Ajudado pelo Inimigo



Capítulo III

Ajudado pelo inimigo

Como sempre após a festa de revellión, que esse ano tinha sido oferecida na casa de um dos chefes de departamento do Ministério da magia, Tiago Potter convidou os amigos: Neon Geller e sua irmã Maya e assim como Pietro e Tulace Clifford para dormirem em sua casa.

O quinteto repetia esse hábito há mais de três anos. A proximidade das famílias não era algo secular, na verdade devia-se ao fato de Emma Potter ter construído uma amizade na infância com Agnólia Geller e Marla Clifford num internato para crianças. A amizade se fortaleceu quando todas foram aceitas em Hogwarts e permaneceu firme, mesmo depois do fim desse período o que possibilitara também o nascimento de uma forte relação entre os filhos e os respectivos maridos das três.

Mesmo com adiantado das horas, nenhum dos cinco demonstrava qualquer sinal de cansaço. Estavam todos reunidos no quarto de Tiago, embora as meninas fossem dormir em outro quarto, e ainda conversavam animadamente.

- Fala aí Pietro, a menina beijava bem? - Disse Neon sentado na cama de Tiago que ficava encostada na parede, enquanto jogava uma almofada no amigo.

- A festa realmente deveria estar um porre pra vocês ficarem me vigiando, hein? – Rebateu Pietro sentado no chão com o corpo apoiado no armário do amigo, agarrando a almofada no ar.

- E pronto Neon, agora ele vai ficar se achando importante! – Riu Tiago sentando-se ao contrário na cadeira de sua escrivania.

- Sabe qual é o nome disso? Inveja! Vocês estão é com inveja porque ficaram chupando dedo a festa inteira. – Continuou Pietro.

- Engano seu. Fique o senhor sabendo que a festa estava também muito interessante para nós pobres mortais, a diferença é que ao contrário de você, nós não fazemos questão de aparecer, não curtimos exibição pública. – Falou Neon.

- Aí, chamou de exibido! Tadinho dele, Neon ! - Debochou Tulace sentada na poltrona de couro que ficava ao lado da escrivania e em frente a lateral da cama.

- Cês são um bando de toades mesmo, pensam que eu sou novena e ficam me acompanhando.

- Ô lesado, não é novena, é novela o que os trouxas acompanham. Na boa, estuda antes de sair falando as paradas. – Ela criticou.

- Você entendeu, não entendeu Tulace? Então pronto!

- Eu quero é só ver o dia que você for dar em cima de alguma garota, um pouco mais inteligente que um trasgo e cometer um equívoco desse. – Insistiu a menina.

-Tulace, presta atenção. Elas não precisam gostar do que eu falo, elas tem que gostar é de outra coisa. E disso maninha, eu até hoje não recebi reclamação.

- Nossa, que nojo! - Ela fez careta. Neon e Tiago riram.

- Quem pareceu não gostar muito foram seus pais, você é muito sem noção Tito! – Comentou Maya que também estava sentada na cama ao lado de Neon.

- Sem noção porque Maya? Eu fiz alguma coisa demais por acaso?

- Tirando o fato de você ter ficado se agarrando com a filha do Ministro em pleno salão de maneira, definitivamente indiscreta; não, você não fez nada demais.

- Não foi exatamente assim... – Afirmou Pietro sem ter tanta certeza.

- Foi sim. – Fez-se o coro se divertindo com a cara de preucupação que agora povoava a face de Pietro.

- Sem querer colocar terror Tito, mas tio Eric não pareceu gostar muito da situação, ele me pareceu bastante envergonhado na frente do pessoal do ministério. – Insistiu Neon.

Pietro ficou uns instantes em silêncio.

- Que droga! Vocês deviam ter me avisado! Então era isso que...droga!

- Era isso o que Pietro? - Tulace parecia curiosa.

- Quando eu me despedi do pai, antes de vim pra cá, ele disse que depois ia querer ter uma conversa séria comigo, eu achei que fosse por causa daquele maldito congresso que ele quer que eu vá, mas pelo visto é por causa da festa.

- Você só acha? – Riu Tiago. – Tá ferrado!

Pietro o encarou e ele riu ainda mais.

- Olha gente esse assunto é realmente muito interessante, mas se a gente não for dormir agora, amanhã nós vamos estar um lixo pra sair com a Lícia e a Thera. – disse Maya cortando o assunto.

- Maya ta certa! Aliás, vocês já falaram com seus pais? Eu e ela já avisamos lá em casa que vamos dormir aqui de novo Tiago.

- Nós dissemos a mesma coisa em casa, e por mais incrível que pareça eles disseram que tudo bem! – Falou Pietro ainda pensando no assunto anterior. - E pra você Tiago? Tudo certo?

- Tudo Ok! Eles acham que eu vou dormir na sua casa.

- Bom ninguém me perguntou, mas eu ainda acho essa história muito arriscada. Eu só topei por que realmente eu não estou nem um pouco a fim de passar meu último dia de recesso, enfurnada dentro de casa! – Colocou Maya.

- Cara Maya, nem lembra que amanhã é o último dia! Só de pensar na detenção que me espera em Hogwarts por conta daquela palhaçada de vocês no jogo me dá uma raiva.

- A Tiago cala essa boca! Cê ta reclamando do que? Cê só pegou SEIS DIAS de detenção.

- seis dias. Você acha pouco? Cê só pode tá brincando, né Pietro. Eu não devia ter pego detenção nenhuma, ou você se esqueceu que eu não arrumei confusão com ninguém?

- Para de fazer drama Tiago, quem te ouve falar assim pensa até que você é algum shapiro. – Pontuou Tulace.

-Shapiro não Tuly, mas você tem que concordar que nessa eu tô de inocente.

- Concordo, mas se nós fossemos somar todas as besteiras que você já fez naquele colégio sem ter sido pego, você ainda assim estaria no lucro!

- Tá vendo seu toade, e ainda fica reclamando. Injustiçados fui eu e o Pietro que pegamos DUAS SEMANAS com o Filch. Nós devíamos era receber algum tipo de prêmio por termos enchido a cara daquele ridículo do McNair de pancada. – Falou Neon, pintando a coisa um pouco mais bonita do que tinha sido realmente.

- Não ganhamos prêmio, mas pelo menos, esse lance de detenção não chegou aos ouvidos do meu pai.

- Sorte sua Pietro. Mas quer saber o que me dá mais raiva, se eu soubesse que a gente não ia ter como continuar no campeonato ou que eu ia pegar detenção de qualquer jeito, eu tinha ajudado a bater naqueles cretinos. Mas detenção assim sem ter feito nada é sacanagem...

- Liga não Tiago. Na próxima a gente acaba com eles. – Falou Neon.

- Homens, tão primitivos. – Riu Maya.

- Agora chega, já tá quase amanhecendo. Vamos dormir. Fora meninas! Vocês já se divertiram demais as nossas custas por hoje. – Disse Pietro apontando a porta.


- Ué! Resolveu aparecer? Que foi? Já aceitou o noivado com a Cohen? – Perguntou McNair, enquanto descia a rampa rumo ao portão principal de sua mansão, onde Sirius estava.

- Walden, olha bem pra minha cara. Eu pareço estar a fim de falar sobre isso?

- Definitivamente, não. Mas perguntar não ofende, ofende? Eu tô surpreso de te ver por aqui, a Sah disse que seu humor tava péssimo. – Sarah e Walden tinham trocado cartas sobre o assunto ainda naquela madrugada.

- E tava mesmo. Mas eu cansei de ficar revoltado por antecedência. Além do mais, muita coisa pode acontecer antes d’eu ser alguém núbil , eu posso morrer até lá. – Falou Sirius sério.

- Isso que eu chamo de encarar as coisas pelo lado positivo!- Riu Walden, Sirius o acompanhou dessa vez. - E quanto a Tory?

- Eu ainda não sei. Eu mandei uma coruja pra ela hoje, mas por enquanto eu não pretendo comentar nada sobre essa palhaçada de casamento. Não vejo motivo pra preocupá-la à toa.

- Certo. Boca fechada então? – Perguntou.

- É. Mas eu vim aqui é pra saber qual é a boa de hoje? Não vai me dizer que vocês não planejaram nada pra fazer no último dia sem aula.

- Nós até tínhamos arranjado, mas não vai rolar mais. A gente ia participar de um pega de vassoura lá pros lados de Mandels. Moufid que inscreveu a gente, você inclusive.

- E por que não vai rolar mais? Não me diga que é por causa do frio, esse bando de covardes...

- Não, não é isso. Lucius me mandou uma coruja hoje cedo, dizendo que ouviu a mãe dele falando com uma amiga. Ela mandou o Seu Ernest, da guarita, avisar se um de nós três saíssemos.

- Essa mulher ficou doida? Que tem ela haver com a minha vida?

- Parece que a idéia foi da sua mãe.

- Tinha que ser. – Bufou irritado. - Ela me proibiu de sair do bairro por causa do Moufid, disse que me manda pra Irlanda. Eu devia saber que ela não iria confiar apenas na minha palavra. Vamos de flu então! – Propôs.

- E você acha que a gente não pensou nisso? Mas aqui em casa não dá cara, onde a dona Hellen Black vai as outras vão atrás, minha mãe pra variar está de acordo com a sua. Ela escondeu todo pó de flu. E na casa do Lucius também não tem como, a casa tá cheia, a parentada dele toda tá lá, resolveram visitar no primeiro dia do ano, sabe? Sem chance de a gente passar despercebido.

- Que droga! Lá em casa então, é impossível. – Falou Sirius desanimado. - Nem tem pó de flu. Dona Helen acha deselegante. Segundo ela viajar pela lareira não é algo digno de um Black. Fresca!

- Viu, não tem como a gente sair de Sandels sem que nos vejam.

Sirius ficou em alguns segundos em silêncio como se pensasse e de repente falou:

- E se nós fossemos por outra lareira?

- Outra? Que outra? Como assim? Você tá pensando o quê, em sair batendo na casa das pessoas pedindo pra usar a lareira assim, sem mais nem menos, como se isso fosse normal? Na boa Sirius, não viaja... Eu não conheço ninguém aqui do bairro que fosse permitir que eu e você usássemos a lareira sem perguntar nada, ou sem bater relatório pras nossas mães de primeira. Se Ariana não tivesse viajado até que...

- Você não entendeu. Eu também não conheço ninguém que fosse fazer isso por mim ou por você. Já pelo Lucius...

Walden sorriu como se lê-se os pensamentos do amigo.

- A Narcisa. – Disse com meio sorriso na boca.

- A própria, minha querida priminha. Obviamente ela jamais atenderia a um pedido meu sem claro correr na primeira oportunidade para dona Helen. No entanto, eu duvido que ela se negue a colaborar com o futuro noivo, muito menos que passe recibo de fofoqueira fazendo perguntas curiosas.

-Essa idéia é perfeita, não sei como eu não pensei nisso antes, anda entra, enquanto eu me arrumo você manda uma coruja para o Lucius explicando tudo. Aposto que ele não vai gostar muito, mas enfim é o único jeito. – Lucius Malfoy lidava bem com a idéia de um dia ter que desposar Narcisa Black, mas até esse dia, queria manter-se o mais distante possível da menina para aproveitar o resto, dizia ele.

Glossário:

Núbil (latim nubillis ) - Que está em idade de casar-se.


((((Dím-Dôm))))!

Um elfo doméstico, mais feio do que os demais, veio prontamente atender a porta da mansão.

- Monstro, a sua senhora está?

-Está sim menino Fortmam, madame vai gostar que senhor veio, monstro sabe que sim. Venha ela está no escritório.

-Madrinha, posso entrar? – Perguntou Caim timidamente do portal do escritório que já se encontrava aberto.

-Claro, Caim. Adentre. A que deve-se essa visita?

Caim responderia prontamente a pergunta de Helen, pois sabia que a madrinha gostava de diálogos sempre enxutos e objetivos, mas achou melhor comentar a carta na mão dela que ele reconheceu pela marca no papel.

- Permita-me a intromissão madrinha, mas vejo que recebeu uma carta do jornal. Ainda não compreendo como ousaram comparar a vossa família com aquelazinha dos Abdelazir. E então, quando eles publicarão a correção do absurdo impresso semana passada?

- Mas breve do que eles imaginam! Acredita que se negam a cumprir minha exigência. Mas hoje mesmo eu irei pessoalmente até o ministério das comunicações resolver essa questão. Mas diga, que razão te trazes até aqui...

-Eu gostaria de conversar com a senhora sobre a minha situação com sua filh...

Caim não pode terminar a frase. Sólon apareceu no portal do escritório naquele momento.

- Perdão pela intromissão senhora, mas achei que deveria avisá-la logo de algo que a mim pareceu bastante suspeito.

- Pois fizeste uma excelente constatação, apesar dos péssimos modos! Diga Sólon!

- Pode ser apenas uma tolice mãe, mas acabo de saber que há uma hora atrás, meu irmão Sirius, juntamente com o Malfoy e McNair, entraram na casa de Tia Viviana. Os três foram vistos de posse de suas vassouras e pareciam bastante preocupados em não serem notados. Por favor, me perdoe se cometo um equívoco, mas ao que me consta nenhum deles costuma freqüentar tal residência. Me parece, que há algo de errado por trás dessa visita e sendo assim eu temo, que tenha algo a ver com o sangue-suga que nós tanto desprezamos.

- Pois a mim parece à mesma coisa Sólon. E se sua suspeita vier a se confirmar, Sirius lamentará ter me desobedecido, mas enfim não terá sido por falta de aviso de minha parte. Venha comigo Caim – Disse Helen levantando-se sem mudar o tom. - Me acompanhe até a casa de Viviana, vou esclarecer pessoalmente essa história. Se nada de errado houver, o passeio não será perdido, eu aproveitarei para saber notícias sobre a viajem deles a França. Conversamos no caminho.


- Tia! A senhora por aqui! Minha mãe não está em casa, ela foi até a sede da assembléia de moradores. - Disse Narcisa, não conseguindo disfarçar o nervosismo quando o elfo doméstico abriu a porta.

- Olá para você também Narcisa, eu não vim falar especificamente com sua mãe. - Disse Helen calmamente enquanto entregava seu casaco para o elfo - Já cumprimentaste Caim, Narcisa, não é comum aos Black cometer tal deselegância?

- Perdão Caim, como está?

- Bem, obrigado. – Devolveu o garoto.

- E então querida, como foi a viagem?

- Legal, digo, muito interessante senhora. – Narcisa, assim como todos naquela família, tinha muito respeito por Hellen.

- Que bom que gostaste de uma viagem como esta. Meus filhos ao contrário não tiveram maturidade para apreciar tal roteiro, exceto Sólon é claro.

Narcisa permanecia estática, temendo perguntas sobre o primo, mas seu temor logo se tornou realidade.

- Diga-me Narcisa, soube que seu primo esteve aqui com alguns amigos. Onde ele está?

-Ele... eles já se foram tia.

- Posso saber o que eles queriam?

- Bem, eles...

- Tia Hellen? O que faz por aqui? Caim? Como vai? – Disse alguém num tom quase gélido.

Para alívio de Narcisa , Belatrix sua irmã mais velha aparecera na sala interrompendo o assunto.

-Bem, Bela. Fico feliz que tenha voltado - Belatrix Black era uma das poucas pessoas com quem Caim se relacionava mais tranquilamente.

Assim como Caim Fortmam era o filho que Helen Black gostaria de ter tido, Belatrix era a filha de seus sonhos, a menina era a única pela qual a mulher demonstrava algum tipo de afeição.

- Olá querida, vejo que a viagem lhe fez muitíssimo bem.

- Muito tia, mas confesso que nos últimos dias não via a hora de retornar. Como estão as coisas por aqui?

- Organizadas, na medida do possível. Aliás, Sólon vai há um concerto hoje à tarde, sei que ele adoraria ter a sua companhia.

Belatrix engoliu seco. O acordo de seu casamento com seu primo Sólon Black era o único assunto que a distanciava de Helen.

- Hoje, infelizmente eu não estou muito disposta tia. Não serei uma boa companhia, ainda estou um pouco cansada da viagem.

- Compreendo, mas lamento. Outras oportunidades surgiram.

Os três continuaram conversando sobre a viagem e Narcisa aproveitando a distração se retirou do ambiente para mandar uma coruja até Sarah.


Sarah,

Sua mãe está aqui, atrás do Sirius.

Ele usou minha lareira para ir não sei aonde com Walden e com Lucius.

Não quero me meter em confusão. Ela perguntou onde ele está e eu disse simplemente que eles já foram embora.

Tente localiza-lo, lhe mande uma coruja, ele precisa ser avisado de que não pode voltar por aqui. Narcisa Black.”

Assim que acabou de ler o bilhete da prima Sarah levantou-se da cama e sem pensar duas vezes pôs-se a procurar Sirius, mentalmente. Como a distância era um pouco maior do que a de costume a garota teve de se esforçar para conseguir comunicar-se com o irmão.

“Sirius seu imbecil, aonde você está?”

“No Mandels, por quê?”

“Mamãe está na casa da Narcisa perguntando por você.”

“Mas como ela soube...A Narcisa falou alguma coisa? Droga, Sarah o que eu faço?”

“E eu que sei? Volta, ué! Afinal o que você foi fazer aí?”

“Eu vim correr. Como é que eu vou voltar? O que eu vou dizer pra ela?

“Volta por outra lareira. Eu sei lá o que você vai dizer pra ela Sirius!

“Que outra lareira Sarah não tem nenhuma!Sah, ela vai me mandar pra Irlanda.Ela vai me entregar pro velho...”

“E agora que você pensa nisso?”

“Pensa, pensa Sirius, por onde eu posso voltar limpo?” - Dizia ele pra si mesmo.

“Claro como eu na pensei antes, pela lareira dos Abranson”.

“Esquece Sah, eles tão viajando”.

“Por Merlin Sirius, como cê vai sair dessa agora, não tem nenhuma outra lareira que deixariam você usar”.

“Sarah, a dos Fortman !”

“Sirius, você só pode está louco, você acha que o Caim vai permitir que você, justo você, use a lareira dele. E ainda por cima, te encobrir pra Dona Helen. Esqueceu que semana passada esse toade prometeu te vigiar?”

“É realmente eu devo estar muito desesperado para pensar nisso”

“Já sei, tive uma idéia”.

“Quem?”

“Não interessa é alguém, você não está na posição de escolher. Fica atento, que assim que eu confirmar essa idéia te dou o endereço”.


((((Dím-Dôm))))!

Toy, o elfo doméstico, imediatamente atendeu a porta. Por trás dele era possível enxergar a presença de três meninos, sentados no sofá ao fundo da sala. A menina parecendo ignorar a presença do elfo, adentrou o ambiente dirigindo-se certeiramente a um dos garotos. Que pareceu bastante surpreso ao vê-la.

- Oi, eu preciso de um favor seu ...


- “Sirius?”

- “Sarah, você que me matar do coração, por que você demorou tanto?”

- “Não foi tão simples, querido. Presta atenção no endereço”.

- “Vai fala!”

- “045 015 123 - D”

- “Que raio de endereço é esse? Que não tem nem o nome do local? Sarah pra onde cê tá me mandando?”.

- “É porque a casa não é tão antiga, os números são códigos, do bairro, da rua e da casa. Agora para de amolar e vem logo”.


Tão logo Walden, Lucius e Sirius chegaram ao seu destino, deram de cara com uma recepção não muito calorosa. Os meninos mal podiam acreditar onde estavam, parados ao redor da lareira, com expressões bastante insatisfeitas estavam Tiago Potter, Neon Geller e Pietro Clifford. Um pouco mais atrás, Sirius pode ver a irmã.

- Sarah, eu não acredito que você me mandou pra...

Antes que a menina pudesse responder Tiago adiantou-se – Pra minha casa?

- Sirius, você precisava de uma lareira, essa era a única disponível.- Ela explicou.

“Aonde você tava com a cabeça, eu preferia a Irlanda”.

“Em cima do pescoço, lugar onde a sua não costuma ficar.”

- Se eu soubesse que viria para cá. Eu teria ...- disse Walden, mas Sarah o interrompeu.

-Teria o quê?- Ao que Walden respondeu com um olhar nada amigável.

- Que foi tá nervosinhA McNair? Se você preferir nós podemos chamar a sua mamãe, ainda está em tempo. – Tripudiou Pietro.

- Pietro, por favor. - Disse Tiago em tom grave encarando seriamente o amigo. Pietro tirou as mãos dos bolsos levantando-as e virou-se de costas como se para evitar novas discussões.

-Não se preocupe Potter, eu não preciso de ninguém pra me defender, se eu bem me lembro, não foi problema dar conta dos seus dois amiguinhos no último jogo. – Debochou McNair.

Como num impulso Pietro ameaçou partir para cima de Walden, mas foi impedido por Néon que o segurou.

- Deixa ele vir Geller, vamos ver quem vai precisar chamar a mamãe. – Ironizou Lucius sem nem se mexer.

-Lucius! - Berrou Sirius.

- Saiam já da minha casa. –Determinou Tiago. – Sarah, por favor, retire seus amigos daqui. Eu não esperava agradecimentos, mas eu também não vou admitir que eles criem tumulto aqui.

- Não se preocupe Potter, nós já estamos de saída. Infelizmente eu não sei o que minha irmã lhe disse, mas fique certo de que essa situação nos incomoda tanto quanto a vocês. – Declarou Sirius.

- Acho que não, Black. Eu fiz um favor a sua irmã, e por mais que eu deteste a presença de vocês na minha casa, acredite, é bem melhor do que está na sua posição. Ao menos não é humilhante. Sem tirar o fato de que se eu quisesse agora eu poderia dedurá-los, coisa que eu só não vou fazer em consideração a Sarah.

Aquilo era pior do que um soco. Mas Sirius teve de engolir a seco, afinal na situação em que se encontrava, até ser esculachado por aqueles imbecis da Grifinória era melhor do que encarar Helen ou seu pai. Ainda assim ele era um Black, e um Black jamais leva desaforo para casa.

- Acho engraçada a sua forma de ver os fatos Potter, mas se é assim que você pensa, bom para você. Mas, deixa eu só te dizer, que do meu ponto de vista usar a casa e a lareira de um idiota de graça, para se livrar de um problema, sem nem sequer ser dedurado, só por causa de um sentimentalismo barato, não me parece nada humilhante. Na verdade me parece genial.

- Você quase me convenceu. –Ironizou Tiago. –E eu não sou um idiota Sirius, idiota eu seria se precisasse de você para me livrar das minhas encrencas. Sabe que eu até cheguei a pensar que vocês fossem bons nesse negócio, me enganei feio pelo visto.

Sirius novamente iria dar uma resposta atravessada, mas Sarah o impediu.

-Chega dessa troca de elogios, Sirius. Vamos embora agora, por favor. Tiago me desculpa o constrangimento, e obrigada novamente. Sirius não podia acreditar nas palavras que saiam da boca da garota. Dito isso Sarah abriu a porta e se retirou sendo seguida pelos demais.

Todos já estavam quase do lado de fora da casa quando Neon resolveu se pronunciar, dando um golpe fatal como se tivesse guardado o melhor para o final.

- A propósito Sirius, antes de você ir embora, parabéns pelo noivado, nós vimos os anúncios no quadro de avisos da guarita, belíssima noiva, vocês formaram um casal bastante... como posso dizer... especial. – o garoto não se conteve e riu sendo acompanhado por Tiago e por Pietro.

Sirius ouviu o comentário sem sequer olhar para trás. A raiva do garoto era tanta que Lucius e Walden tiveram que aumentar a velocidade do passo para alcançá-lo. Já Sarah caminhava lentamente, a menina realmente pouco se importava com a rivalidade entre os garotos naquele momento. Sabia que Sirius agora estava profundamente irritado, mas ela tinha sua consciência tranqüila de que tinha tomado a decisão certa ao pedir ajuda a Tiago, mesmo com aquela troca de farpas como desfecho da história.


N/As: Lá se vai mais um. Estamos melhorando, não? Pelo menos estamos nos divertindo mais... O melhor de tudo? Já temos 4 Reviews. Dá pra acreditar? Fooooooooda!

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