Capítulo 3







Part. 1


Capítulo 3


 


1º Dia de Aula.


Ensino Fundamental.


Idade: 7


8:30




 - Não Grow! Eu não quero ir para essa aula, não se a Srta. Elliot não estiver. – Choramingou Draco, que estava sendo arrastado pelo Elfo.


 - Senhorzinho, me perdoe. Mas são ordens do seu pai. Não podemos fazer nada sobre isso.


 - Grow.. por favor..


 - Me perdoe. – E o largou dentro da sala, aonde Draco fazia seus estudos. Havia um grande quadro negro na frente da sala, com uma grande mesa ao lado, e uma carteira na à frente. Nas estantes ao lado havia livros infantis, livros de literatura infanto-juvenil, que a Srta. Elliot trouxe para melhorar a leitura de Draco, e vários livros didáticos. No canto da sala havia um enorme globo e ao seu lado uma mesa com papéis em branco, lápis de cores, crayons, canetinhas, lápis de escrever e outros materiais escolares. Isolado da atmosfera escolar, havia um ‘espaço para leitura’ como a professora Elliot o chamava. Havia várias almofadas e um tapete fofo, aonde eles se sentavam e ela lia para ele; Na parede dessa parte da sala havia palmas coloridas que eram tanto de Draco como da Srta. Elliot.


    Como Draco sentia falta da Srta Elliot.


 - Olá Draco. – Cumprimentou um homem velho, com cabelos brancos e olhos verdes. Ele estava sentado na mesa ao lado do quadro e  olhava para Draco.


 - Hmm, olá professor.


 - Pode sentar-se, eu sou o Sr. Williams e serei o seu novo professor. Seu pai me falou do ser afeto pela sua antiga professora, a Srta. Elliot se me lembro. Não espero sermos amigos, como aparentemente vocês eram, apenas peço que fosse possível nos entendermos, sem ultrapassar os limites, claro. Eu dou aula, você aprende, simples assim.


 - Certo...


 - Começaremos pela matemática básica, até aonde você e a Srta. Elliot chegaram?


 - Aprendi soma, subtração, aprendi a ver as horas e os dias no calendário.. Também aprendi a identificar figuras.. aprendi a medir a temperatura, altura, massa, essas coisas..


 - Então hoje iremos aprender multiplicação. O que é multiplicação? É repetir um número, chamado multiplicando, tantas vezes quantas são as unidades de outro, chamado multiplicador, para achar um terceiro que representa o produto dos dois...


    “Aula Chata, Professor mais chato ainda. Quando tempo esse professor irá durar? Por favor que seja pouco, por favor, por favor.” – Enquanto o professor explicava multiplicações Draco pensava fervorosamente, na esperança que a idéia de despedi-lo passa-se pela cabeça do seu pai. Coisa que não aconteceu por dias... meses.. anos..


 


    Em uma aula quando faltava pouco para Draco completar 9 anos, o Sr. Williams perguntou:


 - Draco, já ouviu falar sobre o Lord Voldemort?


 - Um pouco.. papai fala que eu devo servi-lo... mas nunca me explicou o porque, nem nada assim.


 - Ele é o nosso mestre. Meu e seu. Um dia ele tomará o poder do nosso mundo das mãos dos idiotas que insistem em serem chamados de primeiro ministro. Ele vai separar as raças, apenas os sangues-puros existiram, o resto serão exterminados. Os sangues-ruins e sangues-mestiços serão todos mortos. Os adoradores dos trouxas também serão. Apenas a raça pura sobreviverá; nós sobreviveremos. Você já deve saber isso, mas os sangues-ruins, são bruxos que possuem pais trouxas. Sangues-puros são os bruxos aonde as famílias são compostas exclusivamente por bruxos. Sangue-mestiço são aqueles que possuem apenas um dos avós bruxos, sendo o outro trouxa; São os filhos de um sangue-puro com um sangue-ruim.


 - Isso não é errado professor?


 - O quê é errado?


 - isso, de separar os bruxos por raças.. – O professor estava tão envolvido com o assunto que seus olhos expressavam loucura, e a pergunta do Draco não ajudou a dispersar esse olhar, e sim o fez ficar furioso.


 - Ora, Não concorda comigo que é errado os sangues-ruins roubarem o nosso dinheiro? – Cortou. - Nós sangues-puros temos o direito dos melhores empregos, melhor vida! Os sangues-ruins tem direito à nada, nem sequer a vida. E sabe quem acabará com essas vidas pequeno? – perguntou ironicamente, não esperando pela resposta continuou.


 - Você e eu, assim como seu pai e os seguidores do nosso mestre.


 Comensais da morte. – Completou em seu pensamento.


 


    Quando Draco finalmente completou 9 anos seu pai falou que o levaria mais tarde, para um presente surpresa. O garoto estranhou, pois seu pai nunca foi de fazer surpresas, sempre foi uma pessoa direta. Sem surpresas.


    No jantar em família o Sr. Malfoy estava interessado na vida de Draco, como andava seus estudos, se estava obedecendo seu professor. Desde quando seu pai se interessava em qualquer coisa relacionada à vida de Draco? Até mesmo sua saúde? Draco estranhou, porém aproveitou a demonstração de afeto e tentou prolongá-lo o quanto pode.


 - Agora Draco, Levante-se. Vamos para seu presente.


 Caminhando atrás de seu pai, foram para o Hall de entrada da casa.


 - Aparatar dentro de casa em qualquer cômodo é uma falta de educação sem tamanho, sabe Draco. – O garoto apenas concordou.


 - Pai, aonde vamos?


 - Sem ansiedade garoto, quando chegarmos você vai ver. – E estendeu o braço para o filho.


    Draco pegou a mão de Lucius e aparataram para um local escuro, aonde ele não enxergava um palmo a sua frente.


 - Pai, aqui tá escuro.. não precisamos de luz ou alguma coisa assim?


 - Apenas me siga. – O loiro mais velho agarrou fortemente o pulso do pequeno e começou a caminhar com passos largos, arrastando o garoto aos tropeços.


 - Pai, vai mais devagar..


  - Cale-se. – Cortou, e pararam em frente à uma antiga porta. Uma fraca luz vinha de dentro dessa forte, porém foi o suficiente para Draco ver que o corredor era feito de pedra, tanto na parede, teto e chão. Seu pai parou em frente a porta e virou-se para ele.


 - Esse é o seu grande presente, Draco. Atrás dessa porta está a sua grande oportunidade. Você terá a honra de demonstrar que é meu filho, que meu sangue corre pelas tuas veias, que segue as mesmas crenças que eu. Não ouse dizer não.


 - Mas papai...


 - Silêncio, não me decepcione. Prove-me que ao contrário do que eu penso você tem um valor.


 - Certo.. – Concordou o garoto contra a sua vontade. Desde pequeno jurara que nunca decepcionaria seu pai e queria manter assim.


 - Leve isso como um treinamento para o seu futuro, que será obviamente igual o meu. Ser um Comensal da Morte.- Draco engoliu em seco.


   Lucius bateu três vezes na porta, que após um tempo foi aberta.


   A sala estava escura, a única luz vinha de uma única vela, localizada no extremo canto da sala. A vela revelava alguém sentado em uma cadeira, cabisbaixa, seus longos cabelos estavam sujos, separando-se em mechas. Ao ver que a porta foi aberta, a mulher sentada na cadeira, jogou sua cabeça para trás, para ter uma visão de quem entrara na sala. Ela se espantou, arregalando seus olhos.


 - Uma Criança? O que vocês pretendem fazer? – Perguntou ferozmente a mulher, que até agora parecia inofensiva aos olhos de Draco. Ela parecia ser morena, seu cabelo estava oleoso, seus olhos eram castanhos e estavam espantados, porém não havia temor neles. Havia sangue escorrendo da sua testa, boca e nariz que estava vermelho e torto, provavelmente havia sido quebrado.


 - Não é da sua conta, vadia. Cale-se. – Uma voz feminina no canto da sala gritou.


 - Sabe filho, existem coisas que dão prazer sem o uso da magia. Agora chegou o seu momento. Bata nela. – Falou Lucius, empurrando o garoto na direção da cadeira, incentivando-o.


 - Como assim pai? – Perguntou assustado.


 - Você é burro? Apenas Bata nela, soque-a, faça sofrer. – Gritou seu pai.


 - Mas Pai, porque eu deveria bater nela? Ela não me fez nada...


 - ELA É UMA SANGUE-RUIM! ISSO NÃO É O BASTANTE PARA VOCÊ?


 - Eu não quero pai..


 - EU ESTOU MANDANDO! AGORA FAÇA-O. – E agarrou o pequeno braço e o levou em frente cadeira. A mulher o olhava com pena nos olhos.


 -  Não pai, por favor.. eu não quero..


 - Você ousa discutir comigo garoto insolente?


 - Eu apenas não quero machucá-la pai... – Lucius o cortou, esbofeteando-o. Em choque Draco apenas o encarou.


 - Agora faça o que estou mandando, pois tem muito mais da onde isso. – Seu pai não gritou, porém havia uma visível autoridade na sua vez, que fez Draco estremecer. Ele Observada seu ‘filho’, esperando que ele agisse. Porém ele não o fez. – Não me obedecerá? Precisa que eu lhe mostre como fazer? É isso? Pois então lhe mostrarei. Segure-a.


   Um homem surgiu das sombras e segurou a mulher pelos cabelos, com um sorriso sombrio, doente no rosto. O homem loiro empurrou seu filho do caminho e começou a socá-la, esbofeteava-la, até que pegou um metal e passou pelos seus dedos, e voltou a bater nela. Ela não reclamava ou chorava, apenas tentava segurar o gemido. Seu rosto inteiro estava tomado por sangue. Draco olhava assustado. Não, nem morto ele faria isso com ela. Não, ela não havia feito nada.


 - Pare papai, eu entendi. Apenas.. - Murmurou o garoto enquanto seu pai ainda batia na pobre mulher. Ele parou, e virou-se para o filho. - .. não posso..


 - Não pode? Você ousa a defender essa imunda? É isso? Então você irá apanhar no lugar dela. O que acha disso verme? – Ele agarrou o pequeno garoto e começou a bater nele, com a mesma força que batia na mulher. Draco percebeu que havia uma loucura em seus olhos, um brilho.. seria prazer? Prazer em bater no próprio filho?


 - PAI! PARE PAI. PARE DE  ME BATER, POR FAVOR, PAI. PARE... – Draco se desmanchava em lágrimas, porque estava sendo espancado por seu pai? Porque não concordava em bater em inocentes? ‘Por favor , faça-o parar. Por favor...’ O garoto  pedia fervorosamente, porém ele não parava, ou parou tão cedo.


 - NÃO OUSE CHORAR CRIANÇA! SE ESSA VADIA NÃO CHORA, VOCÊ NÃO DEVE FAZÊ-lO. – E continuou a bater na criança.


 - Chega Lucius, já basta. – Falou uma mulher vindo da escuridão. Lucius virou para encarar quem ousou a interrompê-lo.


 - Cale-se Narcissa, quem pensa que é, para me falar o que fazer?


 - Por favor, pare Lucius. Você quer ensinar uma lição para o garoto, mas não deve matá-lo, ele ainda é nosso filho. Além de que será útil daqui alguns anos, quando for para Hogwarts. – Ela ainda o encarava e ele a encarava de volta, dava para sentir a tensão. ‘Vadia’, pensou Lucius e largou o pequeno, o empurrando na direção da sua mãe.


 - Só porque somos casados não significa que tem o direito de me dar ordens Narcissa. Nunca mais tente fazer isso.


 - Estou pensando no nosso futuro querido, no futuro do nosso mestre. Não é o que realmente importa? – Perguntou ironicamente a mulher loira, com a sua postura arrogante.


 - Que seja, leve essa criança para casa. Não ouse tratá-lo com magia, ele merece sofrer.


 - Deus, Lucius. Desconte todo esse ódio na sangue-ruim, não no nosso filho. Pra que termos um brinquedo se não aproveitá-lo devidamente? – Sorriu a loira   e caminhou na direção do pequeno que estava deitado no chão. – Vamos Draco, venha. Vamos para casa. È isso que acontece Draco, quando não se entrega a causa do nosso mestre. Guarde essa lição. – Ela o repreendeu alto o suficiente para que todos na sala escutasse.


   Draco apagou, não viu sua mãe aparatando em casa, porém acordou ouvindo sussurros, alguém o segurava no colo.


 - Perdoe-me querido, por favor. Eu queria poder ter feito alguma coisa para pará-lo, por favor, me perdoe... – Lágrimas caiam nas bochechas de Draco, porém ele não se atreveu a abrir os olhos, esperando que esse momento durasse. -  ..mas eu não podia, eu não posso pará-lo.. ele o tiraria de mim.. não posso suportar a idéia me afastar de você.. não posso..


   Draco abriu os olhos e viu uma mulher loira, com olhos extremamente azuis que o encarava, chorando. Sua mãe, ela estava com ele.


 - Eu te perdôo mamãe.. – sussurrou o pequeno. Sua mãe acariciou seu rostinho, e começou a cantar uma cantiga.


 - Agora durma pequeno, me perdoe.. – As lágrimas ainda escorriam pelo bonito rosto da mulher enquanto ela cantava a cantiga. Ela cantou até Draco dormir.


 


    No próximo dia ele acordou quando uma compressa estava sendo aplicada no seu rosto, braço, pernas, eu todo o seu corpo. Os dias se passaram, porém não conseguia manter-se desperto por muito tempo, estava sentindo muita dor. Seu pai havia escrito com sangue, seu sangue, que ele devia adotar a causa de Voldemort, e seguí-la com fervor. Porém Draco não concordava com as idéias de Voldemort..


   Por não concordar em bater nos inocentes, ou aceitar essa causa, Draco viveu um ano negro. Seu pai insistia em levá-lo ao mesmo calabouço, aonde havia uma nova pessoa, esperando para apanhar de Draco. Seu pai estava testando-o, pois era bem mais fácil para ele usar mágica; porém o garotinho se negava a fazê-lo. E sempre voltava, cheio de hematomas ou melhor, espancado, e à noite ele tinha o mesmo sonho, aonde sua mãe o embalava chorando, pedindo perdão e então cantando até Draco adormecer.


   Nesse meio tempo, o senhor Williams a cada dia que passava explicava melhor sobre o seu Lord, seus princípios, suas idéias, como isso melhoraria o nosso mundo bruxo, para melhor obviamente. De noite apanhava de seu pai e de dia seu professor falava e falava sobre como Draco deveria adotar essa causa, assim como seu pai, afinal ele não queria o melhor para o seu povo?


   Chegou um dia que Draco não agüentou mais. Fazia muito tempo desde que ele não levantava da sua cama sem sentir dor, ou ia para as aulas aprender algo que não fosse sobre o Lord Voldemort. Será que valia a pena, apanhar no lugar dos sangues-ruins? Se Draco não fizesse o que seu pai queria, um dia ele morreria pelas mãos do próprio. Então naquela noite, ele bateu, bateu com todas as suas forças no homem que estava amarrado na mesma cadeira onde a mulher tinha estado. Não adiantaria nada ele apanhar no lugar deles, eles sofreriam no final, e seriam espancados depois que seu pai terminasse de espancar seu próprio filho.


 - Estou orgulhoso filho. – Sorria Lucius para seu filho, com um sorriso doentio. Draco devolveu um fraco sorriso. Será que um dia ele teria esse mesmo olhar e sorriso doentio que seu pai possuía? Por favor, Deus permita que não.


- Ora, ora, antes tarde do que nunca, não Lucius? Pensei que seu filho se negaria a seguir seus passos. Imagine? Que péssima demonstração de princípios seria, ofenderia a família Malfoy, sujaria esse seu nominho que tanto se orgulha.. – Era sua mãe, ela jogava olhares para Draco.. era um olhar de desculpas?


- Agora vamos filho, - Cortou Lucius, ignorando a esposa – vamos para casa.


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N.A.: Oi geeeente, demorei mais postei *-*. Sorry pela demora, tava viajando, e na minha vó não tinha net, quase morri. HDOIASHDASD ): e no finaldesemana que eu cheguei minha mãe bateu o carro, deu maior auê, aí já viu né. fiquem feliz (?) por causa da batida adiantei uma semana a postaaaagem! HDIASOHDIASOHD, creeeedo. :x


EEEEU TENHO NOVIDADES. esse é o último cap. da part 1. óooo O:


HDASOIHDASOIHD foda-se minha euforia eu sei. ):


Brigada cecília, eu também quero o tom felton pra mim :C; Thayná Buesso, agora você não vai odiar a narcissa *-* haha, pelo menos não muito; Anna, odeie só o lucius, eu gosto da narcissa. HDIOSAHDASIDH; Bruninha, aaaia que bom que você tá gostando, me deu superdó escrever a fic ): passo lá sim, depois que posta aqui vo lá até. *-*


QUERO COMENTÁAAARIOS,MUITOS. *-*


Aí eu fico boazinha e posto rápido, HAHA. 


beeeijo e obrigada pelo incentivo viu geeente :*



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