Terceiro Ato



Hogwarts, seis de setembro de 1977, dormitório masculino do sétimo ano, Grifinória.

Terceiro ato; ver como James reage.

(Lembrando que Sirius é o responsável por acalmá-lo)

Segunda-feira, dia seis, amanheceu completamente clara e muito quente. Sirius, Remus e Peter já estavam acordados, mas não tiveram coragem de levantar, temendo a catastrófica reação de James.

Eram seis e quinze... Faltavam quinze minutos para James acordar.

Sirius, que estava pensando em como seria quando o amigo procurasse sua varinha, notou então que seria muito estranho a varinha de James sumir e no mesmo dia seus melhores amigos se esconderem... Levantou silenciosamente então, e foi a cama de Remus, para alertar o amigo sobre este perigo.

- Remus! – Chamou ele, sentando-se em frente a Remus, fechando o cortinado. – Moony, acorde! MOONY!

Remus acordou, sobressaltado, e bateu a cabeça na parede ao recuar instintivamente por ver um vulto risonho sentado a sua frente. Massageando a cabeça, irritado, Remus virou-se para Sirius, que prendia a risada.

- Que foi, criatura? – Sussurrou ele, tirando a mão da cabeça. – James acordou? – Questionou ele, assustado.

- Não... Mas não seria estranho se ele acordasse e nós estivéssemos nos escondendo? Você esqueceu que temos que enganar James Potter?

Remus pareceu considerar a questão.

- É, realmente... Mas, Sirius, quando ele ver a varinha, logicamente vai querer saber o culpado! – Argumentou ele, pensando.

- E logicamente vai nos culpar pelo comportamento estranho desses dias... – Sirius retrucou, fazendo cara de “você não pensou nisso, estúpido”.

- Ou seja, erramos feio nesse plano! – Remus escondeu a cabeça atrás das mãos, balançando-a negativamente. – James vai desconfiar, tenho certeza!

- Então temos que desviar a atenção dele de nós... Podemos fazer James acreditar que foi um sonserino psicopata, um corvinal invejoso ou um lufa-lufa bem panaca... Ah, não olhe assim, a culpa foi toda sua! – Sirius defendeu-se, ofendido.

- Ah, é claro! – Ironizou o outro, começando a ficar horrorizado.

- Moony, assuma. – Sirius rebateu de forma indignada, estalando os dedos.

- Assumir o que, criatura? VOCÊ deveria ter pensado nos detalhes, e não eu! Eu não estou acostumado a ser uma mente marotamente diabólica... Você deve estar, já que é o que mais convive com James.

- Mente marotamente diabólica? – Sirius indagou, com a voz falhando. – Mente marotamente assassina, você quer dizer! James não é brincalhão, ele é perigoso!

Sirius olhou para um lado, e depois olhou para o outro, aparentemente tentando achar uma solução. Mas, quando estava furioso e preocupado, ele não pensava muito, e começou a ficar irritado com o vermelho dos cortinados... Sabe-se lá porquê.

- É... Eu sou a favor de darmos uma poção do morto-vivo. – Tentando acalmar Sirius, que parecia soltar fumaça pelas orelhas, Remus argumentou. – Ou então acabarmos com este plano e devolver a varinha de James!

Sirius ficou mais indignado ainda.

- O QUE? DESISTIR? – Reclamou ele, em voz alta.

Remus fez sinal para que ele falasse baixo. Sirius diminuiu o tom, mas continuou a murmurar, totalmente perplexo.

- Ficou louco? Um maroto como eu NUNCA desiste! Posso até ser pendurado pelos pés por um mês ou ser a vítima do serial killer que temos como amigo, mas eu nunca, nunca vou desistir!

- Não é momento pras suas frescuras, ok? – Remus disse, com ar de pouco caso.

Sirius pareceu inchar de fúria e ficar gradativamente vermelho.

- Eu vou trocar as varinhas de novo... – O maroto levantou-se, afastando os cortinados com cuidado e pisando de leve no chão, para não fazer barulho.

Mas Sirius, que estava completamente vermelho de raiva, afastou os cortinados com selvageria, e, praticamente matando Remus com o olhar, pegou o travesseiro do amigo, lentamente, e ficou em pé na cama, com uma expressão alucinada.

De repente, mordeu o travesseiro, rasgando-o, e começou a abrir o buraco com a mão, soltando as penas do travesseiro por todo o dormitório.

- VCOÊ PROVOCOU! – Gritou ele para Remus, enquanto pulava freneticamente na cama e sacudia o travesseiro para lá e para cá, causando uma chuva de penas.

Remus parou onde estava, estático, e assustou-se ao ver o amigo rasgando o travesseiro e pulando na cama com uma expressão alucinada e anormal no rosto outrora maroto e preocupado com as loucuras que iriam acontecer.

- Sirius, pare com isso, devolva meu travesseiro! – Remus berrou em resposta, subindo na cama e tentando tirar o travesseiro mutilado das mãos de Sirius, enquanto este pulava e berrava cada vez mais alto.

- NÃO É MINHA CULPA, É TUDO SUA CULPA! E QUEM VAI PAGAR É SEU TRAVESSEIRO! – Pulando freneticamente, Sirius mordeu o travesseiro mais uma vez, rasgando-o do outro lado e fazendo penas voarem por todo o dormitório.

- Pare, seu demente! MENTECAPTO, PIROU DE VEZ?

Mas foi a voz que eles menos esperavam que fez Sirius parar.

- Quem de vocês fez isto com minha varinha? – James murmurou em voz baixa, com os olhos e dentes cerrados numa expressão ameaçadora.

Sirius continuou pulando e chacoalhando o travesseiro, até que o tom letal de James chegou a seus ouvidos. Parou, também estático, em cima da cama, ao lado de Remus, que tinha uma expressão assustada.

A voz de James estava baixa... Mesmo assim, os dois marotos sentiam a ameaça e a raiva que emanavam dele.

- Er... O que aconteceu com sua varinha? – Perguntou Sirius, ainda com o travesseiro mutilado erguido no ar e um sorriso alucinado no rosto... Estava em estado de choque e, enquanto tentava ser o mais natural possível, fazia apenas uma expressão que só expressava uma coisa: terror.

James descruzou os braços e revelou a varinha cor de rosa cuidadosamente confeccionada pelos marotos.

- Quem foi o responsável por isso?

- O que te faz pensar que fomos nós, Prongs? – Peter indagou, andando sorrateiramente até a cama e ficando em pé na mesma ao lado dos dois estáticos marotos. – Desconfiando de seus melhores amigos, que coisa mais...

- Onde está minha varinha? – Cortou Prongs, a voz ameaçadora ficando cada vez mais forte.

Os três marotos entreolharam-se.

- Jimmy, querido, tem certeza que não foi nenhum inimigo seu? – Remus questionou, descendo da cama e aproximando-se cuidadosamente do maroto.

James, ao ver que Remus ainda estava de pijama, ficou ainda mais desconfiado... O amigo não era de demorar a se arrumar.

- Vá se vestir, Lupin. – Remus abaixou a cabeça e seguiu apressado para o banheiro, dando graças a Merlin por sair temporariamente desta confusão. – Agora, quem vai devolver minha varinha?

Sirius e Peter, que estavam de lados opostos da cama, correram um para o outro e se abraçaram, como se fosse uma despedida.

- Foi bom conhecer você, Peter... E sua barriga é a coisa que mais vai me fazer sentir saudades! – Sirius choramingou, evitando olhar James.

- Também foi bom conhecer você, Sirius. Você é o gay pervertido que eu nunca vou esquecer! – Respondeu Peter no mesmo tom.

Os dois se separaram; James continuava matando os dois pelo olhar, que parecia estar em chamas. Sirius, que estava momentaneamente sem reação, chegou até a imaginar fumaça saindo das orelhas do amigo, como acontece em desenhos animados.

- James... Olhe só... – Começou Sirius, descendo da cama e caminhando assustado até James, ainda com um sorrisinho falso. – Não foi a gente, ok?

- Você dá medo! Eu vou descer, tchau! – Gritou Peter, escapando ligeiro do dormitório.

Sirius praguejou baixinho e voltou a encarar o amigo, que começou a ficar pálido.

- Ah não... Você está querendo me lançar um feitiço? – Questionou Sirius, que sabia que sempre que o amigo ficava pálido, sua raiva estava ficando fora de controle.

- Densaugeo! – Berrou James, com a varinha de condão.

Uma forte luz cor-de-rosa cegou-os e, no instante seguinte, os sapatos de James mudaram de preto para cor-de-rosa... E o maroto ficou mais furioso ainda.

- SIRIUS BLACK, REMUS LUPIN E PETER PETTIGREW, VOCÊS ME PAGAM! – Gritou ele novamente, tirando os sapatos e jogando-os para o ar, pegando outros com selvageria e saindo do dormitório feito um raio.

Sirius ficou mais estático ainda, o sorrisinho falso tornando-se um sorriso aterrorizado.

- Remus, estamos ferrados.

[...]

Pulemos agora para a última aula do dia, Feitiços, que fora a gota final para James.

Durante o dia todo, o maroto pagara micos por sua ridícula varinha e os ridículos efeitos que ela causava sempre que era usada. Na aula de poções, borboletas invadiram a classe porque James tentou fechar um corte que a faca de prata que utilizara fez ao balançar-se descontroladamente.

Sirius, que causou isso, levou um belo beliscão no braço e reclamou até a noite.

Nas duas aulas de Defesa contra as Artes das Trevas que aconteceram, os resultados foram piores. James, que insistiu em fazer os feitiços que o professor ensinou, conseguiu apenas fazer flores nascerem por todos os cantos e a esponja que estava na ponta da varinha sair voando e bater em sua cara diversas vezes, deixando-o coberto por um estranho pó branco que cheirava a perfume feminino.

Remus, que não se agüentou e começou a rir escandalosamente, levou um pisão no pé tão forte que sua unha do dedão fora quebrada.

Na aula depois do almoço, Adivinhação (apesar de os quatro marotos terem que estudar apenas matérias referentes as suas carreiras, a mãe de James obrigou o maroto a fazer esta aula e, ele, por sua vez, obrigou os marotos), os feitiços que eram utilizados para a leitura nas borras de chá viraram feitiços que conjuraram vários perfumes femininos e até um que deixou o cabelo de James cor-de-rosa, uma idéia de Peter.

Que, por sua vez, recebeu o pior “castigo”: James avançou furiosamente para ele, e, com uma tesoura e uma expressão nada amigável, deixou o pobre Wormtail com os cabelos totalmente desiguais e cheios do que parecia o estranho pó branco.

Depois da aula de Adivinhação eles foram para a aula de Transfiguração, que certamente fora a mais humilhante.

Minerva McGonagall dera um bom sermão em James, alegando que o maroto, como monitor-chefe e excelente aluno que era, deveria ter mais cuidado com sua varinha e arrumar rapidamente uma solução. Exigiu ainda que o maroto desse um jeito em sua varinha até terça-feira, se não levaria uma semana de detenções, terminando o sermão com uma ameaça de que, se ele não fizesse as coisas pedidas nas aulas, a escola mandaria uma carta a seus pais.

James saiu da aula completamente furioso (não conseguira fazer um feitiço sequer; conseguiu apenas mudar a cor das vestes de McGonagall e colocar flores em seu cabelo cor-de-rosa), e quando passou pelos marotos, que estavam fora da classe, pegou o perfume feminino que achara em sua mochila e borrifou impiedosamente na cara de cada um, fazendo com que os três ficassem com uma boa alergia e um cheiro forte de perfume francês feminino pelo resto do dia.

Os três marotos, é claro, estavam completamente apavorados.

Sirius, que seria o suposto responsável por conter as ações de James, estava se escondendo do maroto e recusando-se terminantemente a olhar para ele, que parecia soltar chamas toda vez que via os três “amigos”.

Na aula de feitiços, fariam uma revisão sobre os feitiços aprendidos até então para poderem entrar em nova matéria, coisa que era muito esperada por todos os alunos do sétimo ano.

O pequeno professor Flitwick sentou-se na cadeira cheia de livros, e, encarando a classe toda, pediu que fizessem alguns feitiços...

Bom, o resultado fora desastroso para James.

- Aparecium, que é um feitiço muito útil. Existem muitos objetos invisíveis pela classe, e, com este feitiço, vocês vão deixá-los visíveis novamente. Vamos lá! – Esganiçou-se o professor, olhando empolgado para seus alunos.

James olhou para a varinha, depois para os marotos (que estavam bem longe dele), e depois para sua varinha de novo. Por fim, encarou os marotos e sibilou, ameaçadoramente:

- Vocês não perdem por esperar.

Os três engoliram em seco, entreolhando-se assustados.

- Sirius, você não deveria estar tentando conter James? – Remus perguntou, murmurando o feitiço em voz baixa.

- Conter como? Sendo a única vítima? – Respondeu Sirius, que estava escondido embaixo da carteira.

- Você disse que conseguiria! – Peter interferiu, murmurando “Aparecium”.

Sirius meneou a cabeça, com uma expressão infeliz no rosto.

- Ele está pensando que eu que pensei nisso tudo! E é tudo culpa do Remus, esse idiota que não pensa nas conseqüências antes de fazer algo...

- COMO ASSIM, NÃO PENSO EM NADA? – Remus berrou, antes de olhar para um livro que acabara de se tornar visível em cima da carteira, ao mesmo tempo em que uma pena aparecia na mesa de Peter. – Você que não pensou em nada para nos defendermos!

- Eu pensei sim!

- Não, você não pensou.

- Eu pensei, mas...

- Sirius, você não pensou.

- Deixe-me falar? – Sirius pediu, indignado, voltando a se sentar na carteira. – Eu pensei, só que você...

- Você não pensou! – Cortou Remus, olhando cansado para Sirius.

- Mas eu penseeeei! – Insistiu o moreno, revirando os olhos azuis. – Você não me ouve! Eu pensei sim, e...

- Você não pensou em NADA, confesse logo ou vou te azarar!

Peter revirou os olhos, debruçando-se na mesa.

- EU PENSEI, MOONY, CALE A SUA BOCA E ESPERE! – Berrou Sirius, levantando-se e chamando a atenção de todos na classe, inclusive o professor.

- VOCÊ NÃO PENSOU, ENTÃO CALE A BOCA E ESCUTE VOCÊ! – Remus berrou em resposta, levantando-se.

Flitwick, que estava ajudando alunos da Lufa-Lufa com dificuldades naquele feitiço, não ligou muito e apenas pediu que eles fizessem silêncio, o que era praticamente impossível, já que eles pareciam gritar cada vez mais.

- Meninos, silêncio! – Flitwick exclamou, sem olhar para trás.

- Eu pensei, caramba, e agora eu vou falar, porque é uma idéia muito mais genial que a sua!

- Pare de ser mentiroso, eu sei que você vai inventar tudo agora e falar que tinha pensado há eras!

- Moony, Padfoot, chega! – Peter pediu, sonolento, voltando a encarar os amigos e a sentar-se reto na cadeira.

- E daí, é problema seu? Mesmo que eu invente, não deixa de ser um pensamento!

- Mas com certeza você vai pensar em coisas loucas e sem fundamento, seu mentecapto mentiroso, então é melhor nem ouvir!

- Mentecapto é você, idiota! – Sirius retrucou, em voz alta, ficando vermelho a cada minuto. – Eu tive a idéia de a gente...

- EU já disse que não vou ouvir a besteira que você tem a dizer, ok?

- EU já disse que você vai ouvir SIM o que eu pensei.

- O que você acabou de pensar.

- Que seja!

- Que seja!

Neste exato momento, a sineta bateu e os três marotos correram para fora da classe, com muita fome (as aulas no sétimo ano eram bem mais longas porque não eram muitas), e James rumou sozinho e lívido para o salão, ainda com o cabelo colorido.

- James, o que aconteceu? – Perguntou Marlene, vindo em sua direção, acompanhada de Annie, Dorcas e Lily. – Seu cabelo está rosa... Oh meu Deus! - Exclamou ela, ao ver a varinha de condão em seu bolso.

- O que aconteceu com sua varinha? – Lily questionou, mirando o maroto de uma forma risonha.

- Os idiotas dos meus amigos pegaram a minha e agora tenho que andar com esta droga! – Murmurou ele, ainda com muita raiva.

Marlene e Dorcas se entreolharam; afinal, tinham ajudado com o plano.

- Er... E você tem certeza de que foram eles? – Annie perguntou, inocente, enquanto sentavam-se à mesa no grande salão principal.

- Como assim, Annie? Claro que tenho! À noite, só gente de confiança pode entrar no nosso dormitório. Além do mais, você acha que alguém de outra casa conseguiria entrar na Grifinória do jeito que a mulher Gorda é chata? – Questionou ele, furioso, servindo-se de macarrão com molho.

Marlene pigarreou, aflita, e sentindo-se um pouco culpada por causa de sua esponja. Enquanto servia-se de massas, pediu a James a varinha, para ver qual era o tamanho de sua culpa.

- James, deixe-me ver a varinha?

O maroto tirou a varinha do bolso e entregou-a a Marlene.

Dorcas engoliu em seco, e Lily, que tinha distraído o maroto enquanto os outros trocavam sua varinha, sentiu-se extremamente culpada.

- Nossa, vocês me assustam... – Murmurou Marlene, falsamente, examinando a varinha.

- Como eles conseguiram colocar magia nisso? É magia avançada... – Lily comentou, pegando a varinha da mão de Marlene e examinando-a, surpresa e sentindo-se mais culpada ainda.

- O que fica pior, né, Lily? – James suspirou, lançando outro olhar letal aos marotos.

[...]

- James, tire-nos daqui! – Implorou Sirius, derrotado, com uma voz estranha.

A reação de James fora pior do que imaginaram; assim que os três pisaram no dormitório, uma rede, do tipo usado em armadilhas trouxas, amassou-os e prendeu os três marotos no ar. Uma vingança digna de Potter...

- Sirius, dê-me minha varinha! – James ironizou, deitado em sua cama, com o cortinado aberto apenas para ver os marotos pendurados e rir a vontade.

- Como você conseguiu enfeitiçar isso? – Remus questionou, irritado e com dor nas costas pela posição em que ficara preso.

- Frank. – Respondeu Prongs com uma piscadela, olhando para Frank, que lia tranqüilo em sua cama.

- Traíra! – Murmurou Remus, cerrando os olhos e encarando Frank com um olhar nada amigável.

Frank deu de ombros.

- Eu nunca faria o que vocês fizeram com um amigo meu...

Remus bufou de raiva, suspirando. Peter já dormia, porque tinha ficado numa posição confortável, e Sirius parecia murmurar coisas sem sentido... Como se estivesse bêbado ou algo assim.

- Sirius, você está bebendo? – Perguntou ele, incrédulo, vendo que o amigo realmente segurava uma garrafa de cerveja amanteigada nas mãos.

- Saiba que meu grande amor hoje vai se casar... Mandou uma carta pra me avisar... Deixou em pedaços o meu coração... – Mais um gole. – E pra matar a tristeza só mesa de bar... Pode mandar todas, vou me embriagar... E se eu cair no sono, me deite no chão...

Remus pediu perdão a Merlin, revirando os olhos pelo ridículo comportamento do amigo.

James apenas ria, com uma expressão maldosa no rosto.

- Onde aprendeu esta música, Six? – James questionou com uma fúria alucinada estampada no rosto.

- Férias! – Exclamou Sirius, alegre. – Eu perguntava Do You Wanna Dance... E te abraçava Do You Wanna Dance... Amar você, um sonho a mais não faz mal! Lalala... E na vitrola, uísque a Go-go... Á meia luz, o som do Johnny Rivers, naquele tempo que você sonhou... – Cantou ele, desafinado, dando mais um bom gole na cerveja.

James levantou-se rapidamente, sobressaltando Remus, ao mesmo tempo em que Sirius adormeceu e deixou um braço para fora da rede, com a garrafa presa a sua mão.

- Vai nos soltar? – Remus questionou, esperançoso.

- Não... – James tirou alguma coisa da mala e voltou para sua cama. – Vou tirar uma foto!

Ergueu a câmera e praticamente cegou Remus com o flash. A foto imediatamente saiu, mostrando três marotos espremidos numa rede... Um furioso, um dorminhoco e outro bêbado. Lamentável.

Remus choramingou, abaixando a cabeça e fechando os olhos.

- Fazem o que querem... Recebem o que não querem. – James sentenciou, guardando a câmera e deitando-se, confortável, dormindo rapidamente.

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Muito³ obrigada a todos os comentários, sério *________*
AHUhuhHUAHUaUHAHU gentee, eu bebo um monte antes de escrever esta fic. e eu estou acabando com o Sirius, tadinho :/
ah, a fic vai ter soh cinco caps... muitas fics estão me baralhando! socorro!
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Luv ya :D

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