CapÚnico



 O loiro de aparência desgastada encontrava-se jogado em uma poltrona um tanto velha e desgastadas, o local parecia um desses hoteis baratos que se encontra pelas estradas dos trouxas. Sua única companhia era uma garrafa de bebida pela metade, e ratos roendo o resto da mobília. Quem o visse daquela forma, nunca imaginaria que o grande Malfoy se encontraria daquele jeito tão deploravel. Os olhos de cinzas intensos, adquiria um vemilhão - devido ao choro incessável do ex-sonserino-. A pele antes tão alva se encontrava mais pálida e morbida do que nunca. As lembranças o invadia, o feria toda vez que ele mirava um porta retrato depositado em uma mesinha de cabeçeira quebrada. A foto se mexia, junto com as folhas caídas que indicavam ser outono quando a foto havia sido tirada. Aquele fotografia era o único vestigio de vida naquele lugar frio e sombrio. - Eu cairia em qualquer lugar com você, eu estou do seu lado. - E ela estava, em todos os lugares comigo. Em todos os momentos, para sempre. A vida de Draco se resumia a isso. Lembranças torturantes, e uma realidade sofrida. Eu não estou com medo. Eu não tenho medo! - Ele sempre foi tão forte e decidida, que não o surpreendeu quando ela disse tal afirmação. - Para sempre é muito tempo. Mas eu não me importaria de passar ao seu lado. - Era inacreditavel que de todo aquele ódio que ambos sentia, poderia nascer um amor tão puro, sincero. Draco só tinha a agradecer por ter tido a chance de aprender com Granger o significado de se importar, de fé, só tinha a agradecer por ela aceita-lo. E mesmo depois de não tê-la mais ao seu lado, ele ainda agradecia por ela tê-lo salvo. Você veio e tirou esse coração e o libertou. - Era díficil para Malfoy dizer aquilo, mas naquele momento era a coisa certa a se fazer. Ela tinha o direito de saber que ela o salvará, que foi graças a ela que ele permaneceu vivo. Que ela era o motivo de tudo. - E ela soube, ele tinha certeza, ela sempre soube que ela o salvará. Ela mais do que não entendia o que tinha feito, e ele tinha esperanças de que pelo menos isso ela se lembrasse. 
O loiro se levantou meio tonto devido as doses altos de alcool, caminhou até a mesa de cabeçeira, e passou o polegar pela face do rosto da menina. Todos os dias ele repetia o mesmo gesto, todos os dias. Naquela exata hora, a hora deles. Ele queria mais do que tudo pega-la nos braços, e torna-la sua. Queria gritar para o mundo que a amava. E faria se pudesse. Faria porque sabia que ela  retribuiria, ela faria o mesmo. Se, lembrasse de tudo que passaram. Hermione estava bem, segura longe dele. Ela estava feliz, formando uma família, realizando os sonhos, que ele mais do que ninguém sabia ser impossível se continuassem juntos. Ela tinha uma vida, uma chance de refazer a vida. E não seria ele que destruria essa chance. Ele continuaria amando-a, de longe, continuaria se lembrando de todos os momentos, e formando planos, mesmo ela casada com outro, mesmo ela não se lembrando de tudo que viveram. Ele ainda estaria lá por ela, pra sempre, porque o pra sempre é muito tempo, mas ele não se importaria de passar se fosse por ela.

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