Capítulo Único




Albus Dumbledore soube que um mundo novo se encontrava bem diante dos seus olhos quando entrou pela primeira vez no castelo da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Ele fora criado por no mundo bruxo pelos pais, mas a sensação que a visão lhe transmitiu era que aquela escola mudaria a sua vida.


Ele lera sobre Hogwarts, é claro. Como toda criança inglesa de família bruxa, Albus tinha muita curiosidade a respeito daquela escola que lhe serviria de lar por longos sete anos e o jeito do garoto de cabelos acaju sanar sua curiosidade era sempre através dos livros. Ele sabia que Hogwarts era uma das escolas de bruxaria mais antigas do mundo e lera sua história em todos os livros que conseguira encontrar a respeito.


Sabia que Hogwarts fora fundada por quatro grandes bruxos: Rowena Ravenclaw, Helga Hufflepuff, Salazar Slytherin e Godric Gryffindor. Estes eram quatro nomes famosos na história bruxa da Grã-Bretanha, pois, além da criação de Hogwarts, constava em suas vidas a realização de grandes feitos. Poderia citar um grande número de diretores da escola também e tudo o que eles haviam feito por ela.


Albus também sabia que o castelo de Hogwarts contava com uma série de feitiços que o protegiam. E sabia que as pessoas dentro do castelo ficavam um pouco isoladas do resto do mundo. Essa informação não lhe causou angustia, de fato ele queria muito se isolar do mundo naquele momento.


Mas o que mais o intrigara foram as casas. Albus sabia que aquele era o principal tema das conversas entre os alunos do primeiro ano. Os nascidos-trouxa pareciam desesperados para saber mais sobre as casas e os de família bruxa estavam curiosos e nervosos para serem selecionados segundo as suas espectativas.


Albus sabia que Ravenclaw dava um grande valor à inteligência e todos sempre diziam que ele acabaria pertencendo a esta casa. Entretanto, quando viu os trouxas batendo em sua irmãzinha e seu pai os atacando para ser, em seguida, preso em Azkaban, Albus desejou em seu íntimo ser selecionado para Slytherin e não ter que se misturar com trouxas e se lembrar que alguns deles destruíram a sua família feliz.


Entrou no salão principal e ao seu lado estava Elifas Doge, um garoto que conhecera ainda naquele dia e que todos evitavam por ter contraído varíola de dragão, uma doença muito contagiosa, e ainda apresentar sinais. Mas Albus não se importava com a doença de Elifas, conversaram por muito tempo a respeito das descobertas do garoto a respeito da escola para onde estavam indo, Elifas cada vez mais excitado.


O salão se calou rapidamente quando depositaram um chapéu muito velho em cima de um banquinho. Albus sabia que aquele era o juiz que escolheria seu destino. Ele também sabia que aquele chapéu pertencera ao primeiro diretor de Hogwarts, Godric Gryffindor, e se sentiu honrado por poder experimentar o chapéu de um bruxo tão famoso e antigo.


- Abercrombie, Henry!


O professor que chamava os alunos era muito velho. Chamava os nomes lentamente com sua voz arrastada. Albus achou que devia ser o velho Prof. Binns, que fora professor de seu pai e de seu avô. Lembrou-se que sua mãe sempre dizia que nem a morte impediria aquele professor de dar aulas, ele adorava lecionar e não parecia se importar com a fama de monótona que sua aula possuía.


- RAVENCLAW! – Gritou o Chapéu e uma das mesas do salão aplaudiu com entusiasmo enquanto o garoto de cabelos negros e sardas corria em direção à ela.


- Black, Elladora!


A garota possuía longos cabelos pretos presos em um rabo de cavalo. Os olhos negros eram frios e calculistas. Albus percebeu para que casa ela acabaria indo mesmo antes do Chapéu ser depositado em sua cabeça.


- SLYTHERIN!


O garoto observou que Elifas estava ficando cada vez mais nervoso na medida em que seu nome se aproximava. Não tardaria e ele seria chamado, logo depois provavelmente seria o próprio Albus, mas o garoto não estava nervoso, sabia que seria Slytherin porque este era seu desejo e sua mãe lhe dizia sempre que os seres humanos eram os seus desejos.


- Doge, Elifas!


Elifas encaminhou lentamente para o banquinho. Albus percebeu que ele tremia dos pés à cabeça e também estava muito corado. Com certeza isso acontecia por causa dos cochichos a respeito das marcas em seu corpo, típicas de quem sofrera varíola de dragão. Ele teve vontade de matar todos, Elifas era o menino mais legal em todo aquele salão, provavelmente, e ninguém lhe dava atenção só por causa de sua aparência.


Albus prometeu para si mesmo nunca julgar as pessoas pela aparência que tinham. Elas poderiam ser pessoas ótimas mesmo que fossem feias ou tivessem algum tipo de deficiência.


- GRYFFINDOR!


Albus bateu palmas junto com os demais. Aquela casa era a casa dos heróis, nunca imaginara que Elifas acabaria ali, pois era medroso. Parecia muito mais provável que ele fosse para Hufflepuff, mas, sem dúvida, a escolha o deixara feliz, pois ele dava saltinhos em meio à correria para alcançar a mesa da casa Gryffindor.


- Dumbledore, Albus!


Albus se sentou no banquinho vendo as pessoas se esgueirando para olhá-lo. A história de seu pai atacando brutalmente alguns trouxas com certeza se espalhara, mas Albus não se importava com o que os outros pensavam dele e simplesmente os ignorou para ouvir uma vozinha que surgira repentinamente em sua cabeça.


Um talentoso e inteligente bruxo. Ravenclaw seria a escolha mais óbvia, mas eu não vejo apenas o óbvio, também posso enxergar seus desejos mais ocultos, Sr. Dumbledore. O que o senhor mais deseja neste momento é Slytherin, porém receio que seja uma decisão precipitada, o que mostra que o senhor não é adequado para Ravenclaw, a casa em que se pensa e pesa todas as decisões antes de tomar uma atitude.


Acho que já sei…


- GRYFFINDOR!


Albus não pôde acreditar. Antes de seu pai ser preso injustamente, ele sempre desejara ir para a casa em que seu pai estudara. Será que Chapéu vira através dos seus desejos nublados por seu ódio? Provavelmente.


Encaminhou-se atordoado para a mesa, onde foi cumprimentado apenas por Elifas. Os demais pareciam não apreciar os estudantes selecionados para a casa naquele ano, o filho de um criminoso e um garoto com varíola de dragão.


Um pouco triste com a recepção fria, Albus voltou a olhar a seleção.


- Potter, Harry!


Um menino de cabelos pretos e rebeldes que caiam livremente pelos seus ombros tinha um ar confiante quando colocou o chapéu seletor em sua cabeça. Ele realmente tinha uma razão para estar confiante, pois o chapéu logo anunciou:


- GRYFFINDOR!


Albus aplaudiu o garoto e percebeu que os demais alunos também o aplaudiram com entusiasmo. A família Potter era famosa, um dos melhores jogadores de Quidditch se chamava Potter.


- Prewett, Muriel!


Uma garotinha ruiva com uma expressão arrogante no rosto colocou o Chapéu Seletor parecendo um tanto enojada por ter que colocar um objeto tão velho na cabeça. Sua seleção também foi rápida.


- SLYTHERIN!


Agora haviam poucos alunos para serem selecionados. Albus percebeu que Elifas estava entretido conversando com o tal Potter, que também não parecia se importar com a varíola de dragão do menino.


Finalmente, o último aluno, Ignatius Weasley, um ruivo sardento, foi selecionado para Gryffindor.


Albus soube que seria feliz ali. Provaria aos alunos mais velhos que não era só o filho de um criminoso e prometera a si mesmo que seria o aluno mais brilhante que Hogwarts já formara. Com mais essas promessas, ele se voltou para a comida que aparecia no seu prato e começou uma conversa amigável com os quatro meninos selecionados para sua casa naquele ano.


 
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Muitas explicações me serão exigidas por causa de alguns nomes aqui citados. Eu utilizei informações do Wikipédia em relação às datas de nascimento e às árvores genealógicas das famílias Weasley e Black. Achei que seria legal fazer esta brincadeira e colocar familiares dos personagens principais. No fim, isso me rendeu um trabalho matemático bem chato fazendo as contas das datas, mas valeu a pena.

Dumbledore teria nascido em 1849, segundo o Wikipédia. Sim, eu sei que esta data é estranha, mas não quis questionar sendo a minha única fonte. Além do mais, contemos com o fato do Albus ser um bruxo muito poderoso. 

Então, primeiramente, este Harry Potter que aparece ai. Ele seria o bisavô do James. Segundo o Wikipédia, quando James nasceu os pais dele seriam mais velhos e teriam morrido naturalmente de velhice. Se tivesse ocorrido o mesmo com o avô do James, com certeza o bizavô seria contemporânio do Dumbledore.

Muriel Prewett é a tia Muriel do Ron. Ela é uma parente da Molly, que tinha o sobre nome Prewett. Ela mesmo comenta ser muito velha e não vejo porque ela não poderia ter a idade de Dumbledore.

Ignatius foi criado por mim. Ele seria um parente direto de Arthur Weasley. O nome foi tirado do segundo nome de Percy. Note que todos os segundos nomes dos filhos dos Weasley tem relação com algum familiar deles.

Esta Elladora Black, segundo a árvore genealógica da família Black, é irmã de Fineus Nigellus, bisavô do Sirius, que teria nascido em 1847, dois anos antes de Dumbledore.

Acho que é só.

Esta fanfiction surgiu do nada na minha cabeça e eu achei que seria um insulto não publicá-la. Jamais vi algo igual e acho que a visão do que o Dumbledore pensaria quando chegou à Hogwarts é algo que deve ser trabalhado, afinal, Hogwarts foi tão importante para ele quanto ele foi importante para a escola.

A intenção era fazer algo pequeno mesmo. Entrar na mente do Dumbledore, mesmo que ele tenha só onze anos, é um trabalho e tanto!

Ah... e a capa é a fênix (simbolizando o Dumbledore) e Hogwarts. 

Espero que tenham gostado. Não deixem de comentar! 


 

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