A Ajuda de Hagrid



 - CAPÍTULO 15 – A Ajuda de Hagrid -

 

      Stuart achara aquela garota, Mary, muito misteriosa, porém algo o fazia sentir uma atração especial por ela. Entretanto o rapaz não se permitiu pensar nisto por muito tempo; optou por fazer seu dever de casa na Sala Comunal da Corvinal. Obviamente ele sentia saudades de estar com os amigos, mas não podia voltar engatinhando para eles. Deveria fazer jogo duro e esperar Harry se desculpar, afinal o errado foi ele. Logo depois Stuart rumou para seu dormitório. Sabia que aquela seria uma longa - e solitária - semana. Teria que estar devidamente descansado e preparado.

 

      Mais um dia despontava no horizonte de Hogwarts com o sol nascendo ao leste. O movimento matutino dos alunos fazia, aos poucos, todos acordarem. Quando Stuart despertou, sonolento, rastejou em direção ao Refúgio, mas lembrou-se do episódio do dia anterior e concluiu que não podia deixar-se vencer assim tão facilmente. No fim das contas ele já nem sabia mais ao certo o porquê daquilo. Sentia ciúmes, porém a questão que martelava sua mente era se este sentimento dava-se graças à amizade que mantinha desde seus três anos de idade ou será que ele, Stuart, realmente amava Catherine?

 

      Enquanto isto, em algum lugar no topo da torre da Grifinória, Antônio acordava simultaneamente a Carlos. Dessa vez não fizeram nada com os amigos, pois Carlos ralhou com Antônio antes que desperdiçassem Colgate. Então eles seguiram para mais uma aula chata de Hogwarts. Inclusive Harry, naquela época, vivia pensando "Nossa, fiquei feliz ao vir para cá. Me alegrou pensar na certeza de que não mais aprenderia Matemática, Ciências... e sim gastaria meu tempo com feitiços reluzentes! Mas, pensado bem, isso aqui também é uma chatice...".

      Depois de uma aula dupla de Poções - onde Antônio e Rony explodiram (pela terceira vez consecutiva) o
caldeirão - e uma monótona aula de Transfiguração, onde transformaram um Bolinho Bauducco  - "Comida trouxa”, explicou a Profª McGonagall, e nessa hora Harry lamentou terrivelmente em não poder comer o bolinho – em uma torrada quentinha com pasta de amendoim, foram para o almoço. Catherine e Sophia estavam lá, mas Stuart...

 

      - Oi gente! - Sophia exclamou alegre ao avistar os amigos grifinórios - Tudo bem?

      - Bom, se você desconsiderar a explosão do primeiro horário, está tudo bem, Soft. O dia foi ótimo!


      - Ha! Eu lembro - disse Sophia rindo gostosamente - você e o Antônio fizeram uma bagunça tremenda!

      - É, Soft, ria da desgraça alheia - Antônio falou, desanimado, sentando-se - Um dia algo assim vai acontecer com você. Oi, Kate!

      - Oi... - Catherine suspirou com o olhar perdido; pensava na reação de Stuart. Ele era um grande amigo e ela realmente o chateara. Mas ele era um AMIGO, e ela nunca alimentara
as esperanças do garoto. - Tudo bem com vocês? Eu soube do recente ocorrido em Poções... Ah, Rony, queria estar lá para ver a cara de vocês dois! - acrescentou, agora sorridente, apontando alternadamente para Rony e Antônio - Vocês só arranjam confusão..

      - Prepare-se para o fim de semana então! Mas agora, falando em coisa séria: vamos passar por Gold Fang - Harry observou. - todos nós. Quem não quiser ir, avisa agora - ele trocou um olhar com Catherine e ambos enrubesceram. - m-mas antes temos que falar com Hagrid. Ele tem que abrir a boca sobre como acabamos com o cachorrinho.

 

      Os amigos tiraram o sobretudo, deixando-os nas Salas Comunais, um pouco nervosos por estarem tão perto de um feito tão grande. Seguiram pela trilha em gramados sedosos e bem-cuidados e chegaram na cabaninha de Hagrid. Bateram à porta depois de passarem um bom tempo escutando duas vozes lá dentro.

 

      - Quem é? – perguntou Hagrid exageradamente desconfiado.

      - Nós, Hagrid - respondeu Antônio, acostumado com o habitual recebimento do gigante Hagrid. Ele abriu a porta bem devagar e fez menção para que entrassem.

 

      Qual foi a surpresa de Harry quando Stuart estava lá, sentado, tomando um café? Nenhuma. Aliás, ele já
esperava por isto.

 

      - Bom, Hagrid, eu já estou indo – disse Stuart se levantando

      - Isso, foge dos seus
erros. – Harry implicou sentando-se ao lado do ex-amigo.

      - Não estou fugindo dos meus erros, estou mantendo distância dos que não se pode confiar.

      - Infelizmente, Sra. Frescura, não vai ser eu quem vai tentar tirar as minhocas da sua cabeça. Bom, faça o que devia, vai embora, idiota.

      - Harry Boca Suja Potter, você finge que nada aconteceu. E bem, o que não aconteceu foi a nossa amizade e a amizade de 7 anos com a Kate. – ele olhou para ela com profundo ódio – Para mim, quando eu te olho, Kate, você não parece mais uma amiga de anos, mas uma prostituta produzida de toda artificial. E me admira como você consegue tantos clientes com essa atitude e corpo de criança, o que você é!

      - Longe demais! – Harry se levantou e segurou Stuart pela gola da camisa. – Stu, você passou dos limites! Pode me chamar de traiçoeiro, pode falar merda, mas nunca xingue a Kate, ainda mais do que você a chamou! Vai embora daqui – ele levantou mais o garoto pelo colarinho; os demais olhavam aterrorizados – e me faça e favor de nunca mais cruzar esse seu corpo escrupuloso e inútil com o meu! Além do mais, nojento, você não é menos nem mais criança que a Kate!

      Harry, fervendo em raiva, empurrou Stuart para fora da cabana. A porta, que estava entreaberta, se
escancarou com o peso de Stuart. Este caiu de costas na terra e ficou um tempo olhando a porta. Ele finalmente se levantou, com lágrimas nos olhos, e foi até a porta de entrada do castelo. Catherine parecia não ter se importado.


 

      - Meu deus, Harry Potter! – Marcella quase berrou – Meu deus! Eu vou manter distância de você! Espancou o Malfoy, agora quase o Stu! Você é muito agressivo! – Marcella correu em direção ao castelo, o que fez os outros erguerem uma sobrancelha em meio a uma atitude nem um pouco esperada.


      - Harry, você não precisava ter feito esse alarde todo. – Carlos ponderou. – Veja Kate, como está.


      Ela se encontrava sentada na mesa, com lágrimas caindo incessantemente. Harry mudou rapidamente a
expressão demoníaca de seu rosto para uma preocupada e acolheu a garota em seus braços. Hagrid assistia a tudo como se aquilo acontecesse toda semana, mas na verdade ele recordava de quando o mesmo aconteceu com ele antes de sair de Hogwarts.

 

      - Hagrid... – Antônio se lembrou do motivo de estarem ali. – Você tem alguma informação sobre a origem de Gold Fang?

      - Comprei-o de um comerciante e ele me contou tudo sobre esse cãozinho.

      - Bom, e depois?

      - Quase comprei de um outro homem um ovo de dragão norueguês. - Hagrid comentou em uma eentonação triste. - mas estava muito caro. - abanou a cabeça desapontadamente. - Nós apenas jogamos um pouco de conversa fora... Você sabe, não é, no Caldeirão Furado não tem jeito de não conversar.


      - E o que você falou com esse homem?

      - Ah, ele me contou que Gold Fang dorme ao som do Rock. - o homenzarrão sorriu, porém ao perceber a
mancada que dera, acrescentou: - Opa, falei demais. Falei demais, falei muito mais do que devia...

      - Quem era ele, Hagrid?

      - Um velho conhecido. Todos os bichinhos ele vende com preço baixo pra mim, com exceção do ovo de ragão norueguês, é claro.

      - Muito obrigado pelas informações, Hagrid! - Antônio abriu um sorriso triunfante. Imaginou que seria mais difícil enganar Hagrid.

 

      Em seguida deixou a
cabana sendo acompanhado por Kate, Carlos, Rony - que até então estava calado e notavelmente vesgo, porém ninguém notou - Sophia - que também esteve calada e seu cabelo brilhava de uma forma estranha - e faltavam duas pessoas, e que todos sabiam muito bem quem eram.


      Eles continuaram a busca por Marcella pelo castelo e quando chegaram ao Salão Principal Harry se eparou
com uma cena que o causou um imenso nojo: a garota conversava alegremente com Stuart e uma menina que não conhecia.

 

      - Marcella, o que você
está fazendo aqui? – Antônio indagou levemente irritado.

      - Estou conversando com o Stu, Toni! – ela fingiu uma expressão indignada e disfarçadamente deu uma piscadela para Antônio. Ele avidamente compreendeu.

      - Eu sou um idiota! – disse ele, risonho e se sentando também. – Vocês acreditam que no jogo de Quadribol eu poderia ter feito mais três gols? Foi revoltante!

      - Eu não acho tão revoltante. Vocês ganharam com uma facilidade imensa! – Stuart falou, sorridente, ao mesmo passo que confuso; desde quando Antônio conversava com ele?


      - Ééé... pode ser também! – disse, bem-humorado, fazendo todos rirem. Harry estava na mesa da Grifinória, olhando desanimado para sua comida enquanto Sophia, Carlos e Rony se
juntavam à conversa.

      - Vocês não teriam nada sem a minha torcida exemplar – Rony gabou-se, recuperado de sua vesguisse. –
Mas, digam-me,  onde eu estava?

      - Também não lembro – Sophia respondeu preocupada e olhando para os lados. – É impressão minha ou você e eu parecemos ter sido atingidos na cabeça por um boi? – Rony, intrigado, concordou.

      - Do que vocês estão falando? Vocês estavam conosco em todo o tempo, não é Antônio? – Marcella questionou.

      - Se a senhorita não
notou, ele estava vesgo e ela estava com o cabelo brilhando. Achei que fosse uma brincadeira, mas parece que não. O que foi aquilo?

      - Não quero saber, Toni. Estou com fome. – Sophia fez pouco-caso; servia-se de uma boa quantidade de
frango.

      - Soft, pela primeira vez na vida, eu concordo com a sua gulodisse – disse Antônio, ainda com ar de brincadeira.

      - Não é a primeira vez, mas eu concordo também. – findou Carlos.

 

E assim eles passaram mais um dia fazendo deduções e suposições sobre o que Gold Fang guardava.


N/A: foi a Thai que betou dessa vez, por isso o cap. ficou tão maravilhosos *-*... Não, Clare, querida! Não tô falano q vc beta mal!!! Mas a Thai mudou algumas palavras, e tals, e deixou tudo perfeito! P-E-R-F-E-I-T-O! Bom, sabe, é isso... espero que vocês comentem... Votem muuuuuuuuuuuito porque senão eu perco posição no Top!!! Té maisss



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