At the librabry



 At the library


Levei o livro até a bancada e entreguei-o à Madame Larousse, uma moça novinha que estava substituindo a secretária insuportável. Ela o pegou e falou


- Olá, Hermione!- Madame Larousse era muito simpática e sempre me ajudava. Era um alívio tê-la em nossos dias, em vez da velha bibliotecária- Como vai?


- Estou muito bem, sra. Larousse.


- Querida, quantas vezes terei que te dizer para não me chamar de senhora? Tenho apenas vinte nove anos. Ainda sou jovem, não?


- Com certeza.


- Bem... O que temos aqui?- Ela apontou para o livro em minhas mãos, curiosa- Mais J.K Rowling?! Ela é sua autora preferida?


- É sim, senho... - Ela fingiu que ia bronquear e eu ri- Ah, me desculpe. Estou tão acostumada a chamar os professores assim que até me atrapalho. Daqui a pouco, estarei chamando minha própria mãe de senhora.


- Tudo bem, querida. Pode me chamar de Julie, certo? Espere! Esse livro não é da seção secreta?!- Ela arregalou os olhos- Como entrou lá?


- Seção secreta?!- Madame Larousse confirmou com a cabeça- Não, isso estava o tempo todo na seção separada da Rowling.


- Pelo Merlin! Essas crianças ficam tirando os livros de um lugar e colocando em outro!- Falou, olhando para alguns garotos que brincavam de guerra de bolinhas de papel- Aguarde um minuto, por favor.


Ela saiu da bancada e foi reclamar com os garotos. Um deles jogou uma bola no lustre, mas antes de chegar a seu alvo, Julie foi mais rápida e parou o objeto com um Vingardium Leviosa.


Finalmente parei para pensar no que tinha ouvido. Aquele simples livrinho estava na seção secreta. Tem que haver alguma coisa errada nessa história. E se tiver, eu vou descobrir!


Agarrei o livro de volta, sem nem pensar duas vezes. O levaria para o dormitório e depois decidiria o que fazer. Isso não é certo, Hermione. Madame Larousse á tão legal e você retribuirá arriscando o emprego da coitada! Mas, consciência, ela nem trabalha aqui! Mesmo assim, garotinha! Ela pode ficar com o nome sujo, nunca mais arranjar um trabalho, ir morar na rua e não conseguir alimentar seus filhos! Mas ela nem tem filhos... Não importa! Vá lá e a avise que pegará o livro! Manda quem pode. Obedece quem tem juízo, viu vozinha chata da minha cabeça?


-Madame-Larousse- vou-levar-esse-livro-obrigada-tchau!- falei rápido, em um uníssono, esperando que ela não ouvisse e eu pudesse ficar com a consciência limpa.


-O que, menina?!- Ela olhou para mim e a bola de papel, que ela estava levitando, caiu. Alguns dos garotinhos perturbados riram e tentaram correr, mas ela os parou, atingindo cada um com um Petrificus Totalus.


- Essa brincadeira de vocês saiu de controle! Vou chamar o Filch e vocês pegarão uma detenção pesada. - Um moreno de olhos verdes soltou um muxoxo chateado.


Nesse momento, Argo Filch e sua fiel gata, Madame Nor-r-ra, apareceram. Ele é um velho chato e mal tratado. Seus cabelos estão caindo o tempo todo e, mesmo assim, ele insiste em deixá-los compridos e ralos. Uma coisa feia! Concordo com você, cérebro! Filch é muito rabugento e toda hora fala que somos adolescentes melequentos e espinhentos, que só ficam relaxando na vida boa. Relaxando?! Eu estudo demais, fico na escola e ainda tenho minhas outras responsabilidades, que não vou ficar aqui falando sobre! E, além de toda essa chatice em uma pessoa só, ele ainda fica falando que deveríamos voltar no tempo em que ele prendia os alunos pelas mãos e pés, por ter feito algo errado e blá, blá, blá.


Madame Nor-r-ra é uma belezura em comparação ao seu dono. Acho que ele usa o tempo em que deveria cuidar de si mesmo para cuidar da gata. Ela tem uma pelagem bonita e olhos bem verdes, vigilantes a todo o momento, inclusive é a felina que avisa a Filch quando há alguma coisa não tão certinha, ou seja: O rabugento sabe de tudo que acontece no castelo.


- O que está havendo aqui, hein? Suas pestes!- Falou Argo, com uma voz irritante e rasgada. Pude ver um pouco de arrependimento nos olhos da Madame Larousse e também uma pena inexplicável dos meninos. Ela segurou o braço do primeiro que viu e reclamou com o velho, como uma mãe leoa.


- Não está acontecendo nada, Argo Filch!- Quando ela falou seu nome completo, Filch se contraiu, desapontado. Será que o pobre coitado tinha algum tipo de esperança com madame Larousse? Ri, só de pensar nele apaixonado.


Foi aí que, infelizmente, Argo percebeu que eu estava lá. Até demorou porque ele é tão implicante, que acha que sou um imã de problemas.


-Ah, Granger, você está aqui. - Oh, não me diga! Pensei que estivesse na sala de Dumbledore, tomando chazinho. Por sinal, por que não vai até lá, me procurar? É uma ótima idéia!- Só podia ser você! O que fez? Vamos, me diga! Ou vai para detenção.


-Ela não vai para a detenção, coisa nenhuma!- Madame Larousse se jogou na minha frente e encarou Filch, que ficou parecendo cachorro sem dono. Era engraçado vê-lo assim, dominado, por uma moça de apenas 29 anos.


-Ah, me desculpe- Desculpas?!?! Isso é inédito saindo de sua boca- Eu vou indo, então... É... Até mais, Julie.


- Sinto muito, Argo Filch, mas, para você, é senhora Larousse- Se ela mesma se chamou de senhora, então ela não gosta mesmo desse cara.


-Hum... Certo...- Murmurou e saiu da biblioteca, encabulado.


Julie esperou até ele sair para virar seu rosto, ainda raivoso, para os garotos, que pediram desculpas, muito envergonhados, mas agradecidos por ela ter salvado-os, e saíram também.


- Bem... Desculpe-me, Hermione. – Ela foi catando umas bolinhas com as mãos e colocando-as em um saquinho sem fundo. Provavelmente, era um tipo de saco de lixo mágico sem fundo. - Sabe como é, as crianças são muito agitadas aqui e controlá-las é bem difícil.- Ela se levantou e me olhou curiosa- Do que nós estávamos falando?- Julie reparou no que eu estava carregando e colocou a mão na testa- Sinto muito, querida, mas você terá que devolver esse livro.


Sei que ela tem um coração bem mole, então fiz uma carinha de quem implora, porém ela nem olhou, e cruzou os braços. Pedi “por favor” umas 400 vezes, só que Madame Larousse se recusava a ouvir e repetia “Regras são regras. Não posso desobedecê-las”.


Depois de muito tempo, desisti de tentar convencê-la e partir para seção reservada. Quando já estava na porta, Julie a abriu e disse que eu podia entrar e deveria ser rápida. Fiquei impressionada com tamanha confiança depositada em mim. O que provava a ela que eu não pegaria todos os livros que pudesse sem ela ver? Confesso que pensei em não devolver o livro de escondê-lo em minhas vestes, mas fiquei com remorso e abandonei-o.


Foi quando sai da sala que percebi que talvez Madame Larousse não confiasse tanto em mim quanto pensei, porque ela fez uns três feitiços convocatórios para verificar se eu tinha feito o que ela pedido.


Pois é, eu perdi meu livro e estou realmente desapontada comigo mesma... Espera um minuto! Eu prometi que, se não descobrisse o código, iria arrumar o meu dormitório sem magia. Hahaha, que promessa mais idiota. Agora vai ter que fazer isso todo dia, por horas. Oh não, voz da consciência! E se eu pegasse o livro escondido... Isso não seria errado? Seria, eu sei, mas é divertido quebrar as regras. Quem é você e o que fez com a verdadeira Hermione Granger?!


Obs: As falas em itálico pertencem a vozinha da consciencia da Mione 


O que acharam desse pequeno capítulo? Demorei muito tempo( muito mesmo) para postá-lo porque queria acrescentar mais algumas coisinhas, mas estou sem criatividade nenhuma, então vai só isso mesmo.


Mandem seus comentários, please. Preciso saber a opinião de vocês!

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