Capítulo 01



Cap. 01 – Flashback: A Vida de Ginevra Potter! Part. I


 


- Não deveriam ter mexido nas minhas coisas! – disse Gina brava e fria. – Em especial esse caderno.


- Por favor, Gi diga-me que é mentira. – disse Harry ignorando a fala dela. – Diga-me que nada disso realmente aconteceu!


- Você não é o único que queria isso Harry. – disse Gina séria e fria. – O que eu mais queria era que fosse tudo imaginário, mas não... Isso aqui é vida real, muito real! – depois disso, ela sumiu num flash de luz juntamente com o livro.


** Mais cedo naquele mesmo dia **


Um baile na corte da rainha Elizabeth com grandes nomes tanto da comunidade bruxa quanto trouxa de vários lugares do mundo. Por trás desse baile, com “intenção” de reunir os países e ambos os mundos nessa nova era Negra, havia o propósito de encontrar soluções para destruir Estrela Negra de uma vez por todas.


A cada nome chamado, a música parava e todos observavam as grandes escadas que dava acesso ao salão. Ninguém dizia nada, mas estavam todos esperando duas grandes e brilhantes aurores, Angel e Dark Rose. Ambas eram responsáveis de impedir grande parte das mortes e de boa quantidade de Guerreiros presos.


Desde o sumiço de Gina Potter há cinco anos, o novo grupo das trevas assumiu o controle de alguns países e começou a instalar o caos no mundo. Se auto intitularam como Estrela Negra e possuíam a seguinte composição: guerreiros eram os bruxos e seres negros descartáveis; havia os guerreiros supremos, responsáveis por coordenar os ataques; a Elite correspondia os bruxos, vampiros e lobisomens responsáveis por mandar os ataques e, por fim, havia o culpado por toda essa confusão e seus cinco escudeiros. Sobre esses seis seres, não havia nada sobre eles, ninguém nunca os viu.


Foi então que chamaram Angel. Uma mulher loira, de aproximadamente vinte e seis anos, de olhos violetas descia a escada acompanhada de um homem moreno de olhos azuis e uma garotinha morena de olhos violetas, provavelmente sua família. Angel usava um vestido azul celeste que desenhava seu belo corpo e no peito, seu famoso broche de Anjo em pedras de Safira. Não parecia nenhum pouco com os relatos que eles tinham dela, uma mulher fria e calculista, capaz de dar medo até em dementadores.


 Após o choque inicial, todos voltaram a seus afazeres, agora só faltava ela. Dark Rose. Se Angel era fria e calculista, Rose era pior. Nenhum duelo perdido com nenhum bruxo da Estrela, todos os seres capturados e havia rumores dela ser a antiga L. Espião e rastreadora L era a pessoa que entregava as informações sobre os passos da Estrela para todos os lugares do mundo, sempre com uma aparência diferente e nunca estava errada. Foi então que a chamaram.


Dessa vez não foi possível esconder o choque. Dark Rose usava um vestido vermelho que mostrava suas belas curvas, trançado nas costas, usava um broche de Rosa em pedras de ônix, combinando com o colar e brincos. Seus cabelos ruivos caiam até o final das costas, com perfeitas ondas. Seus olhos verdes esmeraldas brilhavam no grandioso salão. Dark Rose era ninguém menos que Gina Potter. O silêncio que se instalou no salão dessa vez foi quebrado pela pequena acompanhante de Angel, que se livrado da possível mãe, correu para Gina.


- Tia Gi! – gritou a menininha pulando na ruiva que a pegou no colo, se dirigindo a Angel. – Estava com saudades!


- Também estava pequena Lu! –disse Gina abraçando a pequena e, só agora, reparou que todos a encaravam. – Que foi? Nunca viram não? Tirem uma foto que dura mais, queridos!


Angel e o acompanhante soltaram uma risadinha e todos voltaram a fazer o que faziam antes. Gina, assim que chegou aos dois, soltou Luíza no chão e recebeu um apertado abraço de Angel, ou se preferir, Marine. Assim que a loira a soltou, foi a vez de Bernardo a abraçar fortemente.


- Nunca mais suma por tanto tempo de novo, ouviu? – disse Marine brava, mas com um sorriso no rosto.


- Pode deixar Marie. – disse Gina pegando a pequena Luiza no colo novamente.


- Eles estão olhando para você Rose. – disse Bernardo abraçando a esposa.


- Eu sei, acho que estou encrencada. – disse Gina soltando a loirinha, que foi brincar pelo salão. – Há dois anos me reaproximei deles e, apesar de desconfiarem, eu não falei o que fazia para ninguém.


- Acho que não foi uma boa ideia. – disse Marine olhando por todo o salão.


- Jura? – ironizou Gina antes de ser abraçada por dois pequenos seres.


- Tia Gi! – disseram os gêmeos Moreschi juntos.


- Oi Nick e Nico. – disse Gina ficando na mesma altura que os pequenos. – Como vão meus pestinhas lindos?


- Muito bem tia Gi! – disse Nicole feliz.


- A Lu que falou para a gente onde você estava. – disse Nicolas.


- É mesmo? – perguntou Gina ao que eles assentiram. – E onde está a minha loirinha?


- Por aqui tia Gi. – disse Nicole puxando a ruiva pela mão.


- Nick, me espera. – disse Nicolas saindo atrás das duas.


Os dois saíram puxando Gina pelo salão atrás da Luiza enquanto Bernardo e Marine observando a cena com um sorriso. Eles dois sabiam pelo que a ruiva passava para garantir que cenas como aqueles ocorressem. Era tão injusto Gina não poder ter uma vida.


- E, como sempre, a Rose é monopolizada pelas crianças. – disse Bruno se aproximando com Marcela.


- Eles a adoram. – concordou Marcela.


- E ela também. – disse Marine sorrindo.


Bruno, depois da aposentadoria de Gustave, assumiu a Interpol e “comandava” os aurores internacionais, entre eles, Dark Rose e Angel. Já Marcela, ficou responsável pelo “comando” dos inomináveis e curandeiros da Intersec, entre eles, Bernardo e Dark Rose. Os dois eram casados e tinham um casal de gêmeos, Nicole e Nicolas, da mesma idade que a pequena Luiza.


Estava tudo dando certo. O casal Moreschi (Bruno e Marcela) ficou conversando com o casal Montez (Marine e Bernardo) e observando Gina brincar com os gêmeos e Luiza. E foi por isso que eles logo perceberam algo errado.


Em certo momento, Gina estava toda feliz e sorridente brincando com as crianças e no outro, olhava apressado por todo o salão atrás de Marine. Marie, depois de anos trabalhando junto com a ruiva, já conhecia cada detalhe de Dark Rose e aquele olhar que ela lhe direcionava era claro: “Se prepara, temos trabalho pela frente!”.


Gina deixou as crianças com Marcela e Bernardo, que não estavam entendo nada, e puxou Bruno e Marie para um canto mais afastado. A loira sabia o que ela ia fazer agora. Ela iria fechar os olhos e se permitir ter a visão que havia chegado, provavelmente relacionado com a Estrela.


- E então? – perguntou Bruno após Gina abrir os olhos.


- Estão cercando o palácio, vão estar dentro em poucos minutos. – disse Gina séria. – Eu vi o que vai acontecer quando eles entrarem, por isso nós faremos o seguinte... Assim que eles entrarem eu vou dar cobertura e Angel vai tirar todos daqui.


- Nem pensar. – disse Angel igualmente séria. – Não te deixo sozinha aqui não.


- Angel, eu sei o que vai acontecer se você ficar. – disse Dark Rose encarando-a. – E eu tenho uma missão para você.


- Que seria...? – perguntou a loira.


- Meus pais, padrinhos, tios e os Weasley estão aqui, além dos meninos. – disse Dark. – Eles não vão sair daqui tão cedo, por isso preciso que você leve-os para a Fazenda e os proteja sim? Não confiaria essa missão para mais ninguém. Além do mais, você vai precisar levar a Luiza, o Be, os gêmeos, Bruno e Marcela com você.


- Você não vai ficar aqui sozinha. – disse Bruno sério. – É suicídio.


- Bruno eu sei me cuidar okay?- disse Dark.


Se eles iriam discutir mais alguma cosa, jamais saberemos, pois no exato momento que Dark terminou de falar, as portas do salão explodiram. Rapidamente Angel e Dark Rose conjuraram barreiras protetoras e evitaram ferimentos em todos. Antes que alguém pudesse ao menos pegar a varinha, cinco raios negros jogaram Dark para um lado do salão, enquanto os iam em direção a Angel, que escapou graças ao feitiço de Dark.


Assim que a barreira de Dark se foi, vários duelos se iniciaram. Por sorte, nenhum trouxa ou criança fora atingido. Por enquanto... Raios verdes estavam indo em direção aos gêmeos Moreschi, Marcela gritou mais não havia nada a ser feito. Foi então que uma barreira dourada protegeu cada um dos convidados do baile, os separando dos bruxos da Estrela.


Assustados, todos, até mesmo a Estrela, pois esta havia sido presa numa barreira semelhante, só que negra, procuraram o culpado por tamanha magia. Todos arfaram ao ver Gina, com um conjunto de moletom vermelho e cabelos presos, no meio do círculo mágico, o mesmo da batalha em Hogwarts. Desse círculo, saiam raios dourados e negros que sustentavam ambas as barreiras.


- Angel... O combinado. – disse Dark Rose com muito esforço. – Não aguento as barreiras por muito tempo. Podem aparatar dai mesmo.


- Mas... – tentou argumentar Angel.


- Angel. O. Combinado. Agora. – disse Dark quase perdendo a barreira. – Aparatem. Todos. Agora!


Sem esperar mais nenhum segundo, todos da barreira aparataram, os trouxas, acompanhados. Angel resmungou algo sobre matar certa ruiva depois e sumiu com os amigos e familiares da ruiva, junto à família e os Moreschi.


- Onde estamos? – perguntou Lilian assim que aparataram.


- Precisamos voltar lá. – disse Gab preocupado.


- Não podemos deixar a Gina sozinha. – concordou Dan.


- Meus senhores, Spes pode fazer algo por vocês? – perguntou a elfa com uma pequena reverência.


- Spes, por favor, leve as crianças para o quarto delas. – pediu Marine, ao que a elfa concordou e saiu da sala com as três crianças. – Estamos na Fazenda Potter, acredito que vocês a conhecem. E quanto a voltar lá, infelizmente não podemos, Dark Rose nos proibiu.


- E desde quando ligamos para regras? – perguntou Ron bravo e muito preocupado.


- Olha, eu queria tanto quando vocês estar lá e ajudar a Rose, mas não podemos. – disse Marine se jogando num sofá. – Rose teve uma visão e sabe se lá o que viu, só fiz o que ela me pediu.


- E quem são vocês afinal? – pergunto Tiago olhando os quatro desconhecidos.


- Sou Marie Le Fay Montez, ou a auror Angel. – disse Marine. – Esse é meu marido Bernardo e esse é o casal Moreschi.


- Agora, Marie, pode me explicar o que aconteceu? – perguntou Bernardo, ao que todos concordaram.


- Muito bem, vocês sabem que como sensitiva Gina recebe visões de coisas que vão acontecer com pessoas que ela conhece, certo? – perguntou Marie ao que todos concordaram. – Quando as visões estão para vir, ela percebe e se isola para poder analisa-las. E foi isso que aconteceu.


“Não sei o que ela viu, mas sei que foi algo relacionado à Estrela atacar o baile, então estávamos planejando o nosso contra ataque, mas ela queria ficar sozinha e me fez prometer que tiraria vocês todos dali e os protegeria”.


- Isso eu entendi, mas como assim você é uma Le Fay? – perguntou Harry.


- E por que temos que ser protegidos? – perguntou Mione.


- Primeiro, sou uma Le Fay porque Mirian tinha uma irmã, está que deu origem a minha família. - disse Marine e sorriu para os “tios” Potter. – Segundo, vocês precisam ser protegidos, pois são os principais motivos da Rose para lutar. Os colares ainda funcionam, mas a Estrela descobriu um jeito de burlar alguns feitiços dele, por minha culpa, infelizmente.


- Não fale isso. – disse Marcela apertando o ombro da loira levemente. – A Dark já deixou claro que não lhe culpa, ninguém é feito prisioneiro por querer.


Se alguém ainda ia falar algo, nunca saberemos, pois nesse momento um vento entrou por uma das janelas, fazendo certo livro cair da estante e se abrir no chão. Era o livro que sempre viam com Gina, o que eles suspeitavam ser uma espécie de diário.


Ana tinha apenas se mexido para colocar o diário no lugar, mas sem querer acabou abrindo o livro. Assim que ele abriu, caiu novamente no chão e todos foram sugados para dentro do diário, igual acontecia ao ver uma memória numa penseira.


[N/a: A partir de agora, serão mostradas todas as memórias importantes da Gina Okay? Com alguns comentários, vez ou outra...]


Era uma cena feliz. Um homem de cabelos negros arrepiados, óculos e olhos castanhos esverdeados brincava com uma garotinha ruiva de olhos esmeraldas, deveria ter no máximo um ano a ruivinha. E olhando atentamente para os dois, uma mulher ruiva de olhos verdes os observava.


Nenhum deles teve dificuldade para reconhecer aquela família. Eram Tiago, Gina e Lilian, quando a ruivinha ainda era bebe. Só não sabiam em qual vida era aquela realidade.


Foi então que o Tiago da lembrança se levantou assustado, havia ouvido um barulho de aparatação. Enquanto Tiago ia para a janela da sala, Lily pegava a filha no colo, que estava quieta, observando tudo.


- Lils, era o Pedro esse tempo todo. – disse Tiago saindo da janela e abraçando a esposa e filha. – Se esconda com a Ginny, eu vou atrasá-lo.


- Tiago, não. – disse Lily com lágrimas nos olhos.


- Vai ficar tudo bem. – disse Tiago dando um beijo na testa da filha e da esposa.


- Papai, não vai. – disse Gina segurando a camiseta dele, que já se afastava. – Bruxo mal vai machucar papai.


- Como ela sabe isso? – perguntou Sirius para ninguém em especial.


[N/a: gente, quando tiver em itálico, é a fala do pessoal que esta assistindo as lembranças, Okay?]


- Deve ser os poderes de sensitiva. – opinou Luna, ao que todos concordaram.


- Vai ficar tudo bem anjinho. – disse Tiago na hora em que a porta da sala explodiu. – Agora subam.


Enquanto Lilian subia as escadas, indo em direção aos quartos, eles puderem perceber que estavam na casa de Godric Hollow. Sons de duelos eram ouvidos até que uma luz verde iluminou a asa e uma gargalhada maléfica soou.


Lágrimas escorriam pela face de Lilian conforme ela andava com a pequena Gina. As mesmas lágrimas agora se encontravam nas faces dos Marotos e da Sra. Weasley.


Logo, Lily estava em seu quarto, colocando Gina no berço. Ela beijou a filha na testa e se preparou para enfrentar Voldemort, no mesmo instante que Voldemort adentrava no recinto.


- Vamos, menina tola. – dizia o Lord. – Saia da frente, não precisa morrer.


- Você não encostará na minha filha. – disse Lily com veemência.


- Já que deseja assim. – disse com descaso. – Avada Kedavra!


Uma luz verde a atingiu, fazendo Lily cair dura no chão. A pequena Gina ficou de pé no bercinho e encarou Voldemort, uma aura dourada a circulava, demonstrando que já era poderosa.


- “Serás herdeira do Leão, da Águia, do Grifo e do Texugo... Vinda da mais antiga família... Herdeira da magia Antiga, da magia Elemental...” – dizia Voldemort. – Como um serzinho irritante como você poderia ser tal pessoa? Mas não posso garantir que sobreviva, apesar de poder ser uma boa Comensal. Avada Kedavra!


Uma luz verde saiu da varinha do bruxo pela terceira vez naquela noite e acertou a testa da ruivinha. Mas algo surpreendente aconteceu, a luz foi absorvida pelo bebê e voltou-se para o bruxo, matando-o. O único rastro da maldição era uma fina e delicada cicatriz de Luz Crescente na testa de Gina.


- Mas como? – perguntou-se Remo. – É impossível sobreviver ao Avada!


- Isso é um mistério até hoje, Remo. – disse Harry, um pouco surpreso por ver a “morte” da amada.


A cena mudou, eles viram rapidamente Gina ser levada da casa por Hagrid e ser entregue aos tios, na Rua dos Alfeneiros nº 4.  A próxima memória era de uma Gina mais velha, uns quatro anos diria, e mostrava o seu dia a dia com os tios e primo.


Uma garotinha de cabelos ruivos até o ombro e olhos verdes esmeraldas acordava tranquilamente. O lugar em que se encontrava era pequeno, úmido e escuro. Ela se levantou da minúscula cama, colocou um moletom seis vezes maior que ela, por cima do gigante pijama mesmo, e foi para a cozinha.


- Cinco da manhã? – falou Gui assustado. – Que criança acorda cinco da manhã?!


- A questão na verdade é, o que ela vai fazer a cinco da manhã? – perguntou Carlinhos.


Com um suspiro pesado, Gina começou a preparar o café da manhã enquanto cantarolava baixinho alguma música trouxa desconhecida. Após o café estar pronto, Gina pôs a mesa, buscou o jornal na porta e voltou para seu “quarto”, que descobriram ser o armário debaixo da escada.


- Eu não acredito que ela dormia num armário! – disseram todos raivosos.


- Ela já cozinhava com quatro anos? – falou Draco exasperado.


- Ela podia se machucar, se queimar! – brigou Narcisa.


Um pouco depois, Petúnia desceu as escadas e se dirigiu a cozinha, logo estava acompanhada de Valter e Duda, que ao descer as escadas fez questão de socar a “porta” do quarto da prima.


Enquanto os três Dursley tomavam café, Gina lia as papeladas da firma de Valter e fazia os deveres de Duda, mesmo este sendo apenas um pouco mais velho.


- Muito bem aberração, terminou de ler a papelada? – perguntou Valter com ignorância.


- Sim tio Valter. – disse Gina devolvendo a papelada para ele e lhe contando, resumidamente, o que elas continham. – E aqui está o dever do Duda.


- Muito bem, enquanto levamos o Dudinha ao colégio, vá arrumar lá em cima – disse Petúnia com desgosto, odiava a sobrinha.


- Sim tia Petúnia. – disse Gina saindo da cozinha rapidamente.


Lá do quarto do casal, Gina pode ver os tios e Duda entrarem no carro e irem embora, deixando-a sozinha. Por um momento, lágrimas se formaram em seus olhos, apenas para serem “engolidas”.


- Não vou chorar, não posso chorar. – repetia para si mesma enquanto arrumava a casa. – Aberrações não têm direito de chorar ou sentir.


- Então é por isso! – sussurrou Harry ao que todos encararam. – Desde que eu a conheço, ela sempre evitava demonstrar seus sentimentos e em toda a vida, ela só chorou duas vezes.


- Tem certeza? – perguntou Marine com um fio de voz, sempre achara que tinha tido uma vida difícil.


- Absoluta, ela mesma me disse. – disse Harry cabisbaixo.


Ela continuou fazendo as tarefas da casa, cantarolando diversas músicas, e só parou perto da hora do almoço. Mas foi apenas para preparar a refeição para os tios e o primo, sendo essa sua primeira refeição diária.


Após terminar de cozinhar, Gina comeu uma quantidade mínima para qualquer pessoa, lavou a louça que sujou e voltou aos afazeres no exato momento em que Valter e Duda voltavam para casa, sendo seguidos de Petúnia.


Quando enfim terminou todas as tarefas, Gina saiu da casa e se dirigiu a biblioteca próxima. Só que ao em vez de ler contos infantis, a ruivinha lia, para a surpresa de muitos, Shakespeare.


- Por que toda essa surpresa? – perguntou Draco confuso, não entedia nada de literatura trouxa.


- Shakespeare era um dramaturgo brilhante, mas seus livros não são apropriados para uma garota de dez anos, quem dirá quatro. – explicou Ana para o namorado.


- Compreendo. – disse o loiro.


Após algum tempo, a garota terminou a leitura, se despediu da bibliotecária e voltou para casa, onde se pôs a fazer o jantar e, por fim, tomar banho antes de ir se deitar no armário que lhe servia de quarto.


Novamente a lembrança mudou, agora era uma Gina mais velha, uns seis anos diria. Havia acabado de apanhar do tio e do primo por ter ido bem numa prova que o primo foi mal, por isso havia saído de casa e ido até um parque próximo, onde tentava se acalmar.


Alguns podiam visualizar a aura dourada que a circulava, curando rapidamente os ferimentos mais leves feitos pelos parentes. Foi só quando estava sozinha e desejou nunca ter nascido que um portal se abriu e Gina foi sugada por ele. Harry sabia o que vinha a seguir, a primeira viagem temporal dela.


Gina caiu em cima de um garoto loiro de olhos violetas azulado, numa época totalmente diferente, na Idade Medieval. O garoto se levantou e a ajudou a fazer o mesmo. Foi então que repararam nas diferenças de vestuário. Ele usava a típica roupa medieval masculina, já ela, uma calça jeans relativamente grande e larga e um moletom igualmente grande.


- Quem é você e de onde veio? – perguntou o menino.


- Faço a mesma pergunta. – disse Gina confusa. – Sou Ginevra e vim de Londres.


- Londres? Onde é isso? – perguntou o menino curioso.


- Como assim não conhece Londres? Todo mundo em 1986 conhece Londres! – disse Gina surpresa.


- 1986? – disse o garoto arregalando os olhos. – Venha comigo, acho que já entendi o que aconteceu.


Sem nem mais nem menos, o garoto loiro a puxou pela mão e saiu correndo até uma confortável casa de campo, onde entrou sem cerimônia chamando a mãe.


- Que gritaria é essa Gryffindor? – perguntou uma mulher loira de olhos violetas. – E quem seria essa?


- Mãe, ela é de 1986. – disse o menino, Gryffindor, rapidamente. – A senhora disse que eu iria encontrar alguém do futuro e só pode ser ela.


- Oh! Entendo. – disse a senhora. – E qual seria seu nome, pequena viajante?


- Ginevra, Ginevra Potter. – disse a menina acuada. – E como assim “alguém do futuro”? Eu não posso estar no passado, posso?


- Não só pode como está. – disse a senhora. – Gryffindor, vá chamar seu pai e Joshua Potter, rápido.


- Sim senhora. – disse o menino antes de voltar a correr, agora para fora de casa.


- Bem, sou Mirian, Mirian Le Fay. – disse a senhora. – Mas venha, deve estar com fome.


- Espera um pouco, a Gina conheceu, realmente, Mirian Le Fay? – perguntou Marcela abismada.


- Maah, eu acho que é bem mais que isso. – disse Bernardo.


- Agora dá para perceber que você realmente puxou os Le Fay, Marine. – disse Tiago olhando de Mirian para Marine.


- Chegamos mãe! – disse Gryffindor aparecendo na cozinha acompanhando de dois homens.


Um deles tinha cabelos negros, muito negros, com olhos de um azul escuro extremo, os olhos de Ártemis. Tudo nele lembrava Ártemis, o que significava que só podiam estar na “presença” de Merlin Ambrósio. O outro homem também tina cabelos negros, mas estes, arrepiados. Olhos castanhos e usava uma espécie de óculos, não negava que era um Potter.


- Por que nos chamou Miriam? – perguntou Joshua sem reparar em Gina.


- Acho que tem haver com essa menininha aqui Josh. – disse Merlin olhando Gina. – Não estou certo?


- Está sim Merlin. – disse Mirian. – Ela veio do futuro e é uma Potter.


- Uma Potter? – disse Joshua surpreso. – Mas isso é muita coincidência.


- Coincidências não existem, existe apenas o destino. – disse, ou melhor, sussurrou Gina.


- Bem, ela tem razão. – disse Merlin com um sorriso. – Gryffindor, meu filho, deixe-nos conversar com ela a sós, sim?


- Mas... Ah! Tudo bem pai, vou treinar. – disse o menino saído da cozinha.


- Muito bem. – disse Josh se sentando. – Como Mirian já teve ter dito você veio do futuro. Como? Bem, acredita em magia?


- Magia? – disse Gina com um suspiro. – Não, não acredito. Pois pelo que sei, nada que não é comprovado cientificamente pode existir. Mas, sempre que leio ficção que fala sobre magia, sinto um calor crescer em mim, então sim, acredito em magia.


- Alguém entendeu o que ela falou? – perguntou Carlinhos.


- Mais ou menos. – disse Juliana. – Ela acredita, mas ao mesmo tempo não.


- Para alguém com a história dela, isso é até imaginável. – disse Fleur. – Os tios a proibiam de tudo, até mesmo de ter criatividade.


- Coisa que ela tem até de sobra. – disse Gui. – Mas agora dá para entender um pouco do porque dela ser assim.


- Certo, não entendi direito o que quis dizer, mas tudo bem. – disse Josh enrugando a testa. – Magia existe sim, não sei como é no seu tempo, mas aqui todos sabem de sua existência e aqueles que não a possuem, convivem pacificamente com os que a possuem.


- Existem alguns magos, pessoas detentoras de magia, que possuem dons. – disse Mirian. – Eu, por exemplo, possuo a clarividência. Tenho flashes do futuro e faço algumas profecias, uma de minhas visões me disse que você viria e cairia em cima do Gryffindor.


- Entendo então ele estava preparado para um viajante do futuro chegar por isso, quando disse que vim de 1986 ele me trouxe imediatamente para cá. – disse Gina com sua lógica rápida e impressionante. – Mas, mesmo com a magia, é possível fazer viagens temporais tão longas?


- Não, na verdade a magia só não compreende duas coisas e possivelmente não vai entendê-las, o tempo e a morte. – disse Merlin. – Mas, recentemente, eu e Josh descobrimos uma coisa.


- Quando o mago é surpreendentemente poderoso, ele pode viajar pelo espaço/tempo. – explicou Josh vendo a menina apenas cabecear, sem fazer perguntas. – Mas nem mesmo eu ou Merlin conseguimos descobrir como.


- Querida, como foi que você abriu o portal temporal? – perguntou Mirian delicadamente entregando para a pequena algo dentro de um copo.


- Não sei direito. – disse Gina sem encarar ninguém. – Tinha acabado de brigar com meus tios e primo, e pedi para nunca ter nascido ou para pelo menos ter morrido junto com meus pais. Depois fui puxada por algo e cai em cima de Gryffindor.


O pessoal que assistia a tudo estava chocado. A maioria já estava chorando há tempos. Como alguém tão boa e amorosa teve um passado assim? Os piores eram Harry, Gab, Dan, Ron e Marie.


Ron sentia parte da dor física da ruiva, mesmo sem saber o como; Dan, parte da confusão mental dela; Gab, o como ela ficava energicamente abalada; Harry e Marie sentiam parte de seu estado emocional e espiritual, respectivamente.


- Não entendo o que pode ter desencadeado a abertura do portal, mas até conseguirmos te mandar de volta, é melhor ficar aqui. – disse Josh com a concordância do casal.


- Não! – disse Gina fazendo todos a encararem. – Não quero incomodar, eu me viro até conseguir voltar para meu tempo.


- Não será incomodo algum, querida. – disse Mirian. – Além do mais, você tem o quê? Quatro anos?


Realmente, Mirian tinha razão. Por causa da falta de comida, da vivência embaixo do armário e do tamanho gigante das roupas, Gina era menor e parecia bem mais nova do que era.


- Não, eu tenho seis anos e sei me cuidar muito bem sozinha. – disse Gina normalmente, mas a segunda parte da frase, quase que num sussurro.


- Tudo bem, mas você fica aqui sim. – disse Mirian, ela havia ouvido a frase toda, mas achou melhor não comentar.


- Bom, que você é uma maga poderosa a gente já sabe. – disse Merlin encarando Gina. – Agora só nos resta saber como você treina.


- Treina? – disse Gina confusa. – Eu não faço nenhum tipo de treinamento.


- Como não? – perguntou Josh. – Para ser tão poderosa aos seis anos tem que ter treinado muito.


- Mas eu não treinei. – disse Gina calma – Eu mal sabia da existência de magia ate vir para cá, quem dirá saber que eu a possuo.


- Estranho, muito estranho. – disse Merlin. - Nem eu consigo fazer viagens temporais, mas deixa para lá. Você quer começar a treinar magia, Ginevra?


- Não quero atrapalhar. – disse Gina olhando para lugar nenhum.


- E não vai. – disse Josh com um sorriso. – Até porque você é minha algumas vezes tataraneta.


Gina apenas concordou e sorriu. Os três ficaram surpresos, ela tinha um lindo sorriso. Todos puderam perceber que aquele era o primeiro sorriso verdadeiro dela, talvez seja por ser a primeira vez que se preocupam com ela.


Logo em seguida, Mirian a levou para um quarto simples da casa e lhe ajudou a se vestir os moldes da época, pois segundo ela não poderia chamar atenção que vinha do futuro.


- Agora entendo o porquê ela sempre foi fascinada pela moda e história da Idade Média. – disse Angelina com um sorriso.


- Ela praticamente viveu nela. – disse Alicia.


Em seguida eles viram um flash de todo o treinamento de Gina com Merlin, Mirian e Josh. Mirian lhe ensinava a fazer poções e a mexer nas plantas, identificar quais eram quais e para o que serviam. Josh lhe ensinava magia de defesa e rituais antigos, que ninguém jamais pensaria que existisse. Mas era com Merlin que o verdadeiro treinamento começava.


Merlin lhe ensinava a magia de ataque e mais que isso, ele lhe ensinou a utilizar e fazer uma espada e ainda uma varinha, mesmo naquela época varinhas sendo utilizadas apenas pelos magos não muito poderosos.


Gina aprendia as coisas rapidamente e quando encontrava dificuldades em algo, não desistia até conseguir fazer perfeitamente. Foi assim com a varinha e a espada.


Sua espada era de ouro branco e prata pura, simples, afiada e leve. Seu cabo continha pedras de rubi, ônix e esmeraldas. Na lâmina, em rúnico, estava escrito seu nome e a palavra “Liberte-se”, numa caligrafia dourada fina. Ela tinha enfeitiçado a espada num ritual, deixando indestrutível e sempre a disposição.


Já sua varinha era de Carvalho Branco, uma árvore rara e poderosa para a magia. Entrelaçou uma corda de coração de dragão com uma pena da cauda de uma fênix, um pelo de Grifo e um fio da calda de unicórnio, trançados perfeitamente com um cabelo de Sereiano e fio da calda de um Centauro. E junto com as inscrições em rúnico, também em dourado, esta varinha se tornou a mais poderosa da história.


Mas nem tudo são rosas. Gina havia chegado num péssimo momento. Drake e Merlin estavam no ponto alto de sua luta. Quando o acidente temporal aconteceu, estavam numa pausa para reporem energia, mas logo Drake voltava a atacar e Gina se via envolvida na guerra.


Mas de uma vez, a ruivinha chegou a confrontar Drake, mas logo era tirada dali por Gryffindor, que a tinha como uma irmãzinha mais nova mesmo. Gina, apesar de ser grata por tudo, não conseguia confiar em ninguém, nem mesmo em Mirian que cuidava muito bem dela.


Depois de um tempo naquela época, Gina encontrou em suas andanças um Grifo. Mas do quê um Grifo, um Grifo vermelho. Este animal era raro, ninguém jamais poderia dizer que o viu. Grifos vermelhos são grifos de pelagem vermelha e dourada, possuem inteligência e são eternamente fieis aqueles que lhe conquistam.


Gryff, o grifo, logo foi conquistado pela ruiva, assim como muitos. O melhor de tudo era que, como Grifos vermelhos duram anos e anos, Gryff tinha muito conhecimento guardado e estava disposto a passa-lo a Gina.


Entre esses conhecimentos estava a dominação do portal temporal, além de uma pequena surpresa para Gina. Segundo ele, quando alguém conseguia controlar o espaço/tempo e fazia através de sua própria magia um cetro mágico, essa pessoa conseguiria criar um universo para si mesmo. Assim que soube disso, Gina pegou sua varinha que sempre carregava minimizada num colar e com muita concentração a transformou no cetro que alguns já viram. Um cetro branco, com detalhes durados e uma Lua Minguante de cristal na ponta, ele era maior que ela.


Um tempo depois, enquanto Gina colhia algumas plantas com Mirian, esta teve uma visão e proferiu uma profecia a Gina:


“Com o passar dos anos,


Um mal retornará.


Tempos negros virão,


Mas alguém o deterá.


Viajará por terras nunca visitadas,


Conhecerá os diferentes tipos de magia e os controlará!


Mas tome cuidado!


Pois quando tudo, bem parecerá,


Um novo mal atormentará.


Após tempos de lutas,


Quatorze anos se passará.


Até que ela esteja pronta para lutar,


Ele adormecerá.


Ela será aquela que sempre o derrotará,


Aquela que por quatro guerras já passou,


Herdeira da mais antiga família,


Guerreira do Leão, da Águia,


Do Texugo e do Grifo,


Irmã do descendente da Serpente,


Os Elementos controlará,


E a mais terrível luta acontecerá dentro de si,


Luz e Trevas nunca a abandonarão.


Pelos ensinamentos de Merlin, maga será,


A Magia sempre a acompanhará.


O Herdeiro de Drake a perseguirá,


E para derrotá-lo, Herdeira de Merlin será.


Pelo passado viajará,


Salvará aqueles que não deviam ter ido,


Mas solitária deverá perseguir,


Pelos caminhos da Magia a seguir,


Mas no fim, tudo bem ficará...


Até que Ele retorne para atormentar.”


Assim que a profecia acabou, Mirian desmaiou. Ela nunca se lembrava do que proferia. E, quando alguém ouvia suas profecias, se tornava guardiã da mesma, responsável por “realizá-la”. Ninguém perguntou nada, estavam acostumados com as profecias de Mirian, mas Gina estava inquieta. Quem será a Herdeira de Merlin? Um barulho ao longo da plantação, fez Gina levar Mirian rapidamente dali, alguém ouviu a profecia, ou parte dela.


Infelizmente chegou o dia da partida da garota. Ao se despedir de Merlin, Mirian, Gryffindor e Joshua, Gina agradeceu pelos três anos que passou ali e por todos os aprendizados. Logo a ruiva partiu para sua dimensão com Gryff.


O universo de Gina, para a surpresa de muitos, era uma coisa simples. Uma linda ilha, cercada por águas limpas e claras e com um imenso vulcão no centro. Na beira da praia, uma cabana simples de madeira se estendia. Atrás da mesma, uma floresta escondia o caminho para o vulcão.


- Está perfeito, Gina. – disse Griff para a menina. – Conseguiu equilibrar os elementos com maestria.


- Obrigado Griff. – disse Gina com um sorriso. – Tem certeza que deseja permanecer aqui? Posso te jogar em qualquer tempo que queira.


- Sei disso pequena, mas meu tempo está acabando e aqui posso lhe acompanhar em sua jornada. – disse Griff a acompanhando para dentro da casa.


Assim que entraram, Gina seguiu em direção ao pequeno e único quarto do local, guardando ali suas vestes medievais e seu arco, com sua alvejada de flechas. Seu arco, assim como sua varinha/cetro, era de madeira de Carvalho branco, as pontas de suas flechas variavam de ouro branco a prata.


- Bom, pelo menos consegui replantar aqui todas as espécimes de plantas e árvores que conheço, já que podem ser necessárias no futuro. – disse Gina sumindo numa porta com a roupa que usara antes de Mirian lhe entregar um vestido.


- Verdade, assim você garante estoque de flechas ilimitadas, já que conseguiu plantar Carvalho branco aqui. – disse Griff. – Mas tem certeza que vai voltar para seus tios?


- Tenho sim Griff. – disse Gina saindo do banheiro já de jeans e blusão. – Afinal, querendo ou não, aquela é minha vida.


- A decisão é sua Gina. – disse Griff. – E sei que já disse isso, mas o apelido de Gryffindor lhe arranjou é bem melhor que chamar-te de Ginevra.


- Concordo. – disse Gina sorrindo. – Bom, está no meu tempo Griff, prometo te ver sempre que puder.


- Boa sorte Gina. – disse Griff.


Com um estalar de dedos, outro portal dimensional surgiu e Gina o atravessou. Não demorou muito e estava no mesmo lugar que tinha partido apenas alguns minutos depois. Escondeu o colar com sua varinha e espada e seguiu de volta a casa dos tios.


Mesmo depois de tudo, ela voltou à rotina de “escrava” que sempre teve. Apesar de poder utilizar magia, não o fazia, até porque não sabia as leis mágicas de sua época, não sabia como as coisas funcionavam. Mas toda noite, após os tios e Duda dormirem, Gina abriu um “espelho” para sua dimensão e ficava algum tempo conversando com Griff e, ás vezes, o visitava para treinar um pouco de magia.


Assim, os anos foram passando e cada vez mais Gina sofria nas mãos do primo e dos tios. Petúnia a obrigava a fazer todas as tarefas domesticas, cozinhar e ainda costurar algumas coisas, no que ela aproveitava para dar um jeito nas gigantescas roupas que usava. Valter sempre a culpava por tudo e nunca a deixava sair de casa com eles, sempre a chamava de aberração, monstruosidade, anormal e, ás vezes, de Ginevra, motivo pelo qual ela odiava o nome. Duda a tornou seu esporte favorito. Sempre a perseguia com os amigos, todos gordos e corpulentos igual a ele, e quando milagrosamente a pegavam, batiam nela até ela se irritar e revidar.


Por um acaso, o treinamento de Merlin e Josh a ajudou a aprender defesa pessoal, o que resultava que Gina sabia muito bem lutar. Ainda ajudava o fato de ela ser a menor, a mais rápida e ágil dentro Duda e os amigos, o que resultava neles no chão e ela, em pé saindo como se nada houvesse acontecido.


Foi então que aconteceu. Algo que ninguém jamais imaginaria que aconteceu com ela, mas aconteceu para a infelicidade e raiva de todos. Um dos amigos de Duda resolveu se vingar. Contou ao irmão mais velho o que Gina fazia e este resolveu que ela iria sofrer. Como? Simples, ele a violentou. A ruivinha não conseguia fazer nada, nem usar magia, nem força nem nada. Foi como se ela estivesse em choque. Mas após tudo acabar, ela se descontrolou. Uma energia dourada saiu da garota e acertou o idiota, deixando-o inconsciente. Logo em seguida, Gina sumiu como se tivesse aparatado.


Gina apareceu num lugar totalmente diferente da cinzenta Londres, um lugar que Ana e Juliana conheciam bem demais. Sim, a garota havia aparecido no Brasil, no meio de um show de rua. Gina tinha lágrimas nos olhos, mas não as deixava cair de maneira alguma. Sua própria magia já a tinha deixado fisicamente bem, mas emocionalmente? Demoraria muito, se é que voltaria ao normal.


- Moça bonita, - chamou um menino de no máximo três anos, cutucando Gina, que se abaixou e ficou na mesma altura dele. – Não chora moça bonita.


- Não se preocupe anjinho, está tudo bem comigo. – disse Gina forçando um sorriso.


- Não ‘ta não. – disse o menino e lhe entregou uma rosa vermelha, fazendo Gina abrir um lindo sorriso. – Seu sorriso é lindo, nunca o deixe sumir ‘ta bom? – disse o menininho lhe dando um beijo na bochecha e sumindo na multidão.


Gina, ainda sorrindo, transformou a rosa num delicado pingente e o guardou junto à varinha e a espada. Foi então que passou a prestar atenção na música que tocava.


“Ontem o sonho acabou


Mas a vida continua e eu vou estar


Sorrindo


E isso não quer dizer


Que eu não possa mais sonhar


Preciso ser mais eu


Continuar


Sorrindo


Sou mais forte


Vou viver bem melhor


 


Ontem o sonho acabou


Mas a vida continua e eu vou estar


Sorrindo


E isso não quer dizer


Que eu não possa mais sonhar


Preciso ser mais eu


Continuar


Sorrindo


 


O veneno que jogaram na minha alegria


Virou o soro contra toda tristeza


Ganho mais um dia em minha vida


Agradeço e vou atrás


Sorrindo


Sou mais forte


Vou viver bem melhor


 


Ontem o sonho acabou


Mas a vida continua e eu vou estar


Sorrindo


E isso não quer dizer


Que eu não possa mais sonhar


Preciso ser mais eu


Continuar


Sorrindo


 


Sorrindo”


“Sorrindo – Aliados”


- É Gina, a vida continua. – disse Gina tocando na rosa em seu pescoço. – E você vai continuar sorrindo.


Foi então que Gina se concentrou e voltou para a tão cinzenta e adorada Inglaterra, sem ao menos perceber que estava falando em português. Os dias foram passando e bem próximo de seu aniversário de onze anos, chegou a primeira carta de Hogwarts.


O verão, como não podia ser diferente, estava quente. E para a ruiva, o melhor era pegar qualquer livro na biblioteca próxima e ficar lendo embaixo de uma árvore do parque, após fazer suas tarefas domésticas.


Com sempre, assim que Valter e Petúnia desceram para a cozinha, o tio da garota a ordenou que fosse buscar as correspondências. Enquanto voltava para a cozinha, Gina via os destinatários das cartas. Foi então que viu:


“Srta. G. L. E. Potter


O Armário sob a Escada


Rua dos Alfeneiros 4


Little Whinging


Surrey”


Mas infelizmente ela não foi a única. Logo Duda pegou a carta de sua mão e gritou que “A aberração recebeu uma carta!”. Quando ele disse isso, todos do sexo masculino que assistiam a vida da pequena rosnaram de raiva. Gina não era uma aberração e nem nunca seria.


Valter ficou pálido quando Duda lhe entregou a carta, e logo o expulsou juntamente com Gina da cozinha. A ruiva e o primo brigaram silenciosamente para ver qual dos dois grudaria na porta para ouvir a conversa entre Petúnia e Valter. Duda ganhou.


Entre os sussurros que Gina conseguia ouvir deitada no chão, identificou algo parecido como: “Prometemos acabar com isso” e “Não aceitarei um deles sobre esse teto, Petúnia!”, ou ainda, “Não tocaremos mais nesse assunto” e “Eles sabem aonde ela dorme”.


Quando ouviram passos se aproximando da porta, tanto Duda quanto Gina foram para seus respectivos quartos. Durante o resto do dia, a ruiva ficou pensando de quem seria aquela carta e o que nela continha. No final do dia, Valter a visitou no armário e ordenou que ela se mudasse para o segundo quarto de Duda.


- Tipo assim, a baleia orca mirim possui dois quartos e a Gina dorme num armário? – disse/gritou uma Marine indignada. – Isso está errado produção!


- Eu não acredito que ela teve que passar por isso. – disse Lilian abraçando Tiago e chorando.


- Isso não é nem o começo tia Lily. – disse Harry dado um suspiro ao que todos o encararam. – Muitas coisas acontecerem em Hogwarts depois e Gina estava envolvida, mas logo deve aparecer para a gente.


Sem muita escolha, Gina pegou suas poucas coisas e se dirigiu ao seu novo quarto. O segundo quarto de seu primo era cheio e brinquedos quebrados, manuais de instruções e coisas que ele ganhava e não via utilidade, como exemplo, livros. Após dar um jeito na zona que era o quarto, Gina pegou um dos livros de Duda, um sobre ficção científica, e se pôs a ler até dormir.


No dia seguinte, a mesma coisa aconteceu, mais uma carta para Gina. Mas dessa vez, a ruiva foi mais esperta. Assim que o tio lhe tirou a carta, fez um vento soprar e, enquanto a carta estava no alto, discretamente, fez uma cópia minimizada aparecer em sua mão. À noite, quando todos estavam dormindo, Gina foi abrir sua carta, mas fez isso no seu mundo, com Gryff.


- Qual o problema pequena? – perguntou Gryff ao vê-la passar pelo portal.


- Recebi uma carta. – disse Gina se sentando na areia com Gryff ao seu lado.


- E qual o problema? – perguntou o grifo sem entender.


- O problema é que, após dez anos sem saber de nada, eu recebo uma carta? Quem a mandou? Porque a mandou? Porque ninguém veio me procurar nesses anos Gryff? – disse Gina chateada e com lágrimas nos olhos.


- Onde estávamos? – perguntou Remo.


- Porque nenhum de nos quatro – disse Sirius apontando para o amigo, Lene Cisa. – pegamos a guarda de Gina?


- Vai saber quando chegar a hora Sirius. – falou Harry sem deixar de encarar a ruiva.


- Você só vai saber se ler a carta Gina. – disse Gryff lambendo a bochecha da ruiva.


- Você tem razão Gryff, obrigada. – disse Gina acariciando a cabeça do grifo. – E quantas vezes já falei para não me lamber Gryff?


- Milhares, mas sempre vou fazer isso. – disse Gryff – E leia em voz alta.


“ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA DE HOGWARTS


Diretor: Alvo Dumbledore


(Ordem de Merlin, Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe, Cacique Supremo, Confederação Internacional de Bruxos).


Prezada Srta. Potter,


Temos o prazer de informar que V.S.ª tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários. O ano letivo começa em 1º de Setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de Julho, no mais tardar.


Atenciosamente,


Minerva McGonagall


Diretora Substituta.”


- Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts? – repetiu Gina incrédula. – Existe escola de Magia?


- Ao que parece, existe. – disse Gryff também surpreso. – Você vai?


- Não tenho certeza. – disse Gina. – Primeiro: como vou mandar uma coruja para eles? Segundo: aonde vou arranjar dinheiro para pagar meus estudos? E terceiro: aonde vou achar esses materiais?


- Bom, nisso você tem razão. – disse Gryff – Mas não decida ainda, você tem até o seu aniversário para se decidir.


- Eu sei, obrigado de novo Gryffinho. – disse Gina rindo. – Bom, eu vou ir dormir um pouco Gryffinho.


- Para de me chamar de Gryffinho. – rosnou Gryff ao que Gina deu-lhe a língua e sumiu.


Os dias foram passando e cada vez mais cartas chegavam para Gina. Valter não deixava a menina pegar nenhuma. Alguns dias antes do aniversário de 11 anos de Gina, Valter se estressou com as várias cartas que chegavam e fez todos saírem da casa em cinco minutos, com poucas coisas.


Durante todo o caminho para o desconhecido, Valter repetia paranoico, coisas como “Para despistar!”, “Eles não estão nos seguido” e coisas desse tipo. Não ouviu nem Petúnia nem o próprio filho. Gina apenas ficava observando a paisagem, pensativa, enquanto mexia no seu colar com a rosa, a espada e a varinha minimizada.


Após alguns dias, Valter os levou até um rochedo no meio do mar. Encarrapitado no alto do rochedo havia o casebre mais miserável que se pode imaginar. Valter fez todos saírem do carro e irem até um pequeno barco tão miserável quanto a casa e os levou a mesma.


O casebre tinha um quarto apenas, este que ficou para Valter e Petúnia. Na sala, um sofá todo esburacado e quase sem forro, foi ‘forrado’ com cobertas velhas e fedidas para Duda enquanto Gina se ajeitava no chão com um cobertor ralo, em frente ao pequeno fogo.


Durante a noite Gina observava o relógio de pulso de Duda, faltavam apenas alguns minutos para seu aniversário de onze anos e sentia que algo iria acontecer. Dois minutos e ela podia ouvir alguém se aproximar do casebre no meio da chuva.


Assim que deu meia-noite e Gina completou onze anos, a porta do casebre foi arrombada com tamanha brutalidade, fazendo os três Dursley acordarem e se aproximarem da porta. Então todos observaram um homem alto e grandão, em todos os sentidos, entrar pela porta caída e chamar pela Gina.


Após algumas explicações, como Hogwarts ser uma escola bruxa dentre várias espalhadas pelo mundo, aonde a maioria dos bruxos, sendo de famílias bruxas, mestiças ou trouxas (nome dado por bruxos para seres sem magia), se encaminhavam quando completavam onze anos, no dia primeiro de Setembro. Hagrid, o homem grandão, também lhe revelou que seus pais, Lilian e Tiago Potter, também eram bruxos e que na realidade foram mortos por um bruxo negro conhecido como Lord Voldemort, mas sempre era chamado de Você-sabe-quem ou Aquele-que-não-deve-ser-nomeado.


Após muita implicância dos tios, que sempre souberam da verdade de que Gina era uma bruxa, a ruiva e Hagrid deixaram o casebre e seguiram para Londres, Caldeirão Furado. Após mostrar todo o comércio local do Beco Diagonal para Gina, eles se dirigiram para o Banco dos Bruxos, Gringotes.


Foi só entrar em Gringotes que os olhos de Gina brilharam, não, cintilaram. Conhecer coisas novas, culturas novas e novos mundos a deixava assim. Logo Hagrid estava lhe explicando que os duendes cuidavam do banco há séculos, a maioria dos bruxos tinham seus cofres ali e que os duendes tinham sua própria magia.


Após entregar a chave de Gina para Grampo, um dos milhares de duendes, e lhe entregar uma carta do prof. Dumbledore sobre um cofre misterioso, o duende os levou para o cofre da ruiva. Enquanto andavam em alta velocidade no vagonete, Grampo foi contando a Gina a história de Gringotes e, pela primeira vez, o duende pode ver um bruxo que parecia realmente entender todos os sofrimentos de seu povo. Foi ali, naquele momento, que a ruivinha conquistou a confiança dos duendes, coisa fundamental em sua batalha com Voldemort.


Após pegar a quantidade necessária para fazer suas compras e ficar com algum dinheiro, Gina e Hagrid foram as compras. Eram livros, penas, pergaminhos, tinteiros... Muitas e muitas coisas para a pequena. Por fim, Gina pode ter pela primeira vez, roupas que ficassem sob medida em si, sem fazer nenhum tipo de remendo ou ficar gigantescas. Foi assim que todos perceberam o quão magra e miúda a garotinha era.


Depois de ter comprado suas vestes, Gina seguiu para o Olivares comprar sua varinha sobre os olhares atentos de Hagrid e de muitos outros. Desde que pusera os pés no Caldeirão Furado, todos a encaravam descaradamente.


Mesmo já tendo uma varinha e não precisando dela, Gina foi até o Olivares e comprou a que lhe escolheu. Mas, para surpresa de todos, era a varinha com o mesmo cerne mágico que a de Voldemort, a pena da calda de fênix.


Logo após comprar sua varinha, Gina ganhou seu primeiro presente de aniversário desde que morava com os Dursley. Uma belíssima coruja-das-neves com uma manchinha na cabeça que lembrava uma lua, por isso seu nome, Lua.


Depois de conseguir enrolar Hagrid, que queria leva-la de volta para seus tios, a ruivinha se instalou no Caldeirão Furado e circulava pelo Beco ou lia alguns dos livros extras que havia comprado. A garota se divertia ouvindo histórias sobre o mundo que os comerciantes do Beco lhe contavam enquanto a menina os ajudava, mesmo contra a vontade de muitos. Aos poucos, pelo menos os que trabalhavam no Beco Diagonal, incluindo os duendes, pararam de lhe ver como a Menina-que-sobreviveu e passaram a lhe ver como Gina Potter, uma garotinha órfã que estava ingressando no mundo bruxo.

 


Olá Muchachos... Primeiramente, não postei porque me dediquei quase completamente na escola... Segundo, vocês deem ter reparado no tamanho do capítulo néh? Deu mais de vinte páginas... O segundo, que está em andamento, tem mais de quarenta... Os primeiros cinco capítulos serão assim, gigantescos...
Prometo que assim que terminar o cap. 2 eu posto ok?
Obrigado a todos que ainda acompanham a saga de Gina Potter


Beijos da loira ;)

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Comentários (2)

  • lily jean OLIVER

    Alguém tá falando muito de Doctor Who pra ela. . . que acha, Li? eu acho que ou ela é douctor whoquiana ou as nossas reunioes no msn está ficando perigosas C-como assim violentou? Violentou tipo 'nha, violentou' ou 'violentou'? querida mana eu acha que violentou mesmo   -arco e flecha na mão- Sweeties, preparem para apanhar :3*toma a cotracorrente de ly*prepa-se para sofrer queridinhos  - É Gina, a vida continua. – disse Gina tocando na rosa em seu pescoço. – E você vai continuar sorrindo.brasileirisima E SÓ EU PERCEBI QUE ELA FALOU O NOME DA FIC *olhinhos brilhando*  - Moça bonita, - chamou um menino de no máximo três anos, cutucando Gina, que se abaixou e ficou na mesma altura dele. – Não chora moça bonita.   - Não se preocupe anjinho, está tudo bem comigo. – disse Gina forçando um sorriso.   - Não ‘ta não. – disse o menino e lhe entregou uma rosa vermelha, fazendo Gina abrir um lindo sorriso. – Seu sorriso é lindo, nunca o deixe sumir ‘ta bom? – disse o menininho lhe dando um beijo na bochecha e sumindo na multidão. kkkkkkkkkkkkk o papy recarnou nesse menino ou é ele mesmo tipo isso tá cheirando-ma muito anjo ´´kawa`` rafael é muito kawa  - Tipo assim, a baleia orca mirim possui dois quartos e a Gina dorme num armário? – disse/gritou uma Marine indignada. – Isso está errado produção!TÁ MUITO ERRADO, SACOU, PRODUÇÃO?ERRADO JU ESTÁ MUITOOOOOOOOOOOOOO ERRADO PRODUÇAO ISSO É INJUSTIÇA  Olá Muchachos...olá ela tá muito espanhol gente então olá madre  Primeiramente, não postei porque me dediquei quase completamente na escola... Atena isso mesmo *revira os olhos* No poblem O segundo, que está em andamento, tem mais de quarenta... Os primeiros cinco capítulos serão assim, gigantescos... Nah, aposte que eu vou ler rapidinho cof cof cof COFCOFmetidaCOFCO e eu sei vc me fala pelo cel  Prometo que assim que terminar o cap. 2 eu posto ok? eu vou coprar okay... Beijos da morena e das ruiva isso iclui a ruiva velhaN/lj não gosti não sou velha mas beijos tiaN/fo beijos viicN/jsw beijos viic beijos mamy 

    2012-11-13
  • JuPJEWAL

    aquele olhar que ela lhe direcionava era claro: “Se prepara, temos trabalho pela frente!”.Oh, fuck  - E desde quando ligamos para regras? – perguntou Ron bravo e muito preocupado.Desde que as regras são da Gina. Segundo ele, quando alguém conseguia controlar o espaço/tempo e fazia através de sua própria magia um cetro mágico, essa pessoa conseguiria criar um universo para si mesmo. Alguém tá falando muito de Doctor Who pra ela. . . que acha, Li? Contou ao irmão mais velho o que Gina fazia e este resolveu que ela iria sofrer. Como? Simples, ele a violentou.. . . C-como assim violentou? Violentou tipo 'nha, violentou' ou 'violentou'? . . .-arco e flecha na mão- Sweeties, preparem para apanhar :3-cinco minutos depois-Garotos: VOCÊ NÃO PRECISAVA BATER TANTO! Ju: *Soco*- É Gina, a vida continua. – disse Gina tocando na rosa em seu pescoço. – E você vai continuar sorrindo.E falou como uma típica brasileira! -orgulho da Gina-  - Tipo assim, a baleia orca mirim possui dois quartos e a Gina dorme num armário? – disse/gritou uma Marine indignada. – Isso está errado produção!TÁ MUITO ERRADO, SACOU, PRODUÇÃO? pararam de lhe ver como a Menina-que-sobreviveu e passaram a lhe ver como Gina Potter, uma garotinha órfã que estava ingressando no mundo bruxo.Ingressando pra arrasar, né, porque. . .  Segundo, vocês deem ter reparado no tamanho do capítulo néh? Deu mais de vinte páginas... Reparamos. Eu demorei quase uma hora pra ler!O segundo, que está em andamento, tem mais de quarenta... Os primeiros cinco capítulos serão assim, gigantescos... Nah, aposte que eu vou ler rapidinho cof cof cof Beijos da outra loira ;* 

    2012-11-12
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