LIABILITY





“To make it - really make it - as an auror - it takes major commitment. We have to be willing to pick up that wand and make a move that may or may not do more damage than good. It is all about being committed, because if we are not? We have no business picking up that wand in the first place.”


Hermione fechou o banheiro do bar. O barulho de música alta e conversa logo desapareceu. Caminhando até o cubículo, ela puxou a caixa de dentro da bolsa e tentou novamente.

De algum modo, não acreditara no primeiro resultado. Ou talvez só preferisse não acreditar... Sabia que testes como aqueles podiam dar errado, pelo menos quando feitos de forma trouxa... Mas após uma primeira tentativa, decidira utilizar um método bruxo, que seria obviamente mais eficaz... Aquele era o terceiro.

Alguns segundos se passaram até que as gotas de líquido azul tornaram se vermelho rubro. Hermione respirou fundo. Ótimo...

- Você tem certeza que devia estar bebendo assim? – perguntou Joe ao observar Hermione virar mais uma dose de tequila.

- Eu não estou bêbada.

- E se acontecer alguma coisa...

- Coisa? – murmurou Hermione pedindo mais uma dose.

- É, tipo... Vidas pra salvar. – Hermione ergueu a cabeça e fitou o barman:

- E...?

- Certo... – Hermione virou mais uma dose. – Sabe a última vez que eu te vi beber assim...

- É! Aquela acabou muito bem não? – ironizou ela. Joe sorriu:

- Eu conheço esse olhar. – continuou ele. E disposto a ajudar. – Ok, então... Das duas uma, ou você tem problemas no trabalho, ou com o namorado... Qual dos dois? – Hermione soltou um esgar:

- Os dois. – gemeu ela. – Eu trabalho com o meu namorado. O que costumava ser o problema. Mas não tão problemático quanto o fato de que meu namorado tem uma esposa. – Joe pareceu prestes a dizer algo, mas calou-se ao perceber que ela não havia concluído. – Uma esposa que agora é a minha chefa. O que significa mais um problema. Então... – houve um momento de silêncio.

- Esse aqui é pela casa. – e pondo mais uma dose para Hermione, ele se afastou.


- Onde você estava...? – Hermione voltou-se para Luna que a observava atentamente.

- Eu... Banheiro.

- Bailey já chegou. – murmurou Rony. A mulher virou-se para o amigo. Harry estava ao lado dele, e também parecia esperar por uma resposta.

- Eu sei. – defendeu-se Hermione. Observando a mulher selecionando alguns casos para distribuir pelo grupo.

- Então porque você se atrasou? – insistiu Luna. – Quero dizer... Você parece pálida. Ela não está pálida...? – mas Giny não estava ouvindo, Draco havia acabado de sair do elevador com uma pilha de revistas nas mãos. Caminhando até o grupo ele depositou os pacotes em silêncio.

- Como foi o caso? – perguntou ela. Draco puxou uma ficha e começou a fazer algumas anotações.

- O cara já estava morto quando agente chegou lá... – respondeu ele sem erguer os olhos.

- Ouça... Draco...

- Lupin está aí?

- Eu... Eu não sei. Olhe... Eu queria convers... – mas ele ainda não parecia prestar muita atenção. Giny respirou fundo, e num gesto rápido puxou a pasta e fechou-a com irritação:

- O que está havendo com você? – questionou Giny. Draco voltou-se para ela com um ar indiferente:

- Nada, eu estou bem. O que há com você? – Giny piscou exasperada.

- Comigo?

- Lovegood Eu praticamente não te vi na última semana!

- Eu estava trabalhando. – desconversou aproximando-se do grupo e afastando-se dela. Giny estava prestes a responder, mas uma terceira voz a interrompeu com um ar indagador:

- O que é isso? – perguntou Harry observando as gravuras em movimento na revista.

- Isso é...? – começou Luna. Giny voltou os olhos para as revistas.

- Pornografia... – concluiu ela num misto de graça e choque. A sua conclusão pareceu captar a atenção de Bailey:

- Pornogr... O qu...? Pornografia?! – voltou-se exasperada.

- Quem agente está vendo? – questionou Rony debruçando-se sobre as revistas, que já estavam espalhadas pela bancada. O grupo riu. Logo, a exasperação tornou-se revolta:

- Você não pode trazer pornografia pra cá! – exclamou ela voltando-se para Draco que exclamou num tom defensivo:

- São evidências! – rebateu sem esconder uma risada. O resto do grupo não aprecia muito interessado na discussão, visto que se ocupavam em observar as imagens no balcão com interesse:

- Uau... – murmurou Luna inclinando a cabeça para a direita procurando um ângulo melhor para observar a cena. Giny, que também a observava murmurou:

- Isso não parece confortável...

- Acredite. Não é... – soltou Hermione antes que pudesse se conter. Ambas observaram na em silêncio.

- O que? – questionou Harry ao notar que os olhos das duas recaíram sobre ele.

- Ok! Já chega! – exclamou Bailey. – Malfoy ponha isso em outro lugar, e vocês! Trabalho, agora! Vamos! – exigiu ela distribuindo fichas apressadamente. – Movam se! Movam se!

Hermione apanhou uma das fichas e estava prestes a virar no corredor em busca de Webber quando sentiu alguém segurar-lhe o braço:

- Espere. – pediu Harry aproximando-se. Hermione parou e voltou-se para ele, e então para o seu próprio braço, que ele segurava. Harry soltou- o afastando alguns passos.

- Sim? – retrucou com o máximo de frieza que conseguiu encontrar.

- Nós estamos no mesmo caso... – explicou Harry. Talvez, passando aquele turno juntos, eles teriam a chance de conversar melhor...

- Certo. – cortou ela antes mesmo que pudesse concluir a sua linha de pensamento. – Nós temos que ir então se quisermos alcançar Webber.

E então, ela fez menção em continuar caminhando. Meio que tomado pela dureza da amiga, Harry piscou algumas vezes antes de acelerar o passo acompanhando-a.

- Ouça Hermione, nós...

- Será que dá pra gente manter isso profissional? – reclamou ela com uma nota de impaciência na voz.

- Isso é complicado pra mim... – insistiu Harry abrindo a porta que dava em direção às escadas e segurando para que ela passasse. Mas Hermione parou e fitou-o com um ar de poucos amigos:

- Então deixe que eu simplifique para você: Eu não vou ser esse tipo de mulher. O tipo de mulher que destrói um casamento e implora pra que você fique com ela.

- Não existe casamento. – corrigiu Harry, mas Hermione não parecia dar importância àquele detalhe...

- Você pode ficar com ela ou não. A escolha é sua. – continuou. – De uma maneira ou de outra, no que diz respeito a esse relacionamento, eu estou fora. – e respirado fundo ela acrescentou. – Agora, eu vou falar com Webber sobre o caso, porque você não vai buscar alguns formulários para os depoimentos? – sugeriu tentando em vão ignorar a expressão entristecida do amigo.

Harry fitou Hermione em silêncio. Conhecia a amiga a tempo suficiente para saber que não havia razão para insistir em uma conversa agora...

- Ok.

- Ok. – dando as costas, Hermione seguiu escadas abaixo sem olhar para trás.

Não havia caminhado nem ao menos alguns metros quando uma mulher com longo cabelo roxo - vivo cruzou-lhe o caminho. Ninguém faria aquilo consigo próprio deliberadamente... Exceto...

- Tonks? – Harry observou a mulher parar no meio do corredor e voltar-se para ele:

- Harry! – fechando o arquivo que tinha nas mãos, caminhou até a mulher com um sorriso no rosto:

- Eu achei que você estava de férias! – exclamou acompanhando-a até a porta mais próxima.

- Eu estava... – assentiu ela sem muito entusiasmo. – Não foi muito divertido... Pelo menos não sozinha...

- Você devia ter levado Lupin com você então! – alfinetou Harry ao entrar no escritório do mesmo que ergueu os olhos surpreso:

- Tonks...?!

- Não se importe... – murmurou ela ao ver que ele estava prestes a se levantar.

- Então... Como eles estão indo? – acrescentou apontando para Harry que se voltou para sua própria ficha e tornou a preenchê-la:

- Você sabe... Irritantemente ocupados, cansados e aborrecidos...

- Estagiários...

- Dos pés a cabeça. – ela riu abertamente. Harry resmungou, e estava prestes a sair quando a porta foi bloqueada por uma quarta pessoa:

- Eu imaginei ter visto uma mulher maravilhosa passar!! – exclamou Allison num tom brincalhão ao parar no vão da porta:

- Allison! Eu não sabia que você estava aqui! – Tonks ergueu-se e abraçou a mulher que retribuiu calorosamente. E então sem pensar duas vezes adiantou-se. – Sabe, eu sempre achei que vocês iam acabar voltando!

- Bom, na verdade...

- Allison e eu terminamos Tonks. – cortou Harry.

- Não é como se nós estivéssemos separados de vez...

- Na verdade é sim.

- Vocês já tiveram terapia...? – sugeriu Tonks, que mantinha os olhos fixos em Harry, que rebateu:

- Nós tivemos adultério, foi o suficiente.



Hermione jogou um pouco de água gelada no rosto e puxou uma toalha ao lado. Não só seu dia começara muito bem, como aquela era a terceira vez que vomitava... Tentando não pensar na possibilidade de que algum de seus amigos estivesse desconfiando de algo, respirou fundo e apoiou os braços na pia do banheiro. Ainda de olhos fechados, ouviu a porta ser aberta novamente.

Abrindo os olhos e com uma sensação de peso no estômago, observou enquanto Allison caminhava até a pia ao seu lado e guardando algo no bolso do uniforme.

Houve uma longa pausa onde Hermione não pôde evitar encarar os movimentos dela atentamente. E com mais um amargor característico, notou que ao terminar, a mulher voltou a mão ao bolso e puxou um anel de noivado dolorosamente belo e pôs no dedo. Allison pareceu notar a atenção dela para o objeto, pois comentou logo em seguida:

- Eu não quero quem não me queira Hermione. – explicou a mulher respirando fundo, e apesar de não haver nada que denotasse irritação ou mesmo ofensa em seu tom de voz ela continuou. – Mas se houver a menor chance de que ele queira... Eu não vou deixar Londres.

Giny observou enquanto Hermione saia do banheiro com um ar nada contente. Baixando os olhos para o depoimento que havia acabado de recolher, seus olhos recaíram sobre o seu irmão:

Ele também parecia ter captado a saída da mulher, que dada a maneira com a qual passou velozmente pelos dois, a atenção não era recíproca.

- Rony.

- Hãn...

- Eles terminaram sabe. Ela terminou com ele, eu quero dizer... – comentou Giny voltando-se para suas anotações novamente. – Ela me disse.

- E você acreditou? – ela não pode deixar de notar uma pontada de esperança na voz do irmão:

- Essa não é a questão. – desconversou. – O que importa é que ela disse que terminou com ele!

- Certo. – respondeu Rony, que ainda observava Hermione. Esta havia acabado de virar e descer as escadas.

- Rony! Não seria mais fácil se você simplesmente chamasse-a para sair?

- Pare. Eu já disse que não estou interessado...

- A vida é curta Rony! Você realmente quer morrer sem convidá-la pra sair?

- Eu não quero convidá-la pra sair.

- Você realmente quer morrer um mentiroso? – rebateu com um sorriso, e fechando a pasta saiu em busca de Draco, novamente.

- Eu... Eu não...! Eu não estou morrendo... – tateou Rony ao fitar a irmã se afastando.


Giny seguiu pelo corredor virando em uma das escadas e observando o local. Estava vazio.

Ok. Então... Talvez ela estivesse exagerando um pouco, mas... Se não muito se enganava, Draco estava fugindo dela. Não que... Bom, ele com certeza estava sumido.

- Oi. – Giny deu um salto ao notar a amiga se aproximar e barrar-llhe a entrada no corredor:

- Hermione. – respondeu Giny num tom impaciente. Mas Hermione parecia muito introspectiva pra notar o desagrado dela:

- Ela me ameaçou. A Harry “de saias”. – disse Hermione. – Ok, ela não ameaçou de verdade. Mas ainda sim... Eu quero dizer... Não que eu ligue.

- Certo... – respondeu Giny vagamente, entrando agora no corredor novamente e seguindo até a recepção de volta.

- Porque eu não ligo. – acrescentou. – Eu não estou me sentindo ameaçada.

- Bom. – ponderou Giny seguindo até a recepção com Hermione em seu encalço. – Você terminou com ele, não foi?

- Foi.

- Então, esse drama todo é por que...? – instigou Giny mudando de direção repentinamente. E seguindo em direção ao elevador. Hermione a seguiu.

- Eu não estou fazendo drama. Não é drama!

- Ok então. – murmurou sem prestar muita atenção. – Você viu Draco por aí?

- Eu... O qu? Não. Não vi... – respondeu Hermione meio desligada. - Por quê? Você tá procurando ele? – Giny parou e fitou a amiga:

- O que você acha? – repeliu grosseiramente. Hermione retrucou ofendida:

- Tá bom! Nossa... – Giny simplesmente deu as costas e entrou no elevador.

- De qualquer forma... Não que eu ligue. Para o que ela disse. Porque eu não ligo, claro! – acrescentou rapidamente. Giny revirou os olhos. – É só que... Ele... E eu... Eu já disse que agente está dividindo um caso?

- Sério? Eu também. Com Draco. Na realidade, eu praticamente ofereci o meu caso a ele! – resmungou Giny frustrada. – E agora ele sumiu! O que é ótimo... Muito bom! – murmurou indignada.

-... E ele está em todo lugar, sabe? E é Harry! Como se... E ela é tão... E eu só não...

- É eu entendo. Você ainda gosta dele. – completou Giny.

- É... Não! – houve um momento de silêncio. – É.

- Você está certa em sentir ciúmes então. - concluiu Giny ignorando os protestos da amiga. – O território é seu e ela está invadindo. – disse saindo do elevador e deixando Hermione para trás completamente exasperada.

- Não é ciúme! Eu não estou com ciúmes. – e após ponderar um pouco acrescentou. – Por quê? Eu deveria...? – mas Giny já havia partido.



Harry observou o depoimento no seu colo. Era a terceira vez que lia o arquivo. Qualquer um diria que se até esse ponto não houvesse assimilado nada, era mentalmente retardado, mas... Ele sabia que a sua atenção estava indo completamente pelo ralo nos últimos dias.

Allison... Ela estava lá. E Hermione não falava com ele... Ou pelo menos não propriamente dito... Os dois estavam dividindo o mesmo caso, e a prova de que ela o estava evitando era o fato de que ele estava sozinho revisando o depoimento enquanto se escondia prontamente na escadaria.

Chegara até a sugerir que fizessem o trabalho juntos, mas... Só o olhar que ela pusera sobre ele... E acabou ficando de entregar o arquivo assim que terminasse (o que não se mostrava nem de longe próximo de se realizar)...

Harry respirou fundo e virou outra página.

Agora ele tinha que escolher... Mas não era realmente sobre escolha, era? Quer dizer... Era Hermione, ele só... Ele precisava... E Allison... Ela o traiu. Eles iam se casar, e ela o havia traído.

Não deveria ser tão difícil...

Harry fitou suas anotações apaticamente. Estava divagando mais uma vez. Talvez fizesse melhor se simplesmente entregasse ao arquivo a Hermione de uma vez e largasse o caso...

Um clique ecoou fazendo Harry erguer os olhos.

- Hei... – cumprimentou Allison. – Parece que você está se escondendo. Eu estive te procurando por toda parte...

- Bom você me achou. – ela pareceu notar o tom sarcástico na voz dele, visto que respirando pesadamente fechou a porta atrás de si e aproximou-se sentando no degrau em que ele estava:

- Ok... O que eu vejo, é que agente pode lidar com isso, com “nós” de três formas... Opção um: eu posso me desculpar, você me perdoa agente volta pra casa e supera isso, como adultos. - disse ela. Harry ergue os olhos e fitou-a. – Opção dois: eu peço desculpas, você me perdoa agente volta pra casa... Mas, você ainda pode jogar isso na minha cara cada vez que nós brigarmos!

- Você está tentando ser engraçada...? – replicou Harry apesar de sentir um sorriso surgir.

- Satã tem senso de humor...

- Qual a terceira opção?

- Eu não sei qual a terceira opção... Eu só sei que ainda amo você. – e inclinando-se sobre ele, o beijou.



Hermione seguiu até a porta e parou. Havia visto quando ele entrou ali. E sabia que o que estava prestes a fazer era provavelmente uma das burradas mais completas de toda a sua vida. Mas ainda sim. Ela só...

Ela não podia, não fazer. Gostaria de poder, mas sabia que não podia. Afinal... Era Harry. Era Harry...

Respirando fundo, ela entrou. Ele estava em pé em frente a uma das pias. Ocupado em enxugar o rosto com uma toalha, Hermione pigarreou de modo que ele acabasse por notar sua presença ali.

Ouvindo o barulho, ele voltou-se e pareceu levar alguns segundos para registrar a presença da mulher ali:

Oi...

- Oi. – respondeu Hermione forçando um sorriso. Entretanto, o modo com o qual retorcia os dedos era um óbvio sinal de que estava realmente nervosa.

- Eu terminei com o depoimento... Eu... Eu ia te entregar, mas...

- Certo, eu er... Ok. – e então ela se calou por alguns segundos, durante os quais Harry comentou:

- Esse é o banheiro masculino.

- Certo. E - eu sei... Certo então... – e virando-se num acesso de nervosismo, ela estava prestes a sair, quando parou e virou-se novamente fitando o amigo. – Eu menti.

- O que?

- Eu menti. – repetiu ela. – Quando eu disse que não ia ser esse tipo de mulher. E eu não estou fora desse relacionamento. Na verdade eu estou tão dentro que chega a ser humilhante. Porque eu estou aqui, implorando...

- Hermione...

- Cala a boca. – pediu ela. Harry calou-se.

- Ok... É isso: a sua escolha, é simples. Ela ou eu. E eu tenho certeza de que ela deve ser ótima! Mas Harry... Eu amo você. De um jeito muito, muito... De... – ela tateou respirando pesadamente. – Fingir que gosto do seu gosto pra música... E, e... Deixar você comer o último pedaço de cheesecake! Segurar um rádio na minha cabeça e ficar em pé na sua janela! De um jeito que é tão forte e confuso, que infelizmente faz com que eu te odeie!

Harry fitou a amiga, completamente ausente de palavras.

- Então me escolha! Escolha a mim... Ame a mim! Eu vou estar no Joe’s hoje a noite... – Harry se aproximou claramente prestes a dizer algo importante, mas ela continuou afastando-se alguns passos. Ele parou e ela continuou:

- Então... Se você se decidir... Se você... Eu vou estar lá. – e voltando-se para a porta novamente, saiu.



There are times when even the best of us have trouble with commitment, and we may be surprised at the commitments we're willing to let slip out of our grasp. Commitments are complicated. We may surprise ourselves by the commitments we're willing to make. True commitment, takes effort, and sacrifice. Which is why sometimes, we have to learn the hard way, to choose our commitments very carefully.

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