hehe, certamente vc entende mais de xadrez do que eu, Márcio. Ainda assim, acho que a imagem do cavaleiro de armadura tentando salvar o coração machucado de sua dama é bem adequada. Adorei seu comentário. Beijos!

Charlotte Ravenclaw: Elogios para a música, o Rony e a “minha” Gina (hehe). O que posso pedir mais. Que bom que vc gostou minha amiga. To morrendo de saudades. Logo, logo to aí. Beijo grande!

Bernardo Cardoso Silva: Não revelados? Vc acha? Hehe... Meu Roniquinho sabe muito bem o que quer. Aguarde. Beijo grande, querido.

Sônia Sag: Ahh Sô, que bom que vc gostou. Vc sabe que essa fic tem dedo seu tb, né? Depende de aprovação sua hehe. Adorei o viciei na música :D. Beijocas!

Lize Lupin: Bem, ainda tem coisas no passado deles que vcs não sabem, mas que justificam, um pouco eles estarem nessa lenga. Vou esclarecer tudinho, viu? Beijos querida!

Srtáh Míííhh: Lindinha, obrigada novamente pelo 900, hehe. E, como vc viu lá no multiply, digamos que estou tentando não deixar seu Ipod triste mandando umas musiquinhas para ele huahuahuauahu. Espero que tenha gostado da atualização. Obrigada pelo comentário no retorno, adorei. Beijocas!

MarciaM: Sim, o Rony não é nada bobo, hehe. Afinal, as pessoas crescem. No caso deles, um pouco a força, mas crescem. Entretanto, o Rony manteve, como certa vez disse o Hagrid, “o coração no lugar”. Aguarde o ruivo. Rony rules! Beijos!

Priscila Louredo: Hahahahaha acho que não foi bem essa a metáfora do xadrez que eu usei, mas de qualquer forma, garanto que o Rony não discordaria desse pensamento. Acho logo, não vai ser só vc correndo atrás de uma permanente, hihi. Bj!

Lola Potter: Ahhh obrigada, querida. Que bom q vc gostou q eu estou bem orgulhosa do meu Rony nessa fic hehe. Os outros três, tadinhos, até têm as suas razões de estarem como estão, mas sempre tem alguém que vê o que os outros não vêem, não é? Beijo grande!

Morgana Black: Vc viu o que vc fez???? Quem mandou reclamar de capítulo curto? Me diga!!! Estava eu lá, toda feliz com capítulos bem razoáveis e aí PIMBA... a Dona Morgana reclama e deseja inspirações e sai uma capitulo quase do tamanho dos do Retorno!! Ainda bem que foi só quase. Se me mandarem azarações reverto para vc! Hehehe! (brincadeirinha) Beijos querida!

Suzana Barrocas: Que bom que vc gostou. Adorei os seus três pontinhos hehe. E vc não sabe o quanto eu concordo a respeito do Harry. Como esta não é uma fic que privilegia o ponto de vista dele, vai demorar um pouquinho para se poder vê-lo por completo, mas garanto que vai valer à pena. Beijão!

Gina W.Potter: Valeu pela força, querida. Fico feliz que vc esteja curtindo. Eu estou com o maior carinho por essa fic, talvez por ter pensado tanto tempo nela antes de escrever ou até pq inicialmente, eu ia escrever ela apenas para mim. É verdade. Não pretendia postar. Fico muito feliz de dividir essa história e de vcs estarem aprovando. Beijo grande!

Paty Black: Quem me chamando de má! Hihihi! Que bom que curtiu, esta fic vai ser com fogo lento hehe. Beijão!

Sô: Obrigada, Sô. Eu demorei para achar a música, mas quando achei, ela coube com uma perfeição, especialmente para o Harry. Ô tortura, hehe. Beijos!

Luisa Lima: Hahaha!! Imortal, não, please! Isso cheira a Voldie, iéca!! Hehe! Mas amei o comentário, querida. Vou transmitir seu agradecimento aos meus pais, eles vão adorar ouvir isso hehe. Mas sério. Fiquei emocionada. Obrigada mesmo! Um beijo grande!

Grazy DSM: Brigadão, amada!! Que bom que gostou! E aí? Já se organizou em casa? Ficar tanto tempo longe dá uma trabalheira, né? Mande um beijo para os seus pais, gostei muito deles. E bom início de semestre. Beijocas!

Gabizinha: Obrigada, Gabi. Espero que continue gostando. Beijão!

Alessandra Amorim : Eu tb acho que o Rony é muito mais do que o pessoal percebe, ainda mais quem se fixa apenas nos filmes. Que bom que concordamos :D. Beijão!

Tatiane Evans: Céus, elogio para a minha capa??? Quase caí na cadeira. Sério. Meus recursos em computador são para lá de limitados, por isso agradeço em dobro, hehe. Beijão!

Hanna Burnett: Puxa Hanna, obrigada mesmo. Eu quis realmente mostrar um pouco do Rony estrategista nesta fic e, claro, também teimoso e obstinado, como um verdadeiro Weasley. Obrigada por ler as outras fics, também! Beijos!

Natinha weasley: Ahh Nat! Valeu mesmo! Essa fic é bem menos ambiciosa que o Retorno, mas mesmo assim fico feliz com o que vc disse. Concordo com vc sobre o Harry, vc pegou com perfeição. E obrigada por elogiar a Gina. Acredite, eu estudei muito esta personagem antes de começar a escrever. Acho que a tia Jô a fez incrível, então é só ir no caminho, não é? Beijão!


Beijos e até o próximo!
Sally

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