A bagunça que eu fiz



 


Depois da terceira guerra bruxa, as coisas sossegaram no mundo todo. Tanto os trouxas, afetados por todo o reboliço, quanto os bruxos estavam em paz. Entretanto, algumas coisas fugiram aos planos do grande Harry Potter.  Nunca em sua vida chegará a imaginar que sua melhor amiga, aquela menina sabe-tudo e irritante de uns tempos atrás, se casaria hoje com ninguém menos que seu inimigo Draco Malfoy.  Desde que Hermione havia lhe falado dessa ideia, que para ele era louca, não conseguira acreditar, mas agora a vendo subir ao altar, falar o tão sonhado “sim”, já não sabia mais o que pensar. E não era só Harry Potter que estava confuso com aquilo. Grande parte das pessoas não entendia como isso havia acontecido. Quando que Hermione Granger se apaixonará por Draco Malfoy? E Ronald Weasley? O que houve com eles? Bom, pra responder tais perguntas teremos que voltar um pouco no tempo.


 


ANO DE 1999


Era 1º de setembro e como de praxe, a plataforma 9 ¾ estava tomada por estudantes eufóricos por mais um ano em Hogwarts. Ela caminhava em passos lentos até o embarque. Aquele tão conhecido caminho, onde tinha tantas memórias alegres, hoje parecia mais triste e solitário. Enquanto andava, podia ver as pessoas a olhando e cochichando, muitas vinham apertar sua mão e agradecer por tudo. Dava seu sorriso mais doce e amável a todas. Porém, não queria sorrir naquele momento. Estava embarcando para Hogwarts sozinha. Sem seus amigos. O que seria de Hermione Granger sem Harry Potter e Rony Weasley, ou pior, o que seria deles sem ela?!


- Só sete meses, você consegue! – Dando uma inspirada profunda, embarcou no trem sem olhar pra trás.


                A viagem foi bem mais tranquila que a castanha pode esperar, assim como a primeira semana de aula. Ali, sem os meninos, poderia se dedicar 100% aos estudos, sem distrações. Mas era a noite que a saudade batia. Escrevia a eles todos os dias contando como Hogwarts parecia estar diferente depois de tudo. Cada vez que fazia o trajeto ao corujal, Hermione não conseguia não relembrar os momentos difíceis que passou ali. Cada feitiço, cada pessoa, cada morte. Eram lembranças que ela jamais conseguiria se desfazer. E foi numa dessas idas ao corujal, que Hermione entrou ele parado olhando pro céu.


- Não consegue dormir, Malfoy? – A voz da castanha soou mais irônica que ela queria, mas não conseguiria falar com ele normalmente depois de tudo. O loiro olhou sem interesse pra trás e tornou a olhar o céu. Draco parecia bem mais magro que jamais foi. Não havia mais aquele brilho nele como nos anos passados, nem aquele ar debochado e esnobe. Não havia mais nada nele.


- Não é como se você se importasse, não é, Granger? – Falou com uma voz cansada.


E foi naquele momento, naquela solidão dos dois que eles se encontraram. Sem sobrenomes ou sangue no meio dos dois. Apenas Hermione e Draco. Dois velhos conhecidos sozinhos no mundo. Um sem nenhum futuro aparente e uma com um futuro brilhante.


“Alguns dizem que o mundo acabará em fogo, outros dizem em gelo, pelo que provei do desejo fico com quem prefere o fogo. Mas, se tivesse de perecer duas vezes, acho que conheço bastante do ódio para saber que a ruína pelo gelo também seria ótima e bastaria.”


 


                As coisas mudaram drasticamente depois daquela ida ao corujal. Hermione levou exatos dois meses pra perdoar e confiar em Draco e esse levou exatos dois minutos de conversa.  Haviam começado uma amizade que havia gerado polêmicas, mas eles não davam bola mais pra isso.  Quem olhava pros dois almoçando juntos na mesa da Grifinória, conseguia ver que ali houve sim um grande conflito, mas havia também uma grande confiança, carinho, alegria e amor.


Amor. Uma palavrinha que todos buscam entender e ter pra si. Uma palavra que Draco jamais sonhou em pensar por alguém além de sua mãe. Não havia sobrado muita coisa para o loiro. Apesar dos Malfoys terem conseguido a anistia com ajuda de Harry, ainda era alvo de muitas vinganças e com mérito. Draco sabia o que fizera de errado no passado e que nada mudaria isso. Porém queria tentar recomeçar. Ir ara Hogwarts havia sido ideia de Narcisa, mas agora, sentado perto do lago negro com ela deitada em seu colo, até que não fora uma péssima ideia.


                Foi numa tarde de tempo feio que Draco pediu Hermione em namoro. A morena não pensou duas vezes e aceitou o pedido. Logo a noticia se espalhou. Harry quase teve um ataque ao saber disso. Ficou três dias sem mandar carta para a amiga. Rony, o qual Hermione esperava que tivesse um treco, mandou uma carta parabenizando-a e contando uma novidade já esperada, iria se casar com Luna Lovegood no final de junho.


                - Lovegood e o Weasley? Quem diria... – Foi tudo que Draco comentou. E realmente quem diria, hein?! Mas Hermione havia ficado tão feliz pelo amigo que nem isso importava. Rony merecia alguém que o fizesse feliz. Depois de tudo que aconteceu no ultimo ano, ela achava que isso talvez afetasse muito a amizade deles, mas o ruivo se mostrou maduro o suficiente par a seguir em frente, assim como Hermione. E Luna chegou no momento certo na vida dele.


                E foi no meio de outono que Hermione Granger se casou com Draco Malfoy. Não fora aquela cerimônia dos sonhos de nenhum deles, mas estavam tão felizes que isso era o de menos. Foi apenas para os amigos próximos e alguns familiares. Alguns muitos já que a família Weasley fez questão de comparecer em peso. Foi uma festa maravilhosa, para um casal maravilhoso que vivia uma vida maravilhosa. Contudo, nada pode ser maravilhoso demais e foi depois de 2 anos que as coisas começaram a desabar.


                Draco trabalhava numa pequena livraria em Hogsmeade Era extremamente difícil arranjar trabalho com a marca negra no braço esquerdo.  As pessoas ainda o olhavam com desconfiança. Já Hermione seguiu carreira no Ministério, porém depois de um tempo decidiu ir trabalhar no Hospital St. Mungus. E foi nesse período de mudanças que os ataques começaram. Ex-partidários de Voldemort começaram a colocar medo na população novamente. O ministério estava a todo vapor, aurores não paravam para descansar, assim como os médibruxos. Hermione se via todo dia num campo de batalha novo. Tentando salvar mais vidas que pareciam impossíveis.


                - Sua mãe lhe mandou essa carta hoje pela manhã. – Hermione avisou Draco assim que este chegará em casa. O envelope estava sujo e surrado. Draco temeu pela mãe novamente. Na carta, nada mais que uma palavra. “Desapareça”. E foi tudo que precisou para o loiro entender. Virou pra Hermione que o olhava aflito.


- Está tudo bem com a dona Narcisa. Está a salvo. – Sorriu doce para a esposa e tocou a carta na lareira acessa. Enquanto a carta queimava, Draco observava a mulher falar sobre seu dia. E teve certeza, precisava desparecer pro bem dela. Eles viriam atrás dele, claro. Quem estava querendo enganar, era só questão de tempo. E ele se esforçou pra acabar com o casamento. Desenterrou de muito fundo o antigo Draco Malfoy, esnobe e egocêntrico. Culpava Hermione por tudo de errado em sua vida, voltará a chama-la de sangue ruim quando brigavam e a cada palavra de ódio proferida por ambos o amor ia se acabando, até que Hermione não pode suportar mais.


                -Você realmente achou que eu lhe amava? – Riu debochadamente – Granger, só casei com você para poder me redimir com a sociedade pelo que fiz no passado. Você não passa de uma anistia pra mim. Nada mais, está me ouvindo.


E nesse dia, o que uma vez era amor acabou-se com o vento. Depois de tantas lágrimas, Hermione decidiu seguir a vida longe daquele que a fizera sofrer novamente. Levando consigo os bons momentos, mas também cada “sujeitinha de sangue ruim” que ele disse depois de casados. Levou consigo a dor de ver o casamento acabado, o amor destruído e o coração aos pedaços. Deixando pra Draco o vazio, a solidão e a morte, sabendo que fez o que devia pra proteger a quem mais amou na vida.


 


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Olá! Depois de anos eu tomei vergonha na cara e resolvi escrever o inicio de tudo, hahahhsahdah Espero que vocês gostem, beijos ;* 


 


 


 


 


 


 

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