Capitulo V



N/A: WOW! Que demora, eu sei! Mas podem apostar, eu estava tentando escrever esse capitulo, porém um livro me distraiu . Bom, agora que tomei vergonha na cara, escrevi o capitulo e espero que vocês gostem, pois foi o mais difícil até agora. Já vou começar a escrever o próximo para não demorar tanto, ok?
E por Merlin comeeentem!!!

Ah sim, fui postar o capitulo aqui e percebi que minha barrinha de formatação sumiu! \o/ RS, então espero que fique bom o tamanho da letra e a fonte. rsrs

Beijos marotos e boa leitura.
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Coments:
Enviado por Diandra Black em 09/01/2012: Ai amiga, brigada pelo comentário. E não, eu não quero pisar em seu lindo e preciso coração, estou longe disso. Então, para acabar o sofrimento aqui está o capitulo cinco. Beijos.

Enviado por Neuzimar de Faria em 10/01/2012: Eba, isso mesmo nada de greve! Obrigada pelo elogio! =D Espero que goste do capitulo e comente sempre mais e mais!Beijos.

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Capitulo V
(Tudo passa, tudo muda/ por Lilian Evans e Tiago Potter)

Meu primeiro ano em Hogwarts foi mais rápido do que imaginava.
Eu já era uma bruxinha habilidosa, conseguia transformar um pena em ganso com apenas um toque de varinha. Minhas colegas de quarto, que agora viraram queridas amigas, também estavam melhores, até mesmo Milenna, ela agora explodia menos. Estudava com Severo nos fins de semana. Nada nos perturbava, a não ser Potter. Acho que de todos, ele foi o que menos amadureceu. Continuava a perseguir Severo, que sempre acabava pelo ar de cabeça para baixo ou transfigurado em algum animal. Isso me irritava, e jurei a mim mesma que estudaria todas as noites para virar monitora, assim, iria me vingar das amolações.

Me lembro perfeitamente do dia em que eu e Severo acordamos mais cedo e fomos para a beira do lago estudar poções, uma das minhas matérias preferidas.

- Ah, - eu soltei surpresa fazendo uma anotação – então é por isso que sempre dava errado Sev.

Ele riu e colocou um das mechas do cabelo atrás da orelha.

- Poções são sempre precisas Lils, nunca adicione nem uma grama a mais. – ele disse voltando para o livro enorme em seu colo.

Anotei com precisão as dicas que ele estava me dando, ele realmente era bom naquilo.

- Mas olha que cena mais linda, meu amigo. – disse sua voz que já reconheci de imediato.

- Formam um lindo casal de perdedores né, Tiago? – disse uma segunda voz que também reconheci.

Eu e Severo viramos para olhar Tiago e Sirius nos fitando.

- O que vocês querem agora?- eu disse guardando meu pergaminho dentro do livro e me levantando junto com o Sev.

- O de sempre! – disse Tiago pegando a varinha dentro das vestes.

- Garoto porque você não cresce? – eu disse também erguendo minha varinha – Nós não estamos mexendo com você, queremos estudar em paz.

- Não adianta Lils, esse debiloide não pensa em nada mais além de se aparecer para todos. – disse Sev.

Eu revirei os olhos, realmente Tiago era popular, e uma pequena roda já estava se formando ao nosso redor.

- Vamos acabar logo com isso? – disse Sirius em um sorriso bonito, se não fosse tão imbecil como Potter até acharia ele charmoso.

Tiago soltou um feitiço fazendo eu e Severo voarmos quilômetros e cair no lago, eu ainda iria me vingar... Ainda ele comeria em minha mão.

No segundo ano, ele aprontara muito comigo, fazendo meus livros voarem e aceitar em cheio minha cabeça. Isso era a diversão maior, e mais uma vez a escola inteira ria da minha cara.

No terceiro, adorava me pregar peças na aula de voo, até que um dia fiquei presa entre as arvores da floresta proibida. Os professores ficaram horas me procurando, o que resultou uma enorme detenção para ele, e é claro, uma linda e quilométrica carta aos seus pais. Nada podia me dar mais prazer do que ocorrera na manhã seguinte.

As corujas entraram em voos perfeitos no grande salão, e não tive surpresa em receber uma linda carta de minha mãe contando sobre a nova promoção do papai no trabalho.
Diandra recebera um enorme embrulho cor de rosa, que abrira com entusiasmos. Me curvei sobre o embrulho querendo ver melhor, a mãe dela lhe enviara vários objetos diferentes. Como miniatura de jogadores de quadribol, reconheci alguns pelos nomes.

- Você é meio fascinada por quadribol, não? – disse Julie revirando os olhos .

Diandra assentiu sorridente, e pegou um jogador loirinho e colocou em cima da mesa. Percebi logo de cara que era Albert DeWitt Buketer, o irmão de Julie. A menina pegou a miniatura do irmão e jogou dentro da caixa, soltando o ar pela boca.

- Que foi? – disse Diandra com os escolhos arregalados.

- Já aturei ele em casa o tempo suficiente, não quero ficar olhando para dele, ok? – disse ela dando os ombros e comendo um pedaço de panqueca – E logo de manhã? Que nojo! To comendo.

As meninas deram risada, e eu fiquei intrigada, já percebera que Julie não gostava nenhum pouco de falar sobre o irmão.

Tirei os resíduos de pão que estava em minha bochecha e comecei a ver os mini jogadores com Diandra que me ensina a habilidade de cada um.
Neste instante uma grande coruja gorda entrou voando e soltou um embrulho enorme em cima de Milenna, não foi surpresa para ninguém quando o pacote caiu em cima de suas panquecas, fazendo voar comida para todos os lados.
A menina revirou os olhos.

- Obrigada Merlin! – disse ela suspirando.

Dei risada, Milenna não tinha muita sorte.

- O que te trouxeram? – disse Diandra interessada, fechando a caixa de jogadores.

Milena olhava o embrulho, revirando as coisas lá dentro.

- Nada demais. – ela disse – O de sempre, curativos, band aid e algodão.

Senti um dó dela por um momento, dei a volta na mesa e sentei ao seu lado passando a mão por seu ombro.

- Sou um fracasso né Lily? – ela disse tão baixo que só eu ouvi.

Balancei a cabeça negativamente.

- Você é a bruxa mais legal que conheci, Lenna. Sua família ainda vai se surpreender com você, pode apostar.

Ela suspirou e olhou para Julie que remexi os ovos com o garfo.

- Não recebeu nada? – disse Lenna tentando esquecer seu “presente”.

Ela deu os ombros, virando a cabeça para o outro lado, escondendo um lagrima que infelizmente fui a única a ver.

- E quem mandaria algo pra alguém tão “carismática”? – disse Diandra guardando o caixa dos jogadores em baixo da mesa.
- Obrigada pela parte que me toca, Altarf! – disse Julie ainda sem olhar em nosso direção.

- De nada amiga! – disse Diandra divertida.

Éramos amigas, mais implicar uma com a outra era algo fundamental no grupo.

- Ah não acredito! – disse uma voz masculina bem alta vindo de nada menos que Sirius Black que ria com os amigos, enquanto Potter se encolhi na mesa.

Os fitei junto com todos da mesa.

- Recebeu um berrador? – disse Sirius pegando o envelope da mão do amigo e balançando como uma bandeira.

- Me da isso aqui , seu pulguento. – disse Tiago puxando o envelope.

- Acho melhor abrir , Tiago. – disse Remo dando risada da cena.

O envelope começou a vibrar na mão de Potter, e se abriu soltando um uivo de raiva. Uma voz feminina saiu ecoando por todo o salão.

- TIAGO POTTER! ACHA BONITO FICAR AZARANDO AS PESSOAS DESSA FORMA? VOCÊ PODERIA TER MATADO AQUELA GAROTA SEU MOLEQUE MIMANDO. – Potter se encolhia no banco – ESSE É O MEU PRIMEIRO E ULTIMO AVISO, SE VOLTAMOS A RECEBER CARTAS DE DUMBLEADOR OU DE MINERVA POR SUA CAUSA JURO QUE VOCÊ VAI VOLTAR PARA CASA!

O papel pegou fogo. Deixando Tiago com uma tremenda “tromba” de raiva, e eu e Severo junto com toda a escola caímos na gargalhada.

Obrigada Merlin, jamais esquecerei esse dia!
No quarto ano, graças ao lindo berrador, ele não me amolava tanto, apenas coisas fúteis como pisar em minha capa, e fechar as portas quando eu estava passando fazendo elas baterem na minha cara. Porém, Severo não teve tanta sorte, ainda voava pelos ares.

Com o passar do tempo fui percebendo que o que diziam sobre os Sonserinos realmente era verdade, eles não eram legais. Odiavam nascidos trouxas e mestiços. Viviam azarando os mais novos e criando confusões nas salas. Severo se comportava, mais andava com uma turminha que nada me agradava, entre eles era Malfoy, Lestrange, Goyle, Crabbe e Karkaroff. Todos no castelo diziam que eles eram casca grossas, que azaravam pra valer, eu em especial nunca vira nada disso, e Severo me jurava que era apenas invenções fantasiosas.

Agora estava ingressando no meu quinto ano, mal podia esperar.
Entrei no trem, e procurei minhas amigas na cabine. Eu mudei com o tempo, e elas também.

- Lily! - elas gritaram em uníssono ao me verer passar pela porta, me puxando para dentro.

- Você demorou! - disse Julie fechando o profeta diário e jogando de lado.

Ela estava linda como sempre, cabelos loiros escuro soltos e armados em cachos definidos, dando destaque a seus olhos azuis.

- Desculpe, minha mãe sempre me atrasa quando me trás até Kings Cross. – disse guardando minha grande mala.

- De Natal vou dar um relógio a sua mãe. - disse Diandra divertida, tirando os pés do banco para que eu me sentasse.

Diandra não mudara muito desde primeiro ano, continuava com seus cabelos longos. A não ser pelo corpo que dera uma modelada, assim com o de todas nós. Deixamos de ser magrelas normais para nos tornarmos as garotas normais com direito o peito e bumbum definido.

- Onde está nossa maluquete, traduzindo: Milenna? – perguntei sentando-me.

- Ainda não chegou. - disse Julie - Logo vamos saber se ela está chegando.

- Porque diz isso? - falou Diandra abrindo o profeta de Julie.

- Ela sempre quebra, explode ou queima alguma coisa.

Assenti, realmente era verdade. E como transmissão de pensamentos, ouvimos um "BOOM" seguido de correria. Nos levantamos e abrimos a cabine, e lá vinha Milenna com um enorme buraco na saia jeans balone.

- Colocou a varinha no bolso de novo? - disse Diandra rindo.

A menina apenas deu um meio sorriso e se sentou fechando a porta da cabine.

- Você ainda vai causar sua própria morte! - disse Julie severamente.

- Estou tentando não explodir mais nada, mais tá difícil.

Senti pena da Lenna, ela era uma boa aluna, prestava sempre atenção mas de alguma forma a má sorte a perseguia.

- E seu amigo? - disse Lenna - Não vem ficar conosco como sempre? Ele não desgruda de você.

- Isso se for um amigo mesmo! – disse Julie em um tom sarcástico.

Não liguei para seu comentário, já estava cansada de explicar que éramos amigos desde sempre, porem era verdade Severo sempre gostava de ir a Hogwarts comigo, será que estava com problemas? Levantei rapidamente.

- Vou procura-lo. - disse – Acho que não é seguro pra ele ficar por ai com o Potter a solta.

- Ah, - disse Diandra – Mas agora com a nossa monitora ele vai sossegar.

Dei os ombros, eu ser monitora talvez só levasse mais confusão. Sai pelo corredor olhando cabine por cabine. Logo vi de longe a cabeça de Severo e seus “amigos”. Eles riam de alguma coisa que estava no chão da cabine. Dei um suspiro e abri a porta.
Não gostei nada do que vi, um primeiranista estava no chão com um enorme corte na sobrancelha, o sangue escorria pelo seu rosto. Desviei o olhar pela aflição que senti.
Severo no mesmo instante pulou do assenti e saiu da cabine comigo fechando a porta com uma batida.

Eu sai correndo pelo grande corredor, trombando algumas pessoas. Severo vinha correndo atrás de mim, mas estava com raiva demais para parar de correr.
Chegue até uma extremidade onde havia os banheiros, chegando ao fim dos vagões e Severo me alcançou.

- Lils, está tudo bem. – ele disse com um tom calmo – Só era brincadeira.

Brincadeira? Olhei para ele pasma. Ele tinha o rosto calmo. Fitei meus pés e olhei novamente para ele, a decepção era inevital.

- Machucar as pessoas não é brincadeira, Severo! – eu disse segurando o choro.

Ele fechou os olhos por um momento e se aproximou de mim, que dei um passo para trás.

- Não me chame de Severo, - ele disse com uma cara descontente – parece que não somos amigos. Parece mais a minha mãe.

Dei os ombros, estava com tanta raiva que não me sentia culpada se ele não estava gostando da forma que eu o chamava.

- Não sei se quero continuar sendo amiga de alguém que está virando um ... – não tive a coragem de completar. Tampei a boca com as costas da mão segurando as palavras caso quisessem pular.

- Lils, - ele me interrompeu dando mais um passo em minha direção – Eu não fiz nada, eu só estava na cabine, ok? Eu não machuquei aquele garoto.

Tentei dar um passo para trás, mas não havia mais espaço, acabei encostando na grande pia branca.
Ele pegou minhas mãos e segurou elas juntas a suas.

- Você me conhece, eu não machucaria aquele garoto.

Olhei para fora onde passávamos rapidamente por um campo verde. Não estava certa se acreditava nele. Ele estava um pouco mudado desde que começara a andar com aqueles imbecis sonserinos. E por um momento desejei que ele tivesse entrado para grifinória comigo. Queria meu amigo de volta.

- Não sei se você ainda é o mesmo, Severo. – eu disse voltando a minha atenção para ele – Não sei se ainda é aquele garoto inteligente, bondoso que conhecia antes de tudo isso. Antes de Hogwarts. Você mudou.

Ele se aproximou mais um pouco ainda segurando minhas mãos.
Agora conseguia ver com detalhes seus olhos negros, mas é claro que para isso tinha que olhar para cima, eu ainda era pequena perto dele, batia na altura de seus ombros.

- Lily, - ele começou – Talvez eu tenha mudado sim, mas o que eu sinto por você ainda é o mesmo, e é o que me faz manter tudo isso que sou. Manter o meu passado que talvez não tenha sido um dos melhores, acho que a única parte nisso tudo foi conhecer você.

Fiquei meio constrangida, Severo jamais falara de seus sentimentos por mim tão explicitamente, quero dizer, mesmo eu sabendo que ele gostava de mim desde o primeiro ano, achei que já estava superado.
Eu gosta dele também, bom, não sei se gostava com a mesma intensidade que ele. Porém gostava de sua companhia e ele sempre cuidara de mim, era um bom amigo.
Achei melhor dar uma de desentendida e perguntei com a melhor cara de besta que consegui fazer.

- Não entendi nada! – eu disse – Eu sei que você ainda gosta de mim, somos amigos.

Ele deu um sorriso de canto, e levantou minha mão direita e a beijou.

- Qual é, Lils? – ele disse – Você sabe que não quero ser só seu amigo.

Tá, para mundo que eu quero descer! Como assim? Desde quando Severo tinha essa coragem para com garotas? Senti minhas bochechas pegando fogo, e meu coração se acelerou de uma forma tão surpreendente que torci para que ele não ouvisse.

- Nã-não entendi, Sev – eu disse quase como um sussurro.

Ele mostrou os dentes em um sorriso bonito. Soltou uma das minhas mãos e segurou minha nuca me puxando mais perto. Conseguir me ver refletida em seus olhos, era como se tivesse mergulhado em uma grande mar negro. Me desconectei do olhar quando ele os fechou e me puxou mais para perto me fazendo ficar nas pontas dos pés. Ele encostou os lábios frios os meus, fazendo movimentos lentos. Não consegui me mexer, estava totalmente catatônica.
Como assim, meu melhor amigo estava me beijando? Não sabia como reagir, então achei melhor seguir o fluxo, fechei meus olhos e o correspondi lentamente.
Ouvimos um “cof cof” de alguém ao nosso lado, e nos afastamos num susto.

- Vocês estão na porta do banheiro sabe. – disse uma garota da Lufa-Lufa.

Era a deixa que eu precisava, murmurei um desculpe e sai dali o mais rápido possível, e dei graças a Merlin por Sev não vir atrás de mim.

***

Voltar para Hogwarts não podia ser melhor. Gostava de ficar em casa com meus pais e agora com o meu nome irmão pulguento Sirius Black, mas aquelas paredes me fortaleciam de uma maneira que nenhuma mansão Potter conseguia. Olhei meus amigos que devoravam o jantar como trogloditas, principalmente Pedro que devorava duas cochas de frango ao mesmo tempo, uma em cada mão.
Sirius me cutucou apontando para o outro lado da mesa, onde vi uma linda ruiva fitando o prato, ela não estava comendo exatamente, estava revirando tudo com o garfo e amassando as batatas lentamente.
Me surpreendi por um momento, pois Lilian Evans estava bem diferente do que sempre a vi. Seus cabelos estavam bem arrumados, e o ruivo estava mais vivo que de costume. Sua pele ainda pálida estava levemente maquiada escondendo um pouco suas sardas. Em outras palavras ela estava linda, e meu radar Potteriano detectou isso facilmente, ele era muito bom com garotas.

- Uma beleza não? – disse Sirius de forma galante.

Eu dei os ombros. Não podia admitir que uma das minhas “rivais” estivesse bonita.

- Qual é Pontas! – ele continuou – Não vai me dizer que não reparou como a Evans está bonita esse ano.

- Pra mim tanto faz, ela continua sendo aquela vira casaca amiga de Sonserinos. – dei uma garfada em uma batata e engoli.

Sirius ainda ficou olhando as meninas de longe. Ele estava de olho em alguém, conhecia Almofadinhas muito bem.

- Hey Remo! – ele disse – Você conhece as amigas da Evans?

Remo olhou as garotas e assentiu.

- Conheço, temos um grupo de estudos. – ele disse voltando a atenção pro jantas.

- Perfeito! – ele disse passando a mão nos cabelos e dando um sorriso maroto - E elas estão assim... como posso dizer? Livres?

Ele pensou por um momento e fez um positivo com o polegar.

- Perfeito! – ele repetiu me olhando – Vamos Pontas, vamos arrumar umas garotas!

O segui já sabendo exatamente o que faria, usaria seu charme com mais alguma garota. Como não podia ficar quando se tratava de garotas, fiz a cara mais bonita que consegui quando nos aproximamos de Evans e cia.
A ruiva me olhou e largou o garfo que bateu no prato fazendo um enorme barulho.

- Não acredito, no meu primeiro dia já está querendo me amolar, Potter? – disse Lilian, e me surpreendi em ver que ela estava ligeiramente charmosa brava.

Soltei um sorriso, e me sentei ao seu lado.

- Nada disso, ruivinha! – eu disse tomando um gole do suco de abobora dela, quando ela levantava as sobrancelhas – Apenas viemos começar do ZERO, não é mesmo Sirius?

Sirius assentiu e se sentou ao lado de uma morena.

- Ruivinha? – Lilian disse me olhando.

- Sim! – eu disse passando o braço envolta de seu ombro. De uma certa forma agradeci por ela tirar logo de lá, pois no momento em que o fiz, senti como sua pele era quente e como ela emanava um forte perfume de flores que por um momento me entorpeceu.

- Olha, Potter, - ela disse se virando um pouco mais para me olhar de frente – Não sei o que está aprontando esse ano, mas o mimado que gosta de azarar os mais fracos combina mais com você do que o de galã de novela.

As meninas riram.

- Ué, você vivia me dizendo para crescer, ruivinha, acho que ouvi seu conselho. – respondi.

Vi quando ela começou a ficar vermelha, por um momento achei que iria explodir.

- Pra você é EVANS se não se importa, Potter!

Ela se virou e começou a remexer na comida mais uma vez.

- Qual é Lilian, - começou Sirius – estamos querendo fazer as pazes, começar do zero.

Ela não respondeu apenas continuou remexendo as batatas.

- Não é certo vocês chegarem aqui e simplesmente pedirem desculpas, - começou a dizer uma das garotas, ela tinha os cabelos curtos e loiros, não sabia seu nome, mas sabia que sempre teve aptidão para explodir as coisas – vocês nos chateiam a anos.

- Não adianta, Lenna. – disse a outra morena ao lado de Sirius – Eles acham que somos como todas as garotas de Hogwarts.

Sirius se virou para olha-la de perto.

- Explique, Diandra Altarf. – ele disse.

Ela largou os talheres e olhou para Sirius.

- Sabe, Black, vocês tem essa mania de se achar superior, e as garotas caem aos pés de vocês, mas nós – disse ela frisando bem o NÓS – não estamos interessadas nesse tipo de fã clube.

Sirius passou a mão nos cabelos e soltou um sorriso.

- Então você não sairia com o cara mais lindo da escola? – ele disse jogando todo o charme que conseguia.

- Esse rapaz não seria você, seria? – ela disse olhando de uma forma interessada.

Bingo! Podia admitir, Sirius levava jeito para a coisa.
Ele passou novamente a mãos nos cabelos ajeitando eles para trás .

- Pode apostar.

Ela deu uma risada e se curvou para Sirius para falar ao pé de seu ouvido.

- Mas é claro que não! – ela disse voltando a posição inicial e virando um jarro de suco nas partes intimas de Sirius.

Ele deu um grito.

- Hey, isso tá frio sua idiota! – ele disse se levantando.

Não consegui manter o riso preso e cai na gargalhada junto com as meninas.

- Vamos meninas, vamos dar o fora aqui, tá cheirando cachorro molhado. – disse Diandra se levantando sendo acompanhada pelas meninas.

- Dá pra acreditar? – disse Sirius limpando a calça com o guardanapo. Eu dei os ombros e roubei mais um gole do suco da Lilian, em quando eu a via sair do salão e deixando seu perfume em mim.

***
N/A: Ueba! Fim do capitulo cinco, e ae? O que acharam? Por Merlim comentem!
Beijos e prometo postar o mais rápido possível.


Malfeito, feito. NOX!
Giu*Lupin Black

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Comentários (2)

  • Neuzimar de Faria

    Como assim "o que acharam ?" Fantástico, como sempre ! rsrs.

    2012-01-16
  • Diandra Black

    Só digo uma coisa sobre o capítulo: ARRASOU! Ficou lindo e nossa que beijo foi esse entre o Severo e a Lilian hein? Adorei, adorei, adorei, adorei, QUERO MAIS! BEIJOS AMIGA

    2012-01-15
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