Uma garota ... diferente



Os meninos estavam paralisados olhando para a garota. Os olhos dela eram de cor violeta, da mesma cor que a ponta de seus cabelos. Eles já tinham visto olhos de todas as cores, mas nunca tinham visto olhos de cor violeta. E como eram bonitos os olhos delas. Depois de alguns segundos, Tiago decidiu "quebrar o gelo".

— Eu espanquei a porta porque VOCÊ não atendeu quando batemos normalmente.

— Ah, desculpe. Eu acho que deve ser por causa dos Headphones! — nesse momento a garota mostrou aquele negócio esquisito que estava em sua cabeça antes. — Estavam muito altos...


Como eles fizeram uma cara da dúvida olhando para os Headphones, ela continuou.

— Isso é um aparelho trouxa que reproduz música de um modo que só uma pessoa pode ouvir. É bem útil se você não quer que as outras pessoas ouçam também...


Houve mais silêncio, um tanto desagradável, enquanto os garotos ainda olhavam paralisados para a garota. Ela olho para os garotos e disse:

— Você é Tiago Potter, não é? E você deve ser um Weasley... 


— Como você sabe quem eu sou? — os dois perguntaram ao mesmo tempo

— Bem... — ela disse, agora olhando apenas para Tiago — você é famoso. Você é famoso porque é filho do bruxo mais famoso do Mundo Mágico. Aliás, depois mande um abraço meu para ele. Ele já salvou minha vida mais de uma vez. Três vezes, para ser exata. Eu sou... como eu poderia dizer... amiga dele. — agora olhando apenas para Rich, ela continuou — E você é bem "Weasley" mesmo, sabe? Ruivo e tal... Junto com um Potter... Enfim, tá na cara que você é Weasley.  Richard Weasley , não?

— Eu já não te vi em algum outro lugar? — perguntou Rich

— Sim. Na loja das "Gemialidades Weasley". Eu vou lá sempre que posso e...

— Tá tudo muito legal, o papo tá bom... — interrompeu Tiago — Mas a gente ainda não sabe quem é você! 

— Ah claro! Eu sou Victória Silva e eu...

— Como se pronuncia isso? Que nome estranho você tem! — Rich interrompeu 

— Como eu ia dizendo, eu sou do Brasil. É um nome bem comum lá. E, quanto à pronuncia, aqui me chamam apenas de Vic.

— Caramba! Você é do Brasil? Lá é legal? Eu sempre tive vontade de ir pra lá! É verdade que as praias de lá são as melhores???

— Bom... eu não acho que o Brasil seja o primeiro país em que as pessoas queiram morar. Na verdade eu odeio o Brasil; Odeio o samba, odeio o calor insuportável que faz lá, odeio aquele tal de "funk"... As praias até podem ser bonitas, eu até gosto delas, mas a grande maioria é cheia de lixo. O Brasil tem falta de escola, falta de hospitais (bruxos e trouxas!), gente com fome largada no meio da rua e é um dos países, juntamente com a Bolívia, em que mais acontece o tráfico de drogas e os roubos e assassinatos... Tanto na parte trouxa, como também na parte bruxa. O Brasil não é nenhum país-paraíso-das-marailhas como dizem por aqui. Prefiro muito mais ficar por aqui mesmo...

— Para uma brasileira, o seu inglês é perfeito! — disse Tiago

— Ah, é que eu vim pra cá ainda pequena. Eu tinha uns seis ou sete anos quando... — nesse momento a voz dela falhou e nenhum dos meninos ouviu o que ela disse.


Um silêncio incômodo ficou no ar por mais ou menos um minuto e eles puderam ver uma lágrima rolando pelo rosto da garota.


Quem quebrou o silêncio foi Tiago.

— Que é isso?

— "Isso" o que? — a menina respondeu com outra pergunta.

— Isso aí no seu pulso do braço direito...

— Comensais da Morte. ­— enquanto ela dizia , ela tirou a luva "meio-dedo" , que cobria somente a mão e o pulso e estendeu o braço aos meninos — "Eu sou uma sangue-ruim".


Eles puderam ver que era uma cicatriz. Uma cicatriz que formava a frase "Eu sou uma sangue-ruim". Parecendo um puco apavorado, Rich disse :

— Como ... ?

— São muitos detalhes. Vocês não precisam ficar ouvindo os problemas que eu passei...

— Nós realmente não prcisamos saber — disse Tiago — Nós queremos saber. E não temos nada pra fazer, afinal.

— Ok, já que vocês insistem. — ela suspirou e recolocou a luva — Bem... alguns anos depois da última guerra, muitos Comensais partiram para o ataque lá no Brasil. Meu pai era um aborto e minha mãe era trouxa. E os Comensais nos capturaram, trancaram meus pais e me torturaram. Uma Comensal fez isso no meu pulso com uma lâmina.


A garota abaixou a cabeça e quando a levantou, os olhos penetrantes cor violeta estavam cheios d'água. Enquanto somente uma lágrima escorreu pelo seu rosto, ela disse com a voz trêmula:

— Era na semana do meu aniversário. Eu ia completar 4 anos.


Ela limpou o rosto com as costas da mão, suspirou, e falou, recuperando o tom normal de voz, porém muito frio.

— Meus pais morreram naquele dia. Torturados até a morte. Bem na minha frente... Esses comensais começaram a me torturar depois de matarem meus pais. E parecia que eles não queriam me matar. Pareceia que eles estavam esperando alguém chegar para fazer o serviço, ou me usar como cobaia pra alguma coisa. É ai que entra Harry Potter. — os garotos fizeram cara de dúvida mas Vic respondeu antes deles formularem a pergunta — Não me façam essa cara! Eu nunca soube o porquê de Harry e companhia estarem no Brasil. Ele nunca me contou, mas enfim... Como eu ia dizendo, ele aparatou do meu lado e lançou um feitiço escudo em mim. Muito forte por sinal. Era uma confusão de jatos verdes e vermelhos, não soube identificar na época. Rony, Gina, Hermione e outros aurores estavam lá também. Hermione disse algumas coisas em inglês para Gina. Depois Gina me pegou no colo e desaparatou. Estavamos na casa do meu tio e sua esposa. A família do meu pai era uma família sangue-puro, rica e um pouco famosa, porém perdeu toda a fama depois do nascimento do meu pai, um aborto. Meu tio era casado com uma trouxa simpática, muito legal, ela. Num dia de chuva, dois comensais, os mesmos que mataram meus pais, apareceram na casa do meu tio. A esposa dele morreu logo, com um Avada. Mas meu tio duelou com os dois comensais. Durou um bom tempo pra alguém que luta contra dois ao mesmo tempo. Agora sim, eu tinha certeza que iriam me matar. Mas não. Me amarraram com cordas invisíveis e aparataram comigo. Eu não sabia onde eu estava. Era um lugar escuro e úmido, cheio de Comensais da Morte. Estavam conversando em inglês. Como eu já tinha aprendido inglês no Brasil, eu entedi algumas coisas. Eu já sabia de 2 coisas: estavam discutindo sobre mim; estavamos em Londres. Estavam discutindo sobre mim porque, naquele ano, ocorreu uma pesquisa científica-bruxa que comprovava que o filho de um aborto tem mais poderes propriedades mágicas do que um sangue-puro. E, ou eles queriam comprovar isso ou só estavam tirando satisfações mesmo. Eram feitiços dolorosos e incômodos que poucos bruxos conhecem. E então, Harry aparatou lá. Mas ele não estava sozinho. Com certeza, sozinho ele não estava!



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Comentários (1)

  • BellaPotterForever

    Oi gente ! Eu sou a autora da fic e estou colocando um "N./A." em comentário : Não consegui aumentar esse capítulo . Saibam vocês que a história é improvisada ! Não sou boa com capítulos longos , ok ? Mas , como diz a minha bola de cristal , a história vai ficar boa , não tão longa mas pelo menos boa . Bejuus 

    2013-02-27
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