Maldito Orgulho



N/A: Primeiro de tudo: desculpem a demora. Eu não vou colocar desculpas aqui, porque tirando a viagem eu não tive motivos para não escrever. Porém toda vez que eu sentava pra escrever não saia nada, então eu resolvi esperar sair algo, pra não colocar merdas aqui. Ficou curtinho, porque eu queria postar assim que eu parasse de escrever, mas o próximo provavelmente será maior. Boa leitura!



 Marlene McKinnon


Nos dois dias seguintes, os professores conseguiram passar mais dever de casa do que no primeiro mês de aula do quinto ano. Bem que meu irmão me disse que o último ano não era fácil.  


Entrei no dormitório naquela quarta-feira calma e tranquila com um único objetivo: estudar transfigurações. Mesmo que eu tente o máximo possível essa maldita matéria NÃO entra na minha mente. Simplesmente não entra. Ora, minha mente está muito mais ocupada guardando informações mais importantes. Como por exemplo: letras de músicas trouxas, deveres de casa de outras matérias, mais letras de música trouxas, nomes dos meninos pegáveis de Hogwarts, e momentos engraçados com os amigos! Então é óbvio que não tem espaço pra coisas tipo transfigurações!


Sentei na cama, abri um saco de varinhas de alcaçuz e peguei o “Transfigurações Avançadas”. Oh livrinho pesado hein?!  Respirei fundo, e abri a tortura em forma de livro que se encontrava na minha cama...


...


A quem eu estou querendo enganar? É claro que meu “estudar” não durou nem 2 minutos. O teto ficou extremamente mais interessante!


“Marlene Ameline McKinnon, volte a estudar nesse minuto! Se você não conseguir uma nota boa em transfigurações nos N.I.E. M’s você não vai ser auror!”


Eu ignorei a voz na minha mente. Afinal, qual é! Hoje é quarta-feira e eu ‘to morta de cansaço! PRIMEIRA SEMANA DE AULA e eu já quero queimar a escola!


Então eu fiz a coisa que Marlene McKinnon sozinha faz de melhor: dançar!


Corri até o malão da Lily, e peguei aquele negócio que ela chama de rádio. Depois deitei no chão pra procurar em baixo da cama dela algum CD.  Aerosmith, Metallica, Deep Purple, alguma coisa com Jovi no final, mas nada que prestasse. 


Ajoelhei no chão, e não pude evitar pensar: “Lily, ainda vou mudar seu gosto musical”


Argh! Eu dei um CD pra ela no natal passado que era bom! Onde será que ele está?


Abri o malão dela de novo (Lily aqui: já vi que vou ter que colocar cadeado nas minhas coisas...) e fui jogando tudo pra fora. Depois de um tempinho arremessando roupas pelo quarto, eu o encontrei: Best of the Summer.


Coloquei o CD no tal do rádio e senti a música chegar nos meus ouvidos.


“ Starships were meant to fly!


Hands up, and touch the sky  “


Alguns instantes depois senti meu corpo reagir às batidas da música.


“ Lets do this one last time


Hands up!“


Em poucos minutos, eu estava dançando igual a uma louca pelo dormitório feminino do 7° ano.


“We’re higher than a motherf*cker”


Pausa.


Vamos encarar a situação pelo ponto de vista de um observador:


Então Marlene começou a balançar o corpo no ritmo da música. Passados alguns minutos, ela já estava em cima da cama, jogando os braços pro alto e gritando a música num volume mais alto que a própria cantora.


Voltando ao meu ponto de vista...


Enquanto eu estava dando o meu melhor numa coreografia da Nick Minaj, eu ouvi passos na escada que davam pro dormitório.


Desliguei a música correndo, e deitei na cama (não sei de quem) que eu estava pulando alguns segundos atrás pra disfarçar a bagunça no cobertor. Abri meu livro de transfigurações rapidamente, e fiz minha melhor cara de aluna estudiosa.


-Marlene!- Dorcas gritou, entrando apressada no dormitório. Ela tinha um sorriso que ia de uma orelha à outra.


-Porque você está deitada na minha cama? – ela perguntou, parando de repente e franzindo o cenho.


Ah! Então foi na cama dela que eu pulei... Ops.


-O que foi criatura sorridente? – eu perguntei, ignorando-a.


Ela mostrou quatro pequenos pergaminhos, e me deu um.


- Veja você mesma - respondeu com o olhar de felicidade típico dela.


Eu abri o pergaminho e comecei a ler:


“Amos Diggory convida você para a festa de comemoração de uma semana  de aulas. Será dia 6 de setembro, ás 21 horas na torre de astronomia.


Somente alunos do 6° e 7° ano.


P.S.: Leve acompanhante.”


- Não é legal? – ela perguntou.


Tá. Para tudo, pra que eu possa analisar a situação. Acompanhante?


-Como assim acompanhante? - perguntei


Sim ,eu já sei... só queria confirmar, sabe como é né?


- Ué ? Ficou burra menina? Você tem que ir com um menino- ela respondeu , com aquela cara de nerd que só ela e a Lily conseguiam fazer, toda vez que explicavam alguma coisa que o resto não sabia.


Grande porcaria. Que menina precisa de um menino pra poder ir numa festa?


-Então eu não vou – respondi, voltando a fingir prestar atenção no livro.


-Como? – Doe perguntou, indignada.


-Minnie, onde já se viu uma menina precisar de um menino pra ir numa festa? – eu perguntei indignada. Fechei o livro, e o coloquei do meu lado.


 -Lene, acho que você não entendeu direito. É só pra você poder entrar na festa que você precisa de um acompanhante.  Não é como se você fosse casar com ele ou algo do gênero! – Dorcas disse, franzindo o cenho.


Ela não me entende. Claro que não entende, afinal ela ama o Remo, então ela fica cega pra qualquer coisa que seja razão e/ou orgulho feminino.


-Isso eu entendi Doe. Mas eu não acho que eu precise de alguém pra que eu possa entrar numa festa. Onde já se viu Marlene McKinnon depender de alguém pra ir numa festa?! – eu devolvi já começando a ficar irritada.


Não ir nessa maldita festa seria minha forma de protesto.


Dorcas ergueu uma sobrancelha, porém ficou quieta. Ela me conhece, e sabe que quando eu fico irritada, é melhor ficar quieta. Principalmente quando eu tenho razão. Porém a ideia de uma festa, pra quebrar um pouco do meu stress ia bem. Muito bem.


Respirei fundo, e disse:


- Eu vou dar uma volta. Vejo você no jantar – Dorcas não protestou.


Eu realmente precisava respirar, e colocar meus pensamentos em ordem. Eu não iria depender de ninguém pra ir na festa, mas ao mesmo tempo eu queria ir . Queria não, tinha que ir na festa – afinal, festas dadas por Amos Diggory são as melhores – do jeito que fosse.


Desci até o salão principal, e saí pela porta que dava pro Lago. Iria dar um “alô” pra minha amiga Lula Gigante.  O dia estava um tanto quanto frio, e eu tinha deixado meu cachecol no meu malão.  O vento soprava nas árvores, soprando folhas amarelas, vermelhas e laranjas pra todos os lados. Meus passos ecoavam o som de folhas cedendo ao meu peso, e o ar tinha um certo cheiro de abóbora.  Cheguei à beira do Lago, e foi lá que eu sentei.


Como eu vou conseguir ir ao baile, sem desobedecer meus próprios princípios?!


Será que se eu for sozinha, eu vou ser barrada?


E se eu for com a Lily, e tomar poção Polisuco? Não, não, não. Péssima ideia Marlene, péssima.  Imagina se eu vou conseguir algum menino, se eu estiver igual a um menino? Sem contar que a Lils já deve ter um acompanhante.


“Marlene, você é orgulhosa demais! Deixa seu orgulho de lado pelo menos uma vez, e vai se divertir!”


“Consciência, esse é o tipo de momento em que você dá conselhos úteis. Mas parece que você não entende a parte do ‘ÚTEIS’.”


“Affe, depois não reclama que eu não ajudei hein?!”


Enquanto eu pensava, um grupo de jogadores de Quadribol começou a se aproximar, voltando do treino. Corvinais, que vinham rindo se empurrando e berrando coisas inúteis.


E se eu fizer ao contrário... Se eu fizer alguém precisar de mim pra ir na festa?


Sorri. Um plano muito louco se formava na minha mente. Era o melhor que eu tinha, e mesmo assim podia dar errado. Porém era também o único que eu tinha.


Passei os olhos rapidamente pelo grupo de jogadores da Corvinal que se aproximavam. Um em particular chamou minha atenção: Daniel Mason. Olhos castanhos, cabelos castanho claro. Nada de demais. Mas aquele menino definitivamente usava anabolizantes trouxas, porque aquele corpo, meu Merlin!


Fiz uma ficha mental, com tudo que eu me lembrava a respeito de Daniel Mason.


Nome: Daniel Mason


Idade: 17


Casa: Corvinal


Posição no time de Quadribol: Goleiro


Sangue: meio-sangue


Nível de galinheza: Normal


Namorada? : Não


Era exatamente disso que eu precisava. Só não via nada na ficha dele que pudesse me ajudar com meu plano maléfico pra ir à maldita festa.


O que mais que eu sabia sobre ele? A professora Mcgonagall tinha comentado uma vez sobre ele ser um dos melhores alunos de transfiguração de Hogwarts. Nada mais me vinha à cabeça.


Espera um segundo...Transfigurações? Não pude evitar erguer uma sobrancelha.


Transfigurações!


Marlene, você é um gênio! Se eu pudesse me abraçar e me beijar agora sem que a cena ficasse muito bizarra à olhos de gente normal, eu até faria isso. Mas não vai rolar.


E com o plano completo em mente, eu caminhei em direção a minha vítima.


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N/A: 
Espero que tenham gostado! Lembrem de deixar um comentário, se é que ainda tem alguém acompanhando a fic. Beijos!


 


 


 

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Comentários (1)

  • Lana Silva

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Marlene I love you diva. Rindo muito aqui dela, e entendo muito bem esses principios, mas onde já viu, não precisamos de um garoto para nos acompanhar a uma festa...É doidera, não dependemos deles e tal, então para que isso ? Mas tinha que vir do Amos kkkkkkkkkk dando uma revisada aqui notei que não comentei no capitulo anterior, desculpa por isso. Esse capitulo foi o máximo, prova que a Lene vai dar um jeito de ir a essa festa e eu tô louca pra saber o que vai rolar nela... bjoos! 

    2013-01-11
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