A Seleção



  Seleção


                  Os primos de Alvo não poderiam participar da Seleção junto com os outros já que estavam desmaiados. Foram levados diretamente para a enfermaria. Enquanto isso, Neville Longbottom dava as informações aos alunos que tinham subido em fila e parado em frente ao Salão Principal.


                - As quatro casas são Corvinal, Lufa-Lufa, Grifinória e Sonserina.  Cada uma delas fez bruxos brilhantes: Merlim era um Sonserino, Harry Potter um Grifinório, Ninfadora Tonks uma Lufana e Luna Lovegood uma Corvinal. Se quiserem saber mais sobre eles, recorram a Biblioteca ou aos outros alunos.


                Gemidos de excitação se ouviram entre os primeiranista. E então, na frente de Alvo, a porta para o Salão Principal se abriu. Alvo pôde admirar o céu estrelado que, segundo sua prima Rosa que leu Hogwarts: Uma História, era enfeitiçado para que assim parecesse.


                - Quando eu disser seus nomes venham até o banquinho! – ordenou Neville Longbottom e assim, após a canção do Chapéu Seletor, Seleção começou.


                - Battle, Brad!


                Um menino de cabelo cor de areia e olhos azul piscina se encaminhou ao banquinho nervosamente.


                - Lufa-Lufa!


                Ele deu um sorrisinho amarelo de quem não gostou do anúncio e foi trêmulo até a mesa amarela e preta.


                - Conan, Renan!


                Um garoto moreno de cabelo preto e encaracolado e olhos que conseguiam ser ainda mais negros foi lentamente e calmamente ao banco.


                - Grifinória!


                Ele abriu um enorme sorriso e foi sentar-se junto aos outros na mesa dos leões.


                Passaram Dollaganger, Farid, Four, House... Até que chegou a vez de um menino pálido e de cabelo preto liso que batiam aos ombros, além de olhos azuis profundos.


                - Lestrange, Cygnus!


                O salão ficou em silêncio. Foi um verdadeiro baque. Devia ser filho de Rabastan Lestrange, pois Rodolfo já estava morto há mais de onze anos. E, mesmo assim, Rabastan estava preso... O garoto olhava nervosamente um lado e outro, e quando ele tentou subir os degraus tropeçou violentamente, caindo ao chão. O silêncio foi substituído por algumas risadas maldosas e ele se recuperou. Olhou raivosamente para os autores da risada e sentou enfim no banquinho, enquanto Neville colocava o chapéu em sua cabeça. Alvo olhou expectante, afinal, sabia que os Lestrange eram uma família de comensais.


                - Sonserina!


                Era óbvio, Alvo não pôde evitar pensar. Sem nenhuma expressão, o jovem pálido se direcionou para a mesa das cobras.


                - Potter, Alvo!


                Alvo engoliu seco. Adiantou-se uns quatro passos e parou. Olhou para os lados assim como Cygnus havia feito. Sem muita demora, ele voltou a andar. Tiago o olhava ansioso desde a mesa da Grifinória.


                - Pode vir, eu não mordo! – brincou o chapéu. Foi o que precisava para o menino finalmente subir os degraus e sentar no banquinho. Sentiu sua visão virar apenas preta.


                “Grande mente. Brilhante!” a voz do objeto soou e Alvo sabia que era apenas para ele. “Vejo exatamente o mesmo que vi  no seu pai.”


                - Grifinória, então?  - Alvo perguntou em dúvida. Sabia que seu pai tinha escolhido mas Rosa havia dito que era por causa da parte de Voldemort dentro dele.


                “Não. Você sabe que não...” Alvo sentiu-se tremer. “Mas não se preocupe, você pode escolher”.


                - Me põe na que combine comigo. – pediu o moreno. – Até porque meu pai disse que não vai se importar.


                “Existe vários tipos diferentes de coragem, meu caro.”. – o chapéu começou. “E essa é uma. Parabéns.”


                - Sonserina!


                Após o anúncio, o Salão ficaria um completo silêncio se não fosse a mesa da Sonserina aplaudindo fortemente. Alvo deu um sorriso amarelo para o irmão e sabia que ele devia estar pensando “agora só tem os outros para ir para a Grifinória”.


                - Vai! – incentivou Neville, dando duas palmadas nas costas de Alvo. Ele se levantou e foi tentando aparentar tranquilidade. Sentou-se ao lado do louro que tio Rony havia apontado como sendo Escórpio Malfoy.


                - Interessante. – o menino comentou e Alvo pôde reparar que seus olhos azuis acinzentados estavam franzidos. – Um Potter na Sonserina.


                - Pois é... Já não é tão interessante um Malfoy na Sonserina...


                Malfoy pareceu se sentir ofendido.


                - De qualquer jeito, bem vindo. Só não espere ter muitos amigos. Se eu sou odiado por causa de um ato de minha avó ou pelo passado do meu avô, você deve ser mais.


                Alvo engoliu outro seco. Se um legítimo Sonserino como Escórpio não era bem vindo, imagina ele...


                A Seleção enfim pareceu ter terminado quando a porta do Salão se abriu novamente. Eram seus primos. Alvo abriu um largo sorriso ao vê-los e torceu para que ao menos um fosse para a Sonserina.


                - Weasley, Louis! – chamou Neville após um momento de surpresa. O louro foi até o banquinho calmamente e com um sorriso. Não demorou muito para que o chapéu anunciasse:


                - Corvinal!


                Alvo deu um pequeno gemido e pôde perceber que, no outro lado do Salão, Tiago fez o mesmo. Louis não pareceu se importar, porém, afinal era a casa que ele queria... Em vez disso, continuou com o sorriso e se juntou aos Corvinos.


                - Weasley, Rosa!


                A menina ruiva foi até onde Neville estava e esperou sua seleção. Rosa, Alvo tinha certeza, não seria Sonserina.


                - Grifinória!


                Alvo alcançou a olhar a mesa da Grifinória e avistou os Zonzóbulos dando pulinhos. Riu baixinho.


                - Aquele é o palhaço do seu irmão?- perguntou Escórpio e apenas recebeu um olhar gélido por parte do menino dos olhos esmeraldas.


                - Weasley, Roxanne!


                A morena alcançou o banquinho e logo o chapéu foi enfiado. A casa de Roxanne Alvo nunca poderia decifrar. Mas, no fim, foi a que ela queria.


                - Grifinória!


                Dessa vez, Rosa se juntou aos Zonzóbulos nos pulinhos. Pareciam cinco retardados, mas não pareciam se importar nem um pouquinho. O aviso de que não poderiam adentrar a Floresta Proibida sem autorização veio por parte da Diretora McGonagall e então o banquete começou.


                - Ei, Lestrange, você viu o Potter? – Alvo ouviu um moreno que tinha a mesma altura de Tiago falar. – Acho que você devia dar uma liçãozinha, afinal, seu pai foi para Azcabam por causa dele.


                - Odeio meu pai. – ele respondeu e Alvo suprimiu um sorrisinho.


                - E você, Potter, como se sente sendo um Sonserino? Não legítimo, é claro! – ele perguntou para Alvo, que sentiu seu rosto avermelhar de fúria.


                - Se o chapéu me pôs aqui, eu sou um legítimo Sonserino.


                - Na verdade, qualquer Potter deveria passar bem longe dessa mesa. – ele continuou. – A propósito, sou Jason Flinch. E vejo que já ficou amigo do Malfoy. Um traidor e outro Potter, bem que se merecem.


                - Ele não é meu amigo. – Escórpio interferiu.


                - Que seja. – Flinch disse por baixo. – Meu pai foi um exímio Comensal. Se não fosse pelo seu pai, Potter, ele não estaria em Azcabam.


                - Sinto muito se seu pai foi burro o suficiente como para seguir Voldemort! – Alvo retrucou e ouviram-se várias risadas ao redor da mesa.


                - Tudo bem, já chega! – ordenou um garoto alto e de cabelo castanho claro, que devia ser setimanista, com a insígnia de monitor. – McGonagall me mandou levar os primeiranistas até o Salão Comunal! Façam uma fila!

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