Devoradores da Morte em Hogwar



Capítulo 13 – Devoradores da Morte em Hogwarts



Depois daquele episódio à porta da sala de Transfiguração, Harry teve grandes problemas em convencer James a não contar nada a ninguém sobre a sua mais recente descoberta, e os seus maiores receios quase se confirmaram quando chegaram à Sala Comum e Remus exigiu saber onde os dois se tinham enfiado. Felizmente James soube conter-se e inventou a desculpa mais idiota que poderia ter inventado.
- Eu estava com vontade de dar um passeio! E pelos vistos, o Harry teve a mesma ideia.
- Estou a ver… - Remus não tinha caído. Harry tinha a certeza que ele não descansaria enquanto não soubesse. – E foi bom o passeio? Com a tempestade que está lá fora, imagino que tenhas refrescado as ideias.
- Ah, claro que sim. Olha está ali a Lily! Vou convidá-la para sair!
Harry revirou os olhos. James não percebeu nada. Por mais que lhe dissesse que levaria pedradas de Lily até que mudasse de comportamento, ainda assim ele não desistia. E o resultado foi:
- POTTER! QUANTAS VEZES EU TENHO DE TE DIZER QUE NÃO VOU SAIR CONTIGO?!
- Mas Lily, tu saíste comigo hoje!
- Eu já te disse que foi só para não deixar a Marlene sozinha. PERCEBESTE OU QUERES QUE TE FAÇA UM DESENHO?
Um olhar determinado passou pelos olhos de James. Harry sabia o que aquilo significava. Ele não desistiria enquanto não conquistasse o coração da ruiva.
- Eles nunca se vão entender! – Harry não percebeu ao princípio quem falara com ele. Só depois reparou que era Remus. – Eles não percebem o lado um do outro.
- O que é que queres dizer?!
- A Lily não percebe que o James gosta dela de verdade. Acho que nem ele próprio o sabe. Talvez até saiba, mas não o admite. Para ele, perseguir a Lily tornou-se uma espécie de desafio e ela, por sua vez, apesar de gostar do James, tem medo de se tornar apenas mais uma entre muitas.
- Mas as pessoas mudam! E eles mudaram.
Um sorriso triunfante surgiu no rosto de Remus.
- Porque é que te ris?!
- Acabas de confirmar aquilo de que eu já suspeitava. – A expressão de Remus era semelhante àquela que ele fazia cada vez que chegava a uma resposta antes de todos os outros – Então a Lily é mesmo a tua mãe! Os teus olhos não enganam ninguém. E pelo que o Sirius me contou sobre a visita de hoje cedo… Só não percebo como é que aqueles dois não chegam à mesma conclusão.
- O James já sabe! – disse Harry aborrecido – Porque é que achas que ele voltou a contra-atacar? Ele viu os meus pais juntos.
- Agora percebo a felicidade dele… Mas isso não vai ser nada bom. Se a Lily souber pode deitar tudo a perder.
- Pelo menos alguém compreende! – bradou Harry, levantando as mãos, num sinal de vitória. – Então posso contar contigo para os juntar?
- É claro que podes. Acho que é melhor não metermos o Sirius nesta história. Ele consegue estragar sempre os nossos planos, porque não consegue estar de boca calada.
- Combinado então?
- Combinado.
Um aperto de mão foi o selar de um acordo que faria o castelo virar do avesso. Lily Evans e James Potter que se cuidassem. Dali para a frente a sua vida não seria mais a mesma.


**********************

Paz, silêncio, apenas o som dos pássaros que aproveitavam o orvalho da manhã, ninguém para a chatear. Os primeiros raios de sol começavam agora a surgir e Lily Evans era a única ocupante da Sala Comum dos Gryffindor. Era tão bom não ouvir a voz do Potter para variar e poder estudar sossegada.
- LILY!
“Falei cedo de mais” – pensou ela.
- Potter! Posso saber o que fazes aqui a estas horas da manhã? – “Ser insuportável”.
- Ora Lily, eu achei que já devias estar a estudar a esta hora e como eu achei que estarias sozinha, eu decidi fazer-te companhia.
- Tudo o que eu menos quero agora, Potter, é a tua companhia. – “Desde quando é que eu falo sem gritar com o Potter” – Será que não percebes que se eu venho estudar para aqui a esta hora, é porque quero estar sozinha?
Por uns momentos, James pareceu estar para sair, mas, no momento seguinte, sentou-se frente-a-frente com Lily.
- Quando é que vais admitir os teus sentimentos por mim?
A pergunta deixou Lily sem fala. “Lily, sua estúpida, o que é que te deu para ficares calada?! REAGE!”.
- Ora, Potter, que presunçoso. Quem disse que eu sinto alguma coisa por ti? É preciso seres muito convencido.
- Não, Lily, eu sou é apaixonado.
Para grande sorte de James, alguém impediu Lily de responder. A cor da sua cara já rondava o roxo. Muito perigoso!
- James, aqui estás tu, seu safado! Então não ias esperar por nós para irmos tomar o café da manhã, juntos? – Remus aparecia agora pela escada de acesso ao dormitório masculino, sendo seguido de Harry, que parecia aliviado por constatar que ainda não morrera ninguém.
- É James, prometeste que íamos juntos para o Salão!
- Prometi?!
- Estás cada vez mais esquecido, James. Estes anos de convivência com o Peter andam a fazer-te mal.
- Remus, do que é que estás a falar? – Agora sim, James estava confuso – Eu não me lembro de…
- É claro que não te lembras. Já estavas quase a adormecer. Não é Harry?
Harry acenou com a cabeça e agarrou no braço de James, retirando-o de território perigoso.
- Vamos tomar o café da manhã? A esta hora não deve ter muita gente. Vens Lily?
Lily pensou recusar. Afinal o que queria era distância de um ser tão chato como James Potter. Mas o encanto de Harry impediu-a de dizer que não.
- Claro, porque não?

*****************************

Quando, nessa manhã, Harry chegou ao Salão Principal, pensava que o seu dia ia ser normal, como muitos outros que já passara na escola. Como estava enganado! Mal os seus pés transpuseram a porta, logo os viu. Eram cerca de dez, dez daqueles que mais detestava. Lá estavam eles na mesa de Slytherin, os ex-Devoradores da Morte, com a mesma arrogância com que Harry os tinha conhecido. Azkaban não os afectara, não agora sem Dementors. Liderados por Draco Malfoy, pareciam já ter ganho o mesmo estatuto de antes dentro da equipa. Claro que sim, todos tinham medo deles e os que não tinham veneravam-nos por se terem aliado a Voldemort.
O olhar de Harry cruzou-se por uns momentos com o de Malfoy. Eles encararam-se até que alguém lhe falou.
- Algum problema, Harry?!
- Não, Remus. Nenhum problema, pelo menos por agora. Mas não posso dizer-te por quanto tempo mais.
Remus assustou-se com o ódio que brilhava nos olhos de Harry. Era um ódio desumano, quase selvagem. Olhando na mesma direcção do outro, Remus pode verificar a presença de um aluno em muito semelhante a Lucius Malfoy, um Slytherin que os Marotos detestavam e além disso rival de James, no Quidditch.
- Quem é aquele, Harry? Eu não o tinha visto antes.
- Claro que não. Ele chegou esta noite de Azkaban. Ele é Draco Malfoy e foi Devorador da Morte. Mas isso não é o pior. Ele tentou matar a Ginny na noite da morte de Voldemort.
Uma onda de raiva percorreu o corpo de Harry ao lembrar-se daquela noite. Quase perdera a sua ruivinha. Não sabia o que faria se ela tivesse morrido. E agora, aquele… aquele canalha que ousou meter-se com ela, foi libertado e para cúmulo dos cúmulos ainda tinha de o aturar na escola. Que ninguém pensasse que ia ter sangue de barata e ouvir provocações sem dar resposta. Ele que se atrevesse a dirigir-lhe a palavra.
- Harry, tem calma. O Malfoy é um idiota. Pior, ele é um cobarde e por isso é que obedecia ao Vo-voldemort sem hesitar.
Harry surpreendeu-se ao ver Ginny ao seu lado.
- Ginny, o que é que estás a fazer aqui?
- Até parece que não estás feliz por me ver! – ela colocou as mãos na cintura, pelo que Harry fez uma cara de quem pede desculpas. – O Ron disse-me que já tinhas descido. E como eu sei o namorado com cabeça quente que eu tenho, eu achei melhor vir acalmar os ânimos, antes que partisses para cima do Malfoy. Agora vamos tomar o pequeno-almoço descansados e fazer de conta que ele não está aqui.
Pode dizer-se que o pequeno-almoço foi relativamente calmo, tirando pelas respostas tortas de Lily a James, sempre que este tentava dirigir-lhe a palavra, ou pelos sermões de Hermione a Ron que xingara Malfoy. Por sorte, o loiro não ouviu.
Nada se passara até à hora de irem para as aulas. O grupo ia reunido, tirando Lily e Marlene que iam mais atrás discutindo algo que ninguém ouvia. Já na masmorra, esta paz terminou.
- Ora, ora, se não é o nosso queridinho Potter!
- Malfoy! – disse Harry entre dentes – estava a perguntar-me quando é que iria ver esse cabelo oxigenado outra vez!
- Malfoy desaparece daqui!
- Olhem, meus caros amigos, se não é a Sabe Tudo Granger. E também está aqui o pobretão Weasley. A escumalha está toda aqui.
- A única escumalha aqui és tu, Malfoy. Porque é que não mexes esse traseiro descomunal e desapareces da nossa frente?
- Achaste muito corajoso agora, não é? Ah que falta de educação a minha… como é que vai a Sangue de Lama da tua mãe?
Ron e Remus tiveram de segurar Harry para ele não partir para cima dele.
- LAVA A BOCA ANTES DE FALARES DA MINHA MÃE, MALFOY! – foi preciso a ajuda de Dean e Thomas, que chegaram nesse momento, para conseguirem segurar o moreno. A raiva que sentia era por demais destrutiva. Ele queria atacar sem dó nem piedade. Aquele Harry, desconhecido para muitos, teve o dom de assustar os que ali se encontravam. Era um ódio quase tão grande como o que sentia por Voldemort.
- Hiiii, que nervosinho, Potter! Pensei que tivesses diminuído o teu ego, mas pelos vistos enganei-me.
- STUPEFY! – Ninguém sabia como, Harry libertara-se, sacara da sua varinha e, sem que tivessem tempo para reagir, Malfoy foi parar ao fundo do corredor.
Depressa os Slytherins que o acompanhavam apontaram as varinhas a Harry, que lhes dirigiu um olhar mortal.
Furioso, Malfoy levantou-se e encaminhou-se para o lugar de onde partira, mancando ligeiramente devido à força do impacto.
- Não sabes com quem te estás a meter, Potter! Não sabes do que eu sou capaz!
Harry deu uma gargalhada de desprezo.
- Não, Malfoy, tu é que não sabes do que eu sou capaz. O que é que se passa agora? Começaste e tens medo de terminar? Não te questiono, Malfoy, só cobardes como tu se juntam ao Voldemort.
- O QUE É QUE SE PASSA AQUI?! – todos ali sustiveram a respiração, ao perceber a aproximação de McGonagall, vermelha de fúria. – EU NÃO ACREDITO QUE ESTÃO A DUELAR NO CORREDOR!
- Professora McGonagall, foi o Malfoy que nos provocou. Ele começou a insultar a mãe do Harry.
- Não quero saber quem começou, Srta. Granger. Estou muito desapontada com todos, principalmente consigo, Sr. Potter. Nunca pensei que perdesse a cabeça por tão pouco. E o Sr. Malfoy, pensei que fosse melhorar depois da nova oportunidade que lhe deram. Pensei que Azkaban o fizesse pensar em tudo o que fez. Mas não, mal chega à escola e já está a arranjar confusões.
A tensão era de cortar à faca. Harry e Malfoy continuavam a encarar-se com fúria. Lily e James assistiam à cena, mais afastados, demasiado espantados com a reacção de Harry. Hermione parecia que ia chorar a qualquer momento.
- Menos 50 pontos para os dois e tratarei pessoalmente para que recebam os devidos castigos.
- Mas professora…
- NÃO QUERO OUVIR MAIS DESCULPAS, SR. WEASLEY! São ambos culpados, um porque provocou, o outro porque cedeu à provocação.
Sem acrescentar mais nenhuma palavra, a directora deu meia volta e desapareceu, levando à frente tudo o que se atravessasse no caminho.
- Espero que estejas contente, Potter!
- Até parece que fui eu que comecei com isto… mas podes crer que, depois disto, esta escola não mais vai ser segura para ti ou para os teus amiguinhos.
- Isto é uma ameaça, Potter?
- Interpreta-a como quiseres. Só não esperes que eu seja tão civilizado da próxima vez.
- Igualmente para ti, Potter!
Se alguém perguntasse mais tarde o que se passara ali, apenas conseguiriam dizer que se tratava da eterna rivalidade entre Gryffindors e Slytherins. Mas não, tratava-se de algo mais profundo, algo que nem mesmo Ron e Hermione, melhores amigos de Harry, ou até mesmo Ginny poderiam explicar.
Não… aquilo era uma rivalidade individual… um ódio pessoal…
Era a eterna disputa entre um devorador da morte e o menino que sobreviveu!


Nota da Autora:

OLÁ MEUS MARAVILHOSOS LEITORES! (Guida Potter diz isto com o ar mais feliz do mundo) ADORO-VOS!!!!
ENA! Eu nunca pensei que comentassem tão rápido!
Como prometi, Capítulo 13 postado!

Luana Coelho: Com tantos ACTUALIZA e POR FAVOR quem não tem vontade de escrever mais e mais e mais… Obrigada pelo comentário! Continua a comentar.

Emerson de Oliveira Barbosa: Eu não diria que está óptima, diria antes razoável! Mas se o dizes, quem sou eu para contrariar… Lol (que modéstia, não?) Não te preocupes, a confusão vai aumentar de capítulo, para capítulo. Neste já comecei um pouquinho. Espero que gostes. Não te esqueças de comentar sempre…

Julinha Potter: Ainda bem que gostaste do capítulo. Quanto ao James, espera pelo próximo capítulo e já vais descobrir o que ele vai fazer relativamente à Lily. Receio dizer que aqueles Devoradores da Morte à solta por Hogwarts não vão trazer mais nada a não ser confusões. Espera e verás.

Carlapiks: Fico contente por saber que não tens vontade de me ameaçar de morte, como fazes com a Lightmagid. Dá-me mais ânimo. Mas quando quiseres ameaçá-la de verdade, é só dizer, que eu posso concretizar a ameaça. (a Lightmagid vai matar-me por eu dizer isto, e olhem que ela pode fazê-lo). É VERDADE… és mesmo tu quem comentou, não é? Quer dizer, eu fiquei um pouco confundida pelo facto de teres comentado a fic “Magids” com o user da tua irmã. Mas de qualquer maneira, OBRIGADA POR COMENTARES. ÉS O MÁXIMO!

Guilherme de Freitas Beffart: Estás perdoado por me teres dado nota 1, uma vez que compensaste logo de seguida. Mas eu tenho uma séria dúvida: o que dignifica “bah tah mto tri vlwww”? (Guida Potter abriu os olhos de surpresa quando leu comentário) Por favor, esclarece-me!

Mais uma vez, obrigada a todos os que comentaram. Lamento dizer que não posso prometer colocar um novo capítulo amanhã, porque não vou ter Internet, uma vez que vou passar um “maravilhoso” fim-de-semana (debaixo de chuva tropical) na minha casa da praia. Pelo menos vou aproveitar para estudar um pouco…
Mas eu prometo que, se comentarem tanto como o fizeram no capítulo 12, eu coloco no Domingo à noite ou, no máximo dos máximos, na segunda-feira de manhã.

Bjocas desta vossa escritora que vos adora, Guida Potter.

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