oneshot



As luzes que me guiam até em casa aquecem meus ossos, e tento curar a ferida que define quem sou. Você. Pois é, nossas feridas não são somente as cicatrizes adquiridas em um campo de batalha há muito tempo atrás. E você é a maior delas. A mais evidente e de piores lembranças.

Não tenho para onde correr. E quero destruir tudo que me lembre você. Não tenho raiva do que fez, de ter me deixado, nem do seu jeito fútil. Tenho raiva das flores, dos seus olhos e mãos, do seu abraço protetor. 

Quero rasgar as cortinas da sala, gritar palavrões, beber vinho até cair no chão por não aguentar mais pensar em você. Para depois perceber que nunca foi embora, me fazendo lhe odiar mais por me fazer de boba. Sabe que não suporto isso, mas... Mas...

Então por que estou assim... Presa a você?

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