De irmão para irmão.




James,


 Ok. Realmente não sei o que escrever nessa bendita carta! Eu admito. Sim, eu sei que pode parecer ridículo, e talvez seja, enfim, não vim falar das minhas dificuldades de comunicação, irmão. Sabe o mais louco de tudo? Sempre pensei que quando você saísse de Hogwarts, minha vida seria perfeita. Mas a verdade, maninho, não se irrite com isso e rasgue a carta, eu ainda vou chegar na parte importante, é que eu sinto falta de quando você invadia o salão comunal da Sonserina gritando “Alzito, mamãe te enviou a pomada para suas brotoejas.” Ou, “Você deveria passar mais tempo com seu irmão do que com esse seu amigo, que é loiro de farmácia!” E, acredite, sinto falta de berrar de volta: “Eu não tenho brotoejas, seu idiota!” ou “Primeiro, o Scorp é loiro de verdade, a Rose já te disse mil vezes, segundo, eu escolho meus amigos e, terceiro, alguém já mandou você ir se ferrar  hoje?”.


 É, meu caro, a vida tem dessas coisas, não? Você deve estar se perguntado o motivo pelo qual estou falando e falando, e, na verdade, não dizendo nada. Pois é, porque não sei como dizer, James. Bem, lá vai: Acredite ou não, mas, eu, Albus Severus Potter, seu irmão mais novo, sinto a sua falta. Eu sei, eu sei! Durante a minha vida inteira, desejei que você sumisse, mas, sinceramente? Suas idiotices já eram costumeiras e, bem ou mal, vou ter que atura-las até o fim dos meus dias, mas não me importo, não mais.


  Espero que esteja gostando do curso de aurores, mas eu vou preferir um curso mais calmo, Medibruxo, mas não vem ao caso.


 O fato é que eu quero que você saiba, irmão, você faz falta. E não faz nem ideia de como é difícil para mim, um sonserino nato, admitir isso. Só que é mais fácil por carta do que na sua cara, e, a propósito, se mostrar esse documento a alguém, eu juro que vou cortar cada pedaço do seu corpo e jogar para o Canino, entendeu?


 Enfim, te vejo no natal, maninho.


De irmão para irmão, Al.
 


 James Sirius olhava para a carta recém-recebida do irmão. Quem diria, não? James não esperava isso. Nunca admitiria em voz alta, mas também sentia falta da família, o curso que fazia era ótimo, mas a verdade é que tudo o que queria é ir para casa, então, se levantou, pegou pena e pergaminho e escreveu uma resposta.


Alzito,


 Sei que odeia o apelido, mas é exatamente por isso que uso. Então, que carta, em? Relaxe, não sou a Lily. Afinal, o que você acha? Vou sair berrando: “Olhe a carta divosa que recebi do meu irmão mais novo!”.


 Já que você desabafou na carta, assumo que também sinto falta de casa. Ah, não conte para ninguém dessa frase, entendeu? Se não, você pode acordar bem confuso em um hospital, sem o seu “amiguinho” do andar de baixo, tá?


 Até o natal.


De irmão para irmão, James.


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