Gryffindor vs Slytherin



Capítulo 14 – Gryffindor vs Slytherin



Era sábado de manhã, dia de jogo de Quidditch. As condições para jogar eram das piores. Chovia a potes, o vento soprava com toda a sua pujança e de tempos a tempos, um relâmpago riscava o céu cinzento. Tudo se aliava ao facto de ter de jogar com aquele que mais odiava no momento. Tal como Harry previra, Malfoy não tivera dificuldades em recuperar o lugar de capitão e logo colocara os velhos capangas para jogar.
Agora fazia um imenso esforço para se levantar da cama. Normalmente, nas noites que precediam os jogos, não dormia muito bem. Nessa noite, porém, dormira profundamente e pela primeira vez, desde que entrara para a equipa, no seu primeiro ano, tinha vontade de ficar mais tempo na cama. Mas como capitão, tinha a obrigação de se levantar e acordar mais cedo todos os dorminhocos que permanecessem na cama àquela hora.
O café da manhã não tivera um ambiente tão pesado quanto seria de se esperar, em muito graças aos Marotos.
- Pelo que vi, Harry, és tão bom como aqui o Prongs!
- Nada disso, Padfoot, o Prongslet é melhor!
- Moony?! Por mais que eu goste do meu futuro afilhado, que eu não nego que é realmente bom, eu não posso deixar de discordar contigo. Prongs e Prongs Júnior são igualmente bons!
- Deixem-se de discussões. Eu não quero saber se o Harry é melhor do que eu. O que interessa é que ele é o melhor e vai ganhar àquelas cobras nojentas! E eu tenho muito orgulho em ser o futuro pai dele.
Uma ruiva deu uma bofetada “amigável” na cabeça de James.
- Ora, ora, James Potter a ter orgulho de alguém além de si próprio! Hoje é um dia histórico!
Surpreendendo muitos, James pareceu ficar aborrecido pelas palavras de Lily.
- Minha cara Evans, as pessoas mudam. Por mais que digas que não, eu algum dia hei-de mudar e há-de chegar o dia em que a “senhora certinha Evans” vai admitir que está enganada a meu respeito.
Sem dizer mais nada, James levantou-se. Tal como Harry pensou, ele passou-se. Sempre imaginara que o seu futuro pai, agora que sabia que ia casar com Lily, ia tentar ao máximo conquistar a ruiva. No entanto, ele tratou-a com frieza e saiu dali, chateado com ela.
Para sua surpresa, na hora do correio, Hedwig aterrou no seu ombro, entregando-lhe um bilhete.

“Espero por ti, antes do jogo, no gabinete do teu pai. Quero apenas desejar-te boa sorte. Um grande beijo da tua mãe que te ama.”

Harry fez menção de se levantar, mas foi segurado por Ron.
- Harry, ainda falta uma hora para o jogo. Não achas que ainda é cedo para ires para o campo?
- Eu não vou já para lá. Só vou ter com a minha mãe ao gabinete do meu pai. Vejo-vos no estádio.
Os corredores estavam vazios. Àquela hora já todos se encontravam no Salão Principal, pelo que podia andar à vontade sem correr o risco de ser atacado por algum Slytherin mal-encarado.
Ao chegar ao destino, Harry pode sentir o aroma a lírios que aprendera a associar à sua mãe. Como que sentindo a presença do filho, ela rapidamente abriu a porta, abraçando-o com força.
- Harry, meu filhinho! Que saudades!
- Eu também senti saudades tuas, mãe! Mas porquê esta reacção tão calorosa?
- Uma mãe não pode querer matar saudades do seu bebezinho?
- Ei Harry, parece que, para a tua mãe, nunca hás-de crescer. Não te preocupes, ela costumava dizer o mesmo de mim.
James estava mesmo atrás deles. Ao pescoço trazia um cachecol de Gryffindor e arrastava atrás de si, uma grande bandeira da equipa.
- Claro! Tu és um bebé em ponto grande! Às vezes pergunto-me se não é o Harry o pai e tu o filho!
- Que exagero, Lily! Mudando de assunto… preparado para o jogo, Harry? Tens de ganhar!
- James, não o pressiones. Assim ele vai ficar ansioso para o jogo!
- Ansioso, qual quê?! O Harry é um Potter e além disso é um Gryffindor. Não teme nada!
Harry deu um suspiro. Se ele não estivesse com pressa deixá-los-ia discutir até à exaustão, mas dadas as circunstâncias…
- Será que vocês os dois podem para de discutir e lembrarem-se que eu estou aqui?!
James e Lily sorriram envergonhados. Era a força do hábito.
- Desculpa, Harry. Bem… eu vim cá para te desejar boa sorte e é isso que vou fazer.
- Obrigado, mãe.
- Mas Harry, promete-me que tens cuidado. Eu tenho um mau pressentimento. Não te metas em confusões durante o jogo, como o teu pai gostava de fazer, senão vais deixar-me agoniada durante o tempo todo.
- AH! Então admites que ficavas preocupada cada vez que eu jogava…
- Não é momento para brincadeira, James! A sério… eu tenho um mau pressentimento e oxalá eu me engane.
- Ouviste a tua mãe, Harry? E olha que coração de mãe não se engana. Tem cuidado e boa sorte.
- Obrigado… aos dois.
Harry sentia-se bastante grato, por ter uma família de novo. Era tão bom ter uma família para o apoiar, para lhe dar afecto, para sentir orgulho dele…
Sem pensar duas vezes, Harry abraçou-os, como que agradecendo silenciosamente.

******************************

Finalmente, no balneário, Harry dava os últimos avisos antes de entrarem em campo.
- Façam tudo como treinamos. Não deixem que o jogo sujo deles vos afecte, mas não deixem que eles vos ponham fora de jogo. Conto convosco e confio em vós para ganharmos àquelas cobras cuspideiras. Vamos mostrar-lhes que somos Gryffindors de alma e coração.
Enquanto Harry falava, nenhum dos outros ousava interromper. Estavam boquiabertos, perguntando-se onde fora parar aquele Harry tímido e pouco falador que todos conheciam. Parecia que a raiva que sentia de Malfoy se transformara em determinação e vontade de vencer. Com um capitão assim, os Slytherins deveriam tremer de medo.
- Se for preciso, deitem-nos das vassouras a baixo, pois eles não hesitarão em fazer o mesmo convosco. Fred e George… Força nas tacadas. Ron… confiança, eu sei que consegues. Ginny, Colin e Neville… arrasem com eles.
Definitivamente, aquele não devia ser o Harry. O primeiro pensamento de todos foi se não o tinham trocado e colocado outro no seu lugar. Mas no momento seguinte, quando ele lhes sorriu, indicando a porta, para que saíssem, reconheceram nele o mesmo brilho de sempre.

*********************

O jogo já durava há duas horas e era o que mais se poderia chamar de jogo sujo. O resultado era de 130-90 para Gryffindor. Depois de ter sido atingido por uma bludger no abdómen, Ron estava com grandes dificuldades em defender. O resultado apenas era equilibrado pelo brilhante jogo dos três chasers da equipa. Harry por seu turno, tentava encontrar com grande custo a snitch, sem nenhum sinal dela. Por um lado porque a chuva piorava a cada segundo e já estava a gelar até aos ossos. Por outro, tentava concentrar-se também no jogo que decorria. Malfoy seguia-o de perto. Nas duas vezes em que Harry avistara a bolinha dourada, o loiro tinha arranjado um jeito de o parar. A raiva de Harry crescia cada vez mais. Não podia deixar que aquele loiro aguado o vencesse.
A relatar o jogo, estava Zacharias Smith. É claro que o seu relato não se comparava ao de Lee Jordan, mas, pelo menos, não xingava Gryffindor, como fizera no ano anterior.
- A posse da Quaffle está de novo em Slytherin. Nott passa para Urquhart, que passa para Zabini e… Uh, aquela deve ter doido. – George acabara de acertar uma bludger na nuca de Zabini – e a quaffle fica para Weasley, desvia da bludger rebatida por Goyle, passa para Longbottom, que finta o keeper de Slytherin e marca ponto para Gryffindor. Parece que Potter encontrou neste chaser uma nova promessa do Quidditch. E parece que temos um problema!
De facto, Crabbe e Goyle atingiram Neville com os respectivos bastões, pouco depois de ter marcado ponto. Madame Hooch, furiosa, apitou logo para interromper o jogo.
- Eu nunca, em toda a minha carreira, vi um jogo tão sujo. NÃO SE ATACA UM CHASER, A NÃO SER QUE ELE TENHA A POSSE DA QUAFFLE E NUNCA, MAS NUNCA SE FAZ COM O BASTÃO! Penalty a favor de Gryffindor.
Ginny foi chamada a cobrar o penalty. Maravilhosa como sempre, marcou, sem hesitar. Entretanto, Smith continuava.
- Parece que o jogo sujo de Slytherin se está a virar contra eles. – foi abafado pelos assobios da bancada verde – E o jogo prossegue. A Quaffle está em Creevey. Este corre a grande velocidade em direcção aos arcos adversários, mas… OH… foi atingido pela bludger rebatida por Goyle. A bola fica para Zabini, que parece já ter recuperado, quase foi atingido por um dos gémeos Weasley, não sei dizer qual, passa a Nott. Falta apenas passar por Ron Weasley.
Harry viu Ron voar na direcção de Theodor Nott. Tudo aconteceu em milésimos de segundos. Não se sabe de onde, cinco jogadores de vestes verdes, dois beaters e os três chasers voaram em direcção a Ron. Se ninguém o ajudasse estava perdido. Sem pensar duas vezes, Harry deu meia volta na vassoura e precipitou-se na direcção do amigo. No momento, em que os adversários se preparavam para o atacar, Harry colocou-se na frente barrando-os, quase sendo atingido por todos. Mas o inesperado aconteceu.
- Esperem… parece que Malfoy avistou a snitch… será possível?! – O comentário de Zacharias caiu como uma pedra de gelo no coração de Harry – Malfoy avistou a snitch e leva um grande avanço de Potter. Será que o seeker dos leões vai ser capaz de o alcançar a tempo?
A Flecha de Fogo de Harry cortou o vento e a chuva a toda a velocidade. Alguns metros na frente de Malfoy era possível ver a rápida bolinha dourada. Se não o alcançasse depressa iria perder da pior maneira possível.
Foi com grande custo que atingiu o seeker adversário. Os dois estava a um palmo da snitch, até que uma bludger, aparecida do nada, obrigou Malfoy a desviar-se. Agora sim, Harry poderia agarrar a bolinha e terminar o jogo. Esticou a mão e pode, finalmente, sentir a snitch a contorcer-se na sua mão.
Mas o inesperado aconteceu.
- E POTTER AGARRA A SNITCH DE OURO, DANDO A VITÓRIA A GRYFFINDOR! – foi a última coisa que Harry ouviu, antes de atingir o chão alguns metros abaixo de si e se perder na inconsciência. Mas antes, ainda pôde ver o sorriso triunfante de Malfoy, a apontar-lhe a varinha.


Nota da autora: OIIIIIIIIIII!!!
Parece que o meu fim-de-semana “maravilhoso” foi cancelado devido ao mau tempo. Por isso, CÁ ESTOU EU DE VOLTA COM UM NOVO CAPÍTULO!
Não me matem por ter sido mazinha com o Harry, agora no final. Eu prometo que compenso para o próximo capítulo.

Carlapiks: Não preciso nem dizer que a Lightmagid QUASE ME MATOU PELO TELEFONE, não é? Eu bem que gostaria de dar umas informações extra, mas ela pôs um feitiço FIDELIUS na fic, pelo que eu não posso contar nada. Mas não tarda nada, vais saber quase tanto como eu. Digo quase, porque apesar de ela me negar mais informações, eu sempre consigo fazê-la falar com a minha teimosia. Eu fiquei sem perceber uma coisa: quando comecei a escrever a fic, foste tu, ou foi a tua irmã quem comentou? Aquilo de querer saber o que está por detrás do véu… IMENSAS BJOCAS, PARA TI!

Luana Coelho: Definitivamente, quando queres, consegues convencer-me… Não precisas de te pôr de joelhos para implorar que eu coloque novos capítulos… dói e eu não gosto de fazer o meus leitores sofrerem. Basta-me o teu comentário. POR FAVOR, CONTINUA A COMENTAR!

Agora a parte que eu mais gosto: AMEAÇAR A MINHA BETA! Menina Lightmagid… EU NUNCA… MAS NUNCA… REVELARIA UM SEGREDO TÃO “SECRETO” COMO A HIERARQUIA MAGID… Agora que eu já gritei… não te preocupes, eu gosto demasiado de ti para pôr em prática as ameaças de morte da Carlapiks, apesar da vontade ser muita. Além disso, como é que eu saberia os capítulos da tua fic com antecedência e te obrigaria a escrever até às 4 horas da madrugada, se te matasse? Nem pensar… prefiro obrigar-te a trabalhar na fic como um elfo doméstico.

Eu gostaria de esclarecer uma coisa: eu uso o nome Guida, não é por ser esse o nome da tia do Harry. É que eu chamo-me Margarida, mesmo. Para grande infelicidade minha, eu partilho o mesmo nome dessa personagem horrível.

Como eu adoro que comentem… eu prometo que, se eu tiver uma grande quantidade de comentários amanhã eu coloco o capítulo 15. NÃO SE ESQUEÇAM DE COMENTAR.
Agora tenho mesmo de me ir embora, para acabar de escrever o capítulo 15 para poder pô-lo amanhã. Bjocas, Guida Potter.


Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.