Anseios



Gina Weasley forçava os olhos a se manterem abertos. O sono pesava a sua mente, enquanto ela lia novamente a mais recente edição do Profeta Diário:


Ministro da Magia Libera a morte de trouxas por fogueiras


No final da tarde de ontem, dia 5, o ministro da magia, Karl Riddle, assinou o novo decreto que autoriza e estimula a morte de trouxas queimados em fogueiras. Segundo Riddle, “esse é um método de erradicar de uma vez por todas a escoria dos trouxas, tornando o mundo um lugar melhor.”. Desde que assumirá o ministério há dois anos o ministro tem tomado medidas cada vez mais radicais quanto aos trouxas.


Uma lágrima teimosa escorreu pelos olhos da garota. Há exatamente dois anos haviam perdido Harry, Ron e Hermione e até hoje ela se pegava chorando de repente ao se lembrar dos três. Desde a morte do trio, o mundo tornou-se um lugar perigosíssimo para aqueles chamados de “indignos de viver” por Riddle e seus asseclas. Trouxas, abortos, traidores do sangue, mestiços e nascidos-trouxas eram amplamente perseguidos pelo ministério da Magia, agora governado por Riddle. Devido a isso, por serem traidores do sangue, todos os Weasley viviam na clandestinidade deste então, fugindo de um lugar para o outro ao menor sinal de perigo. Agora eles estavam em algum lugar localizado ao norte dos Estados Unidos.


Gina caminhou lentamente para fora da barraca que compartilhava com Jorge e Carlinhos. Olhou envolta mirando lentamente cada uma das três barracas brevemente iluminadas pela lua cheia e deixou mais algumas lágrimas escaparem. Recente recebera informações de que Hagrid, que também estava fugindo com seu irmão gigante Grope, havia sido morte pelo ministério e em algum lugar do mundo mais amigos seu corriam perigo iminente.


-Gina? É você querida? – Gina virou-se para o lado e viu a silhueta da mãe, Molly Weasley, saindo da barraca central que ela dividia com o marido, Arthur. – O que foi? Ouviu alguma coisa estranha?


A voz de sua mãe parecia alarmada. Era assim que eles viviam agora: Sempre em alerta.


-Não, mamãe. Não ouvi nada. – Gina respondeu de forma lacônica. – Só estou tomando um ar fresco.


-Sim... Sei. – Molly falou abraçando a garota. – Mas não é bom ficar aqui fora sozinha. Vamos! Volte para sua barraca querida.


-Tudo bem, mamãe. – falou Gina e deu um beijo na bochecha da mãe. – Boa noite.


Ela entrou dentro da barraca e jogou-se na cama de baixo da beliche que estava dividindo com Jorge. Fechou os olhos, mas não dormiu. O sono havia indo embora.


                               


                                               *


Draco acordara pela quarta vez seguida. O corpo suado grudado ao cobertor. A respiração irregular e ofegante. Todas as suas noites eram assim desde que Claire fugiu, mal começava a dormir e um sonho envolvendo a garota já vagava em seu sono. Claire o beijando loucamente. Ele e Claire sozinhos em um quarto. Claire o esbofeteando e ele a puxando para mais um longo beijo. Agora, havia acabado de sonhar com Claire passando as unhas por suas costas enquanto ele evitava que os lábios dos dois se separassem a segurando pelos cabelos.


Levantou-se da cama e a passos sonolentos dirigiu-se ao parapeito da janela em seu quarto. Sentiu a brisa esvoaçar em seu rosto e fechou os olhos aproveitando a sensação. Já faziam dois anos que Claire fugira de Hogwarts e desde então os dois jamais se viram. Todas as manhãs ele lia página por página do Profeta na esperança de encontrar alguma nóticia que o ajudasse a rastrea-la. Ele não tinha a mínima ideia de onde ela se encontrava ou do que ela está fazendo, afinal já que o Trio de Ouro havia sido morte não haveria mais motivo para buscar vingança, e então quais seriam os planos dela?


Ouviu o barulho de uma porta se abrindo e logo depois sendo fechada com alto estrondo. Desceu rapidamente da janela e correu para fora do quarto. Escondido pela parede ao lado do topo da escada que levava à sala, ele pode ver o que havia produzindo o estrondo. Um homem alto de aspecto sombrio estava parado em frente à porta olhando em todas as direções como se esperasse por alguém. Este alguém logo apareceu na sala, um homem alto e loiro de cabelos longos, Lúcio Malfoy, o pai de Draco.


-O que você quer Maldine? – Lúcio indagou carrancudo. Aparentemente não havia gostado da visita


-Mestre Karl me mandou vir aqui Lúcio. – Maldine respondeu friamente sem sequer dar importância para o tom estressado de Lúcio. - E se eu fosse você se dirigiria de forma mais educada à mim... Não se esqueça de que é meu subordinado, idiota.


-Desculpe... senhor. – Malfoy falou abaixando os olhos para o piso.


-Bem melhor assim. – Riu-se Maldine. – Mestre Karl quer saber se você já conseguiu encontrar os Weasley, serviço ao qual ele te encarregou.


-Não, ainda não. – Lúcio respondeu com um tom assustado na voz. – Ontem mesmo eu mandei uma equipe de busca averiguar novamente os quatros canto do país, mas não encontramos nenhum sinal até agora.


-Você já parou para pensar que talvez eles não estejam no país?


-Não!


-Pois então mande averiguar os quatros cantos do mundo, vire-o de cabeça para baixo se for preciso. – Maldine gritou, abandonando a voz solene que até então usava. – Você deve saber, Lúcio, que o mestre não está nada satisfeito com seus serviços. Lembre-se que ele só permitiu que você e sua família vivessem porque você promete que o seria útil, mas até agora não cumpriu a missão tão simples de encontrar os Weasley, aqueles indignos de viver. Talvez, você não de tanto valor assim à vida sua e de sua família.


-Eu prometo que vou encontra-los o mais rápido possível. – Lúcio falou.


-Eu espero realmente que sim. – Maldine respondeu levantando a varinha. Um raio roxo saiu dela e subiu as escadas. Ouviu-se um grito e Draco caiu no chão gemendo de dor.


-O que você fez a ele? – Lucio perguntou desesperado subido os degraus e se ajoelhando ao lado de Draco cujo rosto sangrava.


-Não se preocupe! Foi só um arranhão! Apenas uma amostra do que iremos fazer à você, Draco e Narcisa caso não tenha êxito em sua missão.


Maltine caminhou sorrindo para a porta, Abriu-a lentamente e em um segundo desaparece.


 


*


 


-Sabem? Eu sinto falta de comer. –Ron comentou despretensiosamente enquanto seus cabelos balançavam com o suave vente de Urbem Lumine. – Digo, mesmo não sentindo fome, já que aqui não temos isso.


-Você é inacreditável, Ron – Opinou Hermione sorrindo brevemente para o amigo e logo voltando a acariciar os cabelos de Harry, seu namorado, cuja cabeça estava deitada em seu colo. –Porém, eu devo concordar que é meio estranho não sentir fome e nem sede.


-Teríamos problemas se sentíssemos. – Falou Harry. Seus olhos estavam fechados aproveitando a sensação que os afagos da namorada o proporcionavam. – Até agora não vimos nenhum lugar de onde poderíamos tirar comida ou água.


-Isto é verdade. – Concordou Hermione enfática. - Todavia, o que eu gostaria de saber mesmo é há quanto tempo estamos em Urbem Lumine... Sabem? Há quanto tempo no nosso mundo.


-Bem, já passamos dois dias aqui, talvez tenham passado dois anos lá. – Opinou Harry.


-Ou dois meses. – Falou Ron. – O livro não falava a respeito da questão do tempo, Hermione?


-Na verdade não. – A garota respondeu. – Vejam, pelo que se sabe ninguém jamais veio até aqui, então tudo que se tem são suposições baseadas em alguns escritos do próprio Merlin.


-Então até a própria magia de Merlin é suposição? – Harry indagou estarrecido, levantando-se rapidamente do colo da namorada para vê-la apenas balançando a cabeça em concordância. –Então nós devíamos voltar Hermione, nós precisamos ajudar nossos amigos.


-Eu gostaria muito de fazer isso Harry. Vocês não têm ideia o quanto estou preocupada com mamãe, papai e todos os nossos amigos. – Hermione retrucou abaixando a cabeça envergonhada. – Mas não podemos voltar, primeiramente não sabemos como e ainda temos que encontrar a...


Mas o que tinham que encontrar Hermione não pode dizer, pois, no mesmo instante o chão começou a tremular como se estivesse tendo um terremoto em larga escala. Os três garotos levantaram-se em um pulo e puseram-se a correr, mas não chegaram a dar mais de dez passos. Imediatamente a terra abaixo dos seus pés se rachou com um grande estrondo e os três mergulharam na imensa escuridão.

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Olá queridos leitores e leitoras. Depois de muito tempo, enfim, eu consegui retornar. Eu havia abandonado a Fic, devido a morte do meu pai, fato que me  abalou completamente, porém, consegui me recuperar. Esté é o primeiro capítulo de a batalha das luzes, espero que gostem e por favor não deixem de comentar.  

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Comentários (3)

  • Joana Herms

    o Capítulo, como era de se esperar, está perfeito. Eustou ansisosa para saber onde se meteu a maluca da Claire... Tomara que o Draco a encontre e realize esse sonhos dele rsrsrs. Estou sentindo que a Gina terá um papael muito mais importante nessa Fic do que na anterior. O que houve com o Trio? Estou sentindo que vem perigo ai.

    2015-09-15
  • Ana Marisa Potter

    Ainda bem que voltou.  Eu sei que a morte do nosso pai pode significar muito para nós eu compreendo perfeitamente pois o meu também já morreu.  Fico feliz de teres voltado a escrever espero ansiosamente pelo próximo capítulo. Bjs 

    2015-09-12
  • Janaina Matos

    Ei que bom que você voltou. Sinto muito mesmo pela morte do seu pai. Que Deus a conforte.Capítulo está perfeito, parabéns. Draco safadinho pensando na Claire rsrsrs. Será que o Lúcio conseguira pegar os Weasley... Estou muito curiosa. E o que houve com o Trio de Ouro. Ja estou imaginando quando eles irão retornar para o mundo real para acabar com o Karl.Beijos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

    2015-09-11
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