A decisão de Gui




   - Maldição!


   Harry pulou para fora da água puxando Gina consigo. Alguns convidados que estavam do lado de fora olhavam confusos para a marca negra.


   - O que significa isso? – perguntou Gina, olhos arregalados para o brilho no céu.


   - Comensais – disse procurando a varinha nas vestes molhadas.


   - Tio Harry os moleques – disse Ted acabando de sair da água com Victoire apontando para a piscina menor – eles não sabem duelar!


   Era verdade. Tiago, Alvo, Lílian, Hugo, Rosa e os outros, eles não teriam chance de lutar se algum comensal aparecesse. Olhou para os amigos quando todos já haviam saído da água, e começou a dar ordens.


   - Vic, Gina e Luna, peguem os garotos e levem-nos para centro do salão – olhou para os outros – Simas, Carlinhos, Ted e Gui, vocês tirem as pessoas de dentro do salão com uma chave do portal... fale com o Sr. Weasley Gui ele vai dar um jeito – virou-se para os que restavam – Jorge, Vitor, Lilá, Maya e Angelina, tirem as pessoal que está nos campos e jardins, evacuem tudo para o salão... caramba!


   Os imensos portões do clube haviam cedido numa explosão forte. Agora alguns bruxos e bruxas começavam a tomar nota de que realmente estava acontecendo algo de errado.


   - E nós? – perguntou Hermione.


   - Você, Rony e a Fleur vêem comigo – disse fazendo um gesto com a varinha secando as roupas de todos.


   - Com você pra onde? – perguntou Rony.


   - Vamos tentar uma luta direta, precisamos saber quantos são... vamos!


   Todos concordaram e partiram correndo. Harry, Rony, Hermione e Fleur correram na direção da entrada do Clube. Correram muito, era longe de onde estavam. À medida que se aproximavam, foram notando que o pânico já estava presente ali.


   - Comensais, comensais, eles voltaram! – gritou um bruxo desesperado passando correndo por eles.


   - Vão todos para o salão, vamos preparar uma chave do portal – gritou Hermione indicando o caminho para os bruxos.


   Harry se adiantou para achar os comensais, mas foi amparado por um vulto negro que veio correndo sua frente.


   - Potter! – exclamou o comensal.


   - Estupefaça! – atacou Fleur sem cerimônia acertando-o – Arry cuidade!


   Mais três vultos apareceram.


   - Estupefaça! – bradou Rony.


   - Estupefaça! – bradou Hermione.


    Dois caíram no chão, o que ficou de pé investiu uma azaração em Harry fazendo-o cair. Antes de se levantar mais quatro comensais surgiram. Estavam cercados.


   - RICTUS – investiu Harry contra um, os outros vendo a reação atacaram.


  - Protego! – coro.


   - Matem-nos! – ordenou um comensal.


   Os quatro comensais de pé investiram, Harry só teve tempo de puxar Fleur para o lado para escapar do feitiço. Rony puxava Hermione para o outro. Os comensais se dividiram.


   - Pare de fugir Potter... CRUCIO – lançou o comensal.


   Harry empurrou Fleur e recebeu a maldição. Seus joelhos cederam. Ele fechou os olhos resistindo àquela dor angustiante.


   - Subrutum! – o outro comensal acertou Fleur derrubando-a – Incarcerous! – rapidamente cordas se enrolaram em volta do corpo da veela.


   - Crucio! – o comensal que torturava Harry deu uma gargalhada – sofra Potter.


   - É só isso... só isso que você...consegue? – ironizou com dificuldade ainda de joelhos.


   - Arrogante como sempre não é – disse o comensal, em seguida estralando os dedos.


   Agora eles estavam realmente em encrenca, mais um, dois, três... vinte... ou até mais comensais surgiram de onde era os portões do clube.


   - E agora vai abrir sua boca nojenta? – riu o comensal – Crucio!


     Essa foi mais forte, estava cedendo completamente ao chão. Tossiu e viu sair sangue de sua boca. Pouco ao lado Rony e Hermione também foram imobilizados.


   - Não sei... aahh – sentiu mais dor –... o que vocês querem.... aqui.


   - Você nem imagina – disse o comensal que o torturava.


   Um vulto caminhou até o lado de Harry e sorriu para ele, odiava esse sorriso, odiava Bellatriz Lestrange.


   - Potter meu queridinho – ela começou indicando para o comensal parar a maldição – vejo que já está bem meu querido, devia tê-lo ferido mais no nosso ultimo encontro.


   - Que bom que está feliz em me ver Bellatriz – disse – mas sabe, tem um bando de bruxos aqui, acredito que somos muito superiores numericamente.


   - Número não é nosso problema – ela disse firmemente – mesmo assim, a maioria não sabe nem amarrar os sapatos com magia.


   Harry riu.


   - Então vá em frente, se quer me matar que o faça logo.


   - Harry! – guinchou Hermione horrorizada com suas palavras.


   - Non se entrregue assim – disse Fleur.


   - Calados – mandou um comensal.


   - Não faço mínima questão em matá-lo Potter, até porque você é do Lord das Trevas – disse Bellatriz caminhando – contudo, estou altamente liberada para eliminar vermes como esses – os olhos dela passaram por Hermione, Rony e Fleur.


   - Deixo-os fora disso! – gritou Harry.


   - Meu objetivo não é sair matando, tenho outros planos, espero que você colabore – ela disse se agaichando para encará-lo – preciso encontrar Guilherme Weasley, ele está aqui não está?


   - U qui quer com Gui sua chienne! – gritou uma Fleur nervosa.


   - Fique quieta, ou vai ser torturada – ameaçou Bellatriz.


   - O Gui não está aqui – disse Harry olhando para a veela.


   - Mentira Potter – Bellatriz virou um tapa no rosto dele que deixou marca.


   Odiou mais ela por isso.


   - Mesmo se ele estivesse aqui... vocês não vão ser loucos de entrar no meio de um bando de bruxos – disse Rony, e levou um murro de um comensal pelo comentário.


   - Não somos tolos Weasley – disse a bruxa se levantando – Guilherme vai ter que se entregar, vamos usá-los como escudo, duvido que ele vai querer que seus queridos amigos morram...


   - Deixa...meu marrido em paz! – gritou Fleur agora começando a chorar.


   Harry notou que Hermione fez uma cara de “Não devia ter dito isso Fleur”.


   - Mais que coisa mais inconveniente – disse Bellatriz olhando para ela – a esposa do tal Gui, vamos ver se ele vai salvar sua vida queridinha, vamos ver se quando ouvir você gritar de dor, ele venha até aqui.


   - Crucio! – investiu um comensal.


   E Fleur gritou. Um fino e ecoante grito que provavelmente alcançava todas as partes daquele clube. Ela gritava derrabando lagrimas. Hermione fechou os olhos chocada, Harry e Rony tentavam se libertar em vão.


 


******


 


      - Vamos tentar uma luta direta, precisamos saber quantos são... vamos! – disse Harry.


   Todos concordaram e partiram correndo. Vic, Gina e Luna correram para perto das piscinas.


   - Ei vocês venham, rápido! – gritou Victoire com os meninos – temos que ir para o salão.


   - Ah, por quê? – resmungou Tiago em resposta.


  - Tiago venha sem resmungar, estamos em perigo! – gritou Gina sem paciência – venha logo, Lílian, Hugo vem...


   - Lorcan...Lysander venham – disse Luna chamando seus filhos gêmeos que tinham por volta de nove anos – vocês... venham também – disse chamando Molly, Lucy e Roxanne.


   - Nique ajuda – disse Victoire quando alguns já estavam em volta dela – Louis aqui... vem... Alvo...


   - Rosa – Gina puxou a garota.


   - Mas o que está havendo? – perguntou Dominique – que alvoroço é esse?


   - É aquilo – disse Gina apontando para o céu onde a marca negra ainda reinava – é a marca negra, a marca dele.


   - Voldemort! – gritou Tiago sem cerimônia.


   - Shhi, não diga o nome dele seu besta – disse Victoire.


   - O papai diz!


   - O tio Harry... é o tio Harry, vamos logo para o salão.


   - Os bruxos maus estão aqui? Cadê o papai Vic? – Dominique parecia desesperada, segurava nas mãos do pequeno Luis e da pequena Roxanne.


   - O Gui foi para o salão arrumar uma chave do portal, ele está com os outros, vão evacuar o lugar – disse Gina segurando as mãos de Lílian e Hugo enquanto caminhavam rápido.


   - Por que não aparatamos? – perguntou Rosa como se fosse o mais obvio a fazer para fugir.


   - Não é tão simples – disse Gina – não da para aparatar aqui dentro do clube.


   - Estou com medo – gemeu Roxanne.


   - Vai ficar tudo o.k – disse Dominique.


   - Já estamos... quase – começou Victoire quando viu dois feitiços passarem rentes a eles – caramba...


   - Eles entraram – alertou Gina estuporando um dos atacantes.


   - Estupefaça – Luna acertou o outro.


    Agora elas começaram a correr, pularam os corpos dos comensais caídos no chão e continuaram correndo. Quando chegaram próximos ao salão, o caos já estava reinando por ali. Havia comensais atacando, viram Vitor Krum a porta do salão protegendo alguns bruxos, Simas e Ted estavam ajudando. Os aurores Elphias e Kin estavam protegendo a jovem Lisa que estava abaixada encostada na parede. Viram Carlinhos e Jorge vindo correndo com umas pessoas, algumas tentavam correr para dentro do salão passando pelo meio da batalha, uns dois caíram pegos por feitiço.


   - Fiquem ai atrás com a Vic – mandou Gina – Luna vem.

   As duas estuporaram e paralisaram bem um seis comensais antes de se aproximarem de Kin.

   - O que é isso? – perguntou Gina se defendendo.


   - Gui avisou que estava acontecendo confusão, parece que esses aqui entraram pela outra saia – gritou Kin – ESTUPORE!


   - Merd*... não sabíamos que tinha outra saída.... protego!


   - Cadê o Harry?


   - Foi com os outros cuidar da entrada.


   - E a chave do portal? – perguntou Luna – protego!


   - Arthur está preparando, mas está sendo um caos, muita gente – disse Kin.


   - Mas... as crianças? – perguntou Gina.


   - Eu diria para elas darem o fora por outro lugar.


   - Onde?


   Krum pouco ao lado derrubou três comensais de uma vez só.


  - Tirem eles daqui – gritou Carlinhos se aproximando rebatendo alguns feitiços – usem o carro dos noivos e saiam!


   - Estupefaça! – Gina acertou mais um – Vic você ouviu, vá com eles, a gente fica.


   - Está do lado de trás do salão o carro – Carlinhos falou – acertem tudo que aparecem à frente de vocês!

    Victoire acenou em acordo e saíram em bando correndo. Mal deram alguns passos para dar a volta no prédio do salão e uns dois comensais vieram, Victoire e Molly (filha do Percy) atacaram, correram e nem pararam para ver se tinham os matados.


    O bando correu mais, acertando tudo que se parecesse com o inimigo, já estavam quase lá.


   - Vamos não parem – disse Victoire.


    Algo puxou seu braço, ela se virou assustava e viu um homem, este não estava encapuzado, fez sinal para ela não fazer barulho, ficou mais aliviada.


   - Tem dois subindo ali – disse o bruxo indicando um pequeno campo ao lado do salão – para onde vocês estão indo, deviam estar junto com os outros se protegendo.


   - Nos mandaram pegar o carro – disse Dominique – saia do nosso caminho.


   - Ali estão tentando fugir! – gritou um comensal os avistando.


   - Olha o que você fez – rosnou Nique.


   - Corre – gritou o bruxo – eu os amparo... PROTEGO.


    Sem olharem para trás, todos correram mais alguns metros e ainda conseguiram escutar o bruxo xingar ao estuporar um dos comensais. Em algum lugar outra coisa gritou, um grito fino e familiar.


   - Mãe! – gemeu Victoire colocando uma das mãos na boca.


   Sua irmã Dominique e Louis seu irmão mais novo ficaram com cara de horrorizados ao ouvir. Foi Molly que as acordou.


   - Ei estamos quase lá, olha o carro, temos que sair – disse.


   - Va... vamos – disse Victoire firmemente, embora sua voz parecesse mais fraca agora.

   Chegaram, era um carro negro, trazia algumas latinhas penduradas atrás. Não parecia que ia caber todo mundo, mas Molly se adiantou para fazer um feitiço que aumentasse o tamanho do carro. Victoire não perdeu tempo e enfiou Louis, Lílian, Hugo, Rosa e Alvo no banco de trás. Ao mesmo tempo pela outra porta Molly empurrava os gêmeos de Luna e Roxanne. Na frente Tiago se postou com Fred. As outras três que ainda estavam do lado de fora, correram para entrar também, Victoire sentou-se no volante.


   - Você vai dirigir? – perguntou Tiago.


   - É obvio, sou a mais velha.


   - Não obrigado, prefiro viver – disse abrindo a porta para sair.


   - Isso não é hora para piadas – disse Dominique lhe dando um safanão.


     Victoire olhou para o volante, na verdade nunca tinha dirigido um carro antes, o jeito era arriscar.

   - Segurem-se aí, eu já fiz isso antes! – ela disse ao segurar o volante tentando não preocupá-los.

   Tiago ainda lançou um olhar desconfiado quando sua prima balançou a varinha dando a partida no carro que saiu cantando os pneus. Era sorte Victoire não dirigia mal, ela sorriu e acelerou mais, seguindo a estrada de terra do clube.


   Foi então que todos dentro do carro gritaram. Uma face encapuzada emparelhou, um comensal montando uma vassoura atingiu o carro, Victoire perdeu o controle por uns instantes, mas conseguiu retomar, Fred berrou olhando para cima. Victoire olhou rapidamente, havia um teto solar. Acima um comensal voava, ergueu a varinha e o estuporou.


   - Isso Vic, arrebenta eles! – vibrou Tiago.


   - Molly pega o volante – disse a garota – tem mais vindo.


   - O que!? – exclamou Molly metendo suas mãos no volante quando a outra já estava ficando de pé no banco.


   - Que você ta fazendo sua maluca – disse Tiago.


   - Segura ela! – mandou Dominique.

   - Isso segurem minhas pernas! – ela disse.

   Victoire era suficientemente magra para se meter para fora pelo teto solar, quase foi estuporada, então viu que eram uns seis comensais montados em vassouras, lançou alguns estupefaças, acertou dois.

   - Reducto! – berrou quando três chegaram muito perto.

     Eles desviaram. Victoire ouviu xingamentos do ultimo comensal mais atrasado. Conseguiu estuporar um dos que tinha desviado, os outros dois atacaram e acertaram-na de raspão no braço.

   - DESCE DAÍ! – berrou Dominique.

   - AGORA! – Molly tentou puxá-la com uma das mãos.

   Vic caiu para dentro e foi sorte, porque um dos comensais que ainda voava, acertou um feitiço no pneu do carro, que derrapou, Molly ainda tentou segurar, mas se enroscaram em uns bancos de pedra a beira da estradinha e capotaram, o que teria sido fatal para Victoire se ele ainda estivesse pra fora.

   Não que tivesse sido melhor ser jogado de um lado para outro dentro do carro que virou três vezes antes de parar apoiado de um lado, escutou risadas, os comensais estavam descendo perto do carro, alguém gemeu de dor, Victoire nem sentia seu corpo, sabia apenas que tinha sido jogada pra frente com muita força.

   - Vocês estão bem? – perguntou Molly.


   - Caramba – gemeu Tiago.


   - Estamos o.k aqui – disse Rosa do lado de trás.


   - Vic? – chamou Molly – Nique?

   Mas duas não responderam. Elas olhavam para janela, esperando o primeiro idiota que colocasse a cara para dentro. Pouco ao lado Fred ergueu o rosto, tinha um corte na bochecha. Um comensal se aproximou e teve a infeliz idéia de por a cara pra dentro.

   - Estupefaça! – gritou Dominique.

   - Estupefaça! – bradou Victoire.


   O comensal foi jogado para trás caindo em cima de alguns outros que se aproximavam. Victoire já tinha se jogado pela janela apoiada no carro e estuporou mais um comensal.

   - Venham! – ela disse estendendo o braço por cima do carro, puxando Rosa, Lílian, Hugo, Roxanne e Alvo, que estavam assustados, Molly também já tinha pulado para fora e tirava Lysander, Lorcan e Louis. 

   Dominique pulou pela porta da frente rasgando o vestido, apontou a varinha para frente olhando os comensais caídos. Fred era o mais ferido, tinha um corte no rosto e nas mãos, porque protegera a cabeça de Tiago na batida, mas mesmo assim ele olhou em volta, mais sério do que de costume e disse.

   - Onde estamos?

   - No clube ainda. – disse Victoire analisando o lugar. Ela já estivera ali antes – ali é a biblioteca, vamos para lá.


   - Não é meio inseguro ir para um lugar tão obvio? – perguntou Rosa.


   - É mais inseguro sairmos andando por ai – disse ela. 

   O prédio estava muito longe, porque quanto mais se aproximavam, maior ele ficava, enorme mesmo. Quando Victoire esticou a mão para a porta imensa de madeira maciça um feitiço a acertou a poucos centímetros da mão dela escancarando a porta.

   - Corram – gritou Molly.

   Era um imenso lugar de pedra, arquitetura medieval, imensos arcos sustentavam candelabros de madeira enormes, apagados.

   Tudo estava escuro, se guiavam pelas paredes, dava apenas para escutar o som dos passos deles ecoando no chão de pedra, denunciando onde estavam, prateleiras com livros empoeirados apareceram dos dois lados do corredor, passaram por outra porta e deram e um outro salão menor com mesas. Tiago se chocou com uma delas, Dominique pulou por cima, ainda um ou outro clarão de feitiço passava por eles sem a mínima chance de acertá-los. Correram pelo salão e se afundaram em uma galeria que descia.

   - Se descermos vamos ficar encurralados – alertou Fred – Lumus!


   - E se voltarmos vamos estar mortos – disse Dominique – Lumus!

   As luzes das outras varinhas acompanharam acendendo e revelando um corredor imenso com nichos de pedra onde havia tomos que no mínimo eram muito antigos.  Alguns passos fortes ecoaram do lado da sala que tinham acabado de sair.


   - Depressa! – mandou Victoire.

    Mal recomeçaram a correr quando um clarão atingiu e incendiou um dos nichos.

   - Ah... esses livros podem ter centenas de anos! – lamentou Rosa.

   - Isso não é hora Rosa! – disse Alvo.

   Victoire se virou e lançou uns estuporantes sem mira alguma, para atrasar quem quer que fosse que os seguia. Os outros continuaram o caminho e já estavam um pouco distantes quando ela se virou para alcançá-los.

   Molly e Dominique olhavam para trás aflitas enquanto corriam, apenas para se assegurar que a outra se aproximava. Vic os viu dobrarem num corredor, e os seguiu.

   - Anda Vic! – disse Molly.

   Mas quando ela apressou o passo se chocou contra algo, caindo como uma trouxa no chão, se levantou atordoada e avançou com as mãos estendidas. Tocou uma superfície sólida, uma barreira invisível. Ela olhou os amigos que voltavam do outro lado, Dominique esmurrou a barreira, Molly puxou a varinha, Fred também, mas o tempo estava contra eles.


   Victoire escutou novamente os passos, dessa vez mais próximos. Olhou para os outros do outro lado que gritavam algo, mas ela não conseguia ouvir. Fez sinal de que ia voltar e ir em frente, Molly acenou concordando e fez sinal para todos irem andando. Vic ainda deu uma ultima olhada vendo-os se afastar da barreira indo embora.


   Seu coração estava na garganta, não queria ter se separado deles, e se viesse vários comensais? Ela era apenas uma garota de dezoito anos recém formada, não teria chances contra muitos.


   Quem quer que fosse estava ali, estava a alguns passos dela. Vic quando viu os primeiros vultos aparecerem atacou.

   - Petrificus Totalus!

   Acertou uma das cinco figuras que avançavam. Conseguiu se esquivar dos feitiços que cruzaram no corredor se abaixando.

   - Impedimenta!

   O menor dos comensais foi atirado bem longe no corredor, um barulho soou bem onde estava à barreira invisível, estendeu a mão e viu que a barreira tinha sido quebrada, se levantou e dobrou o corredor na direção tinha visto os outros indo.


   Os barulhos de passos atrás foram ficando mais distantes, chegou numa porta. Ela abriu e foi recebida por três disparos, só teve tempo de se jogar no chão e escutar os feitiços detonando uma prateleira de vidro atrás.

   - VIC! – berrou Dominique.


   Ela se levantou e olhou, eram os amigos.

   - Foi mal – disse Fred abaixando a varinha.

   - Não percam tempo com isso, tem pelo menos três ainda lá trás! – ela chegou perto deles.

   - Temos que dar um jeito de sair... não foi boa idéia... entrar... – começou Molly, mas Vic a calou.

  - Vamos... não podemos ficar parados lamentando.

   Correram novamente chegando num imenso labirinto de corredores, escolheram um que levava a um lugar com varias estantes e mesas. O cheiro de pergaminho velho desse novo lugar era insuportável, a poeira lhes trancava os narizes. Passaram por mais estantes e então um imenso conjunto de escadas apareceu diante deles.

   - Pra cima! – disse Dominique.

   - Pra baixo! – disse Molly.

   Por um segundo o grupo não sabia para onde ir, mas quando Victoire tomou o caminho pra cima, os outros a seguiram. Vic só pensou em chegar ao nível do solo novamente já que haviam descido antes.

   Algo muito poderoso acertou os degraus à frente, abrindo um rombo na escada, impedindo o avanço, eles se viraram e atacaram, erraram, quem quer que fosse era muito hábil porque desfiou. Outro feitiço veio, esse acertou Molly, Fred agarrou-a e eles pularam para o corredor mais próximo seguidos pelo comensal.

   - Esse cara não cansa! – disse Dominique tentando acertá-lo.

   Este comensal era diferente dos outros, era bom, ele desviou dos feitiços de Fred e Dominique, como se fossem primários. Victoire se adiantou, mas não teve chance errando todos os lançamentos. Sua irmã se postou ao lado e a coisa melhorou um pouco, mas mesmo assim, o comensal quase as acertou.

   - Protego! – defendeu Dominique.


   - Estupore! – atacou Vic, dessa vez acertou.

   O feitiço estuporante acertou jogando o comensal até a escada, os outros as chamaram. Quando elas se viraram para acompanhá-los a surpresa de Fred com os olhos arregalados as fez virar para trás.

   O choque da surpresa fez Victoire abrir a boca, o comensal já havia se levantado da escada e vinha correndo para eles, sem mascara. Reconheceu na hora aquele rosto, aqueles olhos...


    Os dois se encararam por um segundo, então Roran atacou.

   - Telum!

   - Vic sai dai! – berrou Dominique se jogando para empurrá-la.

   Victoire apenas perdeu o equilíbrio e viu o impacto do feitiço acertar sua irmã, que recebera o feitiço em seu lugar. Dominique tinha se colocado à frente ao empurrá-la, o feitiço a tinha acertado nas costas, ela caiu na direção de Vic, corpo curvado para trás, olhos arregalados, boca aberta num berro.

   - NÃO! – Victoire segurou Dominique, que caiu mole em seus braços – PROTEGO MAXIMA! – berrou para evitar um segundo feitiço.

   Fred se postou ao lado dele Vic e ela falou com uma voz fraca e abalada. 

   - Cuida da Nique – e se levantou.

   - Não vai enfrentar ele não! – berrou Tiago.

   Mas Nada podia evitar que os dois se confrontassem, na cabeça de Victoire havia uma única frase, “Esse miserável acertou minha irmã...” isso bastava, fosse quem quer que fosse, com a cara que tivesse, por pior que pudesse ser ver a imagem de alguém que um dia ela gostara, fazendo algo tão monstruoso.

   - REDUCTO!

   Berrou com a maior fúria do mundo. Roran nem teve tempo de se defender, foi pego em cheio. Victoire se virou e correu para Dominique, escutando o baque surdo do corpo do outro que rolava escada abaixo dada à força do seu ataque descontrolado.

   - Nique... acorda... – ela falou olhando a irmã.

   - Para de falar assim... parece que eu to morrendo... – disse Dominique ainda de olhos fechados – me levanta.

   Vic ajudou Dominique a ficar de pé com um imenso alívio, mas Fred teve que ajudá-la, pois a outra cambaleou ao ficar de pé.


   - Temos que sair, antes que ele acorde – disse Tiago apontando para a escada.


   E então continuaram em frente, berros e ordens podiam ser ouvidos lá de trás, Dominique e Molly atrasavam o grupo, as duas não pareciam ter sido gravemente feridas, mas tinham dificuldade para correr.

   Pararam em mais um salão, enquanto corriam puderam escutar barulhos mais altos atrás deles. Victoire olhava para trás atenta. Quando os outros abriram as portas envidraçadas de mais um salão se depararam com um corredor imenso e escuro, dois comensais estavam ali.

   -Estupefaça! – berrou Fred.

   Um dos comensais caiu, o segundo se adiantou, sob a luz filtrada do salão, que vinha pela porta de vidro, viram este estava sem capuz.

   - Ora...Ora... Ora... olha o que estou encontrando aqui – o comensal sorriu, seus cabelos eram louros.

   - O que vocês querem – Fred agarrou a varinha para atacar, mas foi estuporado pelo comensal, que sorriu para Victoire.

   - Estou cansado de crianças metidas a besta!

   - Cala a boca... – Tiago ergueu a varinha com raiva, sem saber o que fazer.

   - Igualzinho o pai – debochou o comensal.

   Um movimento e Tiago caiu aos pés de Dominique, que ergueu sua varinha, Victoire também ergueu encarando o comensal com raiva, Molly não podia fazer nada, estava lutando para ficar de pé encostada na parede.

   - Seu desgraçado – gritou Dominique, parecia já ter se recuperado – você e seja lá quem você sirva.

   O comensal riu e disse arrogantemente.

   - Potters e Weasleys... esses bruxos são uma vergonha, uma doença contagiosa em nosso meio!

   - Estupefaça! – bradou Victoire.

   - Protego! – ele rebateu – Lord Voldemort é a nossa salvação!


   - Você é um nojo – disse Dominique – o que vocês querem com a gente?


   - Não queremos machucá-los – disse uma voz vinda do outro salão.


   A espinha de cada um ali se arrepiou ao ver Roran novamente se aproximando, sua roupa estava rasgada.


   - Não ouse falar seu... miserável – rosnou Victoire ao vê-lo.


   - Vamos matá-los de uma vez – disse o primeiro comensal.


   - Não Lucio... precisamos de iscas para atrair o Guilherme – disse Roran – essas duas são filhas dele, eu já as conheço.


   - O que? O que vocês querem com o papai? – perguntou Victoire, olhos atentos, varinha apontada para eles ainda.


   - Isso não é da sua conta garota – rosnou Lucio – vamos pegá-las então, atrairemos ele facilmente.


    Eles ficaram olhando os dois conversarem, Rosa desviou o olhar olhando em volta do corredor que estavam a procura de alguma saída, bem ao fundo no corredor avistou algo estranho, parecia um armário, analisou seu formato com dificuldade.


   -... podemos eliminar os outros então – continuava Lucio e Roran.


      Rosa sentiu um triunfo vindo, tinha certeza que conhecia aquele armário, já tinha visto varias figuras dele nos livros, sim era um armário sumidouro, não podia ser outro, era por onde poderiam fugir. Cutucou Victoire.


   - Ei... podemos sair por ali – disse tão baixo que a outra não ouvira, ela mantinha os olhos atentos nos dois. Rosa voltou a cutucá-la, dessa vez atraiu o olhar de Vic – armário sumidouro – sussurrou apontando para trás.


   Victoire olhou, e viu, sabia o que era, mas tinha certeza que eles não os deixariam escapar, olhou para Rosa.


   - Sabe usar? – perguntou baixo.


   - Acho que sei...


   Victoire pensou. Era melhor salvar os outros, ela não tinha como sair, o jeito era se entregar, por sorte conseguiria salvar seu irmão Louis. Ergueu as mãos expressando rendição.


   - Ta bom... eu vou com vocês... mas peço uma coisa...


   - O QUE? NÃO VIC! – gritou Tiago.


   - Vai cooperar amor? – riu Roran.


   - Só deixe eles continuar – pediu ela indicando os outros atrás – vocês não querem eles, querem a mim, deixe eles.


   - Eles não vão a lugar algum! – disse Lucio.


   - Acalme-se Lucio ela está se entregando, nossa tarefa é pegar o Guilherme Weasley, ele vai se entregar se pegarmos entes da família – disse Roran – os outros são moleques não podem fazer nada.


   - Vai ver o moleque quando eu esmurrar sua boca – rosnou Tiago.


   - Está certo, mas a outra filha do Guilherme vem também – disse Lucio indicando Dominique.


   - Ela vai, só deixe os outros ir – disse Victoire.


   - Que assim seja – falou Roran sorrindo – mas já vou avisando, nem todos os comensais que estão lá fora vão ser bonzinhos, como nós.


   Lucio deu uma gargalhada. Victoire se virou e olhou para eles, Molly e Fred estavam feridos.
   - Vão... sigam em frente, deixe que a Rosa os guie – disse, os outros olharam para a pequena – ela sabe o que fazer.


   Todos concordaram começando a se afastar lentamente, o irmão das duas, Louis, ainda deu uma ultima olhada antes dela se virar. Victoire segurou a mão de Dominique.


   - Ta vamos então, vamos ser sua risca – disse com a voz muito fraca.


   - Você vai se arrepender disso Roran, você vai – ameaçou Dominique.


  - É bom vê-las cooperar – disse ele, agitou a varinha e as duas sentiram cordas prenderem seus punhos – vamos.


   - Vamos ver se o pai de vocês resolve cooperar conosco – riu Lucio começando a caminhar à frente.


   Preocupado olhando para trás, Alvo viu Victoire e Dominique serem levadas pelos comensais. Seu coração apertou quando viu aquela cena. Rosa a frente parou depois de poucos passos.


   - É aqui – ela disse.


   - Um armário? – espantou-se Tiago – o que a gente quer com um armário.


   - Armário sumidouro – disse Molly, voz fraca – muito esperta Rosa, pode nos tirar daqui.


   - Só tem um problema – disse Rosa cruzando os braços – não sei aonde isso vai nos levar, podemos ter problemas.


   - Como assim? – perguntou Alvo.


   - Os armários nos levam a outro lugar – explicou a menina – são bem úteis, normalmente saímos no outro par do armário, só que... – ela se calou.


   - O que? – perguntou Tiago.


   - Ela quer dizer que o par desse pode estar em qualquer lugar, pode estar no meio de um ninho de dragões ou coisa pior – terminou Molly.


   Alguns ali se estremeceram ao ouvir isso, então Fred falou.


   - A Victoire e a Dominique se entregaram para nos salvar – olhou firmemente para cada um – ela quer que a gente saia vivos daqui, e vamos sair por aqui, porque lá fora temos poucas chances.


   - Vamos arriscar – disse Rosa, se calou ao ouvir som de passos.


   - Ta vindo alguém, vamos entrar logo – disse Tiago abrindo a porta.


   Empurrou os menores primeiro, depois entrou junto com os outros que estavam do lado de fora. Rosa juntou as palmas de sua mão nervosa. Alvo colocou a mão nos ombros dela.


   - Eu confio em você.


   - Eu também, não existe ninguém mais nerd do que você aqui – disse Tiago animadamente – se alguém pode usar isto, é você!


   A garota sorriu, então pressionou as mãos e fechou os olhos. Lembrando do que tinha lido nos livros murmurou.


  - Amoni Nicteri Passus!


  Os outros olhavam para ela assustados. A garota matinha a mesma posição com as mãos, só que tinha aberto os olhos.


   - É isso, espero que tenha nos levado para algum lugar.


   - Não aconteceu nada! – disse Tiago.


   - Aconteceu sim, mas não da para notar – disse Molly esticando a mão para abrir porta.


   Um pequeno vão revelou uma luz intensa que os cegou.


 


******


  


   Todos concordaram e partiram correndo. Simas, Carlinhos, Ted e Gui partiram o mais rápido possível para o salão. Jorge, Vitor, Lilá, Maya e Angelina partiram para os campos.


   Mal se aproximaram da entrada do salão e viram vários convidados entrarem apresados dentro do salão gritando em horror.


   - Homens encapuzados, encapuzados!


   Olharam mais além e viram no mínimo uns dez comensais subindo na direção do salão correndo.


   - A merd* eles estão entrando pela saia do sul – disse Gui, olhou além para ver se avistava Harry correndo pelo gramado, mas o outro já tinha sumido, a essa altura devia estar na entrada do clube.


   - Temos que avisar o papai para fazer uma chave do portal e tirar todos daqui – disse Carlinhos.


   - Eu vou lá – disse Gui entrando.


   - Eu vou ficar aqui, vou segurá-los – disse Ted se postando na entrada do salão olhando para os vultos que se aproximavam mais.


   - Vou ficar com você – disse Simas.


   Nem deu dez segundos e avistaram Vitor Krum vindo correndo da direção que tinha ido atirando feitiços contra uns vultos que se aproximavam dele, Jorge, Lilá, Maya e Angelina vinham correndo também duelando, mais alguns convidados vinham correndo na direção do salão.


   - Deram de cara com a tropa – disse Ted a Simas.


   Alguns convidados que vieram com Krum entraram correndo.


   - Mulheres vão para lá também – mandou Jorge a Lilá, Maya e Angelina – Carlinhos me ajude, tem mais uns que não viram os comensais!


   O outro concordou e saiu correndo atrás do irmão. Simas, Ted e Krum atacaram o bolo de encapuzados que vinha. Mais dois feitiços passaram indo na direção dos comensais. Kingsley e Elphias haviam saído do salão.


   - Esses malditos, estarravam vindu pelos campos quando chegarramos lá – disse Krum.


   Alguma coisa passou por eles saindo do salão, mas quando viu os comensais tentou voltar e se chocou contra parede, era Lisa. Desesperada a garota se ajoelhou para evitar os feitiços.


   Não demorou muito para avistarem um grupo vindo das piscinas liderado por Gina. Os pequenos logo atrás. Ao verem a cena pararam. Do outro lado Jorge e Carlinhos apareceram com mais umas pessoas, chegaram para ajudar enquanto mais uns perdidos entravam no salão, dois foram pegos por feitiços dos comensais.


     Gina e Luna se afastaram do grupo deixando Victoire com os primos, ambas entraram no meio do confronto.

   - O que é isso? – perguntou Gina a Kin se defendendo.


   - Gui avisou que estava acontecendo confusão, parece que esses aqui entraram pela outra saia – gritou Kin – ESTUPORE!


   - Merd*... não sabíamos que tinha outra saída.... protego!


   - Cadê o Harry?


   - Foi com os outros cuidar da entrada.


   - E a chave do portal? – perguntou Luna – protego!


   - Arthur está preparando, mas está sendo um caos, muita gente – disse Kin.


   - Mas... as crianças? – perguntou Gina.


   - Eu diria para elas darem o fora por outro lugar.


   - Onde?


   Krum pouco ao lado derrubou três comensais de uma vez só.


  - Tirem eles daqui – gritou Carlinhos se aproximando rebatendo alguns feitiços – usem o carro dos noivos e saiam!


   - Estupefaça! – Gina acertou mais um – Vic você ouviu, vá com eles, a gente fica.


   - Está do lado de trás do salão o carro – Carlinhos falou – acertem tudo que aparecem à frente de vocês!


   Victoire acenou em acordo e saiu com os outros mais jovens atrás. Os outros na frente do salão começaram a recuar, o volume de comensais havia aumentado, eram muitos para cada um, mas o mais intrigante é que a maioria caia fácil com os feitiços.


   - Quanto tempo vai demorar a chave? – perguntou Ted fazendo mais dois caírem.


   - Não é tão simples criar uma chave do portal, nem todos os bruxos podem – disse Carlinhos – Estupore!


   - Vamos precisar de mais de uma viajem – disse Kin.


   - Petrificus Totalus! – Luna acertou um que caiu e alguns outros tropeçarem.


   - São comensais debiloides só pode – riu Ted.


   - Non son debiboides... vierram em grrande numerro, mas muitos são apenas marrionetes sobre imperrius – disse Krum.
   Foi então que a espinha de cada um que estava ali se arrepiou com um grito fino e familiar. O coro foi grande quando todos disseram.


   - Fleur!


   Dentro do salão, Gui não escutou o grito, porque ele, com o Sr. Weasley, tentavam conter o alvoroço de gente em volta falando sem parar em seus ouvidos, a maioria nervosa querendo dar o fora daquele lugar o mais rápido possível.


   - O que é isso, estamos sobre ataque? Onde estão os aurores do ministério! – rosnava um bruxo irritado.


   - É verdade, onde está Potter? Eu o vi na cerimônia! – gritou um outro, e a multidão concordou com seu comentário.


   - Parem de reclamar, se querem saber, Potter está lá fora lutando para que os comensais não cheguem até vocês – berrou Gui em protesto.


   - E essa chave sai hoje ou não! – gritou outro.


   O Sr. Weasley ainda murmurava algumas coisas em volta de uma grande tigela suja, que antes estava cheia de chocolate derretido.


 


*****


   Bellatriz ordenou que parassem a maldição e olhou para Fleur com nojo. Caminhou um pouco apenas olhando a respiração forte da bruxa, então falou.


   - Mataremos muito se seu marido não aparecer aqui – deu um sorriso sarcástico – nós só queremos ele, nada mais.


   - O que querrem com ele? – ofegou Fleur.


   - Necessitamos de alguns servidos dele, nada demais – Bellatriz olhou para Harry – chame-o aqui Potter, e eu paro o ataque.


   - Isso mesmo, se não notou estamos usando outras entradas também – rosnou um comensal.


   Harry não respondeu, na verdade não sabia o que fazer, entregar Gui? Nunca faria isso. Olhou para Hermione e Rony tentando pedir algum auxílio, que não veio. Então alguns passos rápidos soaram a suas costas, virou o rosto para ver que era Carlinhos.


   - É melhor ir embora Bellatriz, seus comensais não estão tendo chance contra nossos aurores – disse ele, varinha apontada para a bruxa.


   - Sem ameaçara Weasley – disse ela apontando a varinha para Fleur – quero Guilherme Weasley aqui agora, traga-o senão ela vai morrer.


   Carlinhos riu.


   - Você devia blefar menos – disse.


   Bellatriz olhou para o outro com cara de que tinha sido ofendida.


   - Um blefe? – ela repetiu – você acha que eu estou blefando? Tenho cara de que estou blefando!


   - Carlinhos! – advertiu Harry, mas levou um chute no rosto de um comensal que o mandou calar a boca.


   - O ministro em pessoa está aqui, aurores estão aqui, é melhor você ir embora enquanto pode – disse Carlinhos desafiadoramente – pare de ficar fazendo ameaçinhas, estamos vencendo essa luta!


   - Ameaçinha? – Bellatriz riu – você acha que eu não mato... não é? Pois eu mato, não me importo nem um pouco com essa vaquinha.


   - Você está ferrada – debochou o outro.


   - Quero Guilherme – ela disse calmamente – estou perdendo a paciência, vocês tem cinco minutos para trazê-lo até mim.


   - Misericordiosa, cinco minutos, da para ver como você está a fim de matar Fleur.


   - Cinco minutos é tempo suficiente para pegarmos as filhas dele também – riu Bellatriz – posso matá-la antes se quiser, já disse que não me importo...não me importo mesmo, quer ver? – apontou a varinha para a outra.


   Carlinhos se adiantou, estava querendo ganhar tempo, mas estava a provocando demais.


   - Vejo um pingo de nervosismo em você – ela disse – vou lhe dar uma palhinha do que vai acontecer com ela caso o Guilherme não apareça aqui... Avada Kedavra – Bellatriz acertou um dos comensais que caiu morto no chão.


   Os outros amarrados olharam assustados.


   - Você é louca! – berrou Carlinhos horrorizado – era... um dos seus...


   - Chame Guilherme – ela mandou voltando a apontar para Fleur.


   - Chame eli – disse Fleur com voz baixa – Gui não subortarria ver pessoas morrer por causa dele... ele saberra o que fazer.


   - É melhor se apressar, senão Guilherme alem de perder a esposa, vai perder as filhas – riu Bellatriz em triunfo.


   Carlinhos não tinha escolha, tinha que fazer isso teria que chamar Gui. Mexeu a varinha e criou um patrono. Com a voz fraca mandou o patrono chamar seu irmão.


   - Que bom que fez a escolha certa – disse Bellatriz – prendam ele.


   - Incarcerous! – atacou um comensal criando cordas em volta de Carlinhos. 


 


   O patrono de Carlinhos passou velozmente pelos campos chegando na entrada do salão onde ainda havia uma batalha. Passou como se não houvesse nada para dentro do salão chegando até o alvoroço de bruxos que estavam em volta de Gui e Sr. Weasley.


   - Todo mundo se toque, vamos parar no ministério – ia dizendo o Sr. Weasley – junte outros para outra viajem Gui, um, dois, três...


   No segundo seguinte meio salão havia desaparecido junto com a chave do portal e o Sr. Weasley. Antes que Gui fizesse menção de chamar mais bruxos, o patrono de seu irmão parou a sua frente e falou.


   - Potter caiu, Fleur está sob ameaça, os comensais querem você na entrada agora!


   E se dissolveu. Ouvir “Fleur está sob ameaça” foi o suficiente para que Gui esquecesse completamente do que estava fazendo e partir correndo para a porta do salão. Muitos bruxos gritaram em protesto quando ele passou, mas parecia que som de tudo havia sumido, a única coisa que importava nesse momento era chegar até Fleur.


   Passou correndo pela entrada do salão onde Ted gritou “O que foi?”. Passou pelos campos sem dar ouvidos a ninguém, algumas vezes uns feitiço passavam rente a sua orelha. Agora estava quase lá, conseguiu avistar um grupo de capa preta parado em volta de uns outros amarrados.


   - Ai está nosso premio – disse Bellatriz ao avistar o bruxo.


   - Soltem Fleur agora... CRUDISEMPRA! – Gui atacou Bellatriz com toca raiva no mundo.


   A bruxa se esquivou e o feitiço acertou um comensal atrás. O comensal caiu no chão agonizando começando a sangrar sem parar.


   - Vamos com calma... Avada... – Bellatriz apontou para Fleur.


   - NÃO! – berrou Gui.


   - Guilherme, não se exalte, apenas queremos que venha conosco, tudo vai ficar bem – disse a outra.


   - Solte-a... SOLTA-A AGORA!


   - Eu é quem dou as ordens, por enquanto estamos só com a sua esposa, logo vamos estar com suas filhas, venha conosco!


   - O que... – a voz de Gui saiu baixa.


   Bellatriz criou um patrono ao lado dela e disse.


   - Estamos a sua rendição, posso mandar libertar suas filhas – ela disse.


   - Não faça isso Gui – disse Harry.


   - Não se meta Potter, não estamos interessados em você hoje!


   - Eu vou – disse Gui baixando a varinha – mas prometa que vai tirar todos seus comensais daqui.


   - Non... Gui – guinchou Fleur a lagrimas.


   - Eu vou ficar bem querida – ele disse – eles me querem, deixe-me ser útil, deixe-me salvar todos.


   - Belas palavras – disse Bellatriz.


   - Eles vão te machucar – soluçou Fleur – es tudo minha culpa...


   - Mande seu pessoal sair, eu vou com vocês – Gui soltou a varinha e ergueu os braços se rendendo.


   Os comensais que estavam em volta caminharam até ele amarrando seus braços, outro pegou sua varinha.


   - Melhor assim – Bellatriz se virou para o patrono – não é mais necessário as filhas de Guilherme, já estamos com o pacote – um gesto e o animal prateado saiu correndo, ela se virou – eu cumpro minhas palavras está vendo.


   - Prromete que non von machucá-lo! – suplicou Fleur.


   - Tenho cara de misericordiosa? – riu a outra, com a varinha tocou em sua marca negra – os comensais estão recuando agora, foi uma... bela festa... – riu, depois olhou para Harry – isso é só o começo Potter.


   Sem dizer mais nada a bruxa se virou e caminhou para fora do portão seguida dos comensais e Gui. Ao pisarem fora do arco, onde podiam aparatar, sumiram feito fumaça.


   À frente do salão os comensais que lutavam começaram a bater em retirada, uns ainda foram pegos por feitiços de Kin e Krum.


   - Estão fugindo esses covardes! – gritou Ted triunfante.


   - Não são covardes, eles não foram embora assim, aconteceu algo – disse Kingsley olhando na direção que Gui havia corrido.


   Roran e Lucio já haviam colocado Victoire e Dominique nas vassouras para levarem elas até Bellatriz, mas um patrono passou rápido em volta deles falando “Não é mais necessário às filhas de Guilherme, já estamos com o pacote” então sumiu.


   - O que? – exclamou Victoire.


   - Parece que hoje é seu dia de sorte amor, seu papai já se entregou – disse Roran antes que decolassem.


   - Bellatriz nos quer fora daqui – disse Lucio olhando pala sua marca negra.


   - E vamos, dêem o fora dessas vassouras – mandou ele – vocês duas podem ir, foi bom revê-las.


   - Seu desgraçado – gritou Dominique.


   - Quanta arrogância, não se esqueçam que eu salvei seus primos – Roran riu – ou acha que não vi o armário sumidouro na biblioteca.


   - Isso não muda nada – disse Victoire.


   - Vamos embora – disse Lucio decolando com sua vassoura.


   Roran ainda deu uma piscada ao partir atrás do outro. As duas irmãs olharam uma para outra sem saber o que fazer.


   - Tinha mesmo um armário sumidouro? – perguntou Dominique.


   - Sim, nossos primos estão bem com certeza – disse Victoire olhando em volta nervosa – mas levaram o papai.

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