Há alguma esperança?



-E nossos estudantes,diretor? Eles vão ficar bem? – o diretor a olhou fixamente por detrás daqueles oclinhos de meia-lua,e falou calmamente:





-Veja bem, minha cara, não posso afirmar nada. Sem conhecermos a arma, o tipo e a intensidade da magia que atingiu nossos alunos, eu só posso levantar algumas hipóteses.
-E quais são elas, diretor?
-Creio, e espero de coração, que sim. Eles irão ficar bem.
A enfermeira sorriu de uma forma que, no início desta madrugada, pensava que não fosse mais capaz durante muito tempo. Era um sorriso de alegria, e, acima de tudo, de alívio.
-No entanto – continuou o diretor – espero estar errado em certo aspecto... – o sorriso da enfermeira desapareceu quase que imediatamente – Essa arma foi construída para matar. Tivemos a sorte de seu objetivo não ser atingido, mas não podemos esquecer que, mesmo com problemas, ela teve força o suficiente para causar danos a nossos alunos, além se simular sintomas de uma doença seriíssima... Você entende aonde quero chegar, minha cara? – a enfermeira fechou os olhos, e balançou a cabeça afirmativamente, relutante – Não tenho certeza, e Merlin sabe o quanto desejo estar errado, mas creio que nossos estudantes não vão simplesmente ficar curados...Eles vão ter seqüelas.
-O senhor tem alguma idéia de quais seriam essas seqüelas, diretor?
-Suposições...Não posso apresentar-lhe mais do que suposições. – o diretor ficou calado alguns instantes, os olhinhos azuis perdidos na imensidão de suas reflexões. Então, ao ouvir um soluço próximo a cama onde Vick estava, ele continuou a falar – Agora, o que temos que fazer, é dar a noticia a nossos alunos. Sei que não temos muito a informá-los, mas eles precisam saber que tudo vai ficar bem. Veja aqueles jovens – ele apontou para Sirius e Lílian, que choravam abraçados – não podemos deixá-los assim, tão sem informações, tão desalentados.
-Mas.. E se dermos a eles falsas esperanças? Os poderes dessa arma são inesperados, diretor. Creio que só devemos alerta-los quando tivermos alguma certeza.
-Devemos deixá-los assim, então? Sem esperanças, esperando o pior, quando na verdade, tudo leva a crer que esse sofrimento todo pode ser em vão? Desculpe-me, minha cara, mas prefiro optar pela verdade. Vou avisar a todos os estudantes o ocorrido da noite passada.
-Faça o que achar melhor, diretor. Sei que será a melhor decisão.
-Espero que sim. Agora já vou, preciso mandar umas cartas. Qualquer noticia, me avise.
O diretor deu meia volta e foi em direção a porta, mas, antes que pudesse deixar o ambiente, sentiu uma mão pequenina tocar-lhe o ombro.
-Com licença, Sr.diretor – começou Lílian, entre as lágrimas – Mas não pude deixar de observar sua conversa com Madame Ponfrey, e, posso estar errada, mas sua expressão não me parece indicar coisas boas.
-Srta.Evans, logo mais a noite farei um pronunciamento a todos os estudantes, você deve saber que muitos deles ainda não sabem o que ocorreu, e, se sabem, é por meio de boatos, informações extremamente imprecisas...
-Mas, ninguém sabe, de fato, o que aconteceu...sabe? – interrompeu a ruiva.
-Mais tarde eu informarei a todos, Srta.Evans, bom-dia.

A garota olhou pensativa para Sirius, e nada disse. O maroto apenas fitou-a e continuou a observar a namorada, enquanto lágrimas silenciosas percorriam-lhe a face.
Lílian observou os dois por um momento, um casal lindo, mesmo envoltos por tanta tristeza e sofrimento. O que fariam se há alguns meses, soubessem que não pudiam ter tanto tempo juntos? Será que teriam passado menos tempo preocupados com as conseqüências daquela união? E ela, Lílian, se arrependeria de ter passado tantos anos negando um sentimento que, notoriamente, nutria por Tiago? Por que, somente nas horas mais tardias, percebemos o quanto da vida não aproveitamos por medos e receios?
Afastando-se das dúvidas que preenchiam sua mente, Lílian pegou o braço de Sirius, e o levou para fora da sala.Precisava conversar com ele, e, depois, contar tudo que tinha acontecido para Tiago,Lupin e o resto da turma.
No caminho para a Sala Comunal da Grifinória, a ruiva começou a falar ao maroto sobre suas suspeitas.
-Sirius, você não acha que Dumblendore e Madame Ponfrey já sabem, exatamente, o que aconteceu?
-Parece que sim, pelo que ele disse a você,mas pela expressão dele durante a conversa com Madame Ponfrey, acho que ele não tem certezas ainda. De qualquer modo, a noite saberemos,não é?
-Não sei se consigo esperar até a noite para saber de tudo. É minha amiga, minha melhor amiga, eu preciso saber o que está acontecendo com ela.
-E eu, como você acha que me sinto? Eu nem sei se me senti alegre ou triste por saber que ela não está com leucemia.Não sei tantas e tantas coisas. Acho que, minha única certeza, é que estou arrependido do tanto de tempo que perdi lutando contra o sentimento de estar ao lado dela,sabe? Se eu pudesse ter mais 5 minutos com ela do meu lado, eu simplesmente faria com que ela visse o quanto ela representa pra mim. Sei que ela teve uma boa idéia, porque tivemos a melhor noite de nossas vidas, mas não tenho certeza que ela saiba do tanto que eu a amo.
-Eu entendo Sirius. – disse a ruiva – Eu estava exatamente imaginando isso. O que a gente faria se soubesse que coisas assim estavam por vir? Será que a gente mudaria tudo? Não sei. É tudo tão confuso....Acho que é por isso que não gosto de Adivinhação...
-Não gosta? Você odeia essa matéria,Lily! – disse Tiago, inesperadamente as costas dos dois – E então? Onde vocês se meteram? Procurei vocês a manhã toda.
-Tiago...
-Vocês estão com uma cara péssima. O que esta havendo?
-A Vick...- começou Sirius, mas as palavras ficaram perdidas no espaço.
-A gente nem sabe o que houve direito, Tiago. Ela não está bem...Aliás, ela e um monte de gente..Com os mesmos sintomas.
-Humm, alguma epidemia? – perguntou o maroto.
-Talvez – disse a ruiva – mas algo me faz acreditar que aí há algo de muito sério. Não me parece uma doença comum...natural. Não sei, mas acho que essa ‘epidemia’ está sendo provocada por alguma coisa, ou...
-Por alguém. – completou Sirius.


N/a: Depois de Avada's, Imperius's e afns estou aqui. Desculpem-me, de verdade!!!!!!! Mas eu não sei se vocês tem noção do quanto o 2º ano do ensino médio é puxado..Mas que seja! Não é motivo pra deixar tanto tempo desatualizado, eu sei disso. Mas tem também o fato de qu eu acabei o capitulo anterior de uma maneira que eu não conseguia, de jeito nenhum, continuar...Bem feito pra mim aprender a não deixar todo mundo curioso né? E agora, além de voltar meses depois, ainda volto com um capitulo minimo e ridiculo, mas foi o máximo que consegui. Já está pronta, essa parte, há algum tempo, mas eu não queria postar um capitulo tao curto...Mas vocês estavam hiper anciosos, o que eu entendo totalmente, então resolvi postar esse horror aqui msm! Mas não se preocupem vou tentar não fazer mas isso, demorar muito. e até tomei uma decisão, a fic vasi entrar nos finalmentes, pq não tenho em tempo, e infelizmente, nem tanta disposição de manetr tantas fics no ar. Então, aguardem ai, que do capitulo 40 n]ao passa!!
Muito obrigada por todos os comentários, e, espero, que continuem deixando seus recadinhos - foi só por causa deles que tentei voltr mais rápido!
Ahh, entrem, por fasvor na comuna das mihas fics http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=18162719
Lá, pelo orkut, vocês podem me cobrar de maneira ainda mais eficiente ;)
Beeeijos
;**

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.