Treinamento



- Ei, Harry, acorda - Disse alguém balançando seu ombro - Harry, HARRY!


 


O grito o havia despertado. Finalmente, pensou Rony


 


- O que você quer? - Perguntou o moreno sonolento


 


- Te acordar - Respondeu o ruivo - São nove e cinqüenta e dois e você tem oito minutos para ir treinar o quarto ano lá no batalhão.


 


- O QUE? - Exasperou-se o garoto, agora totalmente desperto


 


- Isso mesmo, nem vai dar tempo de você tomar café da manhã - Disse Rony


 


- Porque você não me acordou? - Disse Harry trocando de roupa


 


- Ei, eu estou a horas te chamando - Defendeu-se o ruivo - Não é minha culpa se você tá com sono de uma pedra


 


- Ta bom, foi mal - Desculpou-se Harry - Tô descendo


 


Harry desceu o mais rápido que pode até o pátio do castelo. Não era uma caminhada curta, porém ele chegou ao batalhão antes das dez. Ao chegar, se deparou com muitas pessoas fora do galpão. Harry se deu conta de que seria muito mais fácil se Hermione estivesse ali. Entrou no galpão pela primeira vez e viu que era magicamente ampliado. Havia uma ante sala, com várias portas com plaquinhas indicando para que cada uma servia.


 


Havia "Campo de Treinamento", "Sala de Reuniões", "Simulação de combate", "Treinamento Teórico", "Orientações de Missões". Ficou em dúvida em qual entrar primeiro e decidiu pela Sala de Reuniões.


 


Chamou os garotos que estavam lá fora e esperou que todos se acomodassem nas cadeiras postas por filas para começar a falar de seu plano de treinamento.


 


- Olá, meu nome é Harry Potter - Começou Harry sem jeito. Era óbvio que todos sabiam seu nome - Eu serei o chefe de seu treinamento de combate e espero que cumpram o esperado.


 


Todos permaneceram quietos.


 


- Hoje vou falar meu plano de treinamento, e se terminar antes da meio dia, os levarei para simulação de combate para avaliar o que já sabem - Todos pareceram animados - Nosso batalhão de operações especiais será dividido em outros pequenos batalhões. Teremos a infantaria, que será o pessoal do quinto ano, que fará as patrulhas pelo perímetro da escola, farão escolta de capturados e feridos, e serão a reserva caso as outras unidades percam soldados. Dificilmente mandarei uma equipe só de infantaria numa missão. Teremos também as Forças Principais, que será feita pelo pessoal do sétimo ano, que será basicamente a arma de ataque e defesa. Os alunos do sexto ano serão responsáveis pela Força de Apoio Aéreo, que fará ataques no ar e ajudará quando preciso as Forças Principais. Vocês farão parte da Artilharia, que será uma unidade muito importante na nossa política de ataque. Será a responsabilidade de vocês que comecem os ataques a construções e fortalezas e serão vocês que destruirão as construções de comensais depois de uma operação.


 


Houve muitos murmúrios animados pela sala


 


- Nós destruiremos casas de comensais? - Perguntou um garoto loiro que estava no fundo


 


- Somente depois que todos os comensais presentes estiverem mortos ou capturados e todos os soldados em segurança - Respondeu Harry


 


- E pra quê isso - Questionou o garoto


 


- Como é o seu nome garoto? - Perguntou Harry


 


- Nolan Bent - Respondeu o garoto


 


- Nolan, vocês destruirão casas de comensais para abalar a estrutura do inimigo - Explicou Harry - Quanto menos casas seguras tiverem os comensais, mais fácil será de capturar eles, pois terão menos abrigo e serão obrigados a se reunir em grandes quantidades numa única casa, entendeu?


 


- Sim - respondeu Nolan


 


- Terá também outra subdivisão no nosso batalhão - Recomeçou Harry - Que será o de Estratégia de Guerra


 


- Mas não há um batalhão somente para isso - Perguntou uma garota


 


- Sim, mas não confio totalmente no chefe daquele batalhão - Respondeu Harry


 


- Por que não confia no Blásio? - Perguntou um garoto gorducho de expressões duras - Por que ele é um sonserino?


 


- Não é isso, é que eu acredito que não podemos confiar nele porque é amigo de um comensal da morte chamado Draco Malfoy, que ajudou os comensais da morte a  entrar na escola no fim do último ano letivo.


 


Todos na sala prenderam a respiração com a revelação de Harry. Pouca gente sabia o que havia acontecido de verdade no fim do ano letivo, e a revelação de Harry pegou todos de surpresa.


 


- Se ta brincando né – Nolan


 


- Não, eu estava na batalha e conheço todos os detalhes, mais isso não vem ao caso agora. – Falou Harry – Nossa divisão de estratégia de guerra será feita pelo sétimo e será feita para ajudar ou melhorar estratégias criadas pelo batalhão do Blásio.


 


“Bem, agora vou fala as regras do nosso batalhão – Continuou ele


 


- É terminantemente proibido o uso de maldições imperdoáveis no nosso treinamento e elas só poderão ser usadas em missões caso seja de extrema emergência. Eu também não quero que matem pessoas inocentes. Nós formamos nosso batalhão para combater comensais da morte. Se eu souber de alguém que matou alguma pessoa que não esteja ligadas aos comensais eu vou providenciar que essa pessoa seja expulsa da escola.


 


- Mais você não pode... – Começou a falar uma garota ruiva


 


- Eu posso sim – Interrompeu ele – Você ta vendo esse distintivo no meu peito?


 


Ela afirmou


 


- Ontem eu fui nomeado Primeiro Tenente dessa base de combate. Eu sou o responsável por Hogwarts e minhas decisões só podem ser vetadas pelo nosso diretor, o Sr. Ripper – Continuou ele


 


Todos o olharam admirados


 


- Continuando, eu não tolerarei assassinatos a inocentes. Vocês podem matar todos comensais da morte que quiserem, portanto que a cada missão, eu quero que tragam pelo menos um deles vivo.


 


- Por que você quer um comensal vivo? – Perguntou a mesma garota ruiva.


 


- Para pegar informações – Explicou o moreno – Elas serão muito úteis para que consigamos combater as trevas. Eu também não tolero brigas internas. Não quero segredos. Qualquer coisa que vocês descobrirem, quero ser informado de tudo, ok?


 


Todos afirmaram.


 


- Nosso programa de treinamento será dividido em módulos. O ritmo é individual. Começaremos de leve. Primeiro destruindo veículos, depois pequenas casas e chalés, e o avançado será grandes construções e fortalezas.


 


- Mas como vamos destruir isso? – Perguntou um garoto franzino


 


- Aquela sala, Simulação de Combate, é uma sala muito peculiar, vamos ver ela daqui a pouco. Alguém tem alguma dúvida?


 


Todos fizeram que não com a cabeça.


 


- Bom, então, vou fazer a lista de chamadas e logo depois iremos à simulação de combates.


 


Todos ficaram excitados com a idéia de fazerem uma simulação de combate. Harry rapidamente terminou a lista de chamada e levou todos a Sala de Simulação de Combate.


 


- Trouxe vocês aqui hoje para avaliar suas técnicas e testar seus conhecimentos – Falou Harry abrindo a porta e se deparando com um enorme galpão vazio, exceto por uma mesa cheia de botões e monitores ao fundo.


 


- Qual vai ser a freqüência que nós iremos vir pra cá? – Perguntou Nolan


 


- Isso vai depender de cada um – Falou Harry, se encaminhando para a mesa de controle ao fundo do galpão.


 


- Aparelhos eletrônicos em Hogwarts? – Perguntou a menina ruiva


 


- Medidas tomadas pelo Sr. Ripper. Bom agora eu vou dividir vocês em grupos e cada grupo vai fazer o teste – Harry dividiu os quartanistas em casas, e os que haviam chegado esse ano foram divididos pelos grupos – Grifinória, um passo a frente


 


Todos os ex-grifinórios deram um passo a frente


 


- Eu vou planejar a sala para uma avenida bloqueada por carros. O objetivo de vocês é passar por esses carros e chegar até mim, que estarei do outro lado. – Harry apertou um botão na mesa de controle e se voltou para os alunos – Eu só quero que vocês acabem com os carros, não podem pular ou fazer uma chave de portal até aqui. Eu quero os seis carros que estiverem bloqueando a pista destruídos ouviram?


 


- Sim – Todos responderam em uníssono


 


- Bom, quando eu falar três – Disse Harry – Um, dois, TRÊS!


 


Ele apertou outro botão na mesa e instantaneamente a sala mudou completamente de ambiente. Agora eles estavam numa movimentada Avenida de Londres, Bloqueada por seis carros de passeio. A principio, os garotos não souberam o que fazer por isso Harry foi dando orientações.


 


- Cuidado com os trouxas na rua – Disse apontando para alguns bonecos de cera que se movimentavam magicamente pela rua.


 


O primeiro a tomar uma atitude foi Mary Parker, a garota ruiva, que gritou bombarda para o carro do canto, que somente soltou o alarme e fez um bom amassado na lataria.


 


- Boa Mary, mais sozinha você não consegue – Disse Harry do outro lado – Ei, cuidado com os pedestres.


 


Um garoto havia acertado um carro que estava perto de um trouxa. Conforme o treino foi decorrendo, eles já tinham destruído dois carros, mas matado muitos trouxas também. O grupo se dividiu. Um foi tirar os trouxas perto dos carros enquanto outros tentavam explodir os carros.


 


A simulação de combate grifinoriana  foi razoável na opinião de Harry. Eles fizeram em 10 minutos e 04 segundos, um tempo bom para quem está começando. Os ex integrantes da Lufa Lufa fizeram em doze e os Corvinais em oito e meio. Já os sonserinos, se recusaram a fazer a simulação, o que rendeu detenção a todos eles.


 


- Bom, infelizmente o treino acabou – Declarou Harry – Vocês se saíram muito bem. É claro que Corvinal foi melhor, mais todos se saíram bem. Espero que em algumas semanas vocês estejam destruindo fortalezas em 20segundos. Dispensados.


 


Os alunos saíram a sala cochichando excitados. Harry ficou para arrumar o galpão e saiu um pouco mais tarde.


 


Encontrou os amigos na sétima mesa do salão principal, que assim como as outras, não tinha alguns alunos.


 


- Como foi seu primeiro treino – Perguntou Mione


 


- Foi bom, os quartanistas tem talento, só precisam explorá-los – Disse Harry


 


- Bom, então... – Começou Rony, mas foi interrompido por algo que chamou a atenção de todos.


 


Algo que Harry temia desde a reunião do ministério.

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