Everybody need inspiration



As pessoas precisam ter uma inspiração para viver, todos os dias que passam eu busco a minha, das batalhas que eu enfrento diariamente a mais difícil é continuar tendo forças para viver. Não tenho motivos, não tenho inspiração, não tenho um porque do que me faça acordar todas as manhãs, estudar, me alimentar, e ao fim do dia me deitar, não tenho um motivo para que meu coração continue batendo para que eu continue vivendo, de todas minhas agonias essa é a maior. Mas ao final do dia quando eu me deito me lembro qual é o meu motivo de viver, é procurar minha inspiração, tenho esperanças de que um dia eu a encontre-a.


 


 Estava tudo planejado ao detalhes, em poucas horas, Cory, Ric, Alice e eu organizamos tudo. As sete têm no salão principal a comemoração, o banquete de dia das bruxas, depois as dez tem o toque de recolher pros alunos do primeiro, segundo e terceiro ano, o restante participaria de um baile nas masmorras. Todos os professores inclusive a diretora estaria lá, apenas o zelador, Jhon, ficaria andando pelo castelo á procura de alguém que desrespeite o toque de recolher.


Devido a isso, Cory e Ric ficariam no corredor bem à frente vigiando, escondidos perto do armário onde guarda as vassouras, se vissem alguém vindo avisariam Alice que estaria ao lado da gárgula me esperando e que por sua vez me avisaria.


Em dez minutos eu entraria na sala da diretora, abriria seu armário e pegaria tudo e qualquer coisa que tenha haver com meu pai. Claro que ela daria falta dos objetos por isso eu como boa bruxinha que sou vou usar um feitiço para fazer uma falça réplica e deixar lá, ela não perceberia a diferença tão cedo.


Logo depois desceria, e junto com a Alice nos encontraríamos com Ric e Cory no fim do corredor e então iríamos para a Sala precisa, onde ninguém nos encontraria nem ouviria nossa conversa enquanto discutimos sobre o que fazer com os objetos de meu falecido pai. Simples, eficiente e perfeito. 


 


Eu estava sozinha do dormitório treinando o feitiço de replica, era simples e eu era boa, mas eu precisava ser perfeita. Alice estava no salão principal ajudando na decoração dele para a comemoração que teria a noite. Tudo referente à organização e enfeites Alice simplesmente adora. Cory eu o avistava da janela treinando quadribol na quadra junto com outros garotos, Ric estava andando no corredor calculando quanto tempo gastaríamos pra ir da sala da diretora até a sala precisa.


 


Olhei para meu relógio de pulso cinco da tarde. Sentei na cama e suspirei. Meu pai morreu sem saber que eu nasci com certeza deve ter pensado que quando minha mãe morreu ao lado dele eu estava em seu útero. Se soubesse que eu estava viva, segura e saudável nos colos de minha tia o que teria feito? Me renegado como minha mãe? Ou será que teria me aceitado como meus tios?


Tanto meu pai quanto minha mãe foram assassinados poucas horas depois do meu nascimento. Nasci prematura, não duvido nada que minha mãe tenha tentado, sei lá, me tirar à força para participar da batalha, se ela não tivesse feito isso, se é que fez, eu não estaria aqui? E essa idéia por mais deprimente que era me alegrava. Aposto que ela odiaria saber que eu herdei todos seus bens, todo o ouro de sua família que estava em seu cofre, todas suas mansões e títulos, que herdei de meu pai toda sua riqueza e poder. Queria que ela estivesse viva só para ver a cara dela como estaria se soubesse de tais coisas.


 


-Belly, ta aí? – ouvi Alice gritar me tirando de meus pensamentos, pisquei os olhos algumas vezes e vi que estava a minha frente rindo de minha cara – Você é a única pessoa que conheço que deixa o corpo parado e sai viajando entre as dimensões.


-Eu não faço isso – Disse me levantando e andando até a mesa onde abri a gaveta e joguei as replicas de tudo que eu tinha criado.


-Sei que não faz, mas parece. Você começa a pensar e sei lá, parece que some... – Ela se jogou em minha cama e começou a rodar a varinha em sua mão – Terminamos a decoração, ta perfeita, super sombria como você gosta. E tenho novidades quentíssimas!


-Conta – Me joguei na cama do lado dela e fiquei olhando sua varinha girando entre suas mãos enquanto ela falava.


-Minerva mandou chamar os tios de Ted Lupim na escola.


O que?


- O que? Sério?


-Uhum, bom não sei direito porque, mas enquanto eu tava vindo pra cá ouvi ela avisando para o professor Neville escrever uma carta e mandar uma coruja urgente a casa dos Potters, para eles vir aqui na segunda.


-Isso não é bom... – resmunguei.


-Como não? O Ted finalmente foi pego por algo que ele fez. Devíamos soltar foguetes na cara dele para comemorar.


-Harry Potter virá na escola, com certeza vai querer ver as horcruxes que vamos pegar.


-Ou não.


-Tem uma chance Alice, não podemos correr nenhum risco.


-Belly, você espera isso desde o primeiro ano, finalmente temos o plano, a oportunidade, e daí se ele ver as horcruxes? Não vai saber que é falsa. Você não vai voltar atrás agora.


-Você ta parecendo eu, falando desse jeito!


-Ai credo não fala isso nem brincando! – disse ela rindo.


 


 


 


-Ixo é bum de maix da conta! – Exclamou Cory com a boca cheia de torta de frango falando tudo enrolado e cuspindo na cara de Ric que tava sentando em frente.


-Obrigado por compartilha sua saliva comigo Cory, não precisa ter se dado ao trabalho.


-Vem cá- Alice que estava ao lado de Ric, pegou um lencinho em seu bolso e limpou as bochechas dele onde Cory tinha gentilmente jogado sua saliva.


-Vocês viram o Ted? – Normalmente de onde eu sempre me sentava dava para ver o olhar do Ted me fuzilando, hoje seu lugar que ficava de uma mesa distante mais de frete para o meu estava vazio.


-Se Deus quiser ele teve ter sido seqüestrado por alguma bruxa malvada que adora fazer ensopado de crianças. – Falou Cory, pegando agora uma coxa enorme de frango levando a boca.


-Por que ta preocupada logo com ele? – Alice perguntou analisando meu rosto.


-Não to preocupada com ele, estou preocupada é com o fato de ele não estar aqui, temo o que ele possa estar aprontando nesse momento. E se interferir nosso plano?


Dentro de minha cabeça eu tentava acreditar no que estava falando, mas até Alice via que não era verdade.


-Hum... – ela continuava me olhando nada convencida do que eu falava. Odiava o fato de ela me conhecer tão bem.


-Alice minha filha vou te arrumar um bronzeador! – Disse o Cory limpando a boca com as mangas da blusa. Porco.


-É o que?


-Um garoto ali da mesa da Corvinal esta te secando completamente.


-Onde?! – Exclamou Ric se virando e procurando por todos os lados.


Eu e Cory trocamos um olhar risonho e começamos a olhar pro Ric e para Alice rindo.


-Achei o infeliz! – então ele percebeu minha cara e a do Cory e suas bochechas coraram loucamente – O que foi?


-Nada Ric... Magina... – Disse Cory maliciosamente.


Alice abaixou o rosto e ria angelicalmente com sigo mesma.


Nessa hora a professora Minerva se levantou com certa dificuldade e foi até a frente, não foi preciso pedir silêncio todos se calaram na hora.


-Mais uma noite nós estamos reunidos comemorando um dia tão especial para nós, é muito bom ver tantos rostinhos felizes nessa noite, minha felicidade é ver o sorriso de vocês. Que possamos ter mais noites alegres como essas, e agora que estamos todos fartos com essa maravilhosa comida que nos foi servida finalizo aqui a noite. O baile para quem for começa em meia hora. Os corredores serão chefiados pelo nosso zelador Jhon não quero ninguém que não deva esteja fora da cama esta noite. Boa noite a todos.


   Aos poucos os alunos iam deixando o salão principal, fizemos questão de ser os últimos e sair e muito devagar e em silêncio fomos andando e em vez de descer para os dormitórios, subimos sorrateiramente as escadas até  o sétimo andar, estava tudo bem escuro, havia apenas algumas velas acesas, Ric que ia na frente acendeu a ponta de sua varinha,  e foi nos guiando, a brilho da lua penetrava por entre as janelas vez ou outra iluminando os nossos rostos.


-Nox!- Sussurrou Ric fazendo com que assim a luz de sua varinha apagasse- É aqui que ficamos Belly, você tem dez minutos, depois disso Jhon vai fazer a ronda nesse corredor.


Confirmei com a cabeça. Apressadamente eu e Alice fomos até a estatua em forma de gárgula que era a porta do escritório da diretora.


-Você consegue amiga. – sussurrou Alice me abraçando - não saio daqui enquanto você não vir.


Acenei novamente com a cabeça. Agora era torcer para que não tivessem mudado a senha.


-“Avalon” – Assim que terminei de pronunciar as palavras a gárgula se virou revelando uma escada, um paço a menos agora. Olhei meu relógio marcava dez e quinze, respirei fundo, dez minutos, consigo de boa.


Terminei de subir as escadas abri o mais silenciosamente possível à porta. Dentro, a luz estava acesa, mais eu sei que não havia ninguém lá pois tinha acabado de ver a diretora conversando com os professor no salão principal e ela não estava com cara de quem viria para seu escritório tão cedo. Estava como sempre tudo no mesmo lugar. A super confortável poltrona da Minerva atrás da escrivaninha, e a super desconfortável poltrona em frente a escrivaninha, a maioria das molduras dos retratos estavam vazias, apenas uma outra tinha a foto de um diretor dormindo. O armário estava ao lado de uma das vidraçarias próximas a porta, andei até ele, e como eu previa estava trancado. Não era problema, apenas levantei minha varinha que estava em mãos e sussurrei:


- Alohomora – Na mesma hora a pequena porta de madeira do armário se destrancou sem nenhum estranho.


Fiquei impressionada com o que havia dentro do armário. O armário era divido por cinco pequenas prateleiras, as duas de cimas estavam cheias de jornais antigos do profeta diário datados de 13 anos atrás, todas noticiando acontecimentos ocorridos por parte de meu pai, na terceira prateleiras havia uma espada, uma presa, uma pedra e uma varinha e na última havia o que eu estava procurando. Um diário furado ao meio, uma anel dentro de uma caixinha e um medalhão dourado guardado com cuidado ao lado do anel. Sorri comigo mesma.


Como eu havia treinado a tarde toda fiz a replica perfeita dos três objetos e coloquei-os aonde estavam, logo coloquei o verdadeiro medalhão em meu pescoço, o anel em meus dedos e o diário no bolso interno da capa.


-Uau, não sabia que tinha baixado tanto o nível AnnaBelly!


Gelei.


-Dessa vez  com certeza você vai ser expulsa e a culpa nem foi minha.


-Ted. – Falei sem me virar, dessa vez eu que não agüentaria olhar em seus olhos. – O que esta fazendo aqui?


-Bom, Minerva me mandou esperar ela aqui até o jantar terminar...  


Virei-me lentamente, ele estava na poltrona em frente à escrivaninha, claro que eu não o vi porque a poltrona era gigante, mas agora ele havia se levantado e sentado no braço da poltrona seu olhar estava correndo meu corpo à procura dos objetos que eu havia pegado.


-Não vai se defender AnnaBelly? Não vai implorar para eu não contar nada a ela? – Ele se divertia muito com toda a situação. – Anda, vamos, estou esperando... Quem sabe me lançar um feitiço pra apagar minha memória e eu esquecer que te vi... Ou melhor! Por que não chama aqueles dois grandões que andam com você para me ameaçaram? A vai ser de mais ver a cara da Minerva quando eu contar tudo isso ela.


-Você não vai contar nada a ela – Falei profundamente calma e comportada.


-A não, me de um motivo, talvez eu não conte.


-Nunca te pedi um motivo para guardar seu segredo. – Nesse momento seu sorriso desapareceu e ou o vi engolindo em seco – Nem à Alice eu contei. Não queria contar a ninguém na verdade, e você tem certeza que quer me forçar a isso?


-Você... Você... Por mim você já havia esquecido... –ele sussurrou olhando para seus pés consigo mesmo, mas eu ouvi – Você não seria capaz de contar... Seria? – Agora ele levantou a cabeça e pela primeira vez em muito tempo olhava diretamente em meus olhos.


-Depende, você seria?                        


     Como sua mãe, Ninfadora Tonks, Ted também era  metamorfomaga, podendo modificar sua própria aparência sem a utilização de feitiços ou poções, e nas horas de descontrole emocional Ted sempre mudava sua aparência revelando seu verdadeiro estado. Agora por exemplo seus cabelos e olhos normalmente escuros empalideceram revelando sua franqueza quanto ao segredo que nem mesmo seus amigos sabiam.  Ted deve ter sentido que sua aparência mudara, pois na hora, passou a mão pelos desgrenhados cabelos que voltaram para cor normal e se levantou da cadeira. Ficando em pé de frente pra mim.


- Pra que você quer essas coisas?


-Não te devo explicações Lupim.


-Er... Ficaremos kits?


-Depende de você.


-Tu... Tudo bem.


     Ele se aproximou de mim e estendeu a mão, como se fossemos fechar um negócio, olhei pra elas e olhei pra ele, com um pouco de hesitação estendi minhas mãos. Foi tudo muito rápido em um segundo nossas peles se tocaram e nessa mesma hora eu me arrepiei e meu coração descompassou, ele encarava meus olhos e eu retribuía o olhar. Olhei para nossas mãos e ele acompanhou meu olhar e parecia que agora que estava as vendo juntas rapidamente ele puxou sua mão colocando-as dentro de seu casaco.


      Sem dizer uma palavra fui em direção a porta e antes que ela se fechasse toda, o ouvi dizer:


-Me Des... Obrigado.


      Desci a escada lentamente esquecendo as horas.


-Oh Por Merlin, pensei que tivesse dado algo errado, vem Belly você ficou uns vinte minutos lá, acorda, vamos – Falava Alice enquanto me puxava pelo corredor, meu corpo estava seu lado, mas minha mente vagava em outra direção...

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.