Dumbledore?!




           Olá, pessoal! Trago um novo capítulo para vocês, e esperem que gostem. Nesse capítulo, finalmente vai ocorrer um encontro que muitos querem que aconteçam! Vai ser legal, e espero comentários, por favor, ok? Ah, gostaria de fazer um pedido: caso alguém saiba desenhar bem, e tiver tempo e vontade de fazer, por favor, poderiam desenhar para mim o Amuleto de Merlin? Gostaria de colocar um desenho de um amuleto bonito e colorido no menu da fic... Caso alguém se interesse, pode se comunicar comigo no msn ou email [email protected]. Obrigada! Vamos, agora, ao que interessa!




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Dumbledore?!




            Durante uns dias, Harry permaneceu na Toca, feliz junto da namorada e dos melhores amigos. Namorou muito, com o consentimento do Sr. e da Sra. Weasley, claro, que o adoravam e adorariam tê-lo como genro, conversou muito com Rony e Hermione sobre sua missão e outros assuntos mais divertidos e jogou muito quadribol num campo de Ottery St. Catchpole. Também teve contato com Lupin e Tonks, presenças constantes na Toca.


            Certa manhã, chegaram de Hogwarts as cartas com as confirmações de matrícula e as listas de material escolar. Estavam todos na mesa do café-da-manhã. Chegaram, além das cartas habituais — as de Harry, Rony, Hermione e Gina — uma sobressalente, a de Gabrielle, a irmã de Fleur, que se matriculara em Hogwarts esse ano, num processo de intercâmbio Inglaterra-França instituído pelas diretoras de Hogwarts, Minerva McGonagall, e Beauxbatons, Olímpia Maxime.


            Com tristeza, HHarry abriu sua carta e a leu, sorrindo com nostalgia.


            — Bem, meus queridos, que acham de irmos, mais tarde, ao Beco Diagonal, comprar o material escolar? — perguntou a Sra. Weasley.


            — Clarro, vamos! Querro tante verr esse Beco tan famose! – falou Gabrielle, que ainda falava com forte sotaque francês.


            — Tudo bem!


            — Eu... não vou com vocês, Sra. Weasley — falou Harry.


            — Quer que eu compre tudo para você, querido?


            — Não... É que... não vou voltar para escola esse ano, Sra. Weasley.


            — O quê?! — gritaram ela e Arthur ao mesmo tempo.


            Harry engoliu em seco.


            — Tenho... uma missão que me foi confiada pelo Professor Dumbledore antes... de sua morte. Eu não tenho direito de falar qual ela é.


            — Mas... mas você não vai se formar, meu filho?


            — Talvez mais tarde... Esse ano não voltarei a Hogwarts.


            — Nós também decidimos não ir, mamãe, eu e Mione — comunicou Rony.


            — Nunca! — ela gritou. — Esse é seu ultimo ano, Ronald Weasley, e não pense que permitirei! A Hermione, eu não posso falar nada, mas você é meu filho!


            — Tenho dezessete anos e já sou maior de idade!


            — Rony, eu pedi ajuda a vocês, mas não esse tipo de ajuda. Vou me comunicar com vocês, mas não pense que permitirei que viajem comigo. É muito perigoso.


            — Mas... mas, Harry!


            — Essa missão é minha. Dumbledore a confiou apenas a mim. Se uma pessoa tem de se sacrificar, que seja, pois, “O Eleito” — ele falou com ironia. — E não vai haver mais discussão.


            — Isso mesmo, Harry, pelo menos alguém aqui tem juízo — falou Arthur.


            Durante o resto do café-da-manhã, Rony e Hermione ficaram de caras fechadas para Harry. O rapaz sentia que ia ser assim, cada vez se afastaria mais dos amigos até não sobrar mais ninguém. Se bem que isso tinha uma vantagem, a de que, assim, quando enfrentasse Voldemort, não teria ninguém a se preocupar com ele e sofrer caso ele levasse a pior.


            Após o café, Rony e Hermione resolveram capitular e foram falar com ele.


            — Nos desculpe a malcriação, Harry, mas é que contávamos poder viajar com você e descobrirmos tudo juntos, como sempre foi desde o começo — falou Hermione.


            — Eu fiz isso para o bem de vocês... Pensem... Eu sou órfão, não tenho com quem me preocupar... Se eu morrer, não vai fazer muita diferença...


            Rony deu um pulo, levantando-se da cadeira.


            — Como pode dizer isso?! E nós?! Por acaso não somos amigos?! Acha que Mione e eu não nos preocupamos com você?! Harry, você é meu melhor amigo há anos... Como acha que eu me sentiria sabendo que você morreu e eu não fiz nada para te ajudar?


            Hermione estava impressionada com o ataque de Rony, embora sentisse as mesmas emoções que ele. Naquele momento, ela viu o garoto com outros olhos, ele parecia mais maduro. Como não percebera que Rony não era mais um adolescente? Ele era um homem...


             Harry se emocionou com a declaração do amigo. Sabia que Rony o amava fraternalmente do mesmo modo que ele, Harry, o amava. E também a Hermione. Queria muito que eles fossem consigo, seria maravilhoso viverem mais uma aventura juntos. Mas temia os perigos que viriam e que poderiam pesar sobre eles. Se Rony ou Hermione morressem, ele não suportaria a culpa e não conseguiria mais olhar nos olhos de ninguém das famílias Weasley e Granger.


            — Eu sei, Rony... Eu sentiria a mesma coisa se fosse o contrário. Mas vocês não estão esquecendo que têm família? Me digam, o que seria de sua mãe, seu pai e seus irmãos, Rony, caso você morresse? E a reação de seus pais, Mione? Vocês gostariam que eles sofressem por sua causa?


            Os amigos ficaram calados, pois pensaram em suas famílias. Harry tinha razão, nessa questão. A família Weasley já podia dizer que não tinha um filho, pois fazia um tempão que Percy não falava com ninguém da família. Se perdessem outro filho, e dessa vez uma perda real, seria muito triste para eles. Para a família de Hermione, seria ainda pior, pois, se a família Weasley tinha sete filhos, os pais de Hermione só tiveram uma filha, ela. Se a perdessem, sofreriam bastante.


            — Harry, por enquanto, nós acataremos sua decisão, mas é só por enquanto. Muitas coisas podem acontecer antes de você ter que sair pelo mundo à procura de Horcruxes e da feiticeira — falou Mione.


            — Isso mesmo, Harry. Por favor, não fuja de nós. Se, quando chegar a hora, você não mudar de idéia, nós partiremos para Hogwarts e deixaremos você só, na sua viagem, mas não dê uma de “mártir” mais uma vez. Não sabe o quanto detesto isso. Nós somos amigos, e entre amigos verdadeiros, não pode haver mentiras.


            — Tudo bem, meus irmãos.


            Ao ouvir Harry chamá-los de irmãos, os dois sorriram.


            — Harry, seu pai e os amigos dele fizeram um grupo, os Marotos. Não quero criar um como o deles, mas gostaria que nós fizéssemos um juramento de amizade e apoio eternos. Conheço um juramento que se faz através da varinha. Esse juramento faz com que qualquer vez que um trair essa amizade, nós sejamos avisados, e assim, poderemos saber se um estiver sobre a ação de uma Maldição Imperius. Você aceita?


            — Sim, Hermione, que idéia genial! — falou Rony.


            Harry pensou um pouco. Um juramento como aquele era perigoso. O obrigaria a dizer sempre a verdade. Entretanto, a verdade era necessária. Só bruxos das trevas viviam da mentira, e ele não queria ser igual a um bruxo das trevas.


            — Tudo bem, Mione. Eu topo.


            Hermione se levantou e pediu que eles também se levantassem.


            — Nós vamos erguer nossas varinhas e tocar as três pontas, de modo que o juramento seja entre nós três.


            Todos fizeram o que ela pediu. Ela se concentrou e murmurou:


            — Amicitia aeterna!


            Das três varinhas saíram raios dourados de magia que se misturaram e em seguida envolveram os três amigos numa redoma de luz. Todos sentiram o poder da amizade penetrando em suas almas.


            Em seguida, a luz desapareceu.


            — Nossa, Mione, onde você aprendeu isso? Tenho certeza que isso não é um feitiço que estaria no livro Padrão de Feitiços... — falou Rony.


            Mione ficou vermelha.


            — Realmente... Cometi um ato ilícito. Eu, da última vez que fui à biblioteca no ano letivo passado, consegui permissão do Slughorn para entrar na Seção Reservada. Já tinha ouvido falar desse feitiço, por isso dei um jeito de o professor permitir minha entrada lá, para pegar um livro de poções, mas na verdade eu procurei esse feitiço. Não o fiz antes porque é difícil, tive que treinar muito antes, até conseguir falar o feitiço na entonação correta e fazer com que saísse o raio de magia de minha varinha.


            — Mione, no primeiro ano eu disse que achava que nós éramos uma má influencia para você; agora, eu tenho certeza.


            Hermione ficou ainda mais vermelha e Harry riu muito com Rony.


* * *


            Às duas horas da tarde, quando todos estavam prontos para irem ao Beco Diagonal, Harry falou:


            — Acho que, mesmo sem precisar comprar o material, eu posso ir com vocês. Seria legal, não é? Assim, eu lembraria os velhos tempos...


           — Seria ótimo, Harry! — falou Rony. — Quero te mostrar a nova versão da Firebolt, que saiu. É o máximo!


           Hermione balançou a cabeça. Meninos! Só pensavam em quadribol!


          — Vai ser ótimo, meu querido! — falou a Sra. Weasley. — Todos juntos outra vez... Próximo ano será a última vez que comprarei material escolar para meus filhos... Será o último ano da Gina. Minha filhinha vai se tornar adulta... — ela murmurou, os olhos lacrimosos.


            Envergonhada, Gina balançou a cabeça.


            — Para, mamãe!


            — Sra. Weasley, vamos de Pó de Flu? — perguntou Hermione.


           — Não, minha querida. Artur conseguiu um carro no Ministério. Mas quem puder aparatar, pode ir mais rápido — Molly olhou de cara fechada para Rony, que enrubesceu, já que não passara no teste de aparatação por apenas meia sobrancelha.


            — Então só eu irei aparatando, não é? Porque o Harry não tinha idade para fazer o teste e o Rony não passou.


            — Tudo bem, Hermione, pode ir na frente. Assim não ficará tão apertado, embora o carro seja enfeitiçado para ficar maior por dentro. Vamos nos encontrar diante a “Floreios & Borrões”, tudo bem?


            — Tudo bem, Sra. Weasley. Então eu vou agora, pois tenho umas coisas pessoais para resolver.


            Harry e Rony se entreolharam. Que coisas pessoais Mione tinha para resolver que não podiam ser resolvidas na frente deles?


            Hermione se concentrou e desapareceu na frente deles.


           Pouco tempo depois, estacionava diante da casa um automóvel preto que pareceria normal para um trouxa. Na frente, iam um motorista, o mesmo que os levara há uns anos atrás à plataforma de embarque 9 ¾ e, para surpresa deles, uma auror, a sua amiga Tonks.


            — Que surpresa! — falou Harry.


            — Bem, o Ministro preferiu que eu viesse, pois achava que você iria ao Beco, Harry, e ele está muito perigoso. Adorei, pois, assim, fico perto dos meus amigos e posso descansar um pouco. Deus, vocês nem imaginam a quantidade de bruxos das trevas que estão se revelando! Tenho trabalhado muito, bem como todos os outros aurores. Mas, por enquanto, deixa de conversa, vamos embarcar!


            Todos entraram no carro e ele se dirigiu a Londres.


           Quando entraram no Caldeirão Furado, não pararam para conversar com ninguém, embora o bar estivesse numa agitação rara. Alguma coisa devia ter acontecido. Harry ficou bastante curioso, mas acabou seguindo os outros ao invés de parar e perguntar. A verdade era que estava com muita vontade de ir novamente ao Beco Diagonal. Gostava muito de ir ali, e pouco fora nos seus anos de estudo, pois, por algum motivo ou outro, algumas vezes fora impedido de ir, como durante a Copa Mundial de Quadribol, no quarto e a sua audiência pelo uso de magia fora da escola, no quinto.


            Enfim, entraram na mais famosa e movimentada rua bruxa de Londres. Era muito bom andar por ali, embora algumas lojas fechadas lhes fizessem sempre lembrar da eminência de um ataque por parte de bruxos das trevas.


            Em primeiro lugar, foram ao Gringotes retirar dinheiro, e depois se encaminharam para a “Floreios & Borrões”, onde pretendiam encontrar Hermione e também comprar material escolar para Gina, Rony, Mione e Gabrielle. Quando lá chegaram, todos ficaram surpresos. Diante à loja, conversando calmamente, estavam Hermione e Vítor Krum. Rony quase teve um ataque de alegria e de raiva, alegria porque era fã do grande jogador de quadribol da seleção da Bulgária, raiva pelo ciúme “injustificado” que tinha quando ele estava perto de Hermione.


            O rapaz alto, moreno, magro e de pele macilenta, com um enorme nariz adunco e sobrancelhas muito espessas sobre os olhos negros e profundos, que o deixavam sempre com expressão de mau-humor, estava encostado à parede, e Hermione estava à sua frente, tomando um sorvete e conversando animadamente, e em búlgaro!, enquanto ele a olhava com ar de adoração.


            Todos chegaram perto dos dois e Rony não se conteve.


            — Era esse o assunto pessoal que precisava resolver, Hermione?


            A garota se voltou para ele, vermelha como um camarão.


           — Ah, vocês chegaram? Não, Rony, eu já resolvi o que queria. Olhe que surpresa agradável. O Vítor vai passar um tempo aqui, em Londres, trabalhando para o Ministério, num intercâmbio cultural!


           — Ah, é mesmo, “Vitinho”? — falou Rony com ironia. — E o quadribol? Resolveu largá-lo? Não é mais tão bom quanto antes?


           — Pom, eu continuo chogando muito bem... Como é mesmo o seu nome? É Weasy, não é?


           — Não, é Weasley!


           — Pom, “Weasley”, eu rresolfi que o quadrribol nom é o que quero para minha vida. Vim fazer um estágio para melhorarr meu inglês. Queria serr como Hermi-ô-nine, ela é muito intelichente, não é? Aprendeu púlgaro muito rápido!


           — Como é que é? Ela aprendeu a falar a sua língua?


           — Sim, nós nos correspondemos através de carrtas, não é Hermi-ô-nine, desde o torneio? Pena que ela não foi me fisitar, já a confidei muito! Mas agora, fui eu que fim, e fou ficar hospedado na casa dela.


            Rony quase teve um ataque apopléctico em plena rua. Pegou o braço de Hermione e o de Harry e os arrastou para longe dos outros. Hermione e Harry o olharam boquiabertos, pois aquilo não era uma atitude muito educada.


            — Por que você escondeu isso da gente, Mione? — falou Rony, o rosto quase do mesmo tom do cabelo ruivo de tanta raiva.


           Ela engoliu em seco.


           — Eu... eu fiquei com medo da sua reação, Rony. Lembra de como você ficou me tratando mal depois do Baile de Inverno, só porque fui com o Vítor? E ele só me pediu isso há dois dias. E não era esse o assunto pessoal que eu queria tratar. O Vítor é meu amigo, e um bruxo que precisava de um lugar para ficar. Fui apenas generosa. Está mais calmo agora?


            Ele respirou fundo, e a cor rubra foi sumindo de seu rosto.


            — Desculpe-me, Mione. Eu não tinha que ficar desse jeito, afinal, quem sou eu para reclamar do que você faz de sua vida, de quem vai à sua casa, não é? Não sei o que deu em mim. Mas agora conte o que queria resolver, estou curioso! E você também não é, Harry?


            — Hum... estou sim, Mione — Harry estava intimamente rindo. Percebeu que Rony devia ter um sentimento romântico por Mione, senão, não reagiria daquele jeito.


            — Bem, se eu estiver certa, eu conto a vocês... É só uma suposição. Não queria falar, caso eu esteja errada. Vocês podem esperar uns dias?


            — Ah, Mione, tudo isso? Você quer é nos matar de curiosidade!


            — Não se preocupe, Rony, você não vai morrer se esperar um pouco. Bem, pessoal, nós viemos tarde ao Beco, hoje. O pessoal está nos esperando, além do que aposto que vocês ainda querem dar uma passadinha hoje nas “Gemialidades Weasley”, não querem?


            Os três foram até os amigos. Vítor tinha ido, pois estava apressado. Entraram todos na loja e compraram o necessário. Depois, enquanto a Sra. Weasley terminava de comprar o material escolar restante junto com Gabrielle nas demais lojas necessárias, Hermione foi olhar outra coisa que queria sem a presença dos meninos e eles e Gina foram ver a nova Firebolt Super na loja de material esportivo. Ela era magnífica! Era mais veloz que a Firebolt, feita de madeira resistente a qualquer impacto, inclusive o com um Salgueiro Lutador, além de ser protegida por um feitiço anti-azaração e de ter um botão que a podia tornar invisível. Harry logo viu que precisaria daquela vassoura. Ela seria muito útil na sua jornada em busca de Horcruxes e da feiticeira que não conhecia a magia. Para espanto de todos, comprou a vassoura, mesmo com o seu preço exorbitante. Rony se sentiu muito mal por não poder ter sequer uma Nimbus 2000, enquanto Harry tinha duas Firebolts, sendo que uma delas era o modelo mais moderno e superior.


            Encontraram-se, em seguida, com Hermione e com a Sra. Weasley e Gabrielle e foram até as “Gemialidades Weasley”. A loja, pelo que puderam perceber, ia de vento em popa. Os gêmeos mal podiam se conter de tanto orgulho, e também a Sra. Weasley, que fora tão contra o projeto deles. Harry tinha certeza, agora, de que fizera certo ao doar o prêmio que recebera no Torneio Tribruxo a eles, mil galeões (que Rony não soubesse daquilo!).


            Fred e Jorge chamaram Harry ao depósito onde guardavam o estoque de logros que faziam, pois queriam falar com ele a sós.


             — Harry, precisamos falar com você.


             — Sabe que nos mantemos sempre atentos, não sabe? — falou Fred. — Queremos ser úteis a você no que pudermos. Sabemos que é você que tem que derrotar o... Você-Sabe-Quem, não por causa daquela história de Eleito e tudo mais...


             Harry se assustou.


             — Mas como vocês sabem? Ouviram através das “Orelhas extensíveis”?


             — Não. Tínhamos essa dúvida, e você acabou de tirá-la — falou Jorge, rindo e com ar maroto.


             Harry percebeu que fora enganado pelos gêmeos, que haviam “jogado verde para colher maduro”.


             — O que queríamos inicialmente te dizer, Harry, é que andamos observando todos com ar suspeito. E percebemos, o Beco está sendo vigiado, Harry. Há gente, que sabemos que não é do Bem, vindo aqui todos os dias, andando pelas ruas, olhando as pessoas. Toma bastante cuidado, Harry. E aconselhamos a você que aprenda o Feitiço da Desilusão. Ele é muito útil nessas horas.


             — Tudo bem, Fred, Jorge. Vocês me enganaram, mas foi com boa intenção. Vou tentar aprender esse feitiço, a Mione deve conhecê-lo. Muito obrigado.


            — Queríamos dizer ainda que estamos à sua disposição para o que der e vier, meu amigo, bem como os recursos da nossa loja. Você merece, você nos ajudou.


            — Eu não os ajudei com a intenção de poder usar os produtos da loja!


           — Sabemos disso, estamos fazendo isso porque queremos, Harry! Sabemos que você irá lutar contra forças que sequer conhece, e por isso estamos à sua disposição. Queremos que vença o Lord das Trevas, e se para isso contar com nossa ajuda, sentiremos muito orgulho e prazer.


          Harry deu uns tapinhas amigáveis nos ombros dos gêmeos, agradecendo-os por sua promessa de ajuda incondicional. Ainda tinha muita gente boa pelo mundo.


          Depois da visita, todos saíram da “Gemialidades” e se encaminharam para a rua, carregados de pacotes, para poderem ir para casa. Hermione se juntou ao grupo. Harry e Rony estavam loucos de curiosidade de descobrir o que ela estava aprontando. Alguma coisa muito inteligente, só podia ser.


           Harry sorria de uma piada contada por Rony quando estacou e deixou sua nova Firebolt Super cair. Não podia ser! Estava delirando, tendo alucinações? Ou fora enfeitiçado? Seus olhos verdes encheram-se de lágrimas.


           Ao perceber que Harry não os acompanhava, Hermione e Rony se voltaram.


          — Hei, Harry, você não vem?


         Como ele não respondesse, olharam bem para ele e o viram com os olhos brilhando com lágrimas contidas, estático. Correram até ele, preocupados.


          — O que foi?!


         Quando olharam na direção que ele olhava, também ficaram surpresos, emocionados e abismados. Seria mesmo possível?


          — Dumbledore? – murmurou Hermione, desconfiada.


         Aquela palavra pareceu acordar Harry que, esquecendo até da Firebolt Super no chão, correu até o bruxo que avistava e que só podia ser Dumbledore, por mais absurdo que aquilo parecesse. O bruxo se vestia de mesma maneira, tinha os mesmos cabelos e barbas prateadas e olhos azuis, bem como o ar de simpatia.


         — Dumbledore! — gritou, ao parar na sua frente.


         O bruxo, que estava acompanhado por uma moça loira vestida com roupas trouxas, parou e olhou para o rapaz que parava à sua frente e gritava.


         — O que deseja? — falou, a voz calma.


         — Você está... vivo!


         — Já entendi... Você é outro que me confunde com meu irmão, não é?


         — Irmão? Você só pode ser Dumbledore!


        — E sou! — ele falou rindo. — Mas não o Dumbledore que você está pensando, meu rapaz. Eu não sou o Alvo. Eu sou o irmão dele, Aberforth.


         — Não pode ser! Você é idêntico a ele!


         — Foi a idade, tenho certeza! Nós éramos muito parecidos, mas ele era ruivo. A idade faz com que nossos cabelos ficassem da mesma cor. É compreensível que todos achem que sou ele. Mas lembre, garoto, o que ninguém parece estar lembrando: os mortos não podem ressuscitar.


         Ao prestar mais atenção, Harry viu que aquele homem não podia ser mesmo Dumbledore. Sua voz era diferente, seus olhos, de um azul mais escuro, e ele parecia consideravelmente mais novo. Ele lembrou de uma fotografia que vira da antiga Ordem da Fênix em que Aberforth aparecia. As lágrimas novamente escorreram dos olhos de Harry, embora ele detestasse chorar, principalmente na frente de estranhos. Agora chorava de desilusão. Por um momento, pensara que algum milagre ocorrera, que Dumbledore ressuscitara ou pelo menos que ele não havia morrido, que sua morte não passara de encenação.


         — Me desculpe... E-eu... E-eu... sou muito tolo. É que eu gostava muito do seu irmão.


         Nesse momento, a Sra. Weasley e os outros se aproximaram.


         — Aberforth?! — ela falou.


         Ele abriu um sorriso.


         — Como vai, Molly?


         Os dois se abraçaram.


         — Como vai Arthur e seus filhos?


         — Bem! Esses dois, você não conhece!


         Apresentou Rony e Gina. Em seguida, Gabrielle se apresentou, seguida por Hermione.


         — E esse rapaz, que parece gostar tanto do meu irmão?


         — Ora, não o reconhece, Aberforth? Mas é o Harry! O Harry Potter!


         Aberforth olhou mais atentamente e percebeu, por entre a franja do garoto, a sua cicatriz em forma de raio.


          — Por Merlin! É uma honra conhecê-lo, Sr. Potter! 


          Harry sorriu timidamente. Era muito bom olhar para alguém tão parecido com Dumbledore.


          — É uma honra maior ainda para mim conhecer o irmão de Dumbledore...


          Os dois apertaram suas mãos.


           Ana Christie ficou fascinada.


           — Quer dizer que é você o rapaz que destruiu ainda bebê o Lord das Trevas? Isso é muito bom... Estou contente em conhecer o menino que derrotou o assassino dos meus pais.


           Harry olhou detidamente a moça loira e bonita.


           — Os seus também? Voldemort matou meus pais, eu nem lembro deles...


           — Eu também não... Eu era só um bebê quando ele matou meus pais.                    


           — E quem é você?                                                                                                


           Aberforth pos a mão no ombro de Ana sorrindo.


            — Essa é Ana Christie de Carvalho, a herdeira de Gryffindor e de Merlin!             


           Todos ficaram admirados. Deus, aquela menina deveria ser muito poderosa! Herdeira de dois dos maiores bruxos da história! Hermione olhou atentamente para ela e para Harry. Sorriu.


         — Que estranho...                                                                                                               


         — O que é estranho, Mione? — perguntou Rony.                                


         — Vocês não notaram? A Ana parece muito com o Harry! As sobrancelhas, os olhos, exceto pela cor... Mas deve ser coincidência, não é? 


         Todos acharam que sim.                                                                                                 


         — Aberforth, me desculpe, mas temos que ir... Está muito tarde, e eu ainda tenho que preparar o jantar. Depois apareça lá em casa, o Arthur vai adorar te rever. E leve a Ana consigo. Foi um prazer conhecê-la, querida!


         Ela sorriu timidamente.


         — O prazer foi meu em conhecer vocês... Mas estamos indo embora também. Por que não paramos no Caldeirão Furado e tomamos... como é a bebida que vocês tomam aqui? Cerveja amanteigada, não é?                                                                                                                                 


         — Sim — respondeu Gina.


         — Vai mãe, só um copo!                                                               


         — Ok, mas só um copo!


        Todos foram ao bar, beberam a cerveja amanteigada enquanto conversavam amenidades. Aberforth e Molly combinaram uma espécie de senha para ele poder entrar na Toca e logo depois todos se despediram. Ana e Aberforth foram esperar o Nôitibus Andante e o grupo da Sra. Weasley, incluindo Hermione, que não quis aparatar, entraram no carro do Ministério e foram para casa. Hermione estava pensativa. Teria aquela moça algum parentesco com Harry ou seria coisa de sua cabeça?         


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Comentários aos leitores:


*Belac: Oi, Belac! Muito obrigada por seu comentário, foi o que mais gostei até agora! Um comentário onde realmente há intereção entre autor e leitor. Realmente, eu estava muito chateada com o pobre do Harry sempre sofrendo, fala sério, as únicas pessoas da família dele eram cruéis demais. Queria amenizar um pouco, e acho que consegui, não é? Fora que essa mudança da Petúnia é algo estratégico... Vai me servir mais à frente, normalmente tudo que faço é pensando nos próximos movimentos da fic. É, eu não quis mexer muito na personalidades das personagens principais, Harry Potter é bom porque é Harry Potter, se mudarmos demais perde a essência. Não digo que não mudarei, é claro, eu sou uma autora, não quero copiar JK. Harry realmente aparece sempre com seu complexo de herói, isso é a cara dele, não acha?! E, sim, realmente, eu exploro alguns personagens não muito utilizados, isso dá um alento à fic, não fica a sensação de que está se lendo a mesma coisa, né? Vou explorar ainda outras personagens que JK não utilizou muito. Muito obrigada por gostar de minha escrita, eu faço o possível para deixá-la o melhor possível, pois sei o que paço quando leio fics mal-escritas. É um horror, não acha?! Beijos!




*Raissa Rochadel: Hahahahahahaha, Raissa! Sou uma autora má, muito má! A identidade desse Comensal não será descoberta pelos leitores nem tão cedo! É segredo guardado a sete chaves! E, sim, eu quis mesmo colocar uma nesguinha de romance na vida do pobre Aberforth... o coitado é tão pouco explorado, e é tão sem graça e chato nos livros de JK, quis fazer um Abe diferente, legal, mais parecido com o irmão, pelo qual sou apaixonada, queria ter um avô como o Dumbie, você não?! rsrsrsrsrsrsrsrsr Bjs!



* Claudiomir José Cânan: Olá, Claus, você sempre presente, muito obrigada, meu amigo! Obrigada por ter me parabenizado, você foi o único, sniph! Eu sei, você fica sem tempo de ler e comentar direito, até suas fics, que amo de paixão, estão sendo prejudicadas! Mas você tem a sua loja em construção, seu trabalho, seus filhos... Isso é muito mais importante.


Ps. Gabriel: Obrigada por tudo, Gabe! Também sinto a sua falta! Que coisa, seu autor aí de cima, me enviar o Sirius de presente... Fala sério, só se for para me divertir um pouco com a ajuda da... Cortadora de Almas!


Aeh, Cortadora, eu te adoro! Obrigada por ter se lembrado de mim, ok? Ei, caso você seja menino, casa comigo?! rsrsrsrsr


Beijos para os três! (Claus, Gabe e Cortadora)



* Bruna Britti: Bruninha, minha amiga! Que bom receber seu comentário! Adorei! Você faz comentários do jeito que gosto, menina, sempre grandes, interagindo! Espero mesmo que sempre seja assim, me dá mais vontade de continuar! Muito obrigada por ter gostado. E, realmente, eu prefiro seguir o estilo de JK, embora colocando também minha contribição nessa parte, mas não gosto de mudanças muito bruscas nas personagens (bem, eu perdoo essas mudanças nas personagens do Claudiomir!) Bruxa não conhecer a magia... algo normal, né? Você vai perceber o porquê quando ler os demais capítulos já postados. A Sibila é mesmo uma figura! Minha "pentelha" leitora, muito obrigada! Bjs



* Ayla Tereza: Obrigada por ter visitado minha fic e ter gostado dela, Ayla, e obrigada por ter deixado o comentário. Bjs



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Aeh, pessoal, esperem o próximo capítulo, ele vai trazer informações... interessantes!


                               Beijos,


                                           Ana Christie                                      


                                             


 


 

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