A mudança.



 Era uma linda manhã de verão, em Londres, o sol batia no topo das árvores, projetando luzes verdes, os raios solares faziam contraste com o lago cristalino. Tudo era calmo, silencioso...


-Me devolva Túnia.


 


...Bom... Nem tão silencioso assim...


---Flashback ON---


 Estava no meu quarto, havia acordado há pouco tempo, tomei um longo banho, que foi extremamente relaxante e comecei a arrumar o meu lindo cabelo. Sou modesta, não acham? . Inesperadamente, minha irmã entrou no quarto.


“ela não tem educação não?”. Pensei mal-humorada.


Não liguei, já podia esperar isso vindo dela. Continuei escovando meu cabelo. Quando terminei fui pegar minhas presilhas e maquiagem. Enquanto isso, Túnia me observava sentada na minha cama.


Minha irmã se chama Petúnia Margareth Evans. Nome bonito NE? . Túnia tem 10 anos, tem cabelos negros e olhos da mesma cor, era muito magra pra idade dela. Sempre implicava comigo por pensar que meus pais me amassem mais. Não é minha culpa que ela tem cara de cavalo e eu uma carinha de anjo. O que não sou.


Quando terminei de prender os meus cabelos e passar a maquiagem, me olhei no espelho. Estava com uma calça jeans escura, e uma blusa verde musgo, e estampado em prata lia-se “I Am Sexy”, meu cabelo estava preso em um rabo de cavalo, deixando algumas mechas soltas, só passei um lápis em volta dos olhos para realçá-los. Só faltavam os sapatos agora.       Fui em direção ao meu closet e procurei um All Star preto com detalhes verdes, mas não estava La. Ouvi um pigarro alto e me virei na direção do som. Avistei meus sapatos, adivinhem com quem. Túnia tinha na face um sorriso de deboche. Meu sangue começou a ferver. Minha paciência é frágil.


-Me devolva Túnia- pedi calmamente, não deixando transparecer meu mal-humor.


-Não. - Ela disse simplesmente.


-Me devolva Túnia- repeti ameaçadoramente.


-Não. –repetiu desafiadora. Eu não agüentei.


-ME DEVOLVA TÚNIA- eu explodi.


---Flashback OFF---


________Lílian Evans narrando.________


Ótimo começo do dia, não? .


Eu sou Lílian Evans, mas todos me chamam de Líly, tenho 10 anos, meu cabelo é ruivo, tenho lindos olhos verdes. Sou uma garota meio tímida, mais muito marota, não gosto de fazer travessuras na qual eu recebo castigo, só faço travessuras quando eu sei que eu não sou descoberta. Gosto de ler. Adoro música e principalmente, odeio a minha irmã. FATO. Gosto de esportes, o meu preferido é o beisebol, porque eu posso usar toda a minha força pra rebater a bola, o que não é pouca.


Neste momento, estou correndo pela casa, aos gritos, atrás de Túnia. Podia ter pegado outro tênis dos meu vinte pares, mas sabe como é, bater na Túnia é mais divertido. A nossa maratona só durou cinco minutos, porque minha mãe interrompeu antes de chegar ao meu objetivo, Infelizmente. E agora ela está dando um daqueles sermões de: “vocês pensam que aqui é o quê? A maratona de são silvestre?”, “as duas tem que se comportar como mocinhas e não como um bando de cachorros correndo pela casa”. Ainda me pergunto o porquê de minha mãe nos comparar com animais. Semana passada ela nos comparou com hienas quando eu joguei lama na cara da minha “Querida Irmã” e a mesma descontou, ficamos rindo que nem loucas.  Mas o que mais gosto é o: “e você Petúnia vai ficar de castigo”. Querem ver?


-... Vocês pensam que aqui é o quê? A maratona de são silvestre?...- minha mãe disse estressada. Eu não avisei?


Minha mãe se chama Patrícia Evans. Ela tem cabelo castanho- avermelhado, olhos castanhos, tem 40 anos, mas aparenta ter 35, por causa do seu belo corpo. Ela é muito exigente quando se trata de higiene e é muito perigosa quando a estressam. Puxei isso dela.


-... As duas têm que se comportar como mocinhas e não como um bando de cachorros correndo pela casa... –continuou. Acho que estou tendo um Djavú. – agora me expliquem porque estavam correndo e gritando?- ela perguntou mais calma. Ahn... Ela não falou o meu preferido.


Vi pelo canto do olho que Túnia já ia abrir a boca pra falar, e quando ela fala só da merda.


-A Túnia pegou meu tênis e não quer me devolver-disse antes da minha irmã abrir a boca.


- Petúnia Margareth Evans- minha mãe falou. Túnia só é chamada pelo nome completo, quando vai levar um carão- devolva já o tênis de Líly, e eu não quero ver vocês correndo como loucas pela casa outra vez. - disse ameaçadoramente.


A contragosto Túnia me entregou os sapatos, tratei logo de colocar. Mamãe disse que já ia colocar o Café da manhã. Fui lavar minhas mãos e me sentei esperando ela servir. Alguns minutos depois meu pai apareceu.


Meu pai se chama Tony Evans. Ele tem cabelos castanhos e olhos negros. É alguns centímetros maior que minha mãe. Tem 40 anos, Mas tem um belo porte físico. Ele é inteligente, gosta de esportes e come qualquer coisa que se possa chamar de comida.


-Bom dia- ele nos cumprimentou com um beijo na testa e deu um beijo de língua na mulher.


- Eca! Parem com isso ou vão para um motel!- eu reclamei fazendo uma careta. Era nojento ver a língua deles passeando de uma boca pra outra.


Eles pararam de se beijar e começaram a rir da minha cara.


- Um dia você vai beijar e vai gostar. – minha mãe disse achando graça da careta que eu fiz.


-Só espero que não seja tão cedo. – meu pai falou ciumento, se servindo de suco de laranja.


- Lógico que um dia eu vou beijar, vai ser quando eu tiver 11 anos, e eu não vou falar pra vocês, talvez pra mamãe, mas pro papai não- eu disse como se fosse uma idéia brilhante.


Meu pai se engasgou com o suco ao ouvir o que eu disse e minha mãe deu palmadinhas nas suas costas achando graça da cara de espanto que ele fez.


- Oh meu Deus! Onde ela ta escutando essas coisas?- ele perguntou assustado para minha mãe que apenas riu. - Você não vai beijar ninguém até se casar, entendeu?Onde já se viu e ainda escondido, onde as crianças de hoje vão parar? - ele perguntou desesperado para a mulher.


- Eu não sei meu querido, mas talvez seja melhor proibir Líly de assistir as comédias românticas durante um tempo. - a mulher respondeu um pouco risonha.


- Que saco!- exclamei fazendo biquinho, no que resultou o ataque de risos da minha mãe e do meu pai, até de Túnia.


-Bom. O que estava acontecendo aqui? Eu escutei gritos. - meu pai falou enquanto pegava uma torrada. Ainda um pouco assustado.


- Túnia não queria devolver o tênis de Líly, mas já está tudo resolvido- minha mãe disse- espero. - acrescentou ameaçadoramente. Engoli em seco. Quando minha mãe queria, ela dava medo.


-não faça mais isso Túnia- pediu meu pai, terminando de comer. – bom. Já vou indo senão vou me atrasar- acrescentou se levantando.


-Tchau querido- minha mãe se despediu do meu pai.


-Tchau papai- Túnia e eu dissemos em Uníssono.


- vou ver se consigo chegar na hora do jantar. - disse já saindo pela porta de acesso ao jardin.


-Mamãe eu posso ir para a casa de Joanne? Ela me convidou ontem. –pela 1º vez minha irmã falou.


-Claro. E você Líly? Quer ir também?- minha mãe me perguntou. De relance vi Túnia fazer uma careta.


-Não. Vou ficar no jardim lendo um livro. – respondi.


-Esta bem então, vamos logo Túnia- a chamou- eu volto daqui algumas horas, vou passar no mercado depois de deixar sua irmã. –ela acrescentou. “Por mim a deixava pra sempre”, pensei maldosamente.


-Tchau. - disse e logo após elas desapareceram pelo mesmo caminho que meu pai.


Subi as escadas e adentrei no meu quarto, as paredes eram brancas com detalhes de flores roxas, a cama era de solteiro e ficava do lado direito da entrada do cômodo. Havia um armário no lado esquerdo, junto de uma escrivaninha, onde tinha um micro system, CDs, vários livros e desenhos, de frente para a porta havia uma janela estilo varanda, onde tinha um estofado verde musgo e almofadas da mesma cor, que dava pra janela de um quarto da casa vizinha. Fui até a minha escrivaninha, peguei um CD do Nxzero, coloquei pra tocar e me joguei na cama. Cantei, dancei e me entediei. Tava ficando chato ficar no quarto, desliguei o som, peguei um livro e sai do recinto. Desci as escadas e sai para a porta que dava ao jardim dos fundos, dirigindo-me até um arvoredo mais a frente, ele dava acesso ao quintal da casa ao lado, me sentei e abri o meu livro. Não vi a hora passar, fiquei absorta na leitura que não percebi que minha mãe havia voltado.


-Líly! Pode-me ajudar com o almoço?- ela perguntou La da porta.


-Está bem. – respondi fechando meu livro e pondo- me de pé.


Voltei para a cozinha e minha mãe me pediu pra cortar as batatas enquanto ela assava o bacon. Enquanto fazia o que ela havia me pedido olhei distraidamente pela janela e me lembrei de uma notícia que me deixou super feliz.


-mãe os Travers vão mesmo se mudar?- perguntei indiferente, quase não contendo a felicidade.


Ela parece surpresa com a pergunta feita sem razão, mas logo se recuperou e adquiriu um semblante tenso.


- Sim, parece que eles vão para Paris- ela respondeu olhando para a casa da família ainda com a face tensa.


Fitei- a percebendo o seu tom de voz.


- porque a senhora ta com essa cara? Pensei que ficaria feliz com a mudança deles. – eu disse ainda a fitando.


Ela pareceu meio desconcertada depois do que eu disse.


- estou feliz por eles irem embora, só acho estranho eles irem depois do desaparecimento da filha deles- ela respondeu séria.


Já havia me esquecido do que me deixou mais feliz na semana passada. Sophia, Sophia Travers sumiu inesperadamente há uma semana. Ela tinha 14 anos, era morena, os cabelos eram negros e os olhos eram cinzas. Ela era arrogante, mesquinha e era cheia de si. Parece que ela foi à casa de uma amiga e não voltou mais, podia ter sido seqüestrada. Fiquei espantada de ver que os Travers não pareciam abalados pelo desaparecimento, pareciam era estarem satisfeitos. E quem não ficaria? Seria menos uma cobra no mundo.


- e quem vai morar La agora? Ou a casa vai ficar abandonada?- exclamei entusiasmada. Podia usar a casa pra prender a Túnia.


Acho que a cara que eu fiz, deve ter mostrado o que eu tinha em mente.


- a senhorita não vai prender sua irmã naquela casa. - ela disse reprovadora. “Ué, minha mãe sabe ler mente?”, pensei espantada. - A casa já foi vendida. - ela falou alegre. Até demais, em minha opinião.


-E a senhora conhece quem vai morar nela agora?-indaguei desconfiada.


- Ah sim! São velhos amigos meus e de seu pai, estudamos juntos, mas aos 11 anos eles tiveram que ir pra outra escola, só os via nas férias, mas entendemos a causa da mudança. - ela falou sonhadoramente, sorrindo, vagando em pensamentos.


Fiquei interessada na estória, parecia ser muito emocionante.


- e o que aconteceu?- perguntei não contendo minha curiosidade.


- eu não posso dizer. Eles pediram para não contarmos a ninguém e é o que eu vou cumprir. - ela respondeu séria – Não vejo a hora para reencontrá-los!- acrescentou empolgada.


- Tá bem. –Disse emburrada. Queria saber o motivo da mudança.


Ficamos em silêncio, cada uma absorta em seus pensamentos. O silêncio foi quebrado após alguns minutos com a minha pergunta.


-E quando eles vão chegar?- perguntei intrigada.


-Daqui a uma semana. - ela respondeu.


Ficamos mais uma vez quietas, continuando a preparar o almoço.


- Mãe, Túnia vai almoçar aqui?- perguntei quebrando o silêncio e pensando em como iria destruir o quarto dela. “Tomara que não, tomara que não. Por favor, NÃO!” pedi desesperada.


- Não, e nem vem jantar, ela vai passar a noite na casa da amiga dela- ela respondeu vagamente. E eu, mentalmente, gritei feliz: “Obrigado senhor!”


-Ah... - Tentei soar indiferente. Mas acho que não deu muito certo. Meu sorriso me denunciou. E claro, minha mãe percebeu.


- E você mocinha, fique bem longe do quarto de sua irmã. - ela disse severa.


-Ta bem mamãe. – respondi com uma carinha de anjo.


- vá lavar as mãos que eu já vou servir o almoço- ela mandou. “Túnia nem imagina o que a espera” pensei maquiavélica.


Depois do almoço o dia passou inacreditavelmente rápido, na maior parte do tempo fiquei desenhando e escutando músicas. Logo a noite já havia chegado e meu pai apareceu. Parecia exausto. Ele nos contou que estava acontecendo desaparecimentos muito estranhos por toda Londres. Adolescentes, em torno dos 14 e 16 anos, estavam sumindo inesperadamente, sem deixar vestígios. Meu pai é chefe da polícia local, ele tem estado muito ocupado nessas ultimas semanas tentando resolver esses casos. Quando acabamos de jantar me levantei e disse que já ia dormir.


-Boa noite. –disse saindo da cozinha.


Quando cheguei ao meu quarto fui tomar um banho, vesti meu pijama e me enfiei nas cobertas, estava cansada, o dia tinha sido exaustivo e logo caí no sono. Meus únicos pensamentos eram:” Como seriam nossos novos vizinhos?Legais?Chatos?”, ”Será que eles teriam uma filha?”e “Qual seria o melhor jeito de raspar a cabeça da Túnia?”. Dormi com um sorriso nos lábios. Não vejo à hora de conhecê-los, esse foi o meu último pensamento.


______Lílian Evans OFF.______


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______Narrador ON________


 


... Uma semana depois...


Era um lindo dia, o céu estava azul, sem nenhuma nuvem, o Clima estava quente. Em uma cidade a oeste de Londres, conhecido apenas por suas esculturas de heróis do Sec.XVII e pelo seu famoso Museu histórico, Godrics Hollow daria adeus a uma família muito antiga do local. A família toda estava empolgada para se mudar para o “novo” mundo. Bom... Talvez nem toda.


- Porque temos que nos mudar daqui?- Um garoto, em torno dos 10 anos perguntou aborrecido.


- Nós já Lhe dissemos filho- a mulher respondeu suspirando cansada- o trabalho do seu pai mandou resolver um caso em Forks.


- Mas que tipo de caso é esse?- o menino insistiu pela milésima vez.


- Está havendo alguns desaparecimentos inexplicáveis e o transferiram pra La. – ela respondeu já se irritando.


- Porque não podemos ficar aqui? Papai vai e volta em apenas um piscar de olhos, não há razão pra nos mudarmos- ele continuou.


- Filho é cansativo fazer aparatações, seu pai iria ficar esgotado e provavelmente poderia se estrunchar. – ela respondeu.


- Eu não quero ir- o Pivete suplicou.


- Se você não for com quem eu iria deixá-lo?


- Podia me deixar com a Tia Bulldog... Budellere! - corrigiu rapidamente.


- Pensei que não gostava dela... - começou minha mãe.


-Nem das calçolas que ela me obriga a lavar, o que aquela mulher come?Odeio o Bibi, Todd, Boris, Lala, Toninho, Jurandir e da Brusqueta, gatos imundos- acrescentou com ódio.


-Nós vamos para Forks e ponto final! – ela exclamou mal- humorada.


O garoto saiu da cozinha, de cabeça baixa, e foi em direção a porta da frente. A mãe percebendo a tristeza do filho o seguiu. Quando atravessou a porta de entrada o viu sentado nos degraus da varanda, olhando em um ponto fixo a frente. Sentou ao seu lado e abriu os seus braços pedindo um abraço. No que foi concebido do filho. Ela o abraçou fortemente.


- Não quero deixar os meus amigos- ele disse tristonho.


- Você vai encontrar novos pra onde vamos- ela o consolou, mas foi em vão.


- E se eu não encontrar? Se ninguém quiser me ter como um amigo?- ele perguntou ainda triste.


- Quem não queria ter um garoto lindo, inteligente, engraçado e um safadinho de 1º escalão como amigo?- ela perguntou fazendo cócegas nele, no qual o mesmo derrubou.


- HAHA... Para mãe, HAHA, ta me matando, HAHA. – ele pediu rindo.


- Qual a palavrinha mágica?- ela perguntou achando graça no esforço do filho de se soltar.


- Por favor. – Ele pediu e a mãe parou.


Ele se sentou segurando a barriga com as duas mãos, ainda rindo e respirou fundo. Alguns segundos depois ele foi até onde a mãe estava e a abraçou carinhosamente. A Mãe correspondeu ao abraço feliz.


- Obrigado mamãe. – ele agradeceu ainda abraçado a ela. Ela se afastou no propósito a fazê-lo ficar de frente para ela.


- vamos fazer o seguinte. Se você não gostar de La, nós voltamos esta bem?- ela propôs gentilmente.


- Ta bem – ele respondeu sorrindo.


- Agora vá buscar sua mochila, que seu pai já deve estar chegando. – ela mandou e ele subiu correndo para dentro da casa.


As 12h00min o pai havia chegado e todos estavam prontos para a viajem, o caminhão de mudanças já estava estacionado em frente a casa, embalando os móveis. Os três iriam de carro, guiando o caminhão. A casa já estava saindo de vista e o garoto murmurou as últimas palavras durante a viagem.


-O que seria melhor do que aqui? . – perguntou pra si mesmo e se acomodou melhor no assento.


 
______Narrador OFF______


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_______ Líly Evans________


 


Mais que calor, pensei. Não chove há dias. Os deuses querem o quê? Que agente derreta? .


Estava sentada na varanda do meu quarto, desenhando algumas coisas que me aconteceram á noite e digo que foram bem... Estranhas. Ontem de noite acordei assustada, havia tido um pesadelo, corri ate o banheiro e... Bom, eu coloquei pra fora o meu jantar, me levantei e fui até a pia para me limpar e me deparei no espelho. Estava branco como gesso e tive um pequeno deslumbre vermelho em meus olhos. Não me importei, desde pequena, como minha mãe dizia, meus olhos tinham uma cor diferente. Não falo pela cor esmeralda, mas, não consigo diferenciá-la. Estranhei como estava pálida, talvez tivesse comido alguma coisa estragada, voltei para minha cama, desejando não ter mais pesadelos. E hoje estou tentando me lembrar do que estava sonhando. Mas quando tento me lembrar, mas difícil fica pra recordar. A única coisa que me lembro era de pessoas com capuzes pretos em volta do que parecia ser um trono que estava ocupado por uma cobra gigantesca, eu não sei o que aconteceu, mais a cobra pulou, com as mandíbulas abertas, vindo em minha direção pronta pra dar um bote e eu acordei, arfando e suando frio, e... Bom vocês já sabem o resto. Quando acontece alguma coisa comigo eu sempre registro em desenhos ou no meu diário. Só que estou tendo esses sonhos há uma semana e não sei o porquê. Não conheço essas pessoas e fico intrigada quanto a isso. Há dois dias sonhei com um garoto, muito lindo se querem saber a minha opinião, mas nunca o tinha visto. Senti meu estômago roncando e me lembrei de que ainda não havia comido nada e já era 02h00min da tarde.


Porque minha mãe não veio me bater por perder o café da manhã? , pensei.


Sai do meu quarto em direção a cozinha, estava morrendo de fome e me pergunto como consegui agüentar até aquele horário. Quando cheguei não tinha ninguém. Fui até a frente da casa e encontrei minha mãe cuidando das flores, enquanto Petúnia tentava inutilmente, que era só o que ela sabia fazer, arrumar aquele cabelo pixaim dela. Quando Petúnia me viu lançou um daqueles sorrisos diabólicos pra cima de mim, qualquer pessoa que visse isso acharia que ela é o diabo em pessoa.  Tenho que concordar. Mas eu era muito mais treinada pra enfrentar esse tipo de provocação.


- Mãe! A Bela Adormecida acordou - ela disse provocando. Como eu queria acertar essa cara de cavalo.


Minha mãe se virou quando minha “Querida irmã” disse e me olhou com censura. Ela não gostava quando eu pulava as refeições.


-Líly porque não acordou cedo? Ficou mais uma vez acordada até tarde?- ela perguntou mal-humorada.


-Não é por isso mãe- tentei argumentar- não me senti muito bem ontem há noite e não consegui dormir.


- O que aconteceu?


-Eu acho que comi alguma coisa estragada e eu provoquei.


-Ai meu Deus! Vamos a um médico. Deve ser alguma coisa grave, como intoxicação alimentar. - ela disse já se preparando pra me puxar em direção ao carro.


-Eu estou bem mamãe, só estou com fome. – acrescentei quando minha barriga deu ronco.


-Tudo bem. Vou fazer alguma coisa pra você- ela disse entrando em casa.


Olhei para o céu. Estava azul sem nenhuma nuvem. Um belo dia pra jogar Beisebol. Já sei o que vou fazer depois do almoço. Ir até a quadra do outro lado do lago e ver se encontro algumas pessoas. Não tenho amigas. Tenho [i] amigos [/i]. Nunca tive uma amizade feminina, por que muitas garotas gostam de se maquiar. Diferente de mim, elas usam exageradamente, sempre com medo de quebrar a unha, saber se o cabelo ta arrumado, essas coisas. Gosto de ficar bonita, mas regularmente. Minha mãe me chamou para entrar. Petúnia me mostrou a língua quando já voltava para a casa. Dei um dos meus sorrisos travessos, o que a deixou intrigada. Ela não perde por esperar.


Quando terminei de comer pedi para ir jogar com os meus amigos e ela permitiu. Fui ate meu quarto peguei meu bastão e sai correndo de casa. Eu mal sabia que o meu dia-a-dia de agora em diante iria mudar pra melhor.


 


 ________Líly Evans OFF_________


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_________Narrador ON___________


 


Já se passava das 06:00 da noite, o carro de mudanças começou a se aproximar de sua nova moradia. Os Pais do garoto estavam muito animados por morarem em um bairro trouxa. Talvez eu não os tenha explicado. Essa família é Bruxa, de uma linhagem muito antiga, e “trouxa” é um termo usado para as pessoas não-bruxas. O garoto não estava muito alegre com a mudança, e ainda mais de ter esperado quatro horas sentado em um carro sem poder fazer nada, mas ele não podia negar que era um lindo lugar. No caminho notara muitas crianças. Muitas árvores existiam ali, resumindo, Um lindo lugar para se morar. Alguns minutos depois o carro parou em frente á uma casa amarela com revestimento em madeira. O lugar era imenso, com um jardim já decorado. Os três saíram e apreciaram o belo casarão. A mulher não agüentou e entrou na casa, o marido logo em seguida, o garoto se deteve olhando para o outro lado do lago, onde tinha uma quadra. Ele não era muito bom com esportes trouxas, mas esse ele conhecia. Beisebol. Gostava muito de jogar. Percebeu que não tinha só meninos jogando e sim uma garota. Tentou visualizá-la sem sucesso, estava muito longe. Ficou perdido em pensamentos até notar que não estava mais sozinho. De pé, ao seu lado, estava uma senhora que não aparentava ter mais 35. Era muito bela, tinha cabelos castanho-‘avermelhados’ e olhos castanhos (N/A: Já desconfiam de que sem seja, NE?). Essa “desconhecida” me deu um belo sorriso e eu não pude deixar de dar um sorriso, o mínimo que desse, não sabia o que ela estava fazendo ali, Talvez para dar as boas vindas. O garoto não teve tempo de perguntar o que ela queria, pois ouviram um gritinho de surpresa vindo da varanda, quando se virou vislumbrou sua mãe correndo da casa, lágrimas descendo pelo rosto, um sorriso de 32 dentes e os braços abertos a fim de querer abraçar o mundo. Ficou confuso, sem ter tempo de perguntar o Porquê de ela estar daquele jeito foi empurrado quando a mesma tentou passá-lo. Quando se pôs de pé viu sua mãe abraçada à mulher e meu pai percebendo o que acontecia foi de encontro à “desconhecida” e deu um longo braço assim que a esposa se afastou enxugando as lágrimas. O jovem já estava se preparando para entrar na casa quando foi puxado pelo braço por sua mãe.


-Bem vindos ao nosso bairro. Puxa! Não sabia que tinham se casado, faz muitos anos que não nos vemos- Pronunciou-se a estranha mulher.


- É faz muitos anos mesmo, estou tão feliz de te ver- a mãe do garoto não agüentando deu outro abraço na mulher.


-Nossa você continua linda- o Pai comentou.


- Obrigada e cuidado com o que você diz, essa daqui pode ficar com ciúmes- a mulher falou risonha.


- Nãão, nós já passamos dessa fase- a mãe comentou.


-E quem é esse lindo rapaz?


- Ah! Esse é meu filho, James.


- Oi- o filho falou orgulhoso de ser chamado de lindo.


- Oi, meu nome é Patrícia, Patrícia Evans, mas pode me chamar de Tia Paty, não sabia até que vocês tinham um filho, que falta de consideração- terminou fazendo drama e arrancando risadas da família.


-Você sabe, ficamos muito tempo longe e perdemos contato- o pai falou com certa tristeza.


- Eu entendo, não precisam se desculpar, eu só fiquei Super preocupada e magoada de não ter recebido nem um telefonema, carta ou que quer que fosse dos meus melhores amigos, mas não estou pressionando ninguém- falou arrancando mais risadas da família.


-HAHA... Mas então engraçadinha, construiu uma família?- a mãe perguntou curiosa.


-Achou o quê? Que eu ia ficar encalhada pra vida inteira? Não minha filha, a gostosona aqui se casou e tem uma linda família!- disse orgulhosa e o garoto deu uma risadinha do jeito que ela pronunciou a si mesma, mas ele não podia negar o corpo dela.


-Então quem é que se casou com a “gostosona”?- o pai ironizou.


-Ora! Com quem mais seria senão o Tony?


-TONY?Mais que maravilha, eu sempre soube que vocês tinham uma queda um pelo outro- a mãe exclamou alegre.


-Sempre tive. Bom tudo ficou melhor quando eu estava grávida- a mulher falou.


-Quer dizer que... - a mãe começou surpresa.


-Tenho duas filhas.


-Mas que ótimo, elas devem ser lindas como a mãe.


-Vejo ironia nessa frase? Mas é claro que elas são lindas, são filhas de Patrícia e Tony Evans.


-E cadê elas?- o garoto perguntou olhando curioso os lados.


-Vejo que o seu filho recebeu os genes de safadeza do pai- a mulher comentou arrancando risadas do pai, enquanto o mesmo puxava o filho e desarrumava-lhe os cabelos.


-Você ainda não viu nada- a mãe sussurrou e ambas riram.


-Desculpe, mas, vocês terão muito tempo para conversar, onde estão as suas filhas?-James perguntou curioso.


A Sra. Evans deu uma risadinha achando graça da curiosidade do garoto.


-Venham á minha casa pode ficar para o jantar e eu as apresento, Tony chegará logo, logo. -a Sra. Evans convidou-lhes.


Enquanto caminhavam em direção a casa vizinha, pertencente aos Evans, conversavam sobre como foram os anos, para onde viajaram e etc. James ainda olhava distraidamente para o campo, não sabia o porquê, mas queria saber quem era a garota que jogava, mas não havia nenhuma mais lá, apenas meninos. “Talvez foi para a casa” James pensou. Chegaram a casa e entraram. A Sra. Evans ofereceu chá para os adultos e biscoitos para James, enquanto ia chamar as filhas. Depois de alguns minutos ela apareceu acompanhada de uma garota. “se [i] aquilo [/i] é uma das filhas, eu não quero nem ver a outra” James pensou horrorizado.


- Essa é Petúnia- a Sra. Evans apresentou. A garota parecia o esqueleto de um cavalo, James pensou.


-Oi- ela disse dando um pequeno sorriso.


-É um prazer conhecê-la- meu pai a cumprimentou.


-Você é bonita- minha mãe a elogiou.


Olhei para ela como se ela fosse louca e recebi uma pisada do meu pai. Esqueci que tinha de ser educado com pessoas com problemas sérios, no caso desta “Petúnia” era problemas de beleza.


-Você disse que tinha duas filhas, então onde está à outra?-meu pai perguntou, assim como eu ele tinha achado essa menina muito... Digamos “nada” bonita.


-ah é mesmo!Mas eu não a vi La em cima, Túnia você viu a sua irmã?-a Sra. Evans perguntou.


Petúnia bufou com descaso, James achava que ela não ligava o mínimo que fosse pela outra irmã.


-Humpf! Acho que ela saiu para jogar com aqueles meninos-ela disse a última palavra com desprezo. O que não passou despercebido pela Sra. Evans.


-Não fale assim Petúnia, você só age desse jeito com ela, porque ela fala com aquele menino que você gosta. - a Sra. Evans dedurou indiferente.


Com esse comentário, Petúnia ficou mais vermelha que um tomate, ela olhou para mãe descrente, no qual resultou em algumas risadinhas da família.


- Mãe! Eu... Eu não... Ah! A senhora é impossível! – Petúnia falou subindo as escadas correndo.


- Espere!Me diga onde está a sua irmã!- exigiu a Sra. Evans.


Petúnia desceu as escadas, ainda com a face muito avermelhada.


- Ela deve estar voltando daquele “jogo” dela, se a senhora esqueceu - ela respondeu fingindo ter calma, mas James percebeu um toque de ironia.


- Ah é!Tinha esquecido, Vamos La para fora? Tony e ela já devem estar chegando.


Todos saíram da casa, acompanhados por Petúnia, já eram nove horas da noite, mas o lugar era movimentado. Todos conversavam animadamente, todos se davam bem. Sentamos-nos na varanda da casa da Sra. Evans enquanto ela preparava o jantar, fomos convidados, meus pais conversavam com o Esqueleto de Cavalo, eu fiquei de fora, só queria que essa noite acabasse logo. Meia hora depois um homem apareceu, que eu descobri ser o marido da Sra. Evans, e já sabe, a conversa rolou solta, até que o Sr. Evans perguntou pela “outra filha”. Porque não dizem logo o nome dela? , James pensou.


- Ah! Ali está ela!- a Sra. Evans falou.


Quase caiu da cadeira tentando ver para onde a Sra. Evans estava apontando, quando se acalmou conseguiu enxergá-la. “Ela” se aproximava calmamente, James não conseguia visualizar a sua face por causado boné que ela usava, carregava na mão esquerda um bastão de beisebol e na direita uma bola, ela estava cada vez mis perto. A Sra. Evans foi à sua direção e cochichou algo. Logo as duas estavam caminhando na direção da Família, quando não faltava menos de 5 metros a garota se pronunciou.


- São eles?- ela perguntou para a mãe.


- Sim, são os Potter, nossos novos vizinhos- ela respondeu sorrindo.


Ela tirou o boné dos Yanks que estava usando e uma cascata de cabelos ruivos deslizou para os ombros, James ficou sem palavras diante dos olhos esmeraldas da garota e com a beleza da mesma.


- Esta é minha Filha - a Sra. Evans apresentou.


A garota sorriu para a família Potter e por um instante olhou profundamente para James e recíproco.   Muitas aventuras com esses dois começariam e eles nem sequer imaginavam.


 










*N/A(Nota da Autora)

Bem gente, Esse foi o fim do Capítulo.
So para deixar claro, esta é minha primeira fanfic, então pode estar meio sem graça. A historia  vai ser dividida em 7 temporadas. Esta foi a primeira.
Espero que gostem;
Posso demorar um pouco para escrever.
tenho pouco tempo, por que estou em epoca de provas.
Bem, é isso.
Boa Leitura ^^ 

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