Capítulo VII



Capítulo VII




O clima frio e novo do avião lhe deu mais segurança, embora esta fosse longe de ser realmente verdadeira. Andar de avião seria a mesma tortura que aparatar? As dúvidas lhe fluíram mais intensa e precipitadamente em sua mente quando ela se lembrou dos terríveis acidentes de avião que aconteciam diariamente.

Draco a puxou pela mão para o lugar que lhes estava reservado.

- Sente-se na janela. - a aconcelhou, abrindo espaço para esta passar por ele - aprecie a vista, que por sinal é linda.

Ela sorriu alegre e passou por ele, sentando-se no banco ao lado da janela. Mesmo que esta estivesse fechada e fosse uma simples bola que quase média. Eles tinham que fazer janelas maiores! Pagavam para ver um monte de poltronas almofadadas em azul com gente dormindo, ouvindo música e, raramente, lendo? Ok.

- O que achou? - ele perguntou, sentando-se ao seu lado, massageando o próprio pescoço.

- Legal. A janela poderia ser um pouco maior.

As pessoas lá fora corriam apressadas para não se atrasarem e os carros pequenos sem capô corriam com as malas. Uma escada vermelha de grande era tirada do avião, dando-lhe arrepios: chegara a hora. Ela finalmente voaria mais de cinco mil pés da Terra!

- Apertem os cintos, entraremos em vôo em cinco minutos. - avisou a voz aérea e perfeita de uma mulher que certamente estaria do outro lado da cabine no fim do corredor.

- Cinco minutos??? - resmungou, indignada - então por que já está tudo pronto?

Draco sorriu, paciente.

- É um meio de eles nos prepararem. E além do mais, não me lembro de ter visto o piloto. - justificou, olhando à sua volta.

Ela se acomodou no assento, imaginando como seria o vôo, sem querer se preocupar com o quê realmente aconteceria. Tentando não se preocupar, quando na verdade ela tentava arrumar um jeito de contar nos dedos os múltiplos de nove; um horrível costume que tinha para disfarçar o medo que sentia. Fechou os olhos.





- Hermione, por favor, acredite em mim! Malfoy não é quem você pensa! - a voz desesperada e aflita de Harry encheu seus ouvidos, correndo em sua direção.

Estava em algum beco escuro e úmido, que cheirava animal morto e provavelmente podre. Não precisou virar a cabeça para encarar Harry, pois este apareceu repentinamente com seus grandes olhos azuis em sua frente.

- Por que eu deveria? - ela perguntou, maliciosa.

Não era a mesma, se transformara. O sentimentalismo e o idealismo foram jogados fora, porém, a insegurança era a mesma, embora suas palavras e respostas saíssem firmes e frias.

- Porque eu te amo.

As palavras que saíram sérias e temerosas lhe abalaram internamente. Ele ainda a amava, realmente? Então por que diabos beijara Gwen? Por quê?

- Dessa vez realmente não acreditarei, Potter. - murmurou friamente, dando as costas.

Sentiu as mãos de Harry em seu braço... aquilo era real? Se repetia exatamente como fora aquele dia, o primeiro beijo... porém, Harry e ela estavam diferentes, talvez como agora? Não.. ela não podia ser tão fria e má como era ali. Se virou lentamente, vendo que Harry se aproximava. Tão lindo, tão perfeito, os olhos azuis brilhando à medida que se aproximava.

Não obstante, ela recuou, com um sorriso malvado nos lábios. Balançou a cabeça negativa e rapidamente e se desvencilhou dele, dando-lhe as costas, andando vagarozamente até a rua que era quieta e molhada, a chuva começava a cair lentamente...

- Hermione, espere... - ouviu a voz de Harry, chamando-a. Não se viraria, em nenhuma ocasião, nunca.



- Hermione, acorde... - ela ouviu finalmente a voz de Draco e abriu os olhos, assustada.

Estavam dentro do avião e as pessoas andavam no corredor, calmas e aliviadas. Algumas se levantavam nas pontas dos pés para pegar a mala em cima, no guardador.

- Acabou... vamos? - ele deu um sorriso com os dentes e feliz, e se levantou, oferecendo-lhe a mão para levantar-se.

Esta aceitou com um sorriso, ainda atônita à situação. Draco lhe deu o braço e eles saíram dali sem caregar nada, pois tudo estava guardado no avião. Esperaram a fila acalmar-se para entrarem nela, já que tudo estava uma bagunça e as pessoas conversavam em voz alta e animada.

Aquele chato e temível solavanco no estômago novamente foi sentido: ela estava no Caribe. Com Draco. Tinha ocasião mais perfeita? Amanhã seria Natal e eles estariam em um hotel chique e glamuroso bem longe daquele aeroporto frio!

E foi o que aconteceu. Não que já fosse Natal, ou que ela não aprovasse a idéia. Mas era o lugar mais lindo e convidativo que ela entrara. Tudo era dourado e vermelho escuro, em veludo. Se ela quisesse tossir chamava alguém imediatamente para ajudá-la caso fosse preciso.

Hermione, ainda no primeiro dia, foi praticamente obrigada a conhecer Lady Seffy, uma senhora mulher de um amigo de Draco, com quem tinha relações de negócios importantes. Enquanto eles conversavam em alguma parte daquele imenso hotel, Lady Seffy a levava para tomar chá do lado de fora, perto da piscina; e era quase impossível poder recusar qualquer pedido ou vontade da Lady, que tinha um ar de superioridade acima do normal.

- Sabe, - ela falava majestosamente, sua postura perfeita e cabelos louros arrumados em um penteado gracioso - sempre adorei o Caribe, e adoro o som leve e agradável que a praia daqui tem. - segurando a xícara de chá detalhada com desenhos japoneses, ela virou-a em seus lábios pintados.

- Eu também gosto das praias - revelou, sem se intimidar com a superioridade da mulher que, apesar de conservada, parecia ter uns cinqüenta anos - você sempre costuma vir para cá? - quis saber, segurando a xícara de chá.

A mulher pareceu avaliá-la com os olhos azuis e calmos. Ela exalava um ar de nobreza e superioridade incrível, que não deixava de intimidar uma mosca que passasse; levantou as sobrancelhas e falou carinhosamente:

- Oh, querida... você é tão linda... - elogiou, dando um sorriso com os dentes brancos e perfeitos.

- Obrigada... - agradeceu com um sorriso.

Aquela mulher era estranha; não falava coisa com coisa! E isso a fez ir mais cedo para o apartamento tamanho família onde ela e Draco iriam passar a noite antes de ir para o balneário. Tomou um banho quente na banheira espumosa e, com o roupão, não resistiu não ir para a sacada respirar um pouco daquele ar fresco e saudável que o lugar tinha.

A cidade parecia um campo de iluminação aos seus pés, com suas luzes acesas e, geralmente, bruxuleando nas janelas quadradas e retangulares. A brisa fresca da noite bateu em seu rosto, corando-o levemente, fazendo-a sentir tontura e leveza.

Para completar o momento perfeito, sentiu o cheiro de Draco e seus braços envolvendo-a por trás, sua respiração calma e cansada em sua nuca.

- Como foi o seu dia? - perguntou, beijando-lhe o pescoço.

Ela segurou seus braços ali e, ainda arrepiada e embriagada pelo cheiro que ele exalava, respondeu calmamente:

- Legal.

- Legal? - ele perguntou, indignado, parecendo seriamente ofendido.

- Foi bom. - concluiu sem animação - Lady Seffy adora o Caribe. - informou, sorrindo, fazendo Draco rir em sua nuca.

- Ela é meio... "adorável". - falou Hermione, fazendo Draco rir novamente - já reparou a quantidade de vezes que ela fala a palavra "adoro"? É incrível!

Ele a virou para encará-lo. Seus olhos verde acizentados tinham um misto de alegria e cansaço, onde ela poderia mergulhar-se sem se afogar durante horas. E, entre aquelas duas cores que ela tanto admirava nos olhos do amado, descobriu um segredo. Guardado a sete chaves. No fundo de seus olhos.

Franziu a testa e, sorrindo, murmurou:

- O que você me esconde, Draco? - ela perguntou, sua voz se arrastando e ele franziu a testa levemente, deixando o sorriso sair de seu rosto e uma preocupação tomar-lhe conta.

Ele aproximou seus lábios dos dela e os pressionou. O cheiro do perfume leve e suave que ele costumava usar a embriagou, fazendo-a flutuar longe dali...






- Ele disse que contaria à ela, Gwen! - Harry replicou, revoltado, em voz mais alta que a de todos na sala.

- Eu sei, Potter! - ela vociferou - você acha que eu estou feliz por sua namoradinha estar com Draco nesse momento? - falou, irônica.

Ele olhou para todos da sala de reunião. A mesa comprida e de carvalho envernizada preenchia a sala toda, e o pouco espaço que havia do lado era somente para a livre circulação de pessoas. Peter Houstin, no canto da mesa, se balançava na cadeira para frente e para trás, preocupado e pensativo.

- No que está pensando, Peter? - quis saber Harry, já cheio com um monte de mentiras que a sua vida estava sendo feita.

Ele parou a cadeira e encostou os cotovelos na mesa, as mãos no queixo, sem responder. Depois levou as mãos aos cabelos loiros encaracolados que não usavam aquele chapéu de entregador e o sua têmpora tremeu:

- Não deviam ter me metido nisso. - falou em voz baixa e trêmula, depois tirou as mãos dos cabelos e avaliou cada um das onze pessoas que estavam na mesa.

Observou as expressões impacientes e ansiosas de cada um. Uns ele passava só com um olhar, mas se demorou especialmente em Harry e em Gwen. Fechou os olhos com força e abriu-os novamente:

- Ninguém deveria ter se metido nisso! - ele declarou perigosamente - Tudo deu errado, nada saiu como ele nos prometeu! - ele arfou com raiva, batendo com força o punho fechado na mesa: - nós a traímos. NÓS TODOS A TRAÍMOS! Ela foi uma pessoa maravilhosa conosco e nós fomos FANTOCHES! - ele enfatizava e as palavras cortavam Harry.

Tentou se acalmar novamente e tremia de nervosismo.

- Tentem imaginar o que fizemos com ela. Tentem imaginar como se sentiriam se fosse com vocês! - ele repreendeu - imagine como ela se sentirá quando descobrir. - finalizou, segurando descontrolado o copo de água e levando-o nos lábios trêmulos.

Por um momento, todos absorveram as palavras que Peter dissera, gritara, balbuciara. Era a extrema e agonizante verdade. Uma onda de arrependimento pôde ser sentida por todos dentro da sala.

- Mas mesmo assim nós aceitamos. - suspirou Francielle Zinthar, com seus cabelos louros amarrados no alto da cabeça em um gracioso rabo-de-cavalo, pensativa e em outro mundo.

- É isso que me intriga! - Harry bateu com o punho na mesa, agressivo, fazendo dois adolescentes se sobressaltarem no canto da mesa - como fomos tão...

- Idiotas. - a Sra. Emma completou, surpreendendo - todos nós aceitamos.

- Não. - Harry suspirou, sentindo-se levemente mal e com calor - Ronald Weasley não aceitou. E de alguma maneira o Malfoy conseguiu afastá-lo para outro país.

- Há possibilidade de um Imperius? - perguntou Katerine Falkes arriscou, tentando não ser tão diabólica - quer dizer, ele pode ter dado a louca e... sei lá... enfeitiçado todos nós. - explicou, ao sentir os olhares em si.

- Não - murmurou Joseph Ghnupt pela primeira vez, mais como um bufo que intimidou a todos - ele não pode fazer mais de um Imperius desde sua primeira tentativa que foi pêga em flagrante no meio da rua, há alguns anos atrás.

Quando ele falava, todos o escutava com atenção, como se tivessem medo de que ele poderia esbofetear qualquer um que interrompesse. Até as moscas pareciam parar de zunir; embora ali não ter moscas.

- E ainda permitiram ele de praticar? - questionou Gwen, quase num baque imediato.

- Ele é um Malfoy, nunca se esqueça disto. - lembrou Yance Hunder, sem se conter, encolhendo os ombros.

- Ok. - Dyego Manica interviu, querendo parecer prestativo e ajudar - a questão não é quem é o quê. Agora não tem mais como sairmos da vida dela assim, certo? Se sumirmos, Malfoy mandará seu pessoal atrás da gente, que nos espancará até nós aceitarmos voltar. - terminou tragicamente, balançando a cabeça para os lados.

Harry, sem saber por quê, não gostara de imediato de Dyego. Ele não tinha aparência de ser antipático e nem de ter ares de superioridade, mas ele parecia interessado em Hermione, mesmo que não tivessem lhe dirigido a palavra sobre o assunto.

- Não sairemos. - Peter deu os ombros, extesiado pelo ódio de si mesmo que sentia - esse é o problema. Estamos a um ponto em que nenhum de nós, mesmo querendo, não largará esse jogo.

- Verdade, Houstin. - Emma falou em voz baixa - sempre planejamos uma coisa, mas aqueles olhos frios e cinzas do Malfoy nos intimida, impedindo-nos de colocar nossos planos em prática! - ela alegou, dando as palavras com firmeza e graça, como se tivesse ensaiado e pensado muito antes de proferí-las.

Antes que qualquer um pudesse afirmar com a cabeça ou completar com alguma frase inteligente, uma senhora gorda de cabelos enrolados entrou na sala aflita, abrindo a porta e fechando-a atrás de si, sua respiração rápida e o suor pelo rosto:

- Acabei de receber uma ligação dele - enfatizou a Sra. Strubble; ela já era ciente de que todos ali tinham uma conversa como aquela que tiveram na sua ausência a cada reunião, então, continuou, medonha: - a coisa não vai ficar nada boa.




N/A: Eu consigo deixar alguém morrendo de curiosidade? COnsigo, consigo??? ahhhhh que bom! Amo fazer isso ¬¬' eh bomm.. hmm.. km estiver gostando comentaaa aaeee /o/ cap curto mas em breve o prox. sai... Bjuuuxx, Nah~

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