Tudo o que é bom dura pouco

Tudo o que é bom dura pouco



Gina levantou cedo no dia seguinte, tivera um sonho terrível com Draco Malfoy. O café fora atrapalhado pelo mesmo loirinho, ela não conseguia parar de pensar no dia anterior. Derramou o leite e culpou Draco, dizendo palavras chulas a respeito do mesmo.
Distraída, não percebeu a hora, arrumou-se depressa para o trabalho e assim seguiu.
Chegou no Ministério da Magia, até então com os pensamentos em Draco Malfoy. Até que se deparou com Harry no Departamento de Aurores.
Seus pensamentos em Draco logo desapareceram e foram parar no moreno à sua frente
- Oi, Gina! – Disse o moreno entusiasmado.
- Oi, Harry. – Ela respondeu.
- O que está fazendo aqui? Não vá me dizer que está tentando uma vaga como auror! Gina, eu já lhe disse isso é perigoso! Eu sou um auror e sei como é!
- Não, Harry, não estou tentando uma vaga. Eu já sou auror e também sei como é. Entenda, não sou mais criança.
- Gina, por favor...
- Harry! – Falou Gina, já sem paciência.
- Desculpa. É que... bem, eu gosto de você, Gina. – Suas bochechas rosaram-se.
- Ora, Harry, não brinca com isso! Já não somos mais crianças, acabei de dizer! – Respondeu Gina, assustada.
- Não, eu não estou brincando. – E foi se aproximando dela. – Eu gosto muito de você...
Olhando nos olhos de Harry, Gina sentiu seu corpo estremecer: Harry estava prestes a beijá-la, como já fizera quando mais novo. Mas agora era diferente, estavam adultos e deviam escolher o que era melhor para suas vidas. Esse foi o último pensamento da garota até que os lábios de Harry chegaram a tocar os seus e...
- Já vou... – Respondeu o moreno quando foi chamado pelo ministro. Rapidamente se separou de Gina, acenou para a mesma(que retribuiu) e foi atender ao chamado.
Cansada depois de um dia longo de trabalho, Gina chegou em casa e seu único desejo agora era deitar-se na cama. Até que o telefone toca. Era a amiga, Hermione, que ligara para lhe desejar sorte na nova casa. Sem se segurar, Gina contou o que acontecera(ou o que não acontecera) entre ela e Harry no Ministério. E conversa vai, conversa vem, se despediram então, e Gina caiu alegre na cama, com um enorme sorriso estampado na cara e os pensamentos em Harry. Draco realmente evaporara de seus pensamentos até então. Agora, o que ela queria era se encontrar com Harry novamente.
Ela passou o resto da tarde pensando nos tempos em Hogwarts, quando namorava Harry, e se ela amava mesmo o moreno, se Harry era ideal, e Harry, Harry, Harry...


Chegou a noite. Harry vinha andando em direção à casa de Gina. Na porta da casa, ele ajeitou o cabelo e pensou “Orchideous”, e um buquê de flores apareceu em sua varinha, até que um loiro mal encarando-o apareceu.
- Ora, ora, Potter! Veio ver a namorada? Quem é a infeliz dessa vez? – Disse Draco Malfoy.
- Não é da sua conta, Malfoy! – Respondeu Harry, secamente.
- Hm, Pottinho ficou bravo!
- Você não tem mais o que fazer, Doninha?!
- Olha lá quem você chama de “Doninha”! – Berrou Draco, destruindo o buquê na varinha.
- Você é mesmo um idiota, Malfoy. Me dê licença, porque eu tenho mais o que fazer! – E deu as costas para o loiro.
Malfoy, nada satisfeito com a situação, fez uma cara de quem ainda vai se vingar, deu as costas e saiu.
Harry voltou a ajeitar o cabelo e bateu na porta. Rapidamente, uma ruiva alegre e bonita apareceu para recebê-lo.
Com a varinha atrás das costas, Harry voltou a dizer(mentalmente) o feitiço, e as flores voltaram a aparecer. Tirou-as das costas e entregou a Gina, que agradeceu e convidou-o para entrar. Tímidos, eles conversaram sobre os tempos em Hogwarts, até que o assunto chegou no tempo em que os dois namoravam.
Harry esperou reação da garota, mas nada ocorreu. Resolveu prosseguir.
- Bons tempos, am?
A jovem continuou na mesma. Então, decidido, prosseguiu Harry.
- Eram alegres... Me sentia tão bem! Porém, depois de Hogwarts, a gente nunca mais se viu, até hoje... Mas nenhum de nós chegou a terminar o namoro. Mas acho que ele já foi desfeito, não é? Digo, até agora, acho bem capaz você ter ficado com outro. Talvez até eu tenha ficado, não quero falar disso. Quero falar de nós dois. Gina, você quer voltar a namorar comigo?
Gina não sabia o que responder; ela gostava mesmo dele, mas tinha medo, afinal já são adultos. E, como se tivesse adivinhado, Harry dá um bom motivo, o que a fez aceitar.
- Se tem medo, arrisque.
E o casal passou o resto da noite juntinhos.

No dia seguinte, a jovem acordou animada e muito feliz. Seu dia fora ótimo: não chegou atrasada no trabalho(chegou foi cedo demais, só para encontrar o namorado), passou o fim da tarde com Harry. É, estava muito bom. Aliás, bom demais para durar o dia inteiro.
Chegando a noite, Gina havia marcado para encontrar Harry na praça da cidade. A jovem se arrumou toda e foi para a praça. Quando chegou, deu de cara com o loirinho, passou reto com uma cara emburrada.
- Ei, você! – disse Malfoy, puxando-a pelo braço. – Não sei o que deu em você, mas dá pra parar de fazer essa cara ridícula quando me vê?!
- Você não sabe quem eu sou?
- Para se dirigir a mim com este tom de voz, provavelmente é uma trouxa.
Ela lhe deu as costas.
- Se você agiu assim é porque sabe o que “trouxa”. Você é uma bruxa. Quem é você? É sangue-ruim, não é?
- Escuta aqui, Draco Malfoy, você me encheu a vida inteira! Não pense que deixarei você estragar o resto de minha vida!
- Sua vida inteira? Já nos vimos antes?
A garota voltou a dar-lhe as costas.
Acreditando que a “guerra” ainda não houvesse acabado, Malfoy fitou-a e, destinado a irritá-la, começou a falar da roupa que a jovem estava usando. Estava vestida com um vestido marrom e em sua cabeça um rabo segurado por uma presilha. Estava linda demais para Malfoy admitir. Invés disso, ele preferiu apenas tocar no assunto de ela estar se encontrando com o namorado. Interessado, ou apenas querendo irritá-la mais, começou a perguntar quem era, se era algum bruxo famoso ou algum trouxa. A mulher, sempre calada, tentando controlar-se. Finalmente, um homem puxa Malfoy pela gola da blusa.
- O que está fazendo aqui?! – Disse Harry, segurando firme a gola.
- Ora, ora, Potter! Então sua namoradinha é esta “coisinha” aqui? – Zombou o loiro.
- Respeite-a, idiota!
- Que bonitinho! Esta defendendo a namoradinha sangue-ruim, Pottinho?
Harry pôs a mão na varinha no bolso, mas Gina virou-se e impediu que ele fizesse alguma besteira.
- Esquece, Harry.
- Ele está te insultando, Gina!
- Gina?! Esta é aquela Weasley? – Perguntou Malfoy, num salto.
Harry chegou a ficar vermelho de raiva. Talvez houvesse um pouco de vergonha, também, Malfoy o incomodaria o resto da vida por ele estar namorando a mesma garotam do colegial. Mas Gina o puxou pelo braço, e deixaram Malfoy e sua cara emburrada na praça.
- Que idiota! – Disse Harry, ainda irritado.
- Esquece, Harry. – Consolou-o Gina.
- Por que você não deixou eu usar a varinha? Eu podia... – E fez algumas imitações dele massacrando Malfoy.
- Vocês não crescem mesmo, hein! – Dando um risinho.
- Ah! É, claro! Quem começou foi ele! Sorte sua que eu cheguei a tempo!
- Nossa, que medo! O que ele podia fazer a mim?
Até então, ela estava levando tudo na brincadeira. Mas, novamente, não durou muito.
- Do jeito que ele é... Podia usar magia contra você!
- Harry, eu não sou mais criança. Sei me cuidar! – Perdendo a paciência.
- Eu sei, mas você poderia se machucar!
- Não, você não sabe. Você fala comigo sobre magia como se fosse algo estranho! Harry, eu estudei em Hogwarts junto de você! Sei muito bem o que magia, os perigos dela e como usá-la!
- Ta bem, esquece isso, meu amor, vamos curtir a noite, ta? – Abaixou o tom o moreno, percebendo que a coisa estava esquentando para seu lado.
E assim ficaram por longos dias. Até completarem um mês de namoro e resolveram comemorar com uma festinha. Chamaram Hermione e Rony, porque Gina achava legal que lembrassem os velhos tempos(mas chamar seu irmão foi exigência de Harry e Hermione).
- Ah, Mione, ta tudo bem, né? A gente se diverte juntos, é como antigamente. – Respondeu Gina à amiga, quando lhe perguntou como estava indo o namoro. – E você e o Rony?
- Está legal também. Você sabe como é, o Rony continua idiota como sempre! – Sussurrou Hemione à amiga.
- O Harry também não mudou muita coisa. – Respondeu Gina, olhando para o namorando, que brincava com Rony se lambuzando de ponche.
A festa estava ótima, como os velhos tempos mesmo.
- Gina, você tá bem? – Perguntou Harry, mais que depressa, quando Gina escorregou numa poça de ponche.
- Eu tô legal, não foi nada.
A garota foi até a amiga.
- Você viu como ele ficou desesperado?
- Que bonitinho, Gina!
- Não, não é bonitinho! Ele se preocupa demais comigo!
- Ora, ele é seu namorado!
- Mas ele acha que sou um bebezinho. Você acredita que ele não queria me deixar ser auror? Quando descobriu que não tinha outra escolha, que eu já ocupara aquele cargo “perigosíssimo”, como ele diz, ele não sai do meu pé. Acho que foi uma má escolha essa de trabalhar junto dele.
- Então você só é auror por causa do Harry?
- Claro que não. Mas ter que trabalhar junto do namorado...
- Você acabou de me dizer que estava tudo bem.
- É, mas tem essa exceção...
- Gina, aceite que você tem um namorado super-protetor ou dê um jeito nisso. E, quando eu falo “dê um jeito”, você sabe o que quero dizer...
- Mas eu gosto muito dele, Mione...
- Então converse com ele. Se não der... Bem, tente. Eu confio em você, Gina.
Gina concordou com a cabeça.
No fim da festa, quando sobraram apenas Gina e Harry na casa, a jovem resolveu conversar com o namorado.
- Harry, você acha que eu cresci?
- Claro! E ficou muito linda!
- Eu quero dizer se você ainda me acha criança.
- Não mesmo. Por quê?
- Você está sendo super-protetor, Harry. Eu não gosto e não preciso disso.
- É que me preocupo com você, meu amor.
- Eu sei, também me preocupo com você, mas te dou espaço para se divertir como quiser.
- Está me dizendo que não deixo você se divertir?
- Não é isso. É que, quando escorreguei na poça, você ficou todo desesperado.
- Eu me preocupo com você.
- Mas se preocupa demais. Olha, essa não foi a primeira vez que me irrito com você por causa de suas preocupações desnecessárias.
- “Desnecessárias”? Eu só quero te proteger, Gina!
- Você me entendeu, não é?
Dava pra ver uma expressão de tristeza no rosto dos dois.
- Gina, não, por favor. Eu te amo.
- Se me ama mesmo, vai entender. Pense bem, ta legal? Quando entender a gente volta.
- Gina, só um mês? Você vai me deixar assim?
- É o que dizem, tudo o que é bom dura pouco.
Ela deixou escapar o choro. Não conseguia segurar. Terminou com Harry na própria festa de um mês de namoro!
O moreno também chorou e saiu da casa por exigência da agora ex-namorada.

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N/A:
Bom, eu gostei da minha fic e achei que deveria postar este cap, até porque, quem sabe, vocês gostem mais deste, né?^^"
Agora, como prometi, vou responder aos comentários(ao comentário, neste caso...):

To Anna Voig G. Malfoy: Valeu, Anninha! Obrigada por ter sido sincera! Eu vou dar o melhor de mim e mais um pouco, tá? Espero que este cap te deixe mais orgulhosa da amiguinha aqui que você tem xD!

Olha eu aderi uma assinatura! Vou postá-la no final de cada cap!=D
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E, o que eu quero é comentários e honestidade neles!
Obrigada ao(s) que me agrada(m) perante a isso!
Espero que gostem deste capítulo!

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