Peter Diggory




"Nossos pais tem um certo poder sobre nós.
O Poder de afetar nossos pensamentos
e emoções, do jeito que só eles conseguem.
É um laço que muda com o passar do tempo,
mas nunca some;
Mesmo que estejam do outra lado do mundo.
ou literalmente em outro Mundo.
É um poder que não entendemos por completo.
Mas que nos faz pensar:
quando nossa hora chegar, que tipo de influência teremos
sobre nossos filhos?"


 


 


2 de Julho – Início do Verão


 


 


Nós sete entramos pela porta da enorme mansão. Depois de dez messes fora era quase surreal voltar pra casa, voltar para aquela vida.


 


- Chegamos! – gritou Ann do primeiro degrau da escada.


 


Vimos o tio Harry sair do escritório acompanhado do tio Ron. Mamãe, tia Mione, tia Gina e tia Thereza desciam as escadas animadas. E papai e tio Draco vinham sorrindo dos fundos da casa.


 


- Achei que não chegariam mais hoje. – comentou papai me abraçando – O que houve? O trem atrasou?


 


- Carl se atrasou, na verdade! – eu disse. Carl era nosso motorista.


 


Abracei muita gente, nem mesmo sei se me esqueci de alguém, estávamos todos numa grande euforia. Mas a euforia passou assim que David e tio Harry ficaram de frente um pro outro.


 


- Oi pai! – disse ele tímido.


 


O nome dos dois na mesma frase era sinal de confusão. Não deveria ser já que se tratava de pai e filho, mas a relação dos dois, desde que David tinha nove anos, estava bem longe de ser uma relação normal entre pai e filho. Principalmente naquele dia, pois a Grifinória havia perdido a taça de quadribol para a Sonserina, e David era o apanhador. Tio Harry nem sequer o cumprimentou.


 


- Então quer dizer que perdeu a taça de quadribol pro seu primo? – disse ele, se referindo a Ben que era o apanhador da Sonserina.


 


- Harry, por favor! Agora não! – tia Mione se intrometeu.


 


Tio Harry nem sequer tirava os olhos do filho.


 


- E quando você quer que eu fale? Na hora do jantar? – respondeu ríspido, ainda encarando David.


 


O garoto nem respirava direito, e mantinha os olhos fixos no chão. David tentava a todo custo não fazer nada para desagradar ao pai, muito pelo contrário, fazia tudo que tio Harry queria, mas parecia que quanto maior era seu esforço mais tio Harry o criticava. David levantou os olhos para o pai.


 


- Pai, eu ganhei a taça durante três anos seguidos, desde que eu entrei pro time de quadribol! Mas esse ano foi do Ben, não deu pra mim! – terminou ele ainda o encarando.


 


- Você envergonhou o meu nome sabia?! – disse tio Harry quase gritando.


 


David abaixou os olhos e tia Mione demonstrava querer desesperadamente encerrar aquele assunto e tirar o filho dali. Mas para seu alívio, e de todos os presentes, Ben surgiu num tom de voz muito firme.


 


- Espera um pouco tio Harry! – disse ele com sua natural rebeldia, e tio Harry enfim desviou seu olhar do filho – O Sr. tem noção do que aconteceu naquele dia?


 


- Eu sei muito bem o que aconteceu Benjamin! – disse o homem num tom ríspido – Ele abriu mão da taça por uma bobeira!


 


- Bobeira?! – continuou o Ben – Ele salvou a vida de uma garota, ela estava caindo da vassoura e ele desistiu de apanhar o pomo para salvá-la!


 


- E você acha isso nobre Benjamin? Então porque você não foi salvá-la?


 


- Sim tio, eu acho isso nobre! E eu não fui salvá-la porque seu filho é bem mais nobre do que eu e bem menos egoísta! – o garoto se aproximou do tio – Vocês salvaram o mundo bruxo, e dizem ter orgulho disso, e então quando o seu filho salva alguém o Sr. diz que ele o envergonhou? Eu sim envergonhei o meu pai e a honra dele!


 


- Chega Ben! – pediu tia Gina segurando o filho pelo ombro.


 


Tio Harry ficou estático, ele olhou para os lados e depois se virou novamente para David.


 


- Nem mesmo o prêmio de melhor apanhador você conseguiu com essa atitude nobre! – disse ele com amargura.


 


David abriu a mochila que carregava nas costas e tirou uma taça escrita “Melhor Apanhador do Ano”, ele estendeu a taça para tio Harry.


 


- Pronto papai, mais uma pra sua coleção!


 


Mas ele nem sequer se abalou, continuou com uma expressão dura na face. Ele deixou a taça sobre a mesinha da sala e passou a caminhar para a sala de jantar. Já estávamos meio acostumados com tudo aquilo, mas sempre pairava um pequeno constrangimento no ar. Nossa sorte era que John era especialista em desanuviar o clima.


 


- E então o que vamos comer hoje? David ao molho pardo? – nós rimos, até o próprio David riu. – Eu to morrendo de fome Dave!


 


Todos começaram a conversar ao mesmo tempo, uns com os outros. Tia Mione caminhou até o filho.


 


- Seu pai te ama David, às vezes ele é um pouco duro, mas ele te ama filho! – disse ela carinhosa.


 


David forçou um sorriso.


 


- Eu sei mãe, eu sei! – disse ele e depois a beijou. – Senti sua falta.


 


- Também senti a sua.


 


 


 


Durante o jantar o assunto de minutos antes não foi citado.


 


- E então, vocês estão ansiosos pra festa de inicio de verão? – perguntou tio Ron. – Esse ano promete!


 


Nós tentamos não transparecer nosso desgosto para nossos pais. A Festa de Inicio de Verão! Nós odiávamos aquela festa, que era promovida todos os anos depois do término de Hogwarts, e nós éramos os anfitriões.


 


- E o que vai ter de especial esse ano? – perguntou Lizzie, tentando mostrar interesse.


 


- Uma surpresa! – respondeu mamãe – Acho que vocês vão gostar.


 


- E nossos convidados são aquelas pessoas agradabilíssimas de sempre não é? – perguntou John sarcástico. – Eu me divirto tanto com eles!


 


Eu tentei não sorrir, mas depois da gargalhada que Ben deu foi impossível segurar. Lizzie, Ann e Rachel também sorriram, apenas David permaneceu sério.


 


- John, tenha mais respeito filho! – o repreendeu tia Thereza.


 


Mas John não ligou muito. E nós fomos aos poucos parando de sorrir.


 


- Você está tão calada filha! – disse tia Mione a Ann.


 


Ann sempre conversava muito quando chegávamos em casa no verão, mas esse ano era diferente, ela queria passar despercebida, mas o efeito foi o contrário. Nós sabíamos bem o motivo dela estar “tão calada”. Ann havia começado a namorar um rapaz de Hogwarts, a mais ou menos dois messes, o nome dele era Richard.


 


- Não é nada mamãe, só cansaço da viagem. – respondeu ela apreensiva.


 


- Tem certeza Ann? – começou John fazendo graça – Porque se algo está acontecendo, se você quiser...sei lá, nos contar algo, está tudo bem, nós estamos em família.


 


Ann sorriu, era bem o estilo dele, mas de certa forma dava coragem a ela.


 


- Se eu bem te conheço Johnny, você está insinuando algo! – disse tio Draco.


 


Poderia parecer estranho para alguns, mas a nossa família era do tipo que resolvia tudo juntos, discutíamos juntos, e tomávamos decisões juntos. Pouca coisa era resolvida em particular.


 


- Você quer dizer algo meu amor? – perguntou tio Harry. O tratamento que ele dava a Ann era totalmente o oposto do de David.


 


Ann ainda demorou mais um pouco, para enfim dizer.


 


- Eu estou namorando papai! – disse ela receosa da reação dele. Tia Mione já sorria para a filha, que retribuiu nervosa.


 


Mas era o tio Harry, e ele era tão previsível em relação a algumas coisas, que nós sabíamos qual seria sua reação. E ele agiu exatamente como imaginávamos. Continuou com a mesma expressão fria no rosto, é claro que deixou transparecer um pouco do ciúmes que sentiu, mas disfarçou bem.


 


- E quem é o garoto? – fez a clássica pergunta. Ann ia responder mas tio Harry se adiantou – David?


 


Dave levantou a cabeça e o encarou sem entender.


 


- O que você sabe sobre o garoto? – perguntou encarando David com um olhar assustador – Você tem obrigação de cuidar da sua irmã.


 


Aquilo era absolutamente ridículo, o jeito como ele gostava de humilhar David. Mas quem iria ser imbecil de enfrentar Tio Harry? Nem mesmo Ben seria louco de tentar por duas vezes no mesmo dia. David se recompôs da surpresa.


 


- O nome dele é Richard Royalle papai, ele é da Sonserina – tio Harry olhou para a filha, que deu de ombros – É atacante do time de quadribol, bom aluno e amigo do Ben.


 


- Ah é claro! – comentou tio Harry sarcástico.


 


Ben se controlou para não dizer nada, mas estava ficando difícil. Sempre fora assim, desde que eu me entendo por gente,mas agora era diferente porque nós estávamos diferentes, não éramos mais crianças que concordávamos com tudo que eles diziam, nós havíamos crescido.


 


E por mais terrível que isso pareça descobrimos que nossos pais não eram mais os heróis que o mundo bruxo tanto amava, descobrimos que nem de longe as ações deles eram as mesmas de quando tinham 17 anos, aquelas que ouvíamos por aí, a todo instante.


 


- Harry, por favor! – Chamou tia Mione docemente, como sempre – Nossa filha já tem 16 anos, acho que devemos dar um crédito a ela.


 


- Ela só fez 16 há alguns dias Hermione, e até então estava no quinto ano! – disse ríspido


 


Todos ficaram em silêncio.


 


- Papai... – chamou Ann, mas ele a interrompeu


 


- Peter, meu garoto! - me chamou tio Harry


 


- Sim tio? – perguntei


 


- O que você acha? Do tal Richard? – ele sempre fazia questão disso também, mostrar ao David que me admirava mais, e eu odiava isso.


 


Nesse momento Ann congelou, eu era a última pessoa a quem ela gostaria que o pai fizesse essa pergunta. Isso porque eu odiava o tal Richard, por algum motivo que eu desconhecia, eu simplesmente não aprovava aquele namoro, e ela sabia disso.


 


- Eu acho o Richard um cara legal tio Harry, de boa família e muito maduro e educado. – respondi prontamente, eu nunca faria nada que magoasse Ann, ela era minha prima, nós éramos melhores amigos – Acho que a Ann merece essa chance, e eu e o David estaremos sempre de olho.


 


Eu e ela nos encaramos por alguns instantes.


 


- Tudo bem! – respondeu tio Harry meio contrariado - Mas traga esse garoto aqui pra eu conhecer.


 


Ann o encarou sorrindo.


 


- Claro pai.


 


- E Hermione, mande um convite à família dele, pra festa. - acrescentou


 


- Vou providenciar. - respondeu tia Mione trocando olhares cúmplices com a filha


 


 


 


Depois do jantar subimos para os nossos quartos para arrumar as malas, era um quarto para nós garotos e um quarto para as meninas. Era assim quando nascemos, e depois que crescemos não quisemos mudar, gostávamos de estar sempre juntos.


 


- Dave, eu sinto muito pelo o que aconteceu lá embaixo, você sabe que eu odeio quando ele faz aquilo! – eu disse a David já no quarto


 


- Não esquenta Pete, eu sei que a culpa não é sua. – respondeu ele, e estava tão triste


 


- Hei cara, o que você acha da gente tocar um pouco? – perguntou John tentando animá-lo


 


- Deixa pra mais tarde. – respondeu sem ânimo


 


Foi quando as meninas entraram no quarto


 


- Cara, elas adoram fazer isso! – resmungou John – Cadê a privacidade?


 


- Cala a boca John! – mandou Lizzie


 


Eles começaram a bater boca como de costume, e isso era divertido, vi que David sorriu um pouco, o que me deixou mais feliz. Fui despertado quando ouvi meu nome.


 


- Pete. – me chamou Ann num tom entre meigo e desinteressado, eu a encarei sério – Posso falar com você um segundinho?


 


Me levantei sem responder, indo para fora do quarto. Ouvi risadinhas ao fundo.


 


- Boa sorte Pete! – disse Ben, e eu sorri junto com os outros


 


Nós dois chegamos ao corredor, eu me escorei no corrimão ficando de frente para ela.


 


- Pode falar. – disse eu frio


 


- Não me trata assim, isso é horrível! – pediu docemente, com aqueles olhos verdes me encarando


 


- Por sua causa eu menti pro tio Harry! – respondi tentando continuar frio, mas parecia meio improvável que eu conseguisse


 


- Você não mentiu, o Richard realmente é aquilo tudo que você falou, ele não tem culpa se você não gosta dele! – disse em tom autoritário


 


Não pude deixar de sorrir.


 


- Mal agradecida! – não conseguia ser durão com ela


 


Ela sorriu também.


 


- Porque você fez aquilo? Podia ter simplesmente dito a ele o que pensava, e pronto você acabaria com o meu namoro, não é o que você quer?


 


- Não, não é o que eu quero! – eu respondi calmo – Eu quero que você seja feliz e que não se machuque, meus instintos me dizem que isso vai acontecer, mas você quem decide não é? Então se você gosta dele e ele gosta de você, o que eu posso fazer? Eu nunca faria nada pra te prejudicar, você sabe disso.


 


- Eu te amo sabia? – disse marota


 


- Sua sorte é que eu te amo também! – disse desafiador


 


Ela sorriu e pulou nos meus braços.


 


- Eu sabia que você não ia me ferrar! – disse se soltando logo depois. Ela não sabia nada, mas deixei ela ter o controle porque ela amava isso.


 


- Mas tem uma condição!


 


- Eu sabia! – disse nervosa – Eu retiro o que eu disse.


 


Fingi não ouvir.


 


- Você tem que prometer que não vai esquecer-se de nós seis. Sem esse papinho de só ficar com o namorado.


 


- Tudo bem. – disse desconfiada – Eu reponho o que eu disse!


 


Eu que sorri dessa vez, me perguntado como ela conseguia fazer isso. Por mais que eu quisesse odiá-la naquele momento eu simplesmente não conseguia.


 


- E faça seu irmão sorrir um pouquinho, ele não ta muito legal. – disse a ela


 


- É eu sei!


 


Nós dois entramos no quarto novamente e nos sentamos na mesma cama. David parecia um pouco mais animado, discutia algo sobre música com o John. Eles tinham uma banda, John tocava bateria, David tocava guitarra e cantava quase todas as músicas e London, a namorada do John, tocava baixo e cantava algumas músicas também. Me divertia com eles.


 


- Qual é John! Você não quer que eu peça não é? – perguntou David indignado


 


John ia responder, mas Ann o cortou


 


- Pedir o quê? – perguntou ela


 


- John e David querem tocar na Festa do Início do Verão. – respondeu Lizzie sorrindo – Como se eles fossem deixar!


 


- Cala a boca Lizzie! – disse John


 


- Mas é a verdade Johnny! – disse ela ainda sorrindo – O que eles menos querem na vida é que vocês continuem com essa história de banda.


 


- Ela tem razão. – concordou Rachel – Quanto mais vocês insistirem, mais eles vão querer acabar com isso!


 


- Eles não mandam em mim! – exclamou John revoltado


 


Todos fizemos silêncio por alguns instantes e depois caímos na gargalhada, inclusive o próprio John. Era até engraçado ouvir um absurdo daquele, nossos pais tinham total controle sobre nós, decidindo por vezes até o que nós iríamos vestir, quanto mais nosso futuro. Não sabíamos até onde John e David pretendiam ir com aquela idéia maluca de seguirem carreira de músicos, claro que nossos pais ainda não sabiam dessa idéia, pra eles era só um passa-tempo, e ainda assim eles já implicavam, imaginem se soubessem a seriedade da coisa. John e David tinham seus futuros já determinados por seus pais. John seria o melhor jogador de Quadribol do século, segundo tio Ron, e David seria um grande auror.


Voltamos a ficar em silêncio por algum tempo.


 


- Porque tem que ser assim? – perguntou Ben – Porque simplesmente não dizemos a eles que não queremos ser o que eles querem que sejamos, mas o que nós queremos ser, droga! David e John por que vocês não falam pra eles que querem ser músicos e não auror e nem jogador de quadribol? Peter porque você não conta de uma vez por todas que quer terminar seus estudos na França? Rachel, e você, porque não diz que quer ser fotógrafa ao invés de cuidar do jornal?


 


Ninguém respondeu suas perguntas.


 


- Droga gente! – continuou Ben – Tudo bem, eu entendo que tenhamos medo, mas até quando? Até o dia que estivermos completamente infelizes?


 


- E você Ben? – disse eu para provocá-lo – Por que não conta que quer ser Jornalista? Por que não conta pro seu pai que odeia aquela empresa?


 


- Por que eu sou um idiota, que morre de medo dos pais e faz tudo o que eles querem! – respondeu de imediato – E vocês também são!


 


Nós rimos.


 


- Vou pedir ao papai pra vocês tocarem. – disse Ann de repente e eles sorriram


 


- Jura que você faria isso? – perguntou John inquieto


 


- Mas tem uma condição – disse ela apontando o dedo pra eles – Nós vamos ter que contar pros nossos pais a verdade sobre nós, até o dia da festa.


 


Nós nos encaramos.


 


- É fácil pra você dizer isso, você é a filha perfeita, sempre quer o que eles querem! – ironizou Ben


 


Ann o encarou com um olhar mortal, ele sorriu se desculpando.


 


- É sério pessoal, não é só porque meu sonho também é sonho deles que eu não sofro por vocês, eu odeio que eles façam isso! – disse ela com aquele tom que deixava meu coração partido em mil pedaços, aquele tom doce e ao mesmo tempo determinado, não só o meu é claro, mas o de todos nós, a prova disso é que começamos a concordar


 


- Olha pessoal, por mim e pelo David tudo bem, mas nós é que somos os maiores interessados, então não conta. – nós rimos


 


- Já ta na hora de eu contar que quero ir pra França, já esperei demais! – eu disse por fim


 


- E eu não agüento mais passar meu verão naquela empresa idiota! – disse Ben


 


Rachel sorriu vencida.


 


- Se meu irmão vai contar que quer ser músico, acho que eles nem vão ligar pro fato de eu querer ser fotógrafa. – disse passando as mãos pelos cabelos do irmão


 


- E você Lizzie? – eu perguntei – Quer contar alguma coisa?


 


- Na verdade quero sim! Que eu não quero ser medibruxa, ainda não sei o que quero, mas sei o que não quero! – disse firme


 


- Mamãe vai te matar quando souber disso! – disse Ben com implicância


 


- Não mais do que o tio Harry vai matar o David quando souber que ele quer ser músico! – disse ela já as gargalhadas


 


David sorriu junto conosco, mas realmente ficara com medo. Vi que John tentava dar uma força pra ele e até que conseguiu. Era estranha a proximidade que nós sete tínhamos, não éramos todos primos, mas era como se fossemos, nos sentíamos tão à-vontade quando estávamos juntos. Éramos mais unidos do que sete irmãos da mesma mãe e do mesmo pai.


Ouvimos passos no corredor e paramos nossa tramóia.


 


- Oi meus amores. – era tia Mione


 


Ela ficou parada em pé na porta, pedimos que ela sentasse, mas ela não quis.


 


- Só vim dá uma notícia pra vocês, não sei se vocês vão gostar muito... – disse nos deixando curiosos


 


- Tia fala logo! – pediu Rachel


 


Ela sorriu, aquele sorriso doce. Por mais que fisicamente Ann se parecesse com tio Harry, e até tinha algumas coisas da personalidade dele, mas ela tinha muitas das características da tia Mione.


 


- Olívio vem pra cá semana que vem, e vai chegar a tempo da Festa! – soltou por fim


 


Nós explodimos de alegria, tio Olívio era nosso companheiro de todas as horas e nosso cúmplice para algumas loucuras.


 


- Mas não fiquem muito animados assim na frente do tio de vocês. - ela se referia ao tio Harry - Ele ainda está se acostumando com a idéia, não vamos dar motivos pra que ele implique, tudo bem?


 


Nós concordamos. Havia quase dois anos que tio Olívio não nos visitava, e o motivo era uma discussão que ele tivera com tio Harry naquela época, nunca soubemos o porque da briga, mas sabíamos que tinha sido pra valer.


 


- Pode deixar tia, vamos nos controlar. - prometi


 


- Obrigada! - disse ela sorrindo e depois saindo do quarto     


 


Esperamos ela se afastar um pouco mais.


 


- Eu não acredito que tio Olívio vai vir! - disse David eufórico - Papai deve estar furioso, e de mau humor!


 


- Tio Harry de mau humor e furioso... - brincou John -...não é bom sinal!


 


Rimos, mas sabíamos que aquele seria um longo verão.

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Comentários (1)

  • Lediane Werner

    OiiiLi a outra fic e gostei muito.Essa parece que vai ser bem legal tambem, porem, não gostei do jeito que o Harry tratou o filho. Foi horrivel.Espero atualizações...Bju

    2011-05-26
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