O convite



Quando Harry finalmente chegou à cozinha, os três Dursley já estavam sentados à mesa.
Nenhum deles ergueu a cabeça quando o garoto entrou ou se sentou. A caraça vermelha de tio
Válter estava escondida atrás do matutino Daily Mail, e tia Petúnia partia um grapefruit em quatro, os
lábios contraídos por cima dos dentes de cavalo.
Duda parecia furioso e carrancudo, e, por alguma razão, dava a impressão de estar ocupando mais
espaço do que de costume. E isso não era pouco, porque ele sempre ocupava sozinho um lado inteiro da
mesa quadrada. Quando tia Petúnia pôs um quarto de grapefruit no prato do filho com um trêmulo
"Tome, Dudinha querido", o garoto lançou-lhe um olhar raivoso. A vida de Duda tomara um rumo muito
desagradável desde que ele voltara para passar as férias de verão em casa trazendo o boletim de fim de
ano.
Tio Válter e tia Petúnia, como sempre, tinham conseguido arranjar desculpas para as notas baixas
dele; tia Petúnia sempre insistia que Duda era um menino muito talentoso, incompreendido pelos
professores, enquanto tio Válter sustentava que "ele não queria mesmo um filho cê-dê-efe e educadinho".
Eles também passaram por cima das acusações de truculência e intimidação de colegas que havia no
boletim. "Ele é um garotinho turbulento, mas não faria mal a uma mosca!", comentou tia Petúnia chorosa.
Contudo, no finalzinho havia uma observação muito bem colocada da enfermeira da escola, que
nem mesmo os pais conseguiram justificar. Por mais que tia Petúnia choramingasse que Duda tinha ossos
grandes e que seu excesso de peso era na realidade gordura infantil, que ele era um menino em
crescimento e precisava de muita comida, o fato era que os fornecedores de uniformes da escola não
estocavam calças suficientemente grandes para Duda. A enfermeira da escola vira o que os olhos de tia
Petúnia - tão atentos quando se tratava de encontrar mar cas de dedos em suas paredes brilhantes e
observar as idas e vindas dos vizinhos - simplesmente se recusavam a enxergar: que, longe de precisar de
alimentação suplementar, Duda atingira aproximadamente o tamanho e o peso de um filhote de orca.
Então - depois de muitos acessos de raiva, muitas discussões que sacudiram o soalho do quarto de
Harry e muitas lágrimas de tia Petúnia - o novo regime começara. A receita da dieta que a enfermeira da
Smeltings enviara fora colada na geladeira, já esvaziada de todas as coisas que Duda mais gostava -
bebidas gasosas e bolos, barras de chocolate e hambúrgueres - e cheia de frutas, legumes e coisas que tio
Válter chamava de "comida de coelho". Para fazer Duda se sentir melhor com a mudança, tia Petúnia
insistira que a família inteira seguisse a mesma dieta. Agora ela passava um quarto de grapefruit para
Harry. O garoto reparou que o dele era bem menor que o de Duda. A tia parecia sentir que a melhor
maneira de manter o moral de Duda era providenciar para que ele, no mínimo, recebesse mais comida do
que Harry.
Mas tia Petúnia não sabia o que estava escondido sob as tábuas soltas do soalho no andar de cima.
Não fazia a menor idéia de que Harry não estava seguindo dieta alguma. No momento em que descobriu
que esperavam que ele sobrevivesse durante o verão comendo palitos de cenoura crua, Harry despachara
Edwiges à casa dos amigos com pedidos de ajuda, e eles tinham correspondido mais do que à altura. A
coruja voltara da casa de Hermione com uma enorme caixa de lanchinhos sem açúcar (os pais de
Hermione eram dentistas). Hagrid, o guarda-caça de Hogwarts, comparecera com um saco de bolos que
ele mesmo fabricara (Harry ainda não provara; tinha muita experiência com a culinária de Hagrid). A Sra.
Weasley, porém, mandara a coruja da família, Errol, com um enorme bolo de frutas e tortinhas variadas.
O coitado do Errol, que era velho e fraco, precisara de cinco dias inteiros para se recuperar da viagem.
Então, no aniversário de Harry (a que os Dursley sequer deram atenção), ele recebera quatro
esplêndidos bolos de aniversário de Rony, Hermione, Hagrid e Sirius.
Ainda lhe restavam dois, e sabendo que teria um café da manhã de verdade quando voltasse ao
seu quarto, ele começou a comer o grapefruit sem reclamar.
Tio Válter pôs de lado o jornal com um profundo suspiro de desaprovação e olhou para o seu
quarto de grapefruit.
- É só isso? - perguntou em tom de reclamação à tia Petúnia. A mulher lhe lançou um olhar
severo e indicou com a cabeça o filho, que já acabara de comer o seu quarto de fruta e estava cobiçando o
de Harry com um olhar azedo nos olhinhos de porco, Tio Válter soltou um grande suspiro, que arrepiou
sua espessa bigodeira, e apanhou a colher ao lado do prato.
A campainha da porta tocou. Ele se levantou penosamente da cadeira e saiu em direção ao hall.
Rápido como um raio, enquanto a mãe se ocupava com a chaleira, Duda furtou o resto de grapefruit do
pai.
Harry ouviu vozes à porta, alguém rindo e a resposta seca do tio. Então a porta se fechou e
seguiu-se um ruído de papel rasgado no hall.
Tia Petúnia colocou o bule de chá sobre a mesa e olhou curiosa à volta para ver aonde fora o
marido. Não precisou esperar muito para descobrir; passado um minuto ele estava de volta. Com o rosto
lívido.
- Você - vociferou ele para Harry. - Na sala de estar. Agora.
Espantado, perguntando-se o que teria feito desta vez, Harry se levantou e acompanhou o tio para
fora da cozinha e rumaram para o aposento vizinho. Valter fechou a porta com força depois que ele e o
sobrinho entraram.
- Então - disse o tio, indo até a lareira e se virando para encarar Harry, como se estivesse prestes a
lhe dar voz de prisão.
- Então.
Harry teria adorado responder "Qual é?", mas achou que a boa disposição do tio não deveria ser
testada assim cedinho, principalmente se já estava sob forte estresse por falta de comida. Então decidiu
fazer cara de quem está educadamente intrigado.
- Isto acabou de chegar - disse o tio. E brandiu na cara de Harry a folha de papel de carta roxo. -
Uma carta. A seu respeito.
A confusão de Harry aumentou. Quem estaria escrevendo a tio Válter a respeito dele? Quem é
que ele conhecia que mandava cartas pelo correio?
Tio Válter olhou aborrecido para Harry, depois baixou os olhos para a carta e começou a ler em
voz alta:
Prezados Sr. e Sra. Dursley,
Nunca fomos apresentados, mas tenho certeza de que já ouviram Harry falar muito do meu filho
Rony.
Como Harry deve ter-lhes contado, afinal da Copa Mundial de Quadribol vai se realizar na
próxima segunda-feira à noite, e meu marido, Arthur, conseguiu arranjar ótimos lugares para o jogo por
intermédio de conhecidos do Departamento de Jogos e Esportes Mágicos.
Espero que o senhor e sua mulher nos permitam levar Harry ao jogo, pois é realmente uma
oportunidade única na vida. A Grã-Bretanha não sedia a Copa há trinta anos e as entradas são muito
difíceis de se obter. Ficaríamos muito felizes se Harry pudesse passar o resto das férias de verão conosco,
e de acompanhá-lo em segurança até o embarque para a escola.
Seria preferível que ele nos mandasse a resposta, o mais depressa possível, da maneira normal,
porque o carteiro trouxa jamais entregou correspondência em nossa casa e não tenho muita certeza de que
saiba onde é.
Esperando ver Harry em breve, subscrevo-me, Atenciosamente, Molly Weasley
PS. Espero ter colado selos suficientes na carta.
Tio Válter terminou a leitura, tornou a meter a mão no bolso superior do paletó e tirou mais
alguma coisa.
- Olhe só isto - rosnou.
E mostrou o envelope em que chegara a carta da Sra. Weasley, e Harry precisou fazer força para
não rir. O envelope estava coberto de selos exceto por um quadrado de uns três centímetros na face, em
que a senhora havia espremido o endereço dos Dursley numa letra miudinha.
- Então ela colou selos suficientes - disse Harry tentando fazer parecer que o engano da Sra.
Weasley era muito comum. Os olhos do tio faiscaram.
- O carteiro reparou - disse ele entre dentes. - Estava muito interessado em saber de onde veio a
carta. Foi por isso que tocou a campainha. Parecia estar achando muito engraçado.
Harry ficou calado. Outras pessoas talvez não entendessem o porquê da preocupação do tio com
tantos selos, mas Harry vivera com os Dursley tempo bastante para saber que se incomodavam muito com
qualquer coisa até ligeiramente anormal. O pior receio dos dois era alguém descobrir que estavam ligados
(por mais remotamente que fosse) com gente como a Sra. Weasley.
Tio Válter continuou a olhar feio para Harry, que tentava sustentar uma expressão neutra. Se não
fizesse nem dissesse nada idiota, talvez pudesse curtir uma oportunidade que só ocorria uma vez na vida.
Esperou o tio dizer alguma coisa, mas o homem simplesmente continuou a fitá-lo com raiva. Harry
resolveu, então, quebrar o silêncio.
- Então... posso ir? - perguntou.
Um ligeiro espasmo passou pela caraça púrpura do tio. Os bigodes se arrepiaram.
Harry achou que sabia o que estava acontecendo por trás daquela bigodeira: uma batalha
encarniçada em que dois instintos muito fundamentais de tio Válter se confrontavam. Permitir que Harry
fosse seria fazer o garoto feliz, uma coisa que o tio lutava para evitar havia treze anos. Por outro lado,
deixar que Harry sumisse para a casa dos Weasley o resto do verão seria livrar -se dele duas semanas mais
cedo do que os Dursley poderiam ter sonhado, e tio Válter detestava ter Harry em casa.
Aparentemente, para ganhar tempo para pensar, ele baixou os olhos para a carta da Sra. Weasley.
- Quem é essa mulher? - perguntou examinando a assinatura com desagrado.
- O senhor já a viu. É a mãe do meu amigo Rony, estava esperando ele descer do trem de Hog...
do trem da escola no fim do ano letivo.
Quase dissera "Hogwarts", e isso certamente irritaria o tio.
Ninguém jamais mencionava o nome da escola de Harry em voz alta na casa dos Dursley.
Tio Válter amarrou a cara enorme como se tentasse se lembrar de uma coisa muito desagradável.
- Uma mulher feito uma rolha de poço? - rosnou finalmente.
- Uma penca de filhos de cabelos vermelhos?
Harry franziu a testa. Achou que era demais o tio chamar alguém de "rolha de poço", uma vez que
seu filho, Duda, finalmente atingira a forma que vinha ameaçando atingir desde os três anos de idade, ter
mais largura do que altura.
Tio Válter tornou a examinar a carta.
- Quadribol - resmungou. - Quadribol, que droga é isso?
Harry sentiu nova pontada de aborrecimento.
- Um esporte - respondeu secamente. - Joga-se montado numa vass...
- Está bem, está bem! - disse o tio em voz alta. Harry observou, com alguma satisfação, que ele
parecia ligeiramente em pânico. Pelo visto seus nervos não iriam suportar o som da palavra "vassouras"
em sua sala de estar. Refugiou-se outra vez no exame da carta. Harry viu os lábios do tio formarem as
palavras "nos mandasse a resposta da maneira normal". Tornou a fechar a cara.
- Que é que ela quer dizer da maneira normal? - bufou ele.
- Normal para nós - explicou Harry e, antes que o tio pudesse interrompê-lo, acrescentou: - o
senhor sabe, por correio-coruja.
Isso é que é o normal para os bruxos.
Tio Válter fez uma cara tão indignada como se Harry tivesse dito um palavrão. Trêmulo de raiva,
lançou um olhar nervoso para a janela, como se esperasse ver os vizinhos com os ouvidos colados na
vidraça.
- Quantas vezes tenho que lhe dizer para não mencionar essa anormalidade sob o meu teto? -
sibilou ele, o rosto agora um intenso tom ameixa. - Você fica parado aí, vestindo as roupas com que
Petúnia e eu cobrimos suas costas ingratas...
- Só depois que Duda não quer mais elas - disse Harry com frieza, pois na realidade estava
vestindo um suéter tão grande que ele precisava fazer cinco dobras nas mangas para poder usar as mãos, e
que lhe caía abaixo dos joelhos da calça jeans muito larga.
- Não vou admitir que você fale comigo assim! - disse o tio tremendo de raiva.
Mas Harry não precisava aturar isso. Ia longe o tempo em que era obrigado a aceitar todas as
regras idiotas dos Dursley. Não ia seguir a dieta de Duda, e não ia deixar o tio impedi-lo de assistir à
Copa Mundial de Quadribol, não se dependesse dele.
Harry inspirou profundamente para se acalmar e então disse:
- Muito bem, não posso assistir à Copa Mundial de Quadribol.
Posso ir, agora? É que eu tenho uma carta para Sirius que quero terminar. O senhor sabe, o meu
padrinho.
Conseguira. Dissera as palavras mágicas. Ficou então observando o tom púrpura no rosto do tio ir
clareando desigualmente, fazendo-o parecer um sorvete de groselha mal misturado.
- Você está escrevendo para ele? - indagou tio Válter numa voz Falsamente calma, mas Harry vira
as pupilas dos olhos dele se contraírem com repentino medo.
- Bem... é - disse Harry em tom casual. -Já faz um tempo que ele não tem notícias minhas e, o
senhor sabe, se não receber nada, pode pensar que aconteceu algum problema.
Ele parou para gozar o efeito de suas palavras. Quase pôde até ver as engrenagens girando por
baixo dos cabelos do tio, escuros, gross os e caprichosamente repartidos. Se Válter tentasse impedir Harry
de escrever para Sirius, este pensaria que o garoto estava sendo maltratado. Se dissesse que o sobrinho
não podia ir à Copa Mundial de Quadribol, o garoto iria escrever contando ao padrinho, que teria certeza
de que Harry estava sendo maltratado. Só havia uma coisa para tio Valter fazer. Harry via a conclusão se
formando no cérebro do tio como se sua caraça bigoduda fosse transparente. O garoto tentou não sorrir e
manter o rosto o mais inexpressivo possível. E então...
- Bem, está bem, então. Pode ir para a casa dessa rolha... dessa idiota... para essa tal de
Copa Mundial. Escreva respondendo a esses... esses Weasley para virem apanhá-lo, veja bem. Não tenho
tempo para acompanhar você por todo o país. E pode passar o resto do verão lá. E pode dizer ao seu, seu
padrinho... diga a ele... diga a ele que você vai.
- O.K. então - disse Harry animado.
O garoto se virou e saiu pela porta da sala de estar, brigando com a vontade de saltar no ar e
gritar. Ele ia... ia para a casa dos Weasley, ia assistir à Copa Mundial de Quadribol!
Já no corredor, ele quase colidiu com Duda, que estivera escondido atrás da porta, na esperança
de ouvir Harry levar um passa-fora. Ficou chocado ao ver o largo sorriso no rosto do primo.
- Foi um excelente café da manhã, não foi? - exclamou Harry.
- Estou de barriga cheia, você não?
Rindo-se da cara de espanto de Duda, Harry subiu a escada, saltando três degraus de cada vez, e
correu para dentro de seu quarto.
A primeira coisa que viu foi que Edwiges voltara. Estava na gaiola, espiando Harry com seus
enormes olhos cor de âmbar, estalando o bico de um jeito que significava que estava aborrecida com
alguma coisa. Exatamente o que a estava aborrecendo tornou-se visível quase na mesma hora.
- AI! - gemeu Harry.
Algo que lembrava uma minúscula bola de tênis, cinzenta e emplumada, acabara de bater do lado
da cabeça de Harry. Ele massageou a cabeça furiosamente erguendo os olhos para ver o que o atingira, e
viu uma corujinha mínima, pequena o bastante para caber na palma de sua mão, chiando excitada pelo
quarto como se fosse um busca-pé. O garoto percebeu que a coruja deixara cair uma carta a seus pés. Ele
se abaixou, reconheceu a letra de Rony e abriu o envelope. Dentro havia um bilhete apressado.
Harry - PAPAI CONSEGUIU AS ENTRADAS - Irlanda contra a Bulgária, na noite de segunda.
Mamãe escreveu aos trouxas para convidar você. Talvez a carta já tenha chegado, não sei quanto
tempo demora o correio dos trouxas. Pensei em lhe mandar este bilhete pela Píchi.
Harry olhou bem para a palavra "Píchi", depois para a minúscula coruja que voava velozmente
em volta da luz no teto. Que nome mais esquisito para uma coruja. Talvez ele não tivesse entendido a
letra de Rony. Voltou ao bilhete.
Vamos buscar você, quer os trouxas gostem ou não, você não pode perder a Copa, só que mamãe
e papai acham que é melhor a gente primeiro fingir que está pedindo permissão. Se eles disserem sim,
mande logo Píchi com a sua resposta, e iremos buscar você às cinco horas no domingo. Se eles disserem
não, por favor, mande Pichi de volta depressa e iremos buscá-lo no domingo às cinco horas, assim
mesmo.
Hermione está chegando hoje à tarde. Percy começou a trabalhar - Departamento de Cooperação
Internacional em Magia. Não fale em ir para o exterior enquanto estiver aqui a não ser que queira que ele
lhe arranque as calças pela cabeça.
Até é mais - Rony.
- Calma aí! - disse Harry, quando a corujinha tirou um rasante da cabeça dele, batendo as asas
loucamente. Harry só pôde supor que de orgulho por ter entregado a carta à pessoa certa. - Vem cá,
preciso que você leve a minha resposta!
A corujinha voou até o topo da gaiola da coruja de Harry.
Edwiges olhou-a friamente, como se a desafiasse a tentar se aproximar mais.
Harry tomou a pena de águia mais uma vez, apanhou um pergaminho limpo e escreveu:
Rony, está tudo certo, os trouxas disseram que eu posso ir. Vejo vocês amanhã às cinco.
Mal posso esperar.
Harry
Depois, dobrou o bilhete muitas vezes e, com imensa dificuldade, prendeu-o na perna da
corujinha que pulava no mesmo lugar de tanta excitação. No instante em que o bilhete ficou preso, a
coruja partiu; disparou pela janela e se perdeu de vista.
Harry se virou para Edwiges.
- Está com disposição para fazer uma longa viagem? - perguntou.
A coruja piou com uma certa dignidade.
- Pode levar isto ao Sirius para mim? - disse ele apanhando a - Espera aí... quero terminar.
Ele tornou a desenrolar o pergaminho e apressadamente acrescentou um postscrzptum.
Se quiser entrar em contato comigo, estarei na casa do meu amigo Rony Weasley até o fim do
verão. O pai dele arranjou entradas para a gente assistir à Copa Mundial de Quadribol!
Terminada a carta, ele a amarrou à perna de Edwiges; ela ficou anormalmente quieta, como se
estivesse decidida a mostrar ao dono como é que uma verdadeira coruja-correio devia se comportar.
- Vou estar na casa de Rony quando você voltar, está bem? - Harry a informou.
A coruja deu uma bicadinha carinhosa no dedo do garoto, depois, com um ruído farfalhante, abriu
as enormes asas e saiu voando pela janela aberta.
Harry observou-a desaparecer ao longe, depois entrou de quatro embaixo da cama, soltou a tábua
do soalho e apanhou um pedação de bolo de aniversário. Sentou-se no chão para comê-lo, saboreando a
felicidade que o invadia. Ele comia bolo e Duda só comia grapefruit, fazia um belo dia de verão, sua
cicatriz estava perfeitamente normal, ele ia deixar a rua dos Alfeneiros no dia seguinte e ia assistir à Copa
Mundial de Quadribol. Naquele momento era difícil se preocupar com alguma coisa - até mesmo com
Lord Voldemort.

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