Desejo Realizado.



Sentado no chão, com os joelhos dobrados, de short, meias e tênis, com pêlos cobrindo desde os tornozelos até as coxas, Antony me fazia sentir algo muito estranho. Uma sensação que não sabia explicar, muito boa, mas ao mesmo tempo muito assustadora. Eu não posso ser isso que eu estou pensado; nem em pensamento consigo dizer essa palavra. Aliás, acho que tudo isso é normal.

Nesse momento, as palavras dele me voltaram à cabeça:

- Tudo ok. Já estamos prontos para a prova de Feitiços na segunda-feira e, mudando de assunto, vamos à festa no dormitório das garotas no Sábado? Vai ter muita mulher e a gente pode até descolar alguma coisa.

- Fechado, Tony, a gente se encontra às nove da noite.

- Valeu, cara. Tchau.

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Estava subindo as escadas em direção ao meu dormitório. Era 9 horas, e Tony já devia estar tendo um filho, porque estava muito atrasado. Mas, para minha surpresa, ele estava sentado em sua cama, parecendo estar muito calmo. Aí eu disse:

- Não vai reclamar?

- Não, pois não poderemos ir. A Gina deu para trás. Não vai ter festa nenhuma .

- E se nós fossemos falar com a Gina?

- Ah, você está louco! Esqueceu que Deus fez a mulher de TPM uma vez por mês?

- Hahahaha! É verdade, você tem razão.

No fundo, eu estava adorando tudo aquilo. A vontade que tinha era de dizer para ficarmos ali mesmo, só nós dois, numa boa.

Eu ainda imaginava só nós dois juntos, quando ele falou:

- Já sei, Harry. Vamos dar uma volta na Floresta Proibída?

- Você cheirou cueca Tony?

- Ah, a gente pode curtir lá numa boa, fumar um cigarro, andar bastante e ainda podemos treinar alguns feitíços. O que você acha? Vamos?

Meio desanimado, respondi que sim, e então ele perguntou:

- Você não gostou da minha idéia?

- Gostei, Antony.

Não convencido da minha resposta, e achando que eu ainda preferia ir à festa da Gina, ele falou:

- Escreve o que eu estou falando, Harry, se formos falar com a Gina de TPM...

Era verdade. Gina de TPM era um saco,muito chata. Deitei na minha cama, encostando a cabeça no travesseiro.

- Harry, fica ouvindo um som, enquanto eu vou tomar um banho. Aliás, se você quiser beber, conjura um uísque e gelo pra nós bebermos.

Conjurei um Chivas, gelo e copos. Coloquei uma dose dupla com gelo, dei alguns goles seguidos e liguei o som, que já estava carregado com um CD. Quando dei o play, começou a tocar The Crazy Fary. Fiquei curtindo a música imaginando como seria tomar banho junto com o Tony. O barulho de água do chuveiro, a música, o uísque… a minha imaginação me deixou excitado.

Confesso que, pela primeira vez, não pensei muito e fui até o banheiro. Tony não estava lá, ele já tinha ido para o dormitório.

Voltei para lá, coloquei mais uísque no copo e fui direto deitar na minha cama. Fiquei parado, só observando aquele corpo maravilhoso. Ele estava apenas com uma toalha na cintura, procurando roupa na cômoda, quando falei:

- Você quer um pouco de uísque?

- Eu nem o vi entrar, Harry. Quero um gole, sim.

Ele ainda nem tinha levado o copo à boca, quando eu disse:

- Você é um cara muito bonito, Renato.

- Sem levar as minhas palavras a sério, ele falou:

- Você acha mesmo, Harry?

Sorri e perguntei a ele:

- Você me daria um beijo?

- Se você perguntar de novo, eu prometo pensar no assunto.

Antony só percebeu que não era brincadeira, quando me aproximei dele e com a minha mão direita comecei a alisar suavemente o seu peito.

Visivelmente abalado, ele falou:

- O que você está fazendo, Harry? Você está louco?

- Completamente.

Daí para frente, e para minha surpresa, ele não falou mais nada e, de olhos fechados, deixou que eu rosseguisse com o meu sonho.

Que sensação incrível eu estava sentindo!

Me aproximei mais ainda dele e comecei a dar beijos muito curtos e suaves no seu peito. Que tesão!

Minha boca mal encostava na sua pele, acho até que ele sentia mais o calor da minha respiração sobre os seus pêlos do que o toque da minha boca.

Esse foi um dos melhores momentos da minha vida, tudo parecia mágico.

Fiz com que se deitasse no chão do quarto e beijei cada parte do seu corpo, a começar pelos pés, que sempre me deram muito, mas muito tesão.
Por vezes, eu não acreditava no que estava acontecendo, apesar do Tony continuar imóvel e de olhos fechados. Eu tinha aquele corpo só para mim. Era tanta coisa a fazer, tantos desejos acumulados nos últimos dois anos, que em alguns momentos eu me perdia.

Fiz com que ele ficasse de bruços. Que bundinha. Comecei então a massageá-la suavemente, para só depois beijá-la de todos os jeitos que o meu tesão pedia.

Novamente comecei a correr com a boca pelo seu corpo, deixando saliva em cada pedacinho daquele território que, naquele momento, era só meu.

Eu lambia suas coxas, quando, num movimento brusco, ele me puxou e enfiou seu pinto na minha boca. Nossa como era delicioso.

Lambia a cabeça do seu pau, e fazia movimentos de vai e vem, o que deixava ele totalmente louco.

- Vai Harry, me chupa gostoso.

Aquilo me deixava com mais tesão. Comecei a fazer movimentos rapidos e aquele leite do Tony invadiu minha boca inteira. E, pela primeira vez, eu sentia o que tantas vezes havia imaginado, que era Tony esporrando na minha boca.

Eu não sei se o desejo faz com que as coisas se tornam atraentes, mas sei que gostei muito de sentir aquele líquido quente e meio salgado escorrendo pela minha garganta.

Eu tinha vontade de fazer mais um milhão de coisas, mas percebi que ele estava sem-graça, pois, após gozar, se virou de bruços e lá ficou com a cabeça escondida entre os braços, como a se proteger daquela situação.

Na verdade, ele não estava preparado para encarar tudo aquilo que havia rolado entre nós e, respeitando a sua atitude, resolvi ir dormir.

Dentei na minha cama e adormeci me sentindo o homem mais feliz do mundo!

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