Hogwarts, finalmente



Rose deve ter esbarrado em todas as pessoas no trem, porque assim que escutou o apito do trem correu para a saída ansiosa para poder vislumbrar o castelo. Infelizmente, assim que conseguiu um lugar perto de uma janela próxima a saída, se decepcionou, pois o castelo não era visível dali, tinha uma cerca viva em volta da plataforma que a impedia de ver o que estava por trás. Mas aquilo não foi o suficiente para desanima-la, ela se virou para comentar o quanto estava ansiosa com seu primo, mas assim que se virou, percebeu que ele não estava lá. Olhando para todos os lados e tentando ver por cima das pessoas – o que não era muito fácil, já que ela não era alta – ela percebeu que seu primo não estava nem por perto.


Correndo desenfreada de volta a cabine ela o encontrou parado em pé no meio da cabine, do mesmo jeito que estava quando ela acabara de dar o nó em sua gravata. Ela o olhou do jeito mais repreensivo que conseguiu, mas acabou percebendo que apesar de estar olhando na direção dela, ele não estava vendo ela. Ela balançou a mão em frente a seu rosto sem nenhum sucesso. Então chegou bem perto de seu ouvido, preparou os pulmões e então gritou:


- ALVOOO!!!


O susto que ele levou foi tão engraçado que Rose não pode se conter e ao ver o olhar indignado no rosto dele disse:


- Chegamos! Estamos aqui Alvo! Hogwarts!! Nossa vida esta finalmente começando! Vamos!!!


- Você acha que se eu ficar dentro do trem eles me levam de volta a Londres? – ele perguntou pálido.


- Mas o que é isso menino? Pensei que você estivesse doido pra vir pra cá!


- Sério. Pense nisso, se eu voltar, ninguém daria minha falta além de você e você iria ficar quieta, então quando James resolvesse sentir falta do seu saco de pancadas, já seria tarde de mais, eu já estaria bem longe no caminho de volta. – ele ia ficando cada vez mais pálido.


- Alvo – Rose pensou nas palavras certas a dizer – tudo vai ficar bem, nós vamos descer do trem, ir para Hogwarts, aprender magia e ganhar pontos para nossas casas.


Ao ouvir a palavra “casas” sua cor mudou de branco para verde.


- E-Eu... Eu n-não posso f-fazer isso Rose. – ele começou a gaguejar descontroladamente – E-E-Eu não c-c-consigo!


- Alvo, vai ficar tudo bem!


- Não!! Não vai não! Eu vou para a casa errada e meu pai vai me odiar pra sempre!


- Alvo, seu pai nunca poderia te odiar. Ele te ama, independente da casa para qual você for.


- Mas meu irmão sim. Ele com certeza vai me odiar mais que todos e vai fazer da minha vida um inferno. – os olhos dele começaram a se encher e ele sentou no banco da cabine com o rosto entre as mãos.


Rose olhou para o corredor e viu uma cabeça cor de palha passando, ela correu até ele e o puxou.


- Ai! – ele reclamou e depois de ver quem era mudou sua expressão para a galanteadora que sempre usava com ela – se queria falar comigo era só pedir docinho.


- Henry, não temos muito tempo, eu preciso tirar Alvo do trem antes que ele resolva voltar para Londres com nós dois dentro, vai chamar o James, por favor!


- Eu acho que ele já saiu do trem. – disse ele confuso.


- Ache ele então! Eu preciso dele aqui, o irmão dele precisa dele!


- Ok, ok... Vou procura-lo. – ele disse saindo pelo trem e depois gritou de longe – Você fica me devendo essa!


 


 


...


James tinha acabado de pisar na plataforma em Hogsmead com Dom e Fred ao seu lado quando pensou ter ouvido alguém chamar seu nome, olhou para tras, na entrada do trem, mas havia muita gente saindo e empurrando ele para que ele prestasse atenção então continuou em frente.


- Vocês ouviram alguém me chamar?


- Não. – disse Fred distraído enquanto um grupo de garotas passava na sua frente.


- Você nem chegou a Hogwarts ainda e já acha que tem alguém atrás de você pra te dar uma detenção? – zombou Dom.


- É... – ele olhou mais uma vez – deve ser força do habito mesmo.


Eles continuaram indo em direção as carruagens que andavam sozinhas para poder chegar ao castelo quando alguém o puxou pelo ombro.


- Ainda bem que eu te achei. – disse Henry ofegante.


- Você esta bem? Porque a pressa cara, nós íamos guardar o seu lugar na mesa! – disse James.


- Não é isso! – ele parou para retomar o folego mais uma vez e então continuou – sua prima, Rose, precisa de você agora mesmo. Ela estava bem agitada, tem alguma coisa haver com seu irmão e sobre como tira-lo do trem.


- É fácil, é só tira-lo a ponta pés de lá! – disse James irritado.


- É serio cara, ela disse que ele queria ficar lá dentro até o trem voltar para Londres ou algo do tipo.


- Argh! – ele resmungou – Era só o que me faltava!


E então saiu andando de volta para o trem, o que foi muito mais difícil que sair, já que estava indo contra o fluxo constante de pessoas que saia. Foi esbarrando em todas as pessoas, nervoso com seu irmão por fazê-lo voltar só por que estava tendo um ataque.


- Ok, seu maricas, pode ir saindo do trem agora mesmo ou eu vou te carregar pra fora pela orelha! – disse ele entrando na cabine com sua prima olhava fixamente um Alvo praticamente catatônico.


- Ainda bem que você chegou! Eu não sei mais o que fazer, ele não quer sair, diz que todos vão odiá-lo, que ele vai para a casa errada e que você vai transformar a vida dele em um inferno e que ele preferia ser um aborto a ver seu pai decepcionado com ele. – Rose disse isso tão rápido que foi difícil para James entender tudo o que ela disse.


- Alvo, é serio, chega de frescura, vamos nos atrasar! – disse James ficando impaciente.


O menino sentado no banco mal se movia. Parecia que ele estava petrificado ali, se James não visse o peito dele levantando e abaixando devido a respiração, ele já teria ido chamar Madame Pomfrey.


- Rose, pode ir para fora, eu vou num minuto. – disse James.


Ela olhou para ele insegura, mas então balançou a cabeça em concordância e saiu da cabine entrando no meio das poucas pessoas que tinham ficado para trás. Ele se sentou no banco em frente seu irmão e o encarou. Sua cabeça estava apoiada em suas mãos, ele olhava seus joelhos com desespero e balançava a cabeça dizendo “não, não, não”.


- Alvo. – ele não respondeu – Alvo. – James tentou mais uma vez – ALVO! – nada – Tudo bem, pode voltar para Londres, ninguém liga mesmo, pode deixar que eu escrevo contando como esta sendo incrível meu ano em Hogwarts. – disse ele se levantando.


- Não. – disse Alvo, com a voz rouca.


- Eu não vou voltar com você.


- Eu não quero que volte. Só quero que me responda: quais as chances de eu ir para outra casa?


- Muitas. – disse ele casualmente sentando-se novamente – Nenhuma. Isso depende do que o Chapéu achar de você.


- O Chapéu, ele queria te colocar em outra casa?


- Claro que não! Eu sou um verdadeiro grifinorio. – disse James sorrindo, mas ao ver a expressão de seu irmão disse – Pra falar a verdade – ele fez uma pausa e Alvo o olhou surpreso – ele quis sim, queria que eu fosse para a Corvinal, disse para mim que eu era “um rapazinho muito inteligente”.


- E por que você não foi para lá?


- Eu disse ao Chapéu que eu ficava muito mais incrível e ameaçador com um leão em meu peito e o vermelho em minhas vestes.


- E ele acreditou? – disse Alvo surpreso.


- Claro que não! – James riu – Ele ainda queria me mandar para a Corvinal, mas então eu praticamente implorei para que me colocasse na Grifinoria, por que tinha sido a casa dos meus pais e avós e que eu gostaria muito de partilhar das mesmas coisas que eles. Então, não sei se ele ficou comovido ou só com medo de eu começar a chorar, mas me colocou na Grifinoria.


Alvo ficou parado olhando para ele de boca aberta, como se nunca tivesse conhecido seu irmão até aquele momento.


- O que eu estou querendo dizer – disse James um pouco sem jeito – é que não importa o que os outros queiram você tem que lutar pelo que você quer.


- Então, se eu não for para a Grifinoria, você não vai ficar bravo comigo?


- Claro que não. Eu ia ficar chateado é claro, eu preferia ter o meu irmãozinho caçula na mesma casa que eu, mas essa não é uma decisão minha.


Alvo o olhou de novo, dessa vez com a cor voltando ao seu rosto, então ele acenou a cabeça mostrando que entendera o que o irmão quis dizer.


- Valeu James. – disse ele mais calmo – No fundo, você não é um irmão tão ruim assim.


- Sem sentimentalismo pra cima de mim maninho! – ele disse levantando-se e colocando o irmão de pé – Vamos Al, você tem um Chapéu para enfrentar. – e então sorriu. Um sorriso de incentivo e apoio que apenas um irmão podia dar ao outro.


E com o braço passado em volta do pescoço de seu irmão caçula, os irmãos Potter se dirigiram à plataforma, prontos para qualquer coisa.


 


...


 


Scorpio levou um susto quando escutou o apito do trem, ele percebeu que nem tinha colocado suas vestes ainda, tinha passado todo o resto da viagem olhando pela janela imerso em pensamentos como “o que meu pai vai pensar?” ou “Potter? Justo ele!” ou então “onde esta Violet?”. Ao ver toda aquela gente se empurrando no corredor para sair, correu para se trocar, o que acabou fazendo com que ele fosse um dos últimos a sair do trem. Quando finalmente saiu da cabine em que estava, deu uma olhada nos corredores em busca de Violet, mas não encontrou nada além de dois ou três alunos atrasados correndo pelo corredor. Ele se apressou e começou a andar a passos largos pelo corredor, em busca da saída, quando viu um menino que deveria ser mais velho que ele correr pelo corredor e entrar na cabine em que ele sabia que estavam o menino Potter e sua amiga ruiva, Rose. Ele continuou a andar pelo corredor até passar em frente a cabine em que o menino tinha entrado e escutar vozes vindo lá de dentro, ele parou por um segundo, mas ao se lembrar que o assunto não lhe dizia respeito voltou a andar, quando deu seu primeiro passo a porta da cabine se abriu e Rose saiu dela e trombou com ele no corredor.


- Ah meu Merlim! Desculpe! – disse ela agitada.


- Isto esta começando a virar um habito. – disse ele.


- Ah – ela olhou para ele surpresa como se só tivesse notado quem estava ali naquele momento.


- Por que você ainda não saiu do trem? – ele perguntou.


- Longa historia. – ela deu uma olhada para trás, para a cabine de onde havia saído.


- Hm. – ele resmungou e para não deixar o silencio se apoderar da conversa disse – acho melhor irmos andando então.


Ela concordou eu ambos foram andando em direção à saída do trem, pouco tempo depois de começarem a andar ela disse:


- E você? Porque não saiu do trem ainda?


- Ah... Me distrai e acabei não colocando as vestes antes.


- Deu pra ver que você colocou a roupa com pressa.


- Por quê? Tem algo errado? – ele perguntou parando e olhando para suas vestes.


- Não! – ela riu – Quer dizer, nada muito grave, é só que seu cabelo esta bem bagunçado, você pulou uma casa nos botões da camisa e sua gravata tem o nó mais torto que eu já vi.


- Ah. – ele disse e começou a abotoar a blusa novamente e depois deu uma amassada nos cabelos, mas ao chegar na gravata ele não sabia bem o que fazer – Será que se eu não for com ela eles vão notar? – ele disse sem graça.


- Você não sabe dar o nó?


- Hm... Não...


Novamente ela deu um risinho – não era um riso de quem debocha, era mais um sorriso de quem estava achando aquilo ligeiramente engraçado – e então ela começou a dar o nó na gravata dele.


- Hm. Obrigado. – ele disse sentindo seu rosto ficar quente.


- Não foi nada, Alvo me pede pra fazer isso o tempo todo pra ele.


Por algum motivo que Scorpio não sabia explicar, aquilo o irritou.


- Alvo né? Vocês são amigos a muito tempo? – ele perguntou quase com aspereza na voz.


- Ah, amigos eu não diria, mas nos conhecemos desde bebes, já que meus pais vivem na casa dos dele e vice versa.


- Ah, e de onde seus pais se conhecem?


- Desde a época da escola, mas a proximidade deles vem mais do fato de que o pai dele é casado com a irmã do meu pai... – ela disse com uma expressão no rosto que Scorpio não conseguiu identificar.


- Ah, então vocês são parentes!? – ele disse com um alivio indisfarçável na voz.


- Sim, primos na verdade.


- Ah, que legal! - o alivio dentro dele era tanto que ele até esqueceu que eles ainda estavam parados no corredor do trem – Nós devíamos ir andando.


- Nossa! É verdade, vamos! – ela disse puxando-o pelo braço e saindo correndo pelo trem.


Ao chegarem lá fora, ambos foram em direção de um grupo de novatos agrupados em volta de um homem muito alto, com cabelos pretos e uma barba igualmente preta – apenas com alguns fios grisalhos – e com olhos de besouro tão bondosos que era difícil ter medo dele apesar de ser tão grande.


- Alunos do primeiro ano! Alunos do primeiro ano aqui! – ele gritava.


Scorpio olhou em meio a todos os alunos em volta dele e não conseguia achar Violet. Ele começou a ficar preocupado com ela, achando que poderia estar dentro do trem ainda, ele estava pronto para voltar quando Rose o chamou.


- O que foi? – ele perguntou ainda olhando para todos os lados.


- Quem você esta procurando?


- Violet.


- A menina que estava na nossa cabine com você?


- Sim. – ele ainda estava procurando e nada dela.


- Acho que ela acabou de embarcar no primeiro barco.


Scorpio olhou na direção em que Rose apontava e notou que eles tinham andado até um cais onde havia vários barquinhos e os alunos estavam embarcando neles em grupos de quatro para atravessar um lago.


- Consegui! – disse o menino Potter chegando correndo ao lado dos dois.


- Onde você estava?! – perguntou Rose preocupada batendo as mãos em suas roupas para tirar a poeira.


- Eu e James estávamos tendo uma conversinha. Eu estava com medo de não chegar a tempo, só consegui chegar até aqui porque James sabia que os novatos vêm pra cá.


- Vamos! Vamos embarcando!! – o homem gritava. – Todos a bordo! – ele ajudava todos os estudantes a embarcar, mas quando chegou à vez deles parou os três e olhou fixamente para Alvo – Harry?! – ele disse espantado.


- Hm... Não, Alvo. – isso pareceu deixar os pequenos olhos de besouro do homem mais arregalados ainda.


- Me desculpe – disse o grandalhão parecendo acordar de um transe – é que você se parece muito com um ex-aluno que eu gostava muito.


- Harry Potter? – Alvo perguntou com um pequeno sorriso no rosto.


- Sim! Como você sabe?


- Ele é meu pai. – ele disse com uma expressão no rosto que Scorpio achou pouco convencida.


O grandalhão não se conteve e abraçou Alvo tão forte que Scorpio viu o menino ficar meio azulado pela falta de ar, o que Socorpio não podia imaginar é que sentiria um leve prazer ao ver o menino sufocado. Aquilo o assustou.


- Eu sou Rúbeo Hagrid! Sempre que precisar de mim é só ir me ver na minha cabana ok? Nós nos veremos mais quando você começar a ter aulas de Trato das Criaturas Magicas. Eu sou professor sabe? – disse o grandalhão orgulhoso – Bem, vou parar de amolar você e seus amigos. – disse ele ajudando Alvo a embarcar, depois Scorpio e parando de novo quando olhou Rose – E qual o seu nome mocinha?


- Rose. Rose Weasley. – ela disse um pouco envergonhada, oque fez suas orelhas ficarem vermelhas, Scorpio achou aquilo bonitinho. Aquilo o assustou também.


- Mas eu não tinha duvidas de que você era uma Weasley! – disse o grandão animado – Mas não posso negar que foi a semelhança com a sua mãe que me fez parar você.


- Você conhece minha mãe? – Rose disse admirada.


- Se conheço? – ele abriu um sorriso – A bruxa mais inteligente da idade dela se me lembro bem.


Rose começou a ficar vermelha por inteiro dessa vez, soltou um sorriso envergonhado e embarcou no barco atrapalhada, o que quase a fez cair no lago se Scorpio não tivesse agarrado seu braço e a puxado para dentro.


- Ah... Obrigada. – ela disse com as orelhas vermelhas como um pimentão.


Scorpio não conseguia deixar de achar aquilo tudo muito bobo, aquele cara grandão, Hagrid, parar todo mundo só para bater papo com Alvo e Rose porque conhecia seus pais! Mas que grande coisa era aquilo! A função dele era embarcar os alunos e não bater papo!


- Todos prontos? – gritou Hagrid – Ótimo, então vamos!


E então os barcos começaram a se mover pelo lago em direção a um grande castelo, por todo o caminho ninguém falava muito, a maioria estava de boca aberta ao olhar para Hogwarts, a outra metade ansiosa de mais para falar, então ao desembarcarem na casa de barcos já nos terrenos da escola, todos olhavam nervosos uns para os outros, imaginando quem iria para cada casa, quem seria seus companheiros de casa pelos próximos sete anos e quem se odiaria até lá.


Distraído com o próprio pensamento Scorpio mal notou que já havia entrado no castelo e um homem de rosto redondo a frente deles falava.


- Bem vindos a Hogwarts! Eu sou o Professor Longbottom, também diretor da Grifinoria, eu vou leva-los até o Salão Principal para a Seleção dentro de poucos minutos, aguardem aqui até o meu retorno.


Scorpio sentiu seu estomago se revirar enquanto o professor entrava por uma porta dupla enorme que deixou escapar uma luz forte e o barulho de pessoas conversando quando ele passou. Olhou para os lados e viu Rose com os dedos cruzados, Alvo estava parecendo que fosse vomitar e Violet – que ele viu do outro lado do grupo de novatos – o olhava com ansiedade. Ele saiu de onde estava e foi até ela.


- Desculpe. – foi tudo o que ele disse, mas com toda a sinceridade possível.


Ela sorriu para ele e disse:


- Não foi nada. Afinal, se eu te abandonar, o que seria de você? Mais um garoto tímido e solitário.


- Imagino que sim. – disse ele alegre.


- Então, como eu poderia te abandonar? Isso seria como abandonar um cachorrinho na rua!


Ele riu e ela também, como era bom sentir que tinha alguém com quem contar, ele prometeu a si mesmo que nunca mais falaria daquele jeito com ela.


Ele levou um susto quando o Professor Longbottom voltou para o saguão e abriu as portas para que todos dentro do Salão Principal vissem eles e vice versa.


- Estamos prontos para vocês. – disse o professor.


Violet segurou na mão de Scorpio e ele sentiu um calafrio percorrer seu corpo.


Era agora.

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