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Estava anoitecendo. Mas ate ali, as horas pareceram nao passar. Dumbledore havia resolvido ir a procura de Fudge ao anoitecer. Apos o átrio estar quase todo vazio. Mas a ânsia de repreender as coisas erradas que Fudge dissera, era mais forte Dumbledore. Isso o fez ir antes do que combinara consigo mesmo.
Aparatando na sala do ministro, encontrou apenas uma sala vazia.
Algumas papeladas que estavam empilhadas pela mesa do individuo, eram as mesmas que permaneciam espalhadas pelo chao. Outras ja eram bolas amassadas jogadas casualmente no lixo. Era um tanto diferente do que esperava. Seus olhos rondavam chocados pela sala vazia. Mas nada aparentava a presença de Fudge. Frustrado por ter a estúpida idéia de procurá-lo tarde, Dumbledore ja estava disposto a sair. Virava-se em direçao a porta e segurava a maçaneta, mas seus olhos atentos nao deixaram escapar que por detrás das grandes pilhas de papel, numa brecha, encontrava-se um tintureiro e uma pena. Um fato nao memorável se a pena nao se movesse com tanta pressa.
Deslizou a mao da maçaneta, e aproximou-se a mesa. Com a cabeça meio erguida, deixou os olhos investigarem. Nao falhara, por fim.
O homem de cabelos grisalhos e despenteados encontrava-se sentado a poltrona de costas a mesa, pensativo a observar os ultimos raios do sol pela janela.
— Imaginei que viria... Só nao pensei que fosse tao tarde — disse a voz roca de Fudge.
Sua aparência era nervosa e desanimadora. Enquanto as feições na face de Dumbledore nao eram nada agradáveis.
— Cornélio... Nunca pensei que voce chegaria a esse ponto. Como pode?... Como pode ousar mentir as pessoas. Elas ainda assim correm perigo voce sabe disso melhor que eu! Ou pelos menos devia...
— Tinha muita afeição por ele... — disse o homem com o olhar sonhador que ainda encarava a janela.
Dumbledore bufou impaciente.
— Sinceramente... Eu esperava um comportamento mais maduro de sua parte...
—Dolohov... — o interrompeu
— O que? — pergunto intrigado Dumbledore.
— Alvo... Ha algumas coisas que devo lhe contar... Mas antes, quero que me acompanhe... Ja nos esperam. — disse sua voz abatida.
Pôs de pé. Tomou nas maos visivelmente tremulas, a varinha. E fez com que Dumbledore o seguisse até uma lareira jazida em cinzas, reservada no canto de sua sala.

— Tome, vai precisar... — disse entregando um saquinho de pó de flu.
Após a travessia pela lareira, os dois chegaram a um lugar sombrio e escuro, onde possuia altas e diversas torres gradeadas. Detrás delas haviam prisioneiros destinados a enlouquecer ali. Nao havia jeito melhor de definir Azkaban.

E até o momento, Dumbledore nao questionou nem uma de suas ações. Em tempo, que ja previa o que vinha a frente.

Fudge o guiava, indo na frente. E um passo na frente de outro, os levaram a uma torre precaria e esquecida. Os detentos, todos os encaravam. alguns pelos que passavam, riam maleficamente sobre o fato. E caminhando mais na torre, chegaram enfim, em frente a uma cela escura e imunda. A mais imunda dentre todas aquelas.
Ficou parado a observando. E seus olhos estavam cheios de lagrima.
E Dumbledore aproximou-se observando a grande enferrujada e rompida.

— Porque... Trouxe-me aqui? — perguntou
E Fudge, com labios tremulos, respondeu balbuciando:
— Pela primeira vez... Reconheço que fiz a maior besteira de minha vida...
As sobrancelhas de Dumbedore engelharam.
— Cornélio...
Fudge colocou a mao dentro de sua capa, puxando um pequeno livro velho e abatido.
— Mas...
— Alvo, eu te peço... Que so me devolva-o após lê-lo por completo.
Folheou as paginas do objeto, e nada constava nelas. eram apenas folhas amareladas sem conteúdo, mas que porem brilhavam, como se fossem revestidas de prata. E aquilo perturbou a cabeça de Dumbledore.
— Cornélio...
Um luzir forte e instantâneo apareceu, e diante dos olhos azuis de Dumbledore, Fudge desaparatou.

Mas nao queria pensar no que possivelmente significaria aquilo. Seu consciente ja estava muito confuso por uma noite.
Por infeliz razao, esqueceu a varinha. A ação de Fudge realmente o perturbou. De modo único, desceu as escadas a passos longos e apressados. E novamente os prisioneiros voltavam a rir maléficos com sarcasmo.
— Malucos... Todos nos — resmungou.

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