Capítulo Único



O homem grisalho a olhava por trás de seus oclinhos meia lua, via-a com uma beleza reconfortante, não havia dor e muito menos enfermidade. Ela estava perfeitamente saudável. Os dois iam caminhando, conversavam e comiam doces. Sim, até doces que há muito deixara de existir na vida daquele velho homem...


 


Desde a morte de sua querida, ele conheceu a culpa e o auto-ódio. Porém, a vida tornava-se doce: eles comiam gotinhas de limão, sorriam até que ela lhe disse:


 


- Alvo, me dê sua mão. – disse a mulher ao homem em frente ao espelho.


 


Alvo paralisou. Sua boca ficou seca. Quando sua respiração voltou ao normal, pensou, ponderou... Ele não cairia no truque daquele maldito e adorado espelho. Ele era sábio! Ele identificou o iminente perigo, se ousasse se ir por detrás daquela película de vidro de Ojesed nunca mais ele poderia retornar, ficaria louco. Louco feito Ariana... Nunca se deixaria levar por sua imaginação ou seu mais íntimo desejo. Ele tinha de se desfazer daquele objeto mágico...


 


- Me dê sua mão... Para sempre. – Repetiu ela em uma voz fria.


 


 


O medo se apossou dele novamente, olhou de volta para o espelho. Viu-se refletido... Ah, que dissimulação! Antes tinha se visto com Ariana e agora via somente a mais pura e fiel imagem feita de si! Sem defeitos e muito menos desejos.  Mas ele tinha ouvido ela lhe chamar de novo!  Estava ficando louco? Ele não poderia ficar igual Ariana... Ele era engenhoso, era Dumbledore!


 


De súbito, o medo cessou, agora ele era puro ódio. Ele não ficaria louco. Não! Sem mais pensar, atirou-se contra Ojesed... Centenas de milhares de partículas de vidros se formaram.


 


Alvo via neve. Cristais brilhavam, ele esticou os braços. Sentia a neve o tocar. Era inverno. Um inverno de sangue. Logo as partículas daquela neve mortificante o atingiu. A dor o dominou, um caco de vidro do desejo atingira seu coração, naquele minúsculo vidro, viu uma pequena Ariana refletida, sorrindo para ele.


 


- Alvo, você veio!


 


Sua voz agora doce como o nome, derreteu seu medo, sua culpa, sua “amarguidão”, não tinha mais medo de se entregar à Ariana, sua irmã.


 


Alvo sorriu de volta. Ele já não era dono de seus sentidos... Só restava seu corpo débil sem dor, sua mente se esvaia em calmaria. Era o desejo alcançado. Entregou-se à loucura – Alvo era Ariana.


 


 


 


.Fim.


 


 


 


 


_________________________________________________________


 


N/A:  Descumpem=me ainda não betei! Tô sem beta ¬¬... 


Bom,Originalmente, esse conto era uma drabble. Mas ficou péssima, resolvi brincar um ouquinho dai saiu o conto. Ficou melhor do que estava... RS


Acho que o gênero seria terror, não sei ao certo, mas hj em dia terror é aquela sanguinificina td que preferi não por... Enfim.


Talvez, faça uns contos assim, "de terro"... Uns cinco, não sei...


ah, bom acabei de arrumar esse.. São exatamente: 01h04min, sexta-feira, 30 de Outobro...


 


bjos

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.