Piquenique No Kew Gardens



Brendocca: Ah! Valeu *já que você não estava sendo irônica*!
Lisa Hase
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Os Potter foram embora umas duas horas depois, Ron não saiu do sofá apenas ficou pensando por que eles estavam tão chatos. Estava quase adormecendo quando Ced apareceu:

- Sr? Ced pode se deitar?

Ron riu:

- Por que mesmo com liberdade você se chama de Ced?

- Ced posso se deitar? – Repetiu como se não tivesse ouvido Ron:

- Hum... Pode sim, mas acho que Malfoy vai querer jantar.

Ced olhou para o carpete, e apertou as mãos:

- Já fez o jantar dele.

Ron sabia que Ced não estava falando a verdade, mas não se importava a mínima com o jantar de Malfoy:

- Pode então; noite...

Ced desapareceu.

Ron olhou a janela seus pensamentos iam mudando de rumo muito rápido ia lembrando de uma coisa atrás da outra e de Malfoy seu pensamento foi parar na festa que o ministro estava promovendo.



- E ele ainda promove uma festa para ela! Eu sou um auror! – Falava sozinho Draco enquanto andava pela rua a caminho de casa. O pior de tudo era ter que ir a pé, por exigência do Weasley. Todos os amigos dele apareciam pela lareira, pousavam com suas vassouras no quintal, aparatavam e desaparatavam, mas só ele era “descuidoso com os trouxas” e não podia usar os meios de transporte normais nem depois de um exaustivo dia.

Ao abrir a porta ele se deparou com Ron dormindo no sofá:

- Nossa. Pelo visto o dia não foi ruim só para mim... WEASLEY!
Ron deu um pulo do sofá:

- Seu trasgo! O que faz aqui esta hora?

- Você esqueceu que eu também moro aqui?

Ron rolou os olhos:

- Eu vou me deitar. – Disse levantando-se. – Ced já foi...

- E o meu jantar?

- Ele também já o fez.

Draco andou em direção a cozinha, tinha certeza que Ced não tinha feito seu jantar. Azar do elfo, ele estava doido para enfeitiçar um, hoje.

Pensado e feito, encontrou apenas um caldeirão com legumes picados e arroz, Draco só precisava cozinhar, mas no estado em que estava não agüentaria nem pegar os talheres. Ou morria de fome, ou de cansaço.

Apostando em sua força Malfoy colocou o caldeirão no fogo, foi quando olhou a imensa louça que acumulava na pia, louça até do café da manhã:

- Weasley!

- O que é? – Perguntou Ron do alto das escadas:

- Você acha que vai dormir...

Ron riu com desdém, já passavam da meia-noite e Malfoy achava que podia pregar peças nele:

- O.K., mas eu prefiro ficar acordado na minha cama...

- Não estou brincando! O Ced não lavou a louça desde o café da manhã. Eu não vou lavar!

Pensando que um dia sua vida ia mudar, e que havia trouxas que morriam de fome e frio neste exato momento nas calçadas de Londres, Ron desceu e lavou a louça. Enquanto um Malfoy morto cozinhava o jantar, amaldiçoando e imaginando várias formas de torturar Ced.



Malfoy estava dormindo quando sentiu que o dia estava claro, seus olhos ardiam:

- Acorde Malfoy!

Ele abriu os olhos e viu algo muito vermelho com um sorriso muito branco na sua frente: era Gina Weasley trajando o mesmo robe da manhã anterior:

- Preciso te fazer algumas perguntas...

Malfoy se virou para o outro lado:

- Eu prefiro cuecas de seda, mas já ponha no seu artigo estúpido que eu não uso cuecas...

Gina rolou os olhos e sentou-se na beira da cama:

- Não é nada sobre isso! Quero saber dela...

Malfoy abriu os olhos, viu que não teria jeito de voltar a dormir:

- Ela quem? – Falou sentando-se na cama:

- Hermione Granger! Eu sei que Tonks o escolheu para ficar protegendo-a dos jornalistas...

- Francamente Cenourinha, você me acorda em pleno sábado para perguntar sobre a Granger? Não tem mais o que fazer não? Some daqui, vai?

- Você é tão estúpido que devia ser jogado em Azkaban como seus pais!

Malfoy levantou e pegou a varinha no seu criado-mudo:

- Repete. – Falou em tom de desafio apontando a varinha para o pescoço dela.

Gina empurrou Draco que caiu sentado na cama e sacou a própria varinha:

- Expelliarmus. – A varinha de Malfoy voou longe, – Accio varinha. – e levitou até a mão dela.

Gina se abaixou até o nível de loiro com as duas varinhas apontadas para o pescoço dele:

- Você é tão estúpido que deveria ser jogado em Azkaban como os seus pais. – E depositando a varinha dele na cama, Gina virou-se em direção a porta.

“Como se atreve?”.

Draco saiu correndo atrás dela.



Ron estava acordado em sua cama, enrolando para levantar, quando ouviu gritos de mulher pela casa:

- No meio da minha casa já é demais! Eu mato o Malfoy!

Ao sair na porta do quarto Ron – empunhando a varinha - se deparou com Gina descendo as escadas correndo, com o robe caído sobre os ombros. Malfoy corria trás dela de cuecas. Ron aparatou no meio da sala, Gina correu até ele e o usou de escudo:

- MAS O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – Perguntou o ruivo, nervoso. Se o que ele achava que estava acontecendo se confirmasse, ele finalmente teria um motivo para mandar Draco pelos ares:

- Eu é que quero saber, esse protótipo de cenoura me acordou querendo saber da Sangue-Ruim... – Falou Malfoy em pé no último degrau da escada.

Ron virou-se para Gina:

- O que você quer saber a Mione? E por que justo Malfoy saberia?
Gina rolou os olhos, vendo que Malfoy não faria nada contra ela perto de Ron, ela saiu de trás do irmão e falou:

- Tonks o escolheu para ser capanga de Mione, e cuidar para que nenhum jornalista a importune, já que Malfoy é um dos únicos aurores que não está de férias. Malfoy vai à praticamente todos os lugares que ela vai.

Ron ficou pasmo, e Draco parecia inchar a cada palavra de Gina:

- Como... Você... Sabe…?

Gina piscou com um só olho:

- Eu sou jornalista! – E voltando-se para a mesa de café da manhã falou tentando mudar de assunto. – Ah! O Ced caprichou hoje! Posso tomar café com vocês? Estou morrendo de fome!

Ron desviou seu olhar para a mesa de café da manhã, de fato Ced tinha caprichado, até scones (que o elfo odiava fazer) tinham... “Talvez ele ache que será poupado de um xingo!”.

Antes que pudesse chamar Ced uma coruja parda entrou pela janela, pousou no braço de uma das cadeiras, Ron andou até ela, desamarrou o envelope da pata da coruja, que saiu voando. Ao podia ser do Ministério, pedindo para ele trabalhar!

O ruivo abriu o envelope endereçado a ele:


Ron, me desculpa se saí as pressas ontem, tinha um compromisso com a Suprema Corte, para legalizar algumas coisas... Terei a tarde inteira hoje, que tal um piquenique? Eu levarei tudo, se você aceitar. Mione.


Sem pensar Ron pegou uma pena na estante da sala, escreveu apenas uma frase no verso do pergaminho:


“Kew Gardens, às 13:00. Ron”.


- O que era? – Perguntou Malfoy:

- Nada. Eu não vou almoçar aqui, O.K.? – De repente toda vontade de xingar Ced por tê-lo feito lavar a louça na madrugada anterior tinha esvaído... Pela primeira vez Ron notou que Malfoy podia ser simpático e a visita inesperada pela manhã de Gina era agradável.


Ao meio-dia Ron saiu de casa, não que o Kew Gardens fosse longe, na verdade era na quadra seguinte, mas o ruivo estava no mínimo ansioso. Decidiu ir a pé, assim poderia passar numa floricultura trouxa e comprar flores, com os poucos Euros que guardava em caso de emergências.

Escolheu rosas, eram flores tão bonitas, não eram vermelhas, e sim rosas.

“Rosas cor-de-rosa...” – Pensou alegremente ao pagar a jardineira? Não importava o nome ou a função. Nada importava!

Ele havia chegado no Kew Gardens, embora grande não havia muita gente, ele logo pôde identificar que Mione não estava lá, resolveu sentar na sombra de uma arvore frondosa. Minutos depois sentiu mãos tampando os seus olhos:

- Hum... Mione?

A pessoa riu e tirou a mão:

- Hey! Quem é Mione? – Era Chris, sua antiga namorada. Uma trouxa encantadora; que nunca soube que ele é bruxo:

- Hey Chris! Ahn... Mione é uma amiga minha, estou a esperando...

Chris levantou uma sobrancelha:

- Com uma rosa? Talvez margaridas, tulipas, mas rosas? Para uma amiga?

- Mione.

Chris pareceu impaciente:

- Meu nome é Chris! Você está b...

Ron andou na direção de Chris, Mione estava vindo com uma cesta numa mão, e Bichento no outro braço. Estava vestida como uma trouxa, vestido branco e um chapéu bege:

- Oi Ron! Achei que tivesse chegado cedo...

- Não! Quero dizer... É chegamos! – Chris virou-se e pigarreou. – Ah... Mione este é a Chris, minha...

- Amiga. Prazer. – Terminou Chris.

Mione deixou a cesta no chão e cumprimentou a moça:

- Prazer.

- É um belo gato...

- Obrigada. Vamos nos sentar?

Ron olhou expressivamente na direção da ex:

- Bom, tenho que ir, eu estava cortando caminho e vi Ron. De qualquer jeito... – Ela encolheu os ombros. – Até logo. Foi bom te rever Ron.

- Hum. Tchau!

Ron caminhou até a arvore e sentou-se, Mione soltou Bichento e fez o mesmo. Abriu a cesta e começou a tirar comidas dela, como torta de carne e doce húngaro de abóbora. Mione olhou para as mãos de Ron, ele segurava uma flor:

- Que bom que você trouxe uma flor, eu não tinha pensado nisso...

Ron tentou lembrar que flor era esta, quando se tocou que ainda segurava a rosa:

- Er... Na verdade esta rosa é para você... – Disse cordialmente.
Mione corou, ele tinha mudado tanto e ao mesmo tempo continuava o mesmo:

- Obrigada...


O assunto nunca acabava, era incrível como os dois de fato conseguiam ficar mais de uma hora juntos sem brigar. Se eles contassem para qualquer outro bruxo este não acreditaria:

- Ah! Você realmente desistiu do fale?

- Se eu tivesse continuado seu elfo teria plano de saúde. – Falou a moça com simplicidade. – Mas... Na adolescência, isso era uma das únicas responsabilidades, quero dizer, eu não tinha que levar nenhum projeto, sozinha, em diante. Mas agora, eu tenho tantos projetos para levar sozinha em diante, que o F.A.L.E. foi ficando de lado. Mas se um dia eu tiver tempo, quem sabe?

Ron sorriu:

- Hum... Pode contar comigo... – Falou um pouco encabulado:

- Você? Há! Nem quando eu pedi sua ajuda você quis... – Mione parou e olhou para o céu. – Está passando da minha hora, bom eu tenho que ir...

Ron também olhou para o céu:

- Como você sabe?

Mione riu:

- Você acha que em todos os lugares do mundo existem relógios?

- Você não esteve em todos os lugares do mundo.

- Digamos quem na maioria.

- Você disse que tinha a tarde livre...

A morena franziu o cenho, ela de fato tinha a tarde livre, mas de repente deu vontade de ir embora, estava tão acostumada apenas com a presença de Bichento (que agora dormia em seu colo) que muito tempo com Ron a fazia se sentir no mínimo diferente:

- Me lembrei de um compromisso, daqui a dois dias tenho que ir há uma
confraternização no Ministério... Preciso organizar algumas coisas.

Ron não tinha mais argumentos para fazê-la ficar, por isso, juntos, eles guardaram algumas coisas na cesta, jogaram coisas no lixo e se despediram. Mione estava há mais ou menos dez metros de distancia quando o ruivo teve uma idéia:

- Quer jantar em casa, hoje?

Ela virou-se e sorriu:

- É claro! Eu pego seu endereço com Percy. Que tal às nove?

Ron assentiu. Sentiu que não havia lugar no mundo, melhor que o Kew Gardens.



Mione estava andando com Bichento nos braços a caminho do Hotel (trouxa – exigiu justamente para não ser importunada por bruxos) em que estava, era uma sorte ela poder andar pelos lugares trouxas sem ser importunada, era tão esquisito isso, se os jornalistas soubessem que ela andara com trapos e farrapos durante sua viagem... Bom, pelo menos agora ela estava feliz.

“Como assim? – Pensou ela. – Eu sempre fui feliz...”.

Mione olhou para o grande espelho, no hall, na sua frente, sabia que se fosse um espelho mágico ele diria com desdém algo como “A quem você está tentando enganar?”.

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No próximo capítulo

- Mione irá...
Heather parou de mexer no caldeirão para encarar Harry:
- Como você sabe?
- Ron, fez um piquenique com ela... Hoje no começo da tarde.
Ele sabia que a esposa se pusera a pensar no mesmo que ele: por que um piquenique? Desde quando Ron e Mione faziam piqueniques juntos e ofereciam jantares?


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