e a realidade se faz presente

e a realidade se faz presente



Quando acordou, Laura estava deitada em uma pedra fria, sentia algo machucando os pulsos e os tornozelos, mas não chegou a abrir os olhos. Quando o fez, desejou não ter feito. Estava rodeada por pessoas encapuzadas, e bem na frente dela, um homem muito branco, com os olhos vermelhos, dedos finos, e no rosto, um formato estranho.
Ela tentou gritar, mas o pavor a impediu. Foi então que percebeu que estava semi nua, e que no peito, algo sangrava.
O homem branco feito papel, deu um sorriso horrível e falou, com sua voz aguda:
-ola, Laura, como vai? Não muito bem, pelo o que vejo... É uma honra saber que veio direto para mim, sem pestanejar... Bem, meu nome é Lord Voldemort, um nome bonito, não? – observava-a com um certo nojo- vejo que o seu bisavô descuidou-se... Bem, vamos ao que interessa... Se voce for boazinha, vai morrer rapidamente, se for uma menina má, vai sofrer até morrer, com o que há de pior por aqui... –apontou seu longo dedo branco para as paredes de pedra, que tinham uma variedade de instrumentos de tortura, de todas as formas e tamanho- vamos lá, então.
Ele caminhou até uma das pessoas e disse:
-gostaria de fazer as honras, belatriz?
Ela caiu de joelhos e beijou-lhe a barra das vestes
- seria mais do que uma honra, milorde.
Ela pegou uma varinha de dentro das roupas negras, e apontou para a menina.
-então... –ele continuou- você, em primeiro lugar, vai me dizer quem exatamente é sua mãe... Depois, vou lhe dar uma missãozinha...
-não sei... E nem se soubesse diria... –ela respondeu com raiva.
-nesse caso.. Divirta-se um pouco, belatriz...
A mulher falou algo e da varinha jorrou uma luz e atingiu Laura no peito, o que causou uma dor terrível, que a fez berrar e se contorcer
-doeu, foi? Tadinha.. Agora, me responda!- berrou o homem.
- não!
- Ah não? Ta bom... Vamos a algo mais... –pegou uma machadinha na parede e voltou a parar na frente dela – voce deve gostar de seus braços... Nesse caso, eu retira-los, e voce continuará viva, e apta a sua missão...
Para o pavor dela, ele aproximou-se com a machadinha do corpo dela, e ela se contorceu, fazendo de tudo para se soltar. No momento em que a primeira gota de sangue escorreu, uma das paredes desmoronou, e o que veio a seguir, foi rápido demais, ela apenas sentiu o homem parar, em um par de mãos começar a solta-la, enquanto ouvia vozes berrarem a sua volta.
Quando conseguiu abrir os olhos de novo, viu que um homem a carregava nos braços, e que ele a havia enrolado em uma roupa azul, para proteger-lhe a nudez.
-tudo bem, sou Remo Lupin, amigo seu pai, agora se acalme, que tudo ficará bem.
Subiram em um bicho branco, horroroso, com os olhos brancos, como se fossem cegos, e eles começaram a voar quase no mesmo segundo. Em alguns minutos, eles estavam de volta a casa. E Remo Lupin a carregava para dentro do aposento que visitara anteriormente. Ele sentou-a em uma das cadeiras e disse:
-seu pai e seu avô já vem, agora se acalme... –ele tinha um olhar bondoso, e um sorriso de um tio que fala com a mais querida sobrinha.
Então uma mulher atarracada, e um tanto gorda, entrou na cozinha.
-oh, aí esta você, voce tem os olhos do seu pai... –disse sorrindo- tome isso... Você vai se sentir melhor... –estendeu uma xícara com um liquido fumegante para ela.
Ela tomou-o sem pressa, tentando não lembrar o que acontecera, e tentando não se martirizar com suas perguntas.
Foi então que a porta se abriu, e por ela, entraram umas 10 pessoas, sujas de sangue, outras, sendo carregadas, e frente delas, Sirius Black.
O homem correu para a filha e a abraçou.
-eu estava tão preocupado... – olhando o rosto dela, a procura de machucados- a minha menina ta bem? –ele falava e olhava a parte interna dos olhos dela.
-Sirius, você vai ter tempo para isso depois, agora, eu preciso conversar com ela... Querida, tome um banho, e tome mais uma xícara dessa poção, depois vá para seu quarto, e conversaremos... –ele tinha um sorriso bondoso, e um olhar cintilante, parecia um tanto abalado, mais triunfal.

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