Cartas



 


CAPÍTULO 8

Estavam na hora do almoço e Ginny conversava animadamente com seus colegas quando uma coruja entrou no Salão Principal. Todos ficaram atentos e mais surpresa ficou a ruiva quando o animal esticou a pata para ela. Corada, abriu a carta.

"Eu sei o que você pensa que ninguém sabe."

Ela arregalou os olhos, virou o papel procurando alguma assinatura, mas era apenas essa frase escrita.

- Certamente é um bilhetinho de um dos caras que ela tá saindo. - Dean, que estava perto, disse em tom enciumado.

- Ahn? - ela procurou quem havia falado isso - Ah, cala a boca, Thomas. Ainda não conseguiu superar o nosso rompimento?? Cara, cresce um pouco. Já passou da hora de você procurar novas aventuras, sei lá, vai experimentar coisas novas, quem sabe você não dá mais sorte com garotos? (N/A: bicha má!)

A mesa da Grifinória explodiu em risadas, deixando os outros no salão confusos.

Dean levantou e olhou pra ela com raiva.

- Não se faça de santinha, porque eu sei quem você é! Pensa que eu nunca tinha desconfiado de você e o Corner? Você é a garota mais dada de Hogwarts, Ginny Weasley!! - ele falava alto, e com o silêncio do Salão, todos puderam ouvir essas declarações.

Ginny estava vermelha de raiva, com os olhos marejados, segurava a faca com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.

Um raio vermelho acertou Dean e ele caiu. Harry tinha desparado o feitiço.

A ruiva se levantou e saiu rápido dali. Já do lado de fora, ela deu um soco com raiva na parede, não conseguindo conter as lágrimas quentes de ódio.

- Você me paga por isso Dean Thomas! - sussurrou para o vazio.

- Ginny, você está bem? - era Harry, estava a alguns passos de distância.

Ela enxugou as lágrimas discretamente.

- Vou ficar... e obrigada... por ter feito aquele cretino calar a boca...

Já iam se aproximar para um abraço.

- Ginny! - era Colin.

E a ruiva não teve dúvida, foi abraçar o amigo imediatamente.

- Não liga pro que aquele idiota falou. - Colin acariciava os cabelos dela.

Ela se afastou um pouco dele para falar com Harry, mas ele não estava mais lá.

- Vamos lá pra fora, é mais calmo. - sugeriu Colin e seguiram para lá.

Se sentaram perto do lago, atrás de algumas plantas.

- Colin, ele passou dos limites! Você precisa me ajudar na vingança. - ela tinha um ódio assassino no olhar.

- Calma, Gi. Concordo que ele passou dos limites, mas... o que você pretende fazer? Cuidado pra não se arrepender depois.

- Me arrepender? Para de ser certinho! Eu só me arrependeria se não fizesse nada a respeito! E nem tente fugir, porque parte da culpa disso é sua, Creevey, se...

- "Se você estivesse aqui eu não teria aceitado namorar com aquele idiota". - ele acabou de recitar o já conhecido discurso - Já sei disso, Ginny, mas... - suspirou - Ok, o que você tem em mente?

Ela colocou a mão na boca dele rapidamente e o jogou no chão. O garoto ficou sem entender nada.

A ruiva tirou a mão da boca dele e fez gesto de silêncio. Se levantou aos poucos e viu quem menos esperava ver.

**************************************

Do outro lado do Salão, Draco se acabava de rir enquanto assistia ao show de Dean e via a Weasley sair chorosa de lá. Mas seu momento de diversão não durou muito, pois uma coruja negra como a noite entrou e deixou uma carta para ele. Tinha um brasão carimbado em cera vermelha fechando o pergaminho, o brasão da família Malfoy. E ele sabia que coisa boa certamente não seria.

Saiu discretamente e foi para perto do lago, em um lugar mais distante e escondido.

Leu a carta e a cada palavra, seu ódio ia aumentando. Ao fim queimou-a, agachou-se e colocou a cabeça entre as mãos. Repentinamente se levantou furioso e começou a lançar feitiços nas árvores por perto.

- Tudo isso culpa desse maldito Potter! Por que diabos ele foi sobreviver? Melhor que estivesse morto, que nunca tivesse nascido! Malditos sangue-ruins! Malditos trouxas! Maldita guerra estúpida! Se Ele não conseguir matar o Potter, eu mesmo o farei!

Continuou lançando feitiços ao acaso, mas parou ao ouvir um barulho vindo da Floresta Proibida.

- Quem está aí? - perguntou, com a varinha pronta.

- Calma, Malfoy, sou eu. - uma voz conhecida disse e a imagem de um homem de preto, encapuzado, ficou nítida entre as árvores.

- O que faz aqui? - Draco perguntou com seu tom de desdém, se aproximando.

- Vejo que já recebeu a carta de Lucius...

- Claro que sim! - o loiro o interrompeu irritado - O que você está fazendo aqui? Pensei que os aurores estivessem vigiando o castelo.

- Poupe-me. Com aurores ou sem, entrar nesse castelo não é muito difícil. O Lord pode atacar a hora em que quiser...

- Mas não vai. - Draco o cortou novamente - Não estou com tempo pra rodeios, então fale logo o que veio fazer.

- Vim trazer um recado do próprio Mestre. - o loiro paralisou - Ele mandou  dizer que seria uma honra ter um jovem com as suas qualidades no comando.

Malfoy deu um passo para trás, esperava por isso, mas não estava preparado.

- No comando? Ele ficou doido? Sou só um estudante ainda! - ele disse espantado - Ele tem muitos para escolher com mais experiência do que eu.

- Não contesto as decisões do Lord e nem você deveria. - o homem disse friamente - Vários concordam com você, mas Ele é quem toma as decisões. Prepare-se.

- E eu por acaso tenho escolha? - ele disse sarcástico.

O homem saiu das sombras e partiu pra cima do loiro, imobilizando-o no chão.

- Escuta aqui, seu moleque ingrato, você deveria se sentir muito honrado! Que você não é digno dessa responsabilidade, todos temos certeza. Você não tem nem ideia de quantos desejavam estar na sua posição. O Lord, não sei por que, tem um alto conceito sobre os Malfoy. Então aceite seu destino, você não tem do que reclamar!

O homem aparatou e Draco se viu sozinho no chão. Permaneceu lá e colocou os braços cobrindo o rosto.

Depois de alguns minutos refletindo sobre seus problemas, levantou-se e foi para as masmorras, ia matar o resto do dia de aula.

**************************************

Assim que o sonserino saiu, Colin e Ginny sairam de seu esconderijo, ambos boquiabertos, mesmo só tendo conseguido escutar alguns fragmentos da conversa.

- Olha a hora! Estamos atrasados!

E foi puxando-o para o castelo.

Já estavam atrasados mesmo, decidiram matar a aula de Herbologia que teriam.

**************************************

À noite Ginny observou, Malfoy não estava no Salão Principal na hora do jantar.

CAPÍTULO 8



Estavam na hora do almoço e Ginny conversava animadamente com seus colegas quando uma coruja entrou no Salão Principal. Todos ficaram atentos e mais surpresa ficou a ruiva quando o animal esticou a pata para ela. Corada, abriu a carta.



"Eu sei o que você pensa que ninguém sabe."



Ela arregalou os olhos, virou o papel procurando alguma assinatura, mas era apenas essa frase escrita.



- Certamente é um bilhetinho de um dos caras que ela tá saindo. - Dean, que estava perto, disse em tom enciumado.



- Ahn? - ela procurou quem havia falado isso - Ah, cala a boca, Thomas. Ainda não conseguiu superar o nosso rompimento?? Cara, cresce um pouco. Já passou da hora de você procurar novas aventuras, sei lá, vai experimentar coisas novas, quem sabe você não dá mais sorte com garotos? (N/A: bicha má!)



A mesa da Grifinória explodiu em risadas, deixando os outros no salão confusos.



Dean levantou e olhou pra ela com raiva.



- Não se faça de santinha, porque eu sei quem você é! Pensa que eu nunca tinha desconfiado de você e o Corner? Você é a garota mais dada de Hogwarts, Ginny Weasley!! - ele falava alto, e com o silêncio do Salão, todos puderam ouvir essas declarações.



Ginny estava vermelha de raiva, com os olhos marejados, segurava a faca com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.



Um raio vermelho acertou Dean e ele caiu. Harry tinha desparado o feitiço.



A ruiva se levantou e saiu rápido dali. Já do lado de fora, ela deu um soco com raiva na parede, não conseguindo conter as lágrimas quentes de ódio.



- Você me paga por isso Dean Thomas! - sussurrou para o vazio.



- Ginny, você está bem? - era Harry, estava a alguns passos de distância.



Ela enxugou as lágrimas discretamente.



- Vou ficar... e obrigada... por ter feito aquele cretino calar a boca...



Já iam se aproximar para um abraço.



- Ginny! - era Colin.



E a ruiva não teve dúvida, foi abraçar o amigo imediatamente.



- Não liga pro que aquele idiota falou. - Colin acariciava os cabelos dela.



Ela se afastou um pouco dele para falar com Harry, mas ele não estava mais lá.



- Vamos lá pra fora, é mais calmo. - sugeriu Colin e seguiram para lá.



Se sentaram perto do lago, atrás de algumas plantas.



- Colin, ele passou dos limites! Você precisa me ajudar na vingança. - ela tinha um ódio assassino no olhar.



- Calma, Gi. Concordo que ele passou dos limites, mas... o que você pretende fazer? Cuidado pra não se arrepender depois.



- Me arrepender? Para de ser certinho! Eu só me arrependeria se não fizesse nada a respeito! E nem tente fugir, porque parte da culpa disso é sua, Creevey, se...



- "Se você estivesse aqui eu não teria aceitado namorar com aquele idiota". - ele acabou de recitar o já conhecido discurso - Já sei disso, Ginny, mas... - suspirou - Ok, o que você tem em mente?



Ela colocou a mão na boca dele rapidamente e o jogou no chão. O garoto ficou sem entender nada.



A ruiva tirou a mão da boca dele e fez gesto de silêncio. Se levantou aos poucos e viu quem menos esperava ver.



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Do outro lado do Salão, Draco se acabava de rir enquanto assistia ao show de Dean e via a Weasley sair chorosa de lá. Mas seu momento de diversão não durou muito, pois uma coruja negra como a noite entrou e deixou uma carta para ele. Tinha um brasão carimbado em cera vermelha fechando o pergaminho, o brasão da família Malfoy. E ele sabia que coisa boa certamente não seria.



Saiu discretamente e foi para perto do lago, em um lugar mais distante e escondido.



Leu a carta e a cada palavra, seu ódio ia aumentando. Ao fim queimou-a, agachou-se e colocou a cabeça entre as mãos. Repentinamente se levantou furioso e começou a lançar feitiços nas árvores por perto.



- Tudo isso culpa desse maldito Potter! Por que diabos ele foi sobreviver? Melhor que estivesse morto, que nunca tivesse nascido! Malditos sangue-ruins! Malditos trouxas! Maldita guerra estúpida! Se Ele não conseguir matar o Potter, eu mesmo o farei!



Continuou lançando feitiços ao acaso, mas parou ao ouvir um barulho vindo da Floresta Proibida.



- Quem está aí? - perguntou, com a varinha pronta.



- Calma, Malfoy, sou eu. - uma voz conhecida disse e a imagem de um homem de preto, encapuzado, ficou nítida entre as árvores.



- O que faz aqui? - Draco perguntou com seu tom de desdém, se aproximando.



- Vejo que já recebeu a carta de Lucius...



- Claro que sim! - o loiro o interrompeu irritado - O que você está fazendo aqui? Pensei que os aurores estivessem vigiando o castelo.



- Poupe-me. Com aurores ou sem, entrar nesse castelo não é muito difícil. O Lord pode atacar a hora em que quiser...



- Mas não vai. - Draco o cortou novamente - Não estou com tempo pra rodeios, então fale logo o que veio fazer.



- Vim trazer um recado do próprio Mestre. - o loiro paralisou - Ele mandou  dizer que seria uma honra ter um jovem com as suas qualidades no comando.



Malfoy deu um passo para trás, esperava por isso, mas não estava preparado.



- No comando? Ele ficou doido? Sou só um estudante ainda! - ele disse espantado - Ele tem muitos para escolher com mais experiência do que eu.



- Não contesto as decisões do Lord e nem você deveria. - o homem disse friamente - Vários concordam com você, mas Ele é quem toma as decisões. Prepare-se.



- E eu por acaso tenho escolha? - ele disse sarcástico.



O homem saiu das sombras e partiu pra cima do loiro, imobilizando-o no chão.



- Escuta aqui, seu moleque ingrato, você deveria se sentir muito honrado! Que você não é digno dessa responsabilidade, todos temos certeza. Você não tem nem ideia de quantos desejavam estar na sua posição. O Lord, não sei por que, tem um alto conceito sobre os Malfoy. Então aceite seu destino, você não tem do que reclamar!



O homem aparatou e Draco se viu sozinho no chão. Permaneceu lá e colocou os braços cobrindo o rosto.



Depois de alguns minutos refletindo sobre seus problemas, levantou-se e foi para as masmorras, ia matar o resto do dia de aula.



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Assim que o sonserino saiu, Colin e Ginny sairam de seu esconderijo, ambos boquiabertos, mesmo só tendo conseguido escutar alguns fragmentos da conversa.



- Olha a hora! Estamos atrasados!



E foi puxando-o para o castelo.



Já estavam atrasados mesmo, decidiram matar a aula de Herbologia que teriam.



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À noite Ginny observou, Malfoy não estava no Salão Principal na hora do jantar.


 

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