2º Capitulo



No dia seguinte levantaram-se bem cedo. O autocarro ja estava na estação, a espera que elas se fossem embora.
Sairam. Procuraram a passagem nove e tres quartos, e depressa se encontraram em frente do expresso de Hogwarts.
Havia muitos feiticeiros, e bruxas, gnomos e ate elfos a despedirem-se dos estudantes. As raparigas entraram rapidamente. Não havia ninguem a espedir-se delas. Sentaram-se num dos últimos compartimentos, apesar de estarem ainda todos vazios. Passado poucos minutos, o comboio começou a encher.
-Finalmente...começamos a andar - anunciou Aida, dizendo uma coisa obvia, visto que o comboio fazia bastante barulho a arrancar e a ganhar velocidade.
-Então...-começou Nádia, tentando arranjar assunto - Acham mesmo que o James é um lobisomem?
-Eu acho! -firmou Aida - Vocês viram a cicatriz. Era bastante profunda.
-E eu acho que nós não temos nada a ver com isso! - anunciou Sara. - E se for? Qual é o grande, grande problema?
-O grande problema é que é perigoso! - continuou Aida.
-Não sejamos ingénuas, Aida! Se ele for um lobisomem de certeza que disse aos professores, ou...pelo menos ao director da escola! Eles tomam precauções. - disse Sara.
-Coitado do James. - continuou tristemente Nádia, olhando para os seus proprios sapatos.
-E se ele não disse nada? - perguntou Aida.
-Aida, nós não temos nada haver com esse assunto. Alias, o James não deve sentir-se bem ao falar nisso. - respondeu Sara.
-Sim, isso é verdade - interferiu Nádia. - Não podemos tocar no assunto se estivermos com ele! Certo? - pediu Nádia as amigas.
As outras acenaram afirmativamente. Nesse momento, a porta do compartimento abriu-se.
-Olá meninas - disse Jonnathan. - Podemos sentar-nos aqui?
As raparigas estava estupefactas. Se eles tivessem entrado mais cedo teriam ouvido do que é que elas estavam a falar.
-Então? - perguntou James, ao ver as tres raparigas caladas e com ar assustado. - Estamos a interromper alguma cois?
-Não! Claro que não, porque achas isso? - diz Sara, descongelando - Entrem, estejam a vontade.
-Sim...o nosso compartimento é o vosso compartimento, hahahah - continuou Aida.
Nádia apenas sorria e acenava.
Os rapazes entraram, receosos. James sentou-se a beira de Nádia, e Jonnathan ao lado de Sara, perto da janela.
-Então.....- começou James.
-Voces não falam muito, não é? - perguntou Jonnathan, vendo as tres raparigas caladas a olhar nervosamente umas para as outras.
-Esta tudo bem? - pergunta de novo James.
-Nós temos este efeito nas raparigas. Ficaram apaixonadas - concluiu Jonnathann, murmurando para James.
Sara parte-se a rir.
-Ahahahah, desculpa?! - pergunta ela, que, infelizmente para os rapazes, tinha ouvido o comentario de Jonnathan. - Que efeito?
-Paixão - concluiu James.
- Voces...voces realmente tem piada. - disse cruelmente Sara.
-Muita piada. Devem sair ao vosso pai. Só que....não - Concluiu Nádia.
Aida não estavam a perceber nada. Ao ver a cara de espanto dela, Sara exclareceu o que se estava a passar.
-Eles pensam que nós estamos apaixonados!
Ficaram um momento todos a olhar uns para os outros, e depois partiram-se todos a rir.
-Ahahahah, voces são uma gracinha! - disse Aida.
Sara tinha desligado. Estava a olhar para a janela, onde parecia conseguir ver o castelo de Hogwarts ao longe.
A porta do compartimento abriu-se de novo. Um rapaz de olhos de um azul muito claro, e um cabelo muito negro abre a porta do seu compartimento.
-Ei, vocês não viram um rapaz chama.....Uou - disse o rapaz olhando para a Sara e sorrindo.
Sara nem reparou, no entanto Jonnathan levanta-se e pergunta:
- O que é que queres? - perguntou, olhando para o rapaz que já estava trajado com um manto da equipa dos slytherin. - Es slytherin, sai!
-Ninguem esta a falar contigo, tá?!- disse o rapaz desviando Jonnathan com um ligeiro empurrão e dirigindo-se a Sara.
-Como te chamas? - perguntou ele.
Sara continuava a olhar para a janela tentando ver o castelo.
-O que? -pergunta ela, reparando finalmente na presença do rapaz.
-Chama-se Sara, mas tu estas de saida. - disse Aida, tentando fechar o compartimento a força.
-Vemo-nos por ai - disse o rapaz de olhos claros, saindo de seguida.
Ao fechar o compartimento, Sara, finalmente acorda.
-OLHEM, O CASTELO. - Grita.
Os quatro amigo correm para a janela para verem. De seguida, acham melhor equipar-se. Vestem o manto rapidamente e finalmente chegam a Hogwarts.
Levantaram-se os cinco a pressa e quase que se atropelaram a saída.
À saída, uma silhueta enorme esperava por eles, Hagrid, e chamava os primeiros anos. Depressa de amontoaram alunos que seguiram Hagrid plo lado, em pequeno barcos, ate ao castelo.
Ao chegarem, uma senhora que se intitulou como professora McGonnagal aproximou-se e conduziu-os para um corredor, onde lhe explicou o que iria acontecer quando entrassem no salão nobre:
- Cada um de vocês irá ser chamado pelo nome, e dirigir-se-á a presença dos professores e do director, onde irão por o chapéu selecionador. Existem quatro equipas. A equipa que o chapéu gritar no final, irá ser a vossa família durante os sete anos que passarem connosco. Muito bem, esperem um pouco. - disse a professora, entrando no salão nobre, e deixando as crianças a espera - Muito bem, podem entrar - pediu ela abrindo as portas enormes do salao nobre.
Ao entrarem, observaram o salão. O tecto estava enfeitiçado e mostrava um ceu estrelado. Viram quatro mesas dispostas. Uma verde, uma amarela, uma azul, e uma vermelha. Os alunos dos restantes anos já lá estavam sentados. Todos aplaudiram ao verem os do primeiros anos a entrar. Pararam em pé, em frente dos professores.
Como era habitual, a professora McGonnagal começou a fazer a chamada, e um por um, com uma cara assustada, aproximavam-se do chapéu. Este estava calado durante um bocado, e de seguida gritava uma das casas. Havia aplausos e o aluno dirigia-se a uma das quatro mesas e sentava-se.
Logo no inicio, McGonnagal chamou:
-Aida Copper.
Ainda a correr foi ter com a professora, que lhe colocou o Chapéu:
-Mas que menina interessante! Tu não devias ter entrado o ao passado? - começou o chapéu.
"Estive doente, não tive culpa" - pensou Nádia.
-Doente, ah? Fico feliz por teres melhorado, era uma pena não termos em Hogwarts uma pessoa como tu! Es talentosa, sem duvida. O que mais consigo ver em ti é astucia, mas não, não te vou por nos Slytherin. Não te ias dar bem, tenho a certeza! Também tens coragem, agrada-me, agrada-me. - assim ficou calado durante dois minutos, de seguia gritou:
-GRINFFINDOR!
Passado bastante tempo ouviu-se chamar:
-James Weasly.
James saiu da beira das raparigas e do irmão e dirigiu-se para a frente da professora McGonnagal. Ao sentar-se no pequeno banco, foi-lhe colocado o chapéu.
- hum... -começou o chapéu- Muita coragem, mas também muita astucia, ama os amigos. E...ahhhh, interessante! Parece que escondes um grande segredo! Tens medo da reação de todos em relação a isso. Não, não devias, rapaz. Confia neles! No entanto, eu percebo a tua reação, é, de qualquer modo....esperta! Sem mais demoras... - E finalmente disse - GRYFFINDOR!
James parecia aliviado. Mal lhe tiraram o chapéu, ele correu para a mesa dos Grinffindor, onde se sentou com uma onda de aplausos.
-Jonnathan Weasley... Oh, não... Gemeos Weasley outra vez! Eu estou a ficar velha para isto! -anunciou a professora.
Com uma mistura de aplausos e gargalhadas Jonnathan subiu até ao chapéu.
- Mumh...Outro Weasley?! - começou o chapéu. - Pareces uma copia do rapaz de a pouco. E o teu irmão partilha o seu segredo...
-Espere, como sabe ele do segredo de James? - pensou Jonnathan para si, no entanto, o chapéu ouviu:
-Eu sei tudo o que voces pensam, receiam e sonham....espera.... vejo remorsos nisso! Interessante. Mas, bem, es muito corajoso. E esperto tambem. Tens confiança em ti e nos teus amigos. Não te vou traumatizar mais...GRINFFINDOR!!
Lentamente, Jonnathan levantou-se e dirigiu-se para a mesa vermelha. Mais uma onda de aplausos o envolveram.
-Nádia Copper.
Nádia, tal como Aida foi a correr ter com a professora McGonnagal.
Sentou-se no pequeno banco e colocaram-lhe o chapéu:
-AHHHH - gritou o chapéu. Nádia, não contava com o grito deste e gritou também.
-Fale mais baixo, oh, Barrete!
Só depois de o ter dito é que reparou que o tinha dito alto. Todo o salão estava coberto de gargalhadas. Ate o proprio chapeu se riu.
Quando as gargalhadas cessaram, o chapéu prosseguiu:
-Hum... Interessante...não sei onde te por! Nos Slytherin e nos Huffepuff não te irias dar bem. A minha dúvida é entre Ravenclaw e Gryffindoor. Pelos vistos, sei que amas os Gryffindor, mas nos Ravenclaw... difícil mesmo muito difícil, tens poder, bastante poder, e nos Ravenclaw aprenderias a controla-lo...
-Eu quero Gryffindor! -pediu Nádia.
-Gryffindor, hã?! Então que seja. GRYFFINDOR!
Nádia, feliz correu até a mesa dos Grinffindor. Sentou-se ao lado de Aida e esperaram que Sara fosse chamada.
Só faltava Sara. "Porque é que aquela rapariga fica sempre para o fim?" pensou Nádia
Por fim:
-Byuki Sara - chamaram.
Sara aproxima-se de cabeça levantada, sem sorrir, sem uma palavra, ou gesto que indicasse algum sentimento.
Ao passar pelas mesas, vê, sentado na mesa de cor verde, o rapaz de olhos muito claros, que se tinha levantado para ver Sara passar.
Ela cora, no entanto, não sorri, nem desvia o olhar.
Sentou-se e a professora colocou-lhe o chapéu:
-Mumh.... Tu....tu realmente tens uma mente poderosa! Eu não consigo penetrar no teu inconsciente. È interessante, realmente. Mas isso só mostra a tua grande inteligencia e poder! Preciso que abras a mente para mim. - pediu o chapéu...- Ahhhh... consigo ver coragem, muita coragem mesmo. E desprezas a cobardia! Es astuta! Também és bastante paciente, isso é bom. Gostavas de ir para os Slytherin? Grynffindor? Diz-me Byuki, para que casa queres ir?
"Mas que raio... isso é o que tu tens de me dizer, é para isso que serves" - pensou Sara. "Não te vou dizer nada"
-Então? Não dizes nada? Melhor será...os GRINFFINDOR - terminou o chapéu.
Sara sorriu levemente, e a sal encheu-se de novo em aplausos. Dirigiu-se a mesa vermelha onde foi recebida pelos seus amigos e colegas. Ao sentar-se, olhou de novo para a mesa dos Slytherin. O rapaz de olhos claros olhava para ela, e sorria. Era o único slytherin a aplaudir!
Finalmente, todos os alunos do primeiro ano foram escolhidos e distribuídos. McGonagal foi-se sentar. Depois, o novo diretor ,começou o seu discurso:
-Olá a todos. Eu vou contar-vos algo que se passou há algum tempo. Houve dois rapazes nesta escola. Um, há mais de cinquenta anos. O outro há uns vinte e cinco se foi embora. Um fez todas as escolhas erradas. E o outro, por consequência dessas escolhas, foi obrigado a viver coisas horríveis!
Penso que todos sabem de quem estou a falar, mas caso não saibam, falo de Tom Marvolo Riddle, e de Harry James Potter. Eu estou a falar deles, pois a escola não quer que mais ninguém faça tantas escolhas erradas como Tom Riddle. E com esse decisões faça sofrer os outros. Pensem bem no que fazem, pensem no que ganham, e no que podem perder!... Agora, o corredor do 1º andar, do lado direito é extremamente proibido devido a alguns projectos que so dizem respeito a escola. Para além disso, não podem ir à floresta proibida! Outra mudança feita foi em relação ao Quidditch! Os alunos do primeiro ano poderão escrever-se. Serão avaliados pelo capitão de equipa, e escolhidos, caso mereçam. No entanto, pode ser substituído caso comece a descuidar-se nas notas escolares ou no jogo.
Em relação aos professores e aos membros do docente, apenas temos uma nova aquisição. Ginny Weasley, como professora de voo! Apenas chegará amanha. Dito isto, toca a comer!
A comida apareceu por magia nas mesas. Depois de jantar, quando se iam todos a levantar, uma rapariga gritou:
-Primeiros anos? Ham… Por favor? Podem prestar-me atenção? –pediu a rapariga, esperando que os alunos prestassem atenção. – Bom, eu sou a Emma Tyson, sou a prefeita dos Gryffindor, e vou-vos levar à nossa sala comunal. Podem, ham… seguir-me todos? Por favor? –pediu. Quando todos os rapazes e raparigas a seguiram, ela começou a andar.
-Ela parece uma aluada! –sussurrou Nádia a Aida e Sara, o que foi um grande erro.
-Desculpa, Tyson, tu és muito distraída, não é? –perguntou Aida. Nádia e Sara puseram a mão na cara e murmuraram algo como ‘’ela é sempre a mesma’’ . Os rapazes olhavam de Aida para a prefeita.
-Desculpa, como te chamas mesmo? –perguntou Emma.
-Copper, Aida Copper, mas responde-me, por favor. És distraída, não é? Provavelmente boa a adivinhação?! – sugeriu Aida.
-Uau, co-como sabes disso? Mas sim, sou! –disse, divertida- Eu só fui nomeada prefeita na esperança de eu assentar os pés na terra mas… -disse. Olhou em frente e já estavam nas escadas. –BOM, PRIMEIROS ANOS! Aqui são as escadas. Hogwarts tem cento e poucas …
-Exatamente cento e quarenta e duas escadas! –disse Sara ao mesmo tempo que trocava olhares entre Nadia e Aida.
-Isso, ai a minha cabeça! Bom, tem cento e quarenta e duas escadas que se movem, por isso tenham cuidado. Vamos? Todos para aqui. Temos de subir as escadas até ali! –disse apontando um quadro com uma mulher gorda – Todos, vamos!
Todos subiram paras as escadas, que se moveram e param exatamente à frente do quadro.
-Bom, tem de dizer a senha, que é…. Ham… é… Alguém a sabe? –perguntou, corando.
- A senha é "Mandrágora"! –Gritou alguém.
-Então, vamos. É assim, dormitórios das raparigas à direita, rapazes à esquerda. Podem ir! –disse. Mal tinha acabado de falar, Aida, Sara e Nádia subiram a correr para o dormitório e arranjaram um quarto só para as 3.
-Vocês sabem que mais? –perguntou Aida – Eu estou com tanta vontade de tirar esta treta toda a limpo… Alinham numa visitinha ás escondidas aos dormitórios dos rapazes?
-Isso é má ideia, deviamos esquecer o assunto! Não temos nada haver com isso. Mas se vais eu vou! –disse Sara.
-Eu sei que vais porque está lá o Jonnathan. – disse Aida.
-Que? Isso é mentira! Eu mal o conheço. - disse Sara amuada, enquanto as amigas se riam.
-Bom, eu vou, quero ver o desfecho disso. Provavelmente uma McGonagall irritadíssima, mas vai ser bonito. – disse Nádia- Olha, empresta-me o teu livro novo –pediu, retirando o livro da mala de Aida. Aida tirou o livro da mão de Nádia e leu.
-Feitiço camaleão. Diga as palavras "camal eus" e toque na pessoa. A pessoa não fica invisível, apenas muda de cor. – Leu, em seguida apontou para ela mesma e disse a palavra, mas continuou igual.
-Devíamos treinar, depois logo vamos. –decidiu Sara, pegando na varinha e tentando também, no entanto, nada aconteceu. - O feitiço está estragado! - disse ela, tentando de novo a rir-se.
-Deixa tentar - disse Nádia, pronunciando as palavras. Mais uma vez, nada aconteceu.
Durante mais de meia hora, ainda não tinham conseguido enfeitiçar-se. Sara, cansada, sentou-se e pegou no livro de Aida, e leu o feitiço de novo.
-Ainda, sua palerma, leste as palavras mal! È "camal ius"!!! - disse ela de repente!
-O que? - perguntou Nadia, mas Aida não esperou. Apontou a varinha a si propria e pronunciou as palavras corretas.
A sua cabeça ficara da cor dos cortinados que se encontravam atraz, e a medida que ela se movia, a sua cor mudava.
-Incrível! - disse Nádia.
-Mas só enfeitiças-te a cabeça?! - corrigiu Sara.
-Deixa la, enfeitiçamos o resto também e vamos la, estamos a perder tempo. - sugeriu Aida.
Assim o fizerem. Quando terminaram estavam praticamente invisiveis.
-Vamos! - incentivou Sara, entrando no dormitório dos rapazes.
Ao entrarem, procuraram o quarto de James e Jonathan. Quando finalmente o encontraram, entraram.
Eles estavam os dois sozinhos, a falar.
-A prefeita não é uma grande ajuda para os primeiros anos! - disse James, arrumando as suas coisas.
-Pois! Se ela não se perder já é bom! - os dois riram-se. Acabaram de arrumar as suas malas e de seguida continuaram a conversa.
-A Sara é gira! -disse Jonnathan de repente.
Sara, que se encontrava escondida com as amigas, caiu nesse momento, espantada com o que tinha acabado de ouvir. Nádia e Aida esforçavam-se para não se rirem.
James também tinha ficado espantado com o que ouvira, e estava parado a olhar para o irmão.
Jonnathan, envergonhado, encontrou mais coisas para arrumar. Vendo que o irmão não reagia, voltou a falar:
-Que foi? - disse envergonhado. Sara, no seu lugar, corou, enquanto as duas amigas continuavam a rir-se.
-Nada....apenas não te ouço a dizer uma coisa dessas a muito tempo! - disse James recuperando a fala.
Jonnathan corou, e James continuou.
-Sim, é gira, maninho! Mas estou impressionada conti.....
-Eu também reparei como tu olhavas para a Nádia - Agora era a vez de James corar. - E não disfarces, tu a mim não me enganas nem um bocado!
James, apesar de corado recompôs-se e continuou!
-Ela também é gira! E tem piada.
Nádia parou logo de rir, e desta vez, apenas Aida se continha para não se rir.
Jonnathan sorriu e não disse mais nada.
De repente, Sara repara nas costas de Nádia. A cor negra o manto dela ja se via. Olhou para Aida e também ela estava a voltar a cor normal!
-Aida, Aida.... A nossa cor. - murmurou Sara alarmada.
Aida já tinha repaado.
-Temos que sair daqui antes que....
-Voces...?
Era tarde de mais, Jonnathan tinha descoberto as raparigas.
-Ahahahah, viemos fazer-vos uma visita - inventou Nádia ainda um pouco corada.
-Ai sim? - perguntou Jonnathan. - A quanto tempo estão ai? - perguntou alarmado.
-Acabamos de chegar! - disse depressa Sara.
Aida não tinha esperado. Enquanto Sara e Nádia falavam com Jonnathan, entrou pelo quarto e dirigiu-se a James:
-Tu és um lobisomem, não es? - perguntou séria.
James, que ainda nao tinha dado pela presença das raparigas assustou-se.
-O que é que t.... - começou ele.
-Ès não és? Diz-me... - insistiu ela, aproximando-se dela.
James estava nervoso, e não respondeu.
-Então? - voltou a insistir Aida.
-Eu acho que devias ir embora! - afirmou Jonnathan que correu em auxilio do irmão. - A professora McGonnagal não permite visitas aos dormitórios do sexo oposto. - disse ele muito sério. Atrás dele, James olhava para o chão.
-Eu não estou a falar contigo, estou... - disse Aida afastando Jonnathan com a mão, mas este agarrou-a e voltou a repetir:
-E melhor saíres...
Sara e Aida observavam na entrada do quarto.
-Eu já te disse que não estou a falar contigo! - voltou a insistir.
-AIDA!!! - gritou Sara. -Já chega!
Aida olhou para Sara espantada. Nádia, apesar de não falar, sugeria a mesma opinião de Sara.
-Vocês não querem saber? - perguntou Aida as amigas, incrédula.
-Já te disse que não temos nada haver com este assunto. Vamos embora! - concluiu Sara. Jonnathan esboçou um leve sorriso, que depressa escondeu e voltou a por a sua cara séria. James encontrava-se submisso, continuando a olhar para o chão atras de Jonnathan.
Aida, finalmente desistiu. Lançou um olhar de desprezo a Jonnathan e James, e um sorriso curioso misturou-se.
As raparigas sairam e voltaram aos seus dormitórios.
-Talvez tenhamos ido longe de mais? - perguntou Aida.
-Talvez? - disse Nádia. - Viste a cara do James? Estava aterrorizado!
-Isso só prova que é verdade! - concluiu Aida.
-Chega, Aida. Não é da nossa conta! - voltou a repetir Sara.
-E o Jonnathan veio logo proteger o irmão. E ficou demasiado agressivo. Ele também deve ter algo a esconder! - continuou Aida, ignorando Sara.
-Sim, tambem reparei nisso. - continuou Nádia. - Mas pode ser só o instinto de...ham..irmão?!
-Não, ele também deve esconder alguma coisa, temos que investigar este segredo. - concluiu Aida.
-Se calhar também é um lobisomem! - sugeriu Nádia.
-Não, não diria! Mas que esconde algo é certo!
-CHEGA!! - gritou Sara, de modo a que as outras duas raparigas se calassem. - Temos que investigar o segredo dos outros? Não, não é da nossa conta. Eles ficaram desconfortáveis com a pergunta. Sendo ou não lobisomens, eles não gostaram! Acham que se forem realmente lobisomens querem que o "publico" saiba? - perguntou Sara.
As raparigas acenaram e concordaram com Sara, no entanto, ambas sabiam que não iam ficar quietas, até Sara tinha consciência disso. Apesar de tudo, até ela tinha curiosidade sobre o assunto. Decidiram ir dormir, pois no dia seguinte iriam ter aulas de manha, e adormeceram quase de imediato sobre o assunto.

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