Perdidos



Passou-se numa semana e Ron e Luna já não discutiam tanto. Estavam a falar no quarto quando alguém os chama.
- O quarto nunca mais está pronto. – Disse Luna “ainda bem” pensa ela
- Pois é. – Disse Ron “espero que nunca esteja” pensa
- Meus queridos hoje vocês tem de ir ao bosque buscar mais madeira e pelos de unicórnios. Tem as coisas que precisam na cozinha, depois vaiam ter com o Martin a loja. – Disse Azmaria entrando no quarto derrepente. – Olhem desculpem mas o quarto ainda não esta pronto, por isso o Ron vai de ter de dormir aqui mais uma semana.
- Não faz mal. – “ Fixe” pensaram Ron e Luna.
- Vá despachem-se. A madeira não espera e os unicórnios ainda menos. – Disse Azmaria a sair do quarto.
Ron e Luna apresaram-se a ir buscar as coisas e depois foram ter com Martin que estava á espera deles na loja.
- Não sabiam andar mais devagar?! – Refilou Martin.
- Viemos o mais depressa que conseguimos! – Respondeu Luna.
- Despachem-se e não voltem tarde. – Disse o avô voltando para dentro da loja. Ron e Luna foram para a garagem arranjar as coisas. Levaram o que era habitual: duas vassouras, oito cestos e um atrelado. Como sempre demoraram uma hora a chegar ao bosque encantado. Quando estavam a chegar começa a chover torrencialmente. Um raio acerta na vassoura de Luna e ela cai de uma altura de 41 metros, Ron muito preocupado vai tentar apanhá-la mas a sua vassoura é atingida por um raio e ele cai também.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHH!! – Gritam os dois. Estavam quase a bater no chão quando tocam em algo e começam a cair lentamente como se tivessem um pára-quedas. Ron agradeceu aos deuses a ajuda que lhes tinham dado. Quando chegaram a terra firme eles viram muitas luzinhas pequeninas a voar a volta deles.
- Obrigada ninfas do bosque por nos terem ajudado. – Agradece Luna. As luzinhas voaram em direcção a uma árvore e desapareceram.
- Quem eram aquelas? – Perguntou Ron. Luna olhou para ela e respondeu
- As ninfas do bosque!
Eles começaram a andar até encontra uma gruta.
- Entramos? – Pergunta Luna
- Acho que sim. Não me apetece muito ficar aqui a chuva. – Responde Ron
Entraram e andaram pela gruta durante algum tempo.
- Acho que podemos ficar aqui. Ali ao fundo esta muito escuro, e aqui já não apanhamos muito frio. – Disse Ron.
- Eu tenho frio! – Reclama Luna.
- Eu vou lá fora apanhar uns paus para acender-mos uma fogueira. – Disse isto e saiu. Meia hora depois Ron voltou com alguns paus nos braços. – Isto deve chegar para fazer uma fogueira.
- Mas estão molhados! Não vão acender! – Disse Luna.
- Vale a pena tentar. – Ron colocou os paus num monte e tentou acende-los com a varinha. – Mas… Não consigo fazer magia!
- É normal. Estamos no bosque encantado, nenhum feiticeiro consegue fazer magia. É escusado. – Disse Luna encolhendo-se a um canto.
- Então vamos acende-la á maneira muggle! – Ele pega em duas pedras e começa a raspa-las uma na outra. As pedras faziam, faísca ate que a fogueira acendeu. Quando acendeu Luna veio para o pé da fogueira. Estavam quentes quando um raio atinge as pedras do início da gruta fazendo com que esta fecha-se impedindo a saída.
- HHHHHHHAAAAAAA! – Grita Luna atirando-se para os braços de Ron
- Acalma-te nada te vai acontecer eu não vou deixar! – disse Ron abraçando-a.
- E agora como é que vamos sair? – perguntou Luna.
- Temos de arranjar outra maneira. Anda vamos procurar outra saída. – Ron pegou na mão de Luna e levantou-a.
- Mas é escuro!
- Fazemos uma tocha. – pegou num pau e ardeu-o. Luna abraça-o e começam a andar pela gruta. Passaram por diferentes túneis, haviam uns com estalagmites e outros com estalactites, mas não acharam nenhuma saída.
- Estamos a andar á horas! – disse Luna. – Nunca vamos encontrar a saída!
- Calma. Havemos de a encontrar.
- Como é que posso ter calma. Acho que já vi este pedaço de musgo ali a trás. Estamos a andar em CIRCULOS! NUNCA VAMOS SAIR DAQUI!! – Luna estava a desesperar e Ron começava a pensar que nunca iriam sair dali.
- É melhor parar-mos aqui. Estou a ficar cansado. Dormi-mos e amanhã continuamos a procurar a saída. – Ron olhou para Luna. – Está bem?
- Sim. – Ron deitou-se e encostou-se a uma rocha, Luna deitou-se e abraçou-se a ele. Ron sorriu e adormeceram. Quando acordaram as costas doíam-lhes.
- Bom dia. – disse Ron
- Bom dia.
- Vamos continuar a andar. Ainda temos de descobrir a saída.
- Se existir alguma! – disse Luna desanimada.
Caminharam durante algum tempo.
- Tenho fome, e estou cansada! – reclama Luna.
- Eu também – responde Ron.
- Ron… - começa Luna – porque é que fugiste de casa?
- Fartei-me um bocado. A minha família trata-me como se eu ainda fosse uma criança! Não aguentei mais e fugi, depois dormi no chão da rua da casa dos teus avós, na manhã seguinte encontrei o teu avô e ele deixou-se ficar lá em casa.
- Eu sei o que é! Desde que a minha mãe morreu que me tratam como se eu fosse uma criança… Acham que eu ganhei um trauma! Achas normal? – Diz Luna.
- Não sei. – Ron parou. – Nunca pensei que tu te sentisses assim… quer disser és uma miúda alegre e eu… - Ron parou. “ Opss! Já falei de mais.”
- Tu o quê? – Perguntou Luna.
- Eu nada… – disse Ron atrapalhado.
- Tu ias disser alguma coisa! Conta-me.
- Eu não ia disser nada. – Ron começou a andar novamente mas Luna pegou-lhe na mão.
- Não dás mais nenhum passo sem me disseres o que é! – Diz Luna agarrando a mão de Ron com toda a força.
- Au! Isso dói, sabes!
- Conta.
- Só te digo se me contares porque é que tu mudaste tanto! Não eras assim.
-não estas em posição de negociar
- Vês. A ração porque mudaste é muito forte por isso não queres disser. Eu não digo se tu não disseres. - Luna olhou para Ron por uns momentos. Ela derrotada responde
- Fui por causa da Ginny. Ela disse se eu muda-se tu olharias para mim. Eu já desisti de ti porque reparei que tu nunca me amaras. Nas gostei do estilo. – Disse Luna a desfiar os olhos dos do Ron.
- Mas quem te disse isso? Eu gosto de ti. Gosto muito de ti. - Disse Ron a se aproximar de Luna. Luna olha nos olhos dele e vê que a distancia deles era mínima. Os olhos fechara-se, os lábios se tocaram.
Eles sentiram como se várias borboletas voaram dentro deles. As suas línguas exploravam a boca do outro. Já tavam a tirar os casacos quando ouvem um barulho.
- Que barulho é este? – Pergunta Luna agarrar-se
- Não sei. – Ron e Luna vêm umas luzes a vir na direcção deles, pensaram que estavam que estão salvos e correm para a frente, depois vêem quem vêm na sua direcção.
- Centauros! – Diz Luna
Ron olha para a frente e vê dois centauros, seres que eram meio humanos meio cavalos tinham fama de ser seres resmungões que não gostavam de feiticeiros.
- Corre! – Disse Ron entre os dentes
Ele pega na mão de Luna e começa a correr. Eles corriam tão depressa que nem reparam num buraco que estava lá a frente. Eles caíram no buraco, o buraco era húmido e escuro.
-AAAAHHHHHHHHHHHHHHHH! – Gritaram os dois enquanto escorregavam. Passaram-se alguns segundos e eles caíram em terra firme.
-AU. – Queixou-se Luna
- Estas bem? – Pergunta Ron preocupado com ela
- Sim. Onde estamos? – Ron ajuda-a a levantar-se e olhou á volta. Estavam num lugar com uma lagoa, estavam encurralados, via-se o céu lá muito a cima. Luna abraçou-se a Ron e começou a chorar.
- Estamos perdidos. - disse Luna entre os soluços. Ron beijou-a. De trás das árvores começaram á aparecer hipogrifos.
- e isto o que são? – pregunta luna vendo eles a aproximarem-se.
- Hipogrifos. Não te mexas. – Ron lembrou-se do seu terceiro ano em Hogwarts, e ouviu a voz de Hagrid na sua cabeça vez tudo como Hagrid lhe dizia, vez uma vénia e esperou que o hipogrifo devolve-se, depois aproximou-se até Ron conseguiu tocar. As penas do hipogrifo era suave e Ron fez-lhe algumas festas durante algum tempo. Ron disse a Luna que visse-se o mesmo que ele tinha feito. Luna e Ron estavam a fazer festas quando o hipogrifo meteu-se em posição para eles montarem. Subiram e tiveram cuidado com as assas e o hipogrifo levantou voo. Luna assustada abraçou-se a Ron com muita força.
- Acalma-te. Nada te vai acontecer. Eu não te disse já isso? – Pergunta Ron
- Já. E eu sei que contigo toou em segurança, só que mesmo assim tenho medo. – Disse Luna
Voaram durante alguns minutos. A viagem fui mais rápido que de vassoura. O hipogrifo ao avistar a pequena aldeia pousa mesmo em frente a porta de casa dos avós de Luna.
- Ron. Por favor não contes os pormenores que nos aconteceu. – Disse Luna antes de sair do hipogrifo.
- Mas porque? Tu não gostas de mim? – Pergunta Ron
- Não e nada disso! – Desculpou-se Luna – só não quero que contes os pormenores eles não tem nada a ver com isso. Eu gosto muito de ti. – Disse antes de dar um beijo a Ron.
-Então aceitas namorar comigo? – Pergunta Ron
- Sim. Mas com uma condição. Ninguém pode saber. Por favor não me perguntes por que.
- Ok eu aceito a tua condição. – Disse Ron “bolas nunca vi um amor tão romântico” pensa.
Ron desce do hipogrifo e pega Luna ao colo para a tirar ele lá de cima. Eles viram o hipogrifo a levantar voo e ir-se embora.
Ron antes de entra em casa dá um beijo de “despedida” a Luna

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