A TOCA



Pelas minhas contas... eu n sei brincadeira...

tinha assinado.

Suspirou fundo e sorriu. Não era a toa que todos diziam que ela era*Domingo (pós-expresso de hogwarts)

Já fazia duas horas que Gina estava em seu quarto na Toca. Era noite de domingo e o normal seria-a estar lá embaixo conversando com os irmãos. Não que ela agora estivesse sozinha. Estava em companhia de Percy. Os gêmeos e Rony estavam altamente chateados com o fato. Alias chateados não é o termo correto, e sim enciumados. Gina fingiu não ligar pro ciúme dos outros irmãos, precisava da ajuda de Percy para aprender a fazer um feitiço. Não que os gêmeos não soubessem, talvez até soubessem mais sobre o tipo de feitiço que ela queria do que o próprio Percy, mas a questão era que se ela pedisse ajuda a eles, com certeza eles iriam desconfiar e inventar um modo de descobrir porque ela queria fazer aquele feitiço. Percy não, como Gina previu, ele ficou foi muito orgulhoso de ensinar algo a irmã mais nova, e ela riu da situação, ele nunca mudaria, alias nenhum dos seus irmãos nunca mudariam e era por isso que amava tanto eles.

O problema foi: Por mais que Percy fosse inteligente, ele não conhecia nenhum feitiço que fizesse o que Gina queria. Nenhum simples e rápido pelo menos. Então eles tiveram que pesquisar. Essa pesquisa levou a noite inteira. Já eram quase meia noite quando eles pararam de olhar os livros, já exaustos e resolveram dormir.

Só que foi meio difícil dormir. Motivo: Gêmeos. Eles simplesmente invadiram o quarto de Gina quando Percy saiu.

- Pensou que ia se livrar de nós assim tão fácil? – Fred perguntou logo que entrou. Enquanto Jorge empurrava Percy pela escada abaixo (ele não chegou a cair, mas bem que deu uns tropeços que fizeram Jorge se pocar de rir.)

- Ai não... eu quero dormir ... e... Fred larga isso... eiiiiiii é meu diário!!!!!!

- Humm... e porque ele esta aberto assim no meio da cama ? por acaso o trabalho secreto tem haver com esse diário ?

- Não interessa...

- Ah! Interessa sim maninha – disse Jorge entrando no quarto e se posicionando do lado de Fred.

“Nem quando ficam adultos e cheios de responsabilidades eles mudam... meu deus”

Gina olhou pros irmãos séria. E começou a gritar pela mãe. Uma atitude bem infantil, mas que sempre dava certo.

- Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee os meninos tão me perturbando!!! Oh Mãeeeeeeeeeeeeeee!

- Que foi Gininha querida? – Molly respondeu da cozinha também gritando.

- Os meninos – Gina sempre se referia aos gêmeos como os meninos...

- Não é nada não mãe!!!!!!!! – Fred e Jorge gritaram também e taparam a boca de Gina.

- Tem certeza? Porque se ela gritar novamente vocês dois vão ver, ouviram ?

- Não se preocupe – Fred respondeu em resposta a mãe e deu um olhar desaprovador a Gina.

Gina tentava se livrar das mãos dos meninos, mas não conseguia.

- Promete que nos conta o que está acontecendo ? – Jorge falou devagar,

Gina balançou a cabeça negativamente.

- Então não vamos largar sua boca! – Fred ria enquanto falava.

Passaram-se 5 minutos. “Droga! Será que eles não vão me soltar”. Passaram-se 10 minutos. Jorge já começara a assobiar enquanto Fred batucava na cabeça de Gina. Passaram-se 15 minutos.

- RumhamrumHaum

- Esta tentando falar alguma coisa maninha? – Fred perguntou olhando pra irmã com descaso. Gina confirmou com a cabeça e os dois soltaram sua boca.

- Certo! Eu desisto, eu conto.

- Ótimo – Disseram os gêmeos ao mesmo tempo. Cruzaram as pernas, coloram a mão no queixo e ficaram esperando Gina começar a falar.

- Eu tou procurando um feitiço.

- Ohhhhhhhhh

- Deixa-me continuar?

- Claro, maninha, claro.

- Bom, eu queria enfeitiçar meu diário – Os meninos abriram a boca pra dizer ohhh novamente, mas Gina os olhou com cara feia e eles fecharam de novo a boca.

- Continuando, eu queria um feitiço que fizesse com que algumas partes do meu diário ficassem invisíveis e outras visíveis.

- Entendo... entendo.. – Disse Jorge folheando o diário da irmã. – Mas, pra quê?

- Pra que enxeridos como você não fiquem lendo o que não deviam!!!!! – Gina disse irritada já puxando o diário da mão do irmão.

Houve um silêncio no quarto. Os gêmeos estavam absortos em olhar pras próprias unhas e Gina impaciente com toda aquela calma.

- Bom, boa noite Gininha.

- É, boa noite mana.

Fred e Jorge iam se retirando quando Gina voltou a falar

- Ei!! Vocês não vão ao menos me dizer se sabem ou não algum feitiço?

- Jorge?

- Diga, Fred.

- Você ouviu ela pedir ajuda pra gente?

- Não, não. Se não me engano foi pra um tal de Percy.

- Esse mesmo. Então porque ela quer que nós digamos alguma coisa?

- Sei lá, vai ver os neurônios dela estão confusos, você acha que devemos falar com a mamãe?

- è ... realmente... acho que..

- Chega vocês dois! Tudo bem, eu pedi ajuda a Percy, mas agora eu tou pedindo a vocês, certo? Vocês sabem algum feitiço.?

Os gêmeos se viraram para a irmã exibindo um sorriso maroto no rosto.

- Demorou!

Jorge abriu um pergaminho com no mínimo 13 feitiços diferentes – Escolhe maninha.

A boca de Gina se abriu. Ela passou um tempão procurando um feitiço e agora tinha vários a sua escolha. Interessante, essa foi a primeira coisa que Gina pensou ao ler as descrições dos feitiços. Tinha de tudo ali, mas ela optou por um simples e prático. Funcionava com uma chave. “Mas o meu diário não tem chave. Ah! Eu arranjo uma depois”, seria feita uma copia da chave do diário, só que essa copia só dava acesso a partes do diário, a chave original mostrava todo o diário. Só tinha um porém, a chave “reserva” tinha se ser programada pela dona do diário e na programação seria dito as partes que não poderiam ser lidas e por quem não poderiam. Sem falar em um feitiço de proteção que poderia ser feito extra, que fazia com que a pessoa não conseguisse perder a chave. Se esquecesse em algum lugar, só era dizer as palavras “Yriad treces Sevahc” que a chave aparecia imediatamente na mão da pessoa.

- Meninos, já escolhi qual vou usar. Mas aqui não tem escrito o processo pra fazer o feitiço não. Só tem a explicação do feitiço e o nome.

- Ah! È! nós sabemos.

- Sim... e...

- E o que maninha?

- Ah! Agora é com você procurar o feitiço, é nossa vingança por ter preferido o Percy.

- Mas... – Antes de Gina acabar de protestar os meninos já estavam nos corredores abafando umas risadinhas.

“Ótimo! Tou feita!”

Gina desabou na cama. Estava cansada, tivera um dia bastante cansativo e não sabia qual foi o milagre que a tinha mantido em pé até essa hora. Diva, expresso de Hogwarts, beijo com Draco, pesquisa com Percy... e agora os gêmeos. Meu Deus! Isso é que é dia cheio.

Pôs uma camisola e praticamente desmaiou.



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*segunda-feira*

Barulho. Isso era tudo que Gina conseguia identificar. Pôs o travesseiro em cima da cabeça numa tentativa desesperada de não diminuir o volume dos gritos. O que quer que fosse que estava acontecendo naquela casa era algo muito bom pra estar sendo feita tamanha zoada. Ouviu passos apressados pela escada e logo os passos iam ficando mais altos.

PAH

- Gininha!!! Olha quem veio nos visitar!

Gina tirou o travesseiro da cabeça e rumou desajeitadamente em direção a porta

- Me deixem dormir... – murmurou enterrando a cara no colchão.

- Gin, não é muito educado rumar travesseiros nas visitas sabia?

Gina levantou a cabeça de vez e olhou assustada pra porta. Começou a tossir, se engasgar e puxar freneticamente a coberta pra cima de si. Deu um olhar desaprovador aos gêmeos, afinal aquilo ali ainda era seu quarto.

- Não vai me dar bom dia?

Foi ai que Gina se deu conta de que ainda nem tinha cumprimentado a visita. Se era possível ela ficou ainda mais vermelha.

- Oie Nick... meninos não ta na hora do café não?

- Esta sim! Por isso viemos lhe acordar preguiçosa...

“Meu deus... alguém abri um buraco aqui no chão. Eu estou de pijama, com a cara toda amassada e sendo chamada gentilmente de preguiçosa por meus irmãos mais velhos na frente de um garoto super gato! Aiiiiiii”

- Certo, Certo. Já me acordaram... agora fora!!!!!!!! Nick... você me entende né?

O garoto sorriu e piscou pra ela – Claro Gin... não demora pra descer. Temos uma surpresa pra você.

Gina engoliu em seco. Surpresa vinda dos meninos nunca era boa coisa... Ai! O dia prometia ser também cheio.

Levantou da cama logo após os três garotos terem se retirado do eu quarto e foi para o banheiro. Olhou seu rosto no espelho. “ Merda, tou com a cara toda amassada, o cabelo embaraçado e com a cara mais que pálida” pensou enquanto afundava a cabeça na pia molhando não só o rosto mas também grande parte da camisola. Entrou no boxe e deixou a água escorrer por todo o seu corpo ainda coberto com a sua camisola. Olhar pra Nick lhe trouxe lembranças de Malfoy, dá briga que eles tiveram por causa de Nicolas, do ciúme. Sim, a idéia era provoca-lo, mas será que isso incluía deixa-lo com muito ciúme? Ela não sabia. Sentou no chão do banheiro e pôs a cabeça entre as pernas, desejando interiormente que suas dúvidas fossem lavadas pela água e escorressem pelo ralo. Mas não era bem assim. Ouviu alguém gritar seu nome e acordou do transe em que estava, tinha de descer logo antes que seus irmãos resolvessem invadir o banheiro também.

Gina desceu as escadas rapidamente. Em sua cabeça ela rezava um mantra para manter a calma, não iria se descontrolar, não iria se deixar levar por seduções baratas, não iria fazer besteira e principalmente não iria se lembrar de Draco. O que diabos fosse o que os gêmeos estavam aprontando ela esperava que não levasse muito tempo do seu dia. Ainda precisava fazer uma pesquisa pra saber como fazer o feitiço no seu diário.

Observou ainda da escada a cozinha. A tirar por sua mãe e Harry que estava sentado na mesa tomando café, não havia mais ninguém ali. “ Isso é algum tipo de brincadeira? Há minutos atrás parecia que Hogwarts inteira estava aqui tamanho o barulho que faziam!“ .

Uma lembrança lhe veio a mente logo que desceu o último degrau da escada e ela sorriu pra Harry que sorriu de volta.

- Vejo que acordou de bom humor...

- Não era por isso que sorria. – Ela foi dizendo enquanto se aproximava do amigo e lhe dava um beijo na bochecha, logo após foi até a sua mãe e fez o mesmo.

- Então qual o motivo?

- Lembrando de algumas coisas, como tudo pode mudar né? – vendo o olhar de incompreensão do amigo ela continuou – È que há alguns anos atrás eu desci essa mesma escada e dei de cara com você e sai correndo... – ela começou a rir ao lembrar da cara que Harry fez no dia que ela tinha saído correndo, ele também riu.

- è... quem diria que você fosse go..

- Psiuuuuuuu – Gina fez rápido antes que o amigo continuasse a frase. Eles voltaram a rir.

Comeram muito até se darem por satisfeitos e Gina contou tudo que havia acontecido na noite anterior, incluindo o fato dela precisar aprender a fazer o feitiço. Mas Harry não pode ajuda-la, ele não fazia idéia de como era o tal feitiço e se ofereceu para ajudá-la a procurar caso precisasse. Quando ela ia começar a contar do beijo dela com Malfoy no expresso eles foram interrompidos.

- Ei Gininha! – Disse Fred aparecendo na porta.

- Vem aqui fora – Agora era Jorge que falava esticando o pescoço por cima do ombro do irmão.

Ela levantou as sobrancelhas ( N/A: com quem será que ela aprendeu isso? ) e ponderou por alguns segundos. Fosse o que fosse não iria conseguir fugir dos meninos por muito tempo.

- Venha também viu Harry !

- Você será de grande ajuda.

Os gêmeos falaram enquanto puxavam Gina pelos braços para o lado de fora da Toca.

Quando Gina olhou ao redor do jardim, viu um campo de quadribol improvisado ao lado da casa e 5 vassouras encostadas na parede.

- Vamos jogar quadribol? – Gina perguntou rindo.

- Ahhhhh você acha que eu iria deixar a grifinória na mão? Tenho que treinar minha sucessora bem. Apesar que ela já é boa demais... – Nick que acabara de pousar ao lado de Gina, disse. E logo após deu um beijo na bochecha de Gina, a deixando escarlate.

- Ei! Não é porque é nosso amigo que vamos deixar você se aproveitar de nossa irmãzinha não viu? – Fred falou e piscou para o amigo. Gina riu mais desconfortada ainda.

- Então vamos começar logo esse treino? – Ela disse tentando mudar de assunto.

- Ah claro, deixa só nosso goleiro chegar. – Disse Jorge – Ah! Ai vem ele! Rony vamos logo, parece até o seboso andando.

Todos riram, exceto Rony que fechou a cara e se não fosse pela insistência de Gina tinha desistido de jogar. Dividiram dois times. No primeiro ficou Gina como artilheira, Fred como batedor e Rony como goleiro. No outro time Nick era o artilheiro, Jorge o batedor e Harry ficou no lugar do goleiro. Times formados, vassouras em punho e chegou a hora do jogo. Verdade que eles riram mais do que jogaram, mas serviu pra Gina ter uma noção de táticas e também do tamanho das broncas que ia levar dali por diante, já que seu irmãos não pegavam leve com ela na hora de criticá-la. Até que não era ruim levar critica de amigo, melhor do que do capitão do time. Jogaram a manhã inteira e o começo da tarde. Sendo interrompidos as 1 e meia pelos gritos de Molly, chamando todos imediatamente para almoçar, antes que desmaiassem de fome no meio do jardim. Cada um foi tomar um banho antes de sentar para almoçar e em uma hora todos estavam sentados em sua respectiva cadeira na mesa da cozinha da Toca. Demoraram por haver poucos banheiros na casa.

Gina se sentia a vontade em meio aos meninos, mesmo sendo a única menina ali no grupo. Pelo menos, ela não estava sozinha com Nick. E nem queria ficar, tinha medo dela mesma. A questão era que Nicolas não tirava os olhos da garota, parecia que ainda não tinha se conformado com o fato dela ter dado um fora nele.

Molly insistiu tanto que Nick dormisse na Toca para viajar só pela manhã que o menino aceitou. Se bem que se Gina percebeu que ele fez uma cara de quem tinha gostado demais da idéia.

Baderna. Isso era o que resultava o encontro daqueles cinco garotos juntos. Gina rolava de rir com as palhaçadas deles, principalmente durante os jogos de Snap explosivo. Era incrível a capacidade que eles tinham de roubar e jurar descaradamente que não haviam roubado. Resultado: confusão. Sim muita confusão... se Gina não interferisse era bem capaz de Fred e Jorge deixarem mesmo uma marca na testa de Rony escrito “ eu sou cara de pau “ como eles sugeriram pôr no irmão caso esse não assumisse que roubou.

O jantar foi servido e após acabarem a bagunça voltou. Se não fosse pela Sra. Weasley ordenar que todos fossem dormir eles ficariam na sala até amanhecer o dia. Gina se despediu dos meninos com um aceno e subiu as escadas direto para o seu quarto. Tinha de escrever no seu diário, já que nem no dia anterior, nem no atual ela havia conseguido ter tempo para.

22 de Dezembro 22:00

Mal tive tempo de escrever no diário. Os dias de ontem e hoje foram simplesmente lotados de coisas e acontecimentos. A vida é louca, minha vida é louca. Eu, meu deus, eu beijei o Draco. Alguém sabe me dizer o que isso significa? Porque eu até agora não entendi, não digeri. Era tudo que eu podia querer, tudo que eu mais desejei com todas as minhas forças por mais de um ano e quando eu o beijo eu resisto. Eu resisti, sim... porque eu não iria lhe dar o prazer de confirmar que eu era uma qualquer , como ele havia insinuado segundos antes de nos “ beijarmos”. Além do que, ele contou a Mione que eu havia beijado Harry, como se houvesse sido um beijo que eu realmente quisesse e desejasse, como se nos dois fossemos namorados ou coisa parecida, ou até que eu gostasse dele. Como eu ainda vou gostar do Harry se tudo que se passa em minha cabeça tem o nome Draco Malfoy? Eu estou impregnada até o ultimo milímetro da minha alma com esse sentimento, e ele não entende isso e ainda me acusa de ser “namoradinha do Potter”. Se ele não tivesse ficado com a Pansy, se ele não tivesse quebrado a promessa que havia me feito, se ele não fosse tão orgulhoso... Meu Merlin! Mas eu o amo mesmo assim. Mesmo ele sendo um idiota, egocêntrico que não olha pros lados e vê que eu o amo. Será que é tão difícil perceber assim? Não deve ser, eu não sou tão discreta. Ele é discreto. Ele é frio. ele que é o calculista. Eu sou tão... tão aberta, deixo que meus sentimentos sejam anunciados em outdoors por não conseguir esconde-los.

Não devia falar tanto de Draco. Ok. Vamos falar de meu dia. Hoje eu fui gentilmente acordada por meus irmãos e por Nicolas. Sim, Nicolas Flamel, estava aqui na casa dos Weasleys e me acordou. Certo, eu quase morri do coração quando dei de cara com Nick aqui em meu quarto. Ele veio só se despedir dos gêmeos e me treinar. Grande perda pra Hogwarts ele é tão inteligente, tão lindo. Não mais que Draco, mas mesmo assim lindo. O melhor, ou o pior, eu não sei definir, é que ele é afim de mim. Engraçado é que até agora não tentou nada, só algumas indiretas. Ahhhh eu falei até agora, porque ele ainda esta aqui. Mas bem, já é hora de dormir e amanhã de manhã ele já vai embora. Então é meio improvável que aconteça algo. Não que eu queira que aconteça algo, só estou comentando. Ai! Porque diabos eu estou me explicando? Eu sei porque, mas não vou escrever aqui. Estou sem sono, mas preciso me forçar a dormir, amanhã já é dia 23 e eu preciso dar um jeito de achar a droga do feitiço pra enfeitiçar isso aqui. Trabalho duro o meu... risos.

Após acabar de escrever, gina se jogou na cama e se pôs a fitar o teto. Ainda precisava tomar banho e trocar de roupa antes de poder dormir, mas não havia sono. A preguiça invadiu cada pedacinho do corpo da garota, e ela ficou ali na mesma posição por minutos. Em sua cabeça vários pensamentos iam se confundindo, em todos eles havia a presença de Draco. Talvez tudo aquilo fosse somente um sonho e de repente ela acordaria e ainda se veria em frente a Malfoy pedindo que ele devolvesse seu diário a ela, assim nada teria acontecido, ele não teria lhe oferecido dinheiro pelo diário, nem eles teriam caído na porta das ilusões, não teriam se tornado amigos e principalmente não teriam se beijado. Talvez até esquecesse como era gostar dele de verdade e continuasse seus próximos anos o observando de longe sem nunca trocar mais que 5 palavras . Mas tudo havia acontecido. E agora ali deitada na cama, ela relembrava cada fato, alguns que produziam sorrisos em seu rosto, outros a faziam ficar séria e até mesmo entristecida. O destino realmente prega peças, ela pensou por fim antes de levantar da cama para ir na cozinha pegar um pouco de água.

Já haviam se passado uma hora após a mãe de Gina mandar todos dormirem, e a casa estava vazia e incrivelmente silenciosa. Ela desceu de ponta de pé os degraus da escada afim de não produzir nenhum barulho. Encontrou a cozinha perfeitamente vazia e escura. Acendeu as luzes.

Uma mão a enlaçou pela cintura, percorrendo levemente sua barriga e a puxando um pouco pra trás. Tamanho foi o susto que ela quase gritou, mas foi impedida por outra mão que tapou sua boca. Sentiu um hálito quente encostar em seu pescoço e ir se aproximando de sua orelha. Mordeu os lábios de agonia.

- Shiii não precisa gritar, sou eu, Nick... – o garoto sussurrou ao ouvido de Gina e largou devagar a mão da boca dela.

Ela deu um longo suspiro e esperou que seu corpo se acomodasse, ainda estava com o coração acelerado por causa do susto e muito arrepiada com os recentes atos de Nick.

A mão do garoto ainda estava gentilmente posta na cintura de Gina, com um movimento rápido ele a virou ficando um em frente ao outro. Encararam-se por alguns instantes e logo ela abaixou os olhos com vergonha.

- Vamos dançar... aceita dançar comigo senhorita?

- Ora Nick ! deixe de brincadeira.... não tem música aqui.

- Não precisa. – E dizendo isso ele a arrastou para o lado de fora da casa, fechando a porta com muito cuidado pra não fazer barulho.

Gina se deixou levar, ela sabia que não haviam muitas saídas, teria que ficar e esperar ver o que ele ia lhe fala. Depois tomava uma decisão.

Pararam num local ao lado da casa, onde havia algumas flores e um banquinho velho encostado na parede. Nick pegou a mão de Gina e encostou nos lábios.

- Você é linda...

Ela corou. Era tudo que conseguia fazer pois a vergonha a impedia de falar. O rapaz fez-a girar ainda segurando sua mão e depois a puxou pra perto de si, em posição de dança. Meio hesitante Gina colocou uma mão no ombro dele e a outra deu pra ele segurar, Nick a apertou forte com a mão que estava em sua cintura e os dois começaram a bailar uma música inexistente.

Ok. Ela se sentia ridícula fazendo aquilo no meio do jardim da sua casa. Com certeza estava louca. Primeiro porque Nicolas não era quem ela queria que estava ali. Segundo porque em certos segundos ela queria que fosse realmente Nick que estivesse ali. Terceiro porque estava em sua casa, se alguém visse a cena com certeza teria muitas explicações a dar.

Gina encostou a cabeça no ombro de Nick e ficou ali perdida em pensamentos com o aroma do perfume dele inebriando-a .

- Porque esta fazendo isso? – ela sussurrou. Era uma pergunta pra si mesma, mas também pra Nick.

O garoto parou. Levantou o queixo dela com um dedo e a olhou.

- Porque eu gosto muito de você.

E falando isso pôs a cabeça de Gina de novo no seu ombro e voltou a dançar. Gina que engoliu em seco a resposta, voltou a dançar sem mais perguntas.

- Gi... – Nick começou a falar sussurrando – Você não tem noção do quanto eu gosto de você, pena eu não poder ficar aqui, pena eu ter que viajar agora que consegui te dizer isso. Mas, eu volto próximo ano, me espera Gi?

Os olhos de Gina encheram de lágrimas. Porque isso só aconteceu agora? Ela pensava revoltada. Antes não tinha ninguém, era livre, desimpedida, agora seu coração tinha dono. Não que realmente tivesse impedida de ficar com ele ali. Mas estava impedida de prometer a ele que o esperaria. Gina tinha de dar alguma resposta ao garoto, não podia simplesmente ficar calada depois de uma declaração, não era justo. Em compensação não haviam palavras, e se haviam machucariam demais.

Ela parou a dança e o abraçou muito forte, deixando as lágrimas escorrerem livremente por seu rosto, deixando que ele percebesse que ela tinha sentido algo com aquilo, que não era nenhuma insensível.

Carinhosamente ele a afastou dele e enxugou suas lágrimas. Gina sorriu. Ele retribuiu. Ela olhou pro céu pensativa, era noite de lua crescente as estrelas brilhavam lindas e solitárias no céu. Estava tudo tão perfeito. Nick foi se aproximando do rosto dela. Ela havia tomado sua decisão. Alheia a tudo a sua volta, ela só percebeu que ele se aproximava quando estavam com os rostos bastante próximos...



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** Terça-feira **

Gina se espreguiçou da cama sonolenta. Olhou a volta no quarto e viu seu diário na cabeceira.

- O diário!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Levantou da cama num pulo. Meu deus, já era terça-feira e o diário ainda estava ali. Quer dizer, ela ainda não tinha encontrado o feitiço. Quinta já estaria em Hogwarts. O natal era amanhã. Não havia tempo!

Desceu as escadas correndo. Quando estava praticamente descendo os últimos degraus se esbarrou com Harry.

- Bom dia Gina... Aonde você vai assim ?

- Assim como? – ela olhou em volta de si e bateu com a mão na testa. – Aiiiii eu esqueci de mudar de roupa.

Ela voltou correndo todos os degraus da escada deixando Harry lá em baixo caindo de tantas risadas. “ o que há de tão engraçado nisso ? poderia ser pior se... “

- Bom dia... – Nick disse no corredor quando Gina passou pela frente do quarto dele disfarçando um bocejo, a única reação da garota foi correr mais!

Òtimo. Ainda teria que mudar de roupa, tomar café, esperar Nicolas ir embora, para só então poder ficar em paz e procurar o feitiço. Isso levaria no mínimo até o almoço. Se desesperou. Lançou o olhar para o diário na cabeceira e balançou negativamente a cabeça.

- Merda... – murmurou consigo mesma.

E lá estava ela sentada na cama rodeada de livros que roubara de quase todos os seus irmãos, menos dos gêmeos que proibiram ela de pegar qualquer livro seu. “Ciúme bobo...”. Já estava exausta. Olhou pro relógio descrente. Parecia até brincadeira, o tempo parecia correr mais do que o normal. Já eram cinco horas da tarde e nada de feitiço. Suspirou fundo e abriu mais um grosso livro de Carlinhos, folheou o índice rápido e suspirou desanimada. Nada de novo. Enterrou a cabeça no travesseiro tentando pensar um pouco. Realmente o dia estava passando rápido, lembrava-se de quando acordou como se fizessem apenas 10 minutos. Desceu, encontrou Harry subiu encontrou Nick, foi pro quarto se trocou e desceu de novo, dessa vez encontrando os dois meninos anteriores e mais Rony, sua mãe e os gêmeos. Deu risada ao lembrar da cara dos garotos quando viram Hermione chegar via pó de flu bem no horário do almoço. Rony se engasgara com a torrada e foi necessário 10 minutos de tapas nas costas e muita água para ele retomar ao seu estado normal. O sorriso desapareceu do rosto de Gina quando ela se lembrou de que Mione mal falou com ela, apenas um miséro bom dia, talvez por respeito a mãe de Gina que estava presente na cozinha. Mas, graças a Merlin, a garota não demorou muito. Veio só desejar um feliz Natal adiantado, pois viajaria em poucos minutos com os pais pra algum lugar muito interessante segundo ela. Uma hora aproximadamente depois de Mione sair da toca, foi a vez de todos se despedirem de Nick. Ela bem que tentou fugir da despedida, ficava muito sem jeito de falar com qualquer menino na frente de seus irmãos, ainda mais quando o menino era amigo de seus irmãos. Mas não havia saída, e lá foi ela se despedir do “amigo”. Dois beijinhos, um abraço apertado e uma frase sussurrada no ouvido. Isso foi o bastante pra Gina corar até o ultimo fio de cabelo e dar qualquer desculpa para sumir da sala naquela hora e se trancar no quarto até o horário do almoço. Bom, pelo menos foi o que pretendia. Mas teve que aturar um interrogatório imenso dos seus irmãos da hora que Nick foi embora, até o horário de almoçar. Nunca chegou a achar que os gêmeos conseguissem ser mais ciumentos do que Rony e Carlinhos juntos, pois eram! Então Gina aturou um ciúmes sem limites dos meninos, de Rony, e até do próprio Percy, que se juntou aos irmãos num discurso sobre como os homens podem ser safados e aproveitadores. “vai ver eles se tomam como exemplo” ela pensou enquanto ouviu Fred repetir pela milésima vez que conhecia aquele olhar de Nicolas de longe. Perdeu as contas de quantos suspiros deu durante a empolgante “conversa” com os irmãos e também de quantas vezes sentiu seu fogo weasley quase subir-lhe a cabeça. Seu melhor amigo ria de toda a situação, encostado na porta, apesar de Gina lançar-lhe olhares suplicantes para que a ajudasse. A única ajuda mesmo que ela obteve foi a de sua mãe, quando essa gritou que era pra todos descerem imediatamente para o almoço. A menina agradeceu a Merlin por ter uma mãe tão pontual e preocupada com a alimentação dos filhos!!

Então, depois de engolir seu almoço ela se trancou no quarto e ficou lá até esse exato momento. Já estava pensando em desistir do tal feitiço. Parecia brincadeira de gnomo aquilo! Não seria possível que só porque ela estava procurando o maldito feitiço ela não encontraria. Pois bem, desistiu. Não ia adiantar mais. Já estava anoitecendo. Não ia dar tempo. Separou todos os livros que estavam na cama para seus respectivos donos, inclusive alguns seus que estavam lá por cima misturados, alguns que ela ainda nem tinha sequer lido. Como imaginou não teve tempo, nem paz para ler os livros pegos na biblioteca. Resmungou algo inatendível e pegou o exemplar fino que madame Pince havia lhe recomendado. Começou a folhea-lo procurando algum assunto interessante o bastante para ocupa-la pelas próximas 1 hora e meia no mínimo.

- Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Passos rápidos foram ouvidos e logo batidas na porta também.

- Gi, ta tudo bem ai ? Gina? Virginia????

A garota piscou duas vezes e bateu com a mão na testa. A voz lá fora aumentou o tom e então ela respondeu afoita.

- Ham ? que? Esta.... ta tudo bem... ai eu não acredito... o tempo todo em minha cara e eu...

- Allohomora.

Harry entrou no quarto e observou tudo ao redor. Normal, absolutamente tudo normal. Sua amiga olhava aturdida para um livro na mão. Ele chegou perto dela e a balançou.

- Porque você gritou? Quer matar todo mundo do coração? sorte que sua mãe esta lá fora com os meninos e não ouviu essa gritaria! – Gina não desviou os olhos do livro, sua íris correndo de um lado a outro. Ele percebendo isso se inclinou para tentar ler o que tinha escrito no livro.

Quando ela finalmente acabou de ler o abraçou forte e Harry não entendeu nada.

- Gi... o que ?

- Nada, nada.... agora se você não se importa da licença Harry... – ela disse já se levantando e o empurrando pela porta.

- Virginia Weasley... o que você esta aprontando ?!?

- Nada não... te adoro! Tchau.

Ela disse isso e fechou a porta atrás do amigo. Logo após abriu de novo a porta e gritou para o garoto que já estava quase entrando no próprio quarto

- E Harry! Me empresta a Edwiges? - ele afirmou coma cabeça e ela sorrindo fechou a porta do próprio quarto de novo.



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*Quarta-feira*

Gina esfregou os olhos antes de abri-los. Deu um bocejo e devagar levantou as pálpebras.

- Ela já voltou? – gina perguntou se aconchegando no colo de Harry

- Ainda não. Mas não se preocupe ela nunca deixou de falhar com o que lhe é pedido.

Gina deu mais um bocejo e se sentou na cama.

- Se os meninos te vêem aqui pode se considerar morto.

Os dois riram gostosamente.

- tou indo pro meu quarto. Quando Edwiges voltar eu te aviso.

- humhum – ela consentiu com a cabeça enquanto deitava novamente na cama.

- Levanta preguiçosa!

Harry rumou um travesseiro nela e saiu do quarto rindo da amiga

“ Hunft! Preguiçosa nada! Eu dormir tarde e ainda são 8 horas da manhã “ ela resmungou em pensamento. Realmente havia ido dormir tarde, depois de resolver o “probleminha” com o diário, ela desceu pra tomar café e ainda ficou de conversa até de madrugada. “ A noite foi longa” ela pensava em meio a um bocejo. Resolveu lavar o rosto pra acordar de vez. Levantou da cama e lançou um olhar rápido a cabeceira observando a data no relógio. Véspera de Natal. Isso significava que um pouco abaixo de seus pés sua mãe se desdobrava em preparativos para a Ceia. Sentia uma preguiça sem limites, mas tinha de descer e ajudar a mãe, como uma boa garota faria.

Sorriu ao lembrar da noite anterior. Deu trabalho para ela conseguir desfazer os rostos mal humorados de seus irmãos. Na verdade custou uns bons beijos e carinhos até todos derreteram. Até mesmo os gêmeos que de inicio tentaram resistir aos beijos já que estavam por deveras chateados por a irmã não ouvir seus conselhos. Depois que todos haviam ido dormir ela e harry ficaram em seu quarto conversando. Finalmente ela conseguiu ter uma longa conversa com o amigo, há tempos que tentava e não conseguia O assunto principal não poderia ser outro que não fosse Draco Malfoy. Gina tinha tanta coisa a contar, tantos fatos a explicar, que terminou conversando até a madrugada. Sentiu-se bem desabafando com seu melhor amigo, não agüentava mais só contar seus problemas ao diário, afinal diários não dão opiniões e conselhos, já Harry... ele encheu a garota de conselhos e das mais diversas opiniões, desde opiniões contra , até opiniões ( pasmem!) a favor. Sim, Harry Potter deu opiniões a favor de Draco Malfoy. Gina mudava de expressões a cada segundo. Numa hora tinha a face sonhadora, sorrindo boba, os olhos brilhantes. Noutra a expressão era sapeca, quase igual a face marota dos gêmeos quando aprontavam algo. Mas havia também a expressão triste, meio inconformada, meio revoltada. Só que o brilho nunca desaparecia, era visível nos olhos dela que nutria um sentimento muito forte por Draco. Era palpável o amor que ela inalava ao dizer o nome dele. E os dois ficaram de conversa até Harry adormecer com a amiga deitada em seu colo. Gina ficou com pena de acordar o amigo e se aproveitando do aconchego das pernas do rapaz ela também adormeceu.

Gina desceu as escadas pulando os degraus. Na sala todos andavam de um lado a outro carregando apetrechos de Natal, lançando feitiços nos enfeites. Na cozinha Molly enfeitava um Peru, enquanto dava ordens as panelas que soltava fumaças no fogão. Gina atravessou a sala desviando dos feitiços que os irmãos jogavam em tudo que encontravam e tapando os ouvidos para não ficar surda com a altura da música que tocava.

- Bom dia mãe! – A menina praticamente gritou e estalou um beijo na bochecha da mãe, observando por cima dos ombros o bolo que estava sendo confeitado sozinho do outro lado da mesa.

- Bom dia Gininha querida. Acho que seu pai não esta tendo sucesso com aquele aparelho trouxa, não é? – A mãe gritou em resposta.

Gina apenas riu e virou-se para observar o pai, que estava coçando a cabeça diante de um som trouxa.

Percy entrou pela porta trazendo consigo um saco preto que sacudia freneticamente, ele resmungou algo e tentava limpar o suor da testa. Era realmente estranho ver Percy com a roupa toda amarrotada e suja de terra, Gina imaginou o que teria havido para ele estar daquela forma, mas seus pensamentos foram interrompidos por um estrondo enorme. Gina se assustou e deu um pulo pra trás, na sala tudo era uma mistura de nevoas rosas e prateadas. Ela piscou os olhos duas vezes sem entender. A música havia parado de tocar. Quando a fumaça baixou ela pode ser seu pai coberto de fuligem rosa-prateada apoiando as mãos na perna de tanto rir. Sua mãe ao seu lado apenas balançou a cabeça de um lado para o outro murmurando algo que ela não entendeu. Gina olhou o pai com os olhos arregalados e esse sorriu, dando batidinhas na camisa tentando limpá-la.

- Consegui Gininha! Veja só... – Arthur fez um movimento com a varinha e o som começou a tocar, outro movimento e a música foi trocada.

- Ah!!

Gina exclamou e interiormente pensava o quão louca sua família era, quase morreu do coração de susto por causa de um som .

E foi assim pela manhã inteira. Os meninos não paravam de inventar coisas a serem enfeitiçadas. Até o pobre do vampiro do teto foi obrigado a servir de decoração para o lado de fora, ganhou algumas luzinhas em volta dele e é claro um feitiço paralisante. Gina podia jurar que sentiu pena da criatura, ficar parado por um dia inteiro não era uma coisa muito agradável. A casa por dentro parecia um parque de diversões, havia cores e coisas se movendo por todos os lados. Uma árvore de natal bastante grande estava no meio da sala, enfeitada dos mais diversos tipos de fadinhas, mini vassouras que ficavam voando ao redor da arvore, alguns sapinhos de chocolates (que toda vez que Rony ou Harry passavam se escondia para não serem comidos), uns laços que foram postos lá depois de muita briga já que os meninos não queriam aquelas frescuras de meninas na árvore “deles”, e é claro uma estrela na ponta da arvore que soltava uns brilhinhos de 5 em 5 minutos deixando a árvore toda brilhante e perfumada. Pararam alguns minutos para almoçar e depois todos voltaram ao trabalho. Os meninos que já haviam acabado de enfeitar a sala foram começar os enfeites nos jardins e também preparar o que eles chamaram de “uma surpresinha especial” . Já na cozinha Gina e Molly estavam histéricas gritando a toda hora ordens para as panelas, enfeites para bolos, tirando coisas dos fornos e pondo nas mesas (ou então escondendo no armário para os meninos não beslicarem antes da hora), lá estava tudo uma loucura, mas uma loucura gostosa. Gina se debruçava nos livro de culinária da mãe para procurar receitas de sobremesa, queria fazer uma sobremesa especial para o Natal, mas não sabia qual, então resolveu ir procurar. Com a ajuda da mãe ela preparou um manjar de coco, uma sobremesa trouxa que ela achou na parte de “curiosidades trouxas” em um dos livros.

Eram 7 horas quando Gina subiu para se arrumar, estava por demais exausta. Chegou até a pensar em deitar na cama e simplesmente dormir, mas duas vozes em seu subconsciente falaram mais alto “ você vai dormir sem abrir os presentes? “ você vai dormir depois de tanto trabalho ?” Não, ela não iria dormir. Entrou no quarto e foi direto abrir o guarda-roupa, tinha de escolher alguma coisa para vestir, mas não tinha nada bonito o suficiente ali. Se deitou na cama despreocupada.

- Piuu

- Aiiiiiiiiiiiiii

Gina levantou de um pulo da cama, pôs mão no peito e suspirou fundo tentando se recuperar do susto.

- Edwiges...

Ela sentou na ponta da cama e se pôs a acariciar a cabeça da coruja enquanto pedia mil desculpas por ter deitado em cima da asa dela. A coruja tinha nas patas duas cartas que estendeu a Gina e com o bico apontou para uma caixa que estava um pouco mais ao lado da cama. Ela pegou as cartas e começou a ler.

Que bom que é boa de memória, pensei que esqueceria.

Gina virou o papel, desvirou, olhou de novo e suspirou fundo ao constatar que só havia aquilo mesmo ali escrito. Bom, pelo menos Edwiges tinha conseguido entregar. Pegou a outra carta e abriu, sim essa realmente era uma “carta” a outra era no máximo uma frase.

Gininha,

Espero que a coruja do Harry tenha conseguido lhe entregar esta carta antes da ceia de Natal. Desculpa a ter pego emprestado em meio a uma entrega sua. A encontrei em Londres, num corujal público, estava precisando de uma coruja e então pensei “ porque não usar a Edwiges mesmo ? “ Uma ótima coruja, diga isso ao Harry por mim. Ainda não sei se poderei estar ai hoje, está mais provável que não, o banco está precisando cada vez mais de mim e parece que tem muita gente comprando presentes de Natal na última hora.

Estou com muitas saudades de minha irmãzinha mais nova, já soube que está bastante crescida. Há quanto tempo não nos vemos? Acho que já deve fazer uns 7 meses. Bom, estou lhe mandando seu presente de Natal nessa caixinha azul que veio com a Edwiges, espero que você goste. Não fui eu quem escolhi, foi... minha namorada . – Gina deu um risinho abafado quando leu a letra corrida do irmão, era o mais velho e o mais tímido com garotas apesar de todo o jeito brincalhão e descolado.

Feliz Natal gininha.

Um beijo grande de seu irmão que te ama!

Gui Weasley.

Gina sorriu ao terminar de ler a carta e pegou o embrulho ao lado de sua cama. Abriu com cuidado para não amassar a caixa e tirou um tecido vermelho clarinho de dentro. Estendeu a roupa a frente dos olhos. Era um vestido, um lindo vestido vermelho de alcinhas finas e comprimento médio. Gina passou os dedos no tecido, era fino e macio, tinha alguns bordados de estrelinhas no decorrer do vestido. Ela mal esperava para vesti-lo, mas antes tinha de tomar um banho. Quando ia por de novo o vestido na caixa, viu um envelope pardo no fundo desta. Achou estranho afinal Gui não comentara de envelope algum na carta, pegou-os na mão e pode observa o brasão de Gringotes estampado no lacre. Abriu e começou a ler.

Srta Virginia Weasley

O banco Gringotes lhe informa que seu pedido de abertura de conta foi aceito. A srta possui agora um cofre nas dependências do Banco Gringotes do Beco Diagonal, no seu próprio nome. Pedimos que envie o formulário que segue junto a esta carta com alguns dados que não foram anteriormente preenchidos e com a sua assinatura.

Maiores informações sobre sua conta, seguem em pergaminho anexo.

Atenciosamente,

Banco Gringotes.

Gina arregalou os olhos e procurou rápido pelo papel anexo.

È recomendável que guarde este papel para eventuais problemas ou procedimentos burocráticos.

Conta número 965

Nome do titular: Virginia Saint’s Weasley

Saldo inicial: 300 galeões

Saldo parcial: 302 galeões

Data de abertura de conta: 20 de dezembro

Gina enguliu em seco todas as informações e tentou processar bem as coisas. Agora ela tinha uma conta no banco Gringotes e tinha 300 galeões??? Ou melhor... 302 galeões? Com certeza Gui havia pirado, aquilo devia ser grande parte do seu salário, se não fosse ele todo... ou talvez dois meses de salário, bem ela não fazia idéia, só sabia que pra ela aquilo era dinheiro por demais. Abriu mais alguns pergaminhos que vinheram no envelope e depois de lê-los e assinar algumas coisas guardou numa caixa que tinha debaixo da cama. Uma coruja muito negra apareceu na janela e Gina olhou pra ela assustada, tinha uma corrente na coruja que continham um pingente com o símbolo de Gringotes, logo Gina entendeu e prendeu na coruja os papeis que a irmã preferida de Gui. Resolveu que depois enviaria uma carta a ele agradecendo, agora tinha de ir tomar banho.

Depois de uma hora de pura confusão e gritos, lá estavam todos na sala de jantar. Os meninos conversavam num canto. Rony e Harry tentavam encontrar os sapos de chocolates na arvore de Natal, atitude considerada bastante idiota por Percy que observava os dois resmungando. Gina estava sentada no braço da poltrona do pai conversando alegremente com ele e Molly olhava calma os filhos.

- Mas pai... – a menina ria mais uma vez.

- Mas nada! Como pode uma coisa dessa? Você era uma bebezinha no outro dia e agora em aparece assim...

- Assim como ? – ela falou pondo as mãos na cintura.

- Assim... – Fred começou a frase se aproximando da irmã.

- Linda! – Jorge completou abraçando a irmã e a enxendo de beijo, do outro lado dela Fred fazia o mesmo.

- ai!! Vocês vão me derrubar – ela tentava se soltar deles em vão. – mãe...

Mas Molly apenas sorria olhando a cena. Rony tinha parado de correr e estava olhando de cara feia pra cena. Harry começou a rir também da cara do amigo.

- Hunft! Amassaram minha roupa toda. – Gina disse fazendo cara de zangada e alisando o vestido, mas logo desfez a cara e passou cada braço na cintura de um dos gêmeos.

- Hum... ainda não nós disse quem te deu esse vestido lindo querida.

- Ah! Foi o Gui , mãe. Ele mandou dizer a vocês que...

Ploft!

- ...eu estaria aqui nem que tivesse que amordaçar aqueles duendes! – Gui disse enquanto piscava um olho pra Gina.

- Gui!!!!!!! – Gina se jogou nos braços do irmão o abraçando forte. Foi a vez dos gêmeos fecharem a cara.

- Nossa! Como minha irmãzinha está linda! Uau! Deixa eu te ver direito... – ele se afastou dela e a observou – O vestido serviu certinho... ainda bem que acertei!

- humhum – os gêmeos coçaram a garganta .

Gui foi até os irmãos e deu um tapa na cabeça de cada um. Passou por Rony e deu um tapa nas costas do irmão fazendo ele tossir e Harry cair na risada. Em Arthur ele deu um longo abraço e um beijo na testa da mãe.

- Então, me atrasei muito?

Molly olhou para o relógio.

- Na verdade chegou bem na hora. Faltam apenas 1 minuto para a meia-noite

- E para abrirmos os presentes... – Rony esfregou as mãos.

- Não senhor! Para jantarmos! – corrigiu Molly.

Rony bufou e Gina abafou um risinho.

- Vou buscar as comidas...

- Não mãe! Peraê! Eu e Jorge fizemos uma suprersinha. Sentem todos ai.

Percy revirou os olhos e se levantou para ajudar.

Fred fez um movimento com a varinha e uma mesa toda ornamentada veio flutuando e parou ao lado da mesa de jantar. Com outro movimento, apareceu na mesa terra e algumas miniaturas de animais, um pouco de palha no meio. Percy trouxe uma caixa pra perto da mesa e Jorge com um movimento rápido fez várias “coisinhas” voarem rápido para cima da mesa se posicionando. Quando gina piscou os olhos novamente, lá estavam 6 gnomos totalmente vestidos de... ela demorou um pouco pra processar... vestidos de Maria, José, Jesus, e os três reis magos? Gina riu, aquilo era crendice trouxa. Ela não entendia como que os gêmeos tinham controlado os gnomos do jardim, mas enfim, eles estavam ali paradinhos fazendo o papel deles na cena. Ao lado havia mais 5 gnomos, cada um com uma miniatura de instrumento musical na mão e com a cara muito zangada.

- Vamos... tão esperando o que pra começar? – Fred perguntou cutucando um gnomo que segurava uma harpa.

Jingle bel , jingle bel

Acabou papel

Não faz mal, não faz mal

Limpa com jornal

O jornal ta caro,

Caro pra chuchu

O que é que eu faço pra limpar meu...

Todos na sala menos Molly e Percy caíram na risada. E os gnomos continuaram a cantar músicas natalinas, um pouco digamos... Modificadas. Sob o protesto de Molly eles ouviram essas lindas cantigas pelo jantar inteiro. Gina já estava desmaiando de sono, não agüentava mais nada, mas a lembrança de que ainda haviam presentes a abrir a deixaram acordada.

Enfim, acabou o jantar e logo todos estavam na beira da árvore catando seus presentes. Gina estava sentada no tapete com Harry e Gui ao lado, seus presentes todos espalhados pelo chão, ela abriu um de cada vez. Havia ganhado um suéter rosinha claro de sua mãe e um brinco também rosa para combinar, de Harry ela ganhou um perfume que tinha um cheiro meio adocicado meio apimentado, Percy havia lhe dado um conjunto de pena e tinteiros, Rony lhe comprou um diário (que bom! Irei mesmo precisar de um novo), seu pai tinha lhe dado um...

- Paiiiiiiiiii brigada! – ela levantou rápido do chão e foi abraçar o pai, uma coisinha peluda a acompanhava em seu calcanhar. Gina pegou o bolinho de pêlos do chão e pôs no colo.

- Ahhh não! Mais um gato não! – Rony murmurou visivelmente chateado.

- Ela vai se chamar... Rosen.

- só porque tem manchinhas rosa? – Harry perguntou olhando pra amiga.

- Humhum...

E gina voltou com a gatinha no colo, sentando novamente no chão. Ainda faltavam dois presentes a serem abertos. Ela abriu o primeiro e abriu a boca ao constatar que era de Hermione. “ Bom, vai ver ela já tinha comprado. Eu também já tinha comprado o dela e deixado na mão de Harry. Espero que ele tenha entregue.” Gina abriu o presente e viu que era uma presilha dourada de cabelo muito fofa por sinal. O último embrulho foi dado pelos meninos. Era uma caixa vazia. Gina olhou de esguela pros garotos e eles começaram a rir.

- Irmãzinha... – os dois falaram ao mesmo tempo.

- Hum... – ela disse.

- Agente não sabia o que te dar... então resolvemos te perguntar. O que você quer ?

Gina olhou ao redor. Tantos presentes. Ela não lembrava de nada que quisesse. Talvez...

- Hum... Quero um quit das gemialidades.

- Só?

- mas não é só um presente?

- Somos dois!!

- Ok... então eu também quero uma copia do mapa. – ela falou baixinho.

Os dois meninos se entreolharam.

- Ok... mas vamos precisar então da colaboração de Harry.

Harry ouviu seu nome e se virou para ver a conversa.

- O que? – ele perguntou sem entender do que falavam.

Os gêmeos fizeram sinal que depois conversavam e piscaram pra Gina.

O resto da noite foi passada entre conversa e risos. De manhã Rony, Harry e Gina voltariam pra Hogwarts, as exatamente 10 horas da manhã. Gina decidiu que arrumaria a mala pela manhã, era pouca coisa afinal.

As 2 da manhã todos já estavam em sua respectiva cama, dormindo tranqüilos. Quer dizer, Gina não dormia, revirava na cama, algo a incomodava... algo loiro.



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** Quinta-feira ( pré-expresso de Hogwarts)**

O despertador tocou. Gina virou pro lado colocando o travesseiro na cabeça decidida a ignorar aquele toque. Segundo dia seguido que ela dormia pouco. Eram 8 horas da manhã. Tinha duas horas pra estar na plataforma 9 ½ embarcando no expresso de Hogwarts e preparada pra o que quer que acontecesse. Por fim, decidiu levantar da cama. Logo o barulho de despertador se calou. Suspirou e saiu do quarto indo em direção ao banheiro. Agradeceu aos céus, por seus irmãos serem preguiçosos e ainda não terem ocupado todos os banheiros vagos. Como sempre iria praticamente toda a família a King Cross para ver os caçulas embarcarem. Tomou uma ducha rápida e ao sair do banheiro passou por cada porta dos quartos dos irmãos batendo de leve e os chamando pra acordar. Se ela tinha acordado, eles também teriam que acordar ora essa! Trocou de roupa e começou a pentear os cabelos, estava perdida em algum ponto mais a frente, imaginando situações. De verdade fantasiando situações. Alguém bateu de leve na porta e ela se sobressaltou.

- Bom dia Ron...

- Minha mãe ta chamando pra tomar café.

- Tou indo – ela respondeu vagamente.

Gina desceu pra tomar café, mas logo subiu pois haviam malas a serem arrumadas. Em vinte minutos lá estava ela sentada no sofá esperando que seus irmãos descessem, enquanto conversava com Gui. Perguntou tudo que o tempo deu pra perguntar sobre o namoro dele. O irmão não negou nenhuma informação a irmã, mas ficou bem encabulado em contar tudo aquilo.

Todos foram num carro do ministério pra estação. Gina estralava os dedos de segundo em segundo e Rosen dormia tranqüila em seu colo. Estava nervosa. Estava ansiosa. E agora como tudo seria?

N/A: bom... esse capitulo é praticamente ( ou todo ? o.O) da Gi... o próximo é último... e bem.. deixem comentários... pleasi... =))) Bá.. aqui são 18:01... atrasei um minuto =P beijuxxx

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