Irmãos?



Naquele mesmo dia, Harry e Hermione e decidiram que no dia seguinte iriam reunir todos os seus filhos e contar a verdade (eles também tinham direito de saber a verdade).


De manhã, o moreno estava na sala juntamente com James e Alvo esperando a menina terminar de se arrumar. Alguns minutos depois ela veio descendo as escadas, não parecia muito feliz.


- Acho que já podemos ir! – comentou se levantando.


- A mamãe também vai? – a ruiva quis saber.


- Não! – respondeu.


- Por que ela foi embora? – sentou-se no sofá e suspirou pesadamente – Eu queria ela estivesse aqui.


- Sei disso! – sentou-se ao lado da filha e mexeu no cabelo dela – Acredito que vocês três são os que mais estão sofrendo com tudo isso.


- Ela vai voltar para cá um dia? – parecia muito esperançosa.


- Entenda uma coisa Lilian! – começou a explicar com bastante cautela – Às vezes, é melhor que os pais estejam separados.


- É verdade Lilian! – o garoto mais velho se aproximou da irmã – Ela nunca vai deixar de ser a nossa mãe, mesmo estando longe.


- Ainda prefiro que ela esteja aqui com a gente – comentou – Mas acho que entendo.


- Então vamos logo! – disse novamente – Já estamos atrasados – concluiu olhando o relógio.


- O que vamos fazer mesmo na casa da tia Mione? – Alvo perguntou – Você não nos disse.


- Assim que chegarmos lá vocês vão descobrir – foi tudo que ele respondeu.


Enquanto isso, Hermione estava na cozinha de sua casa dando comida para sua filha caçula. O menino entrou no local e sentou em uma das cadeiras vazias.


- Como eles estão demorando! – comentou fazendo com que a mãe o olhasse.


- Podem ter tido um problema na hora de sair – comentou – Daqui a pouco eles estão chegando.


- É que eu estou curioso para saber o que vocês têm para nos contar – explicou com um sorriso maroto nos lábios.


- Chega mamãe! – a menina disse empurrando a colher na sua frente.


- É a última colherada! – disse – Eu prometo.


Ela soltou uma pequena gargalhada e abriu a boca. Depois disso a mulher se levantou e foi até a pia lavar o prato.


- E o papai? – Hugo perguntou de repente – Quando ele vai vir aqui ver a gente?


- Isso é muito complicado! – suspirou enquanto tentava explicar – Daqui a pouco você vai entender tudo.


- Está bem! – concordou saindo da cozinha.


- Papai! – Dominique riu batendo as mãos na mesa da cadeirinha.


- Eu sei meu bem! –pegou a filha no colo – Você está com saudades do seu pai.


Nesse momento a campainha tocou e a morena foi andando até a sala.


- Devem ser eles! – avisou – Será que você pode chamar a sua irmã Hugo?


- Claro! – ele concordou indo em direção as escadas.


Ela atendeu a porta e encontrou o amigo e as três crianças.


- Oi Harry! – deu um beijo na bochecha dele antes de deixá-lo entrar na casa – Tudo bem crianças.


- Oi tia Mione! – responderam ao mesmo tempo.


Nesse mesmo instante, Hugo e Rose apareceram e todos se sentaram no sofá em frente aos dois adultos.


- Acho que já podemos começar a falar – Harry comentou.


- É mesmo! – concordou – Você começa ou eu começo?


- Deixa que eu começo! – avisou – Bem crianças! Apesar de vocês ainda sejam muito pequenos para entender muito de magia, imagino que vocês tenham ficado confusos com a história de eu ter doado magia para a Rose.


- No inicio eu não tinha percebido – a garota mais velha comentou – Mas eu peguei um livro sobre medicina bruxa na biblioteca da escola, só para me distrair. Lá dizia que somente parentes próximos podem ter magia compatível.


- É exatamente aqui ai que eu queria chegar – continuou – Não sei por onde começar.


- Não vamos entrar muito nos detalhes, por que vocês ainda são muito novas – a morena completou – James, Alvo e Lilian: a Rose é irmã de vocês.


- Como? – os três disseram ao mesmo tempo.


- Não estou entendendo nada mãe! – o menino virou-se confuso para a mãe – Quer dizer que a Rose não é minha irmã e da Dominique?


- É claro que ela é! Aliais meia irmã – respondeu – na verdade, a Rose e minha filha e do Harry.


Nesse momento a menina se levantou do sofá e ficou encarando um ponto fixo na parede, tudo estava se encaixando naquele momento.


- Eu não acredito! – sua voz quase não saia nesse momento – Não é possível.


Ela saiu correndo em direção ao quintal da casa.


- Acho melhor eu ir até lá! – o de olhos verdes disse- Para conversar com ela.


- Espera Harry! – Hermione o impediu de sair – Espera um pouco, ela precisa se acalmar.


- Pai! – dessa vez foi Alvo quem falou – Isso tudo que você falou é verdade? A Rose é nossa irmã?


- Sim meu filho! – foi tudo que ele respondeu.


- Acho que nós metemos em uma grande encrenca – pensou um pouco alto demais.


- O que você quer dizer com isso? – os dois adultos perguntaram ao mesmo tempo.


- Acho que já está na hora de contar a verdade para todos vocês – suspirou pesadamente como que para criar coragem – Rose e eu começamos a namorar escondidos um dia antes do inicio das férias. Estávamos planejando contar tudo para vocês o mais rápido possível.


Eles ficaram se encarando em silêncio por alguns minutos. Isso nunca havia passado pela cabeça dos dois (embora Harry, nos últimos meses, tenha desconfiado do comportamento dos filhos).


- Mas agora vamos ter que aprender a ser irmãos, por mais difícil que seja – completou – Será que eu posso ir lá falar com ela?


- Claro! – concordaram.


Viu que a menina estava sentada em baixo de uma árvore não muito longe Dalí. Aproximou-se e sentou-se ao lado dela.


- Oi Rose! – disse ainda um pouco cauteloso – Está tudo bem?


- O que você acha? – virou-se e ele pode perceber que seu olho estava totalmente vermelho – O que nós fizemos?


- Não foi nossa culpa! – lembrou – Como poderíamos saber?


- Havia várias coisas nos impedindo e nós não ligamos – suspirou pesadamente – Eram sinais.


- Mas agora não podemos mudar o passado! – comentou – Pense que se tivéssemos demorado a descobrir a verdade, poderia ser muito pior.


- Nem posso pensar uma coisa dessas! – fez cara de nojo.


- Agora nós só temos uma coisa para fazer – continuou – Teremos que aprender a ser irmãos.


- Até que eu fiquei feliz por sermos irmãos! – um sorriso tímido surgiu no seu rosto – Antes, a gente meio que era mesmo.


Abraçaram-se e ficaram assim por algum tempo.


- Isso é ainda é um pouco estranho! – a menina comentou – Mas acho que posso me acostumar com isso.


De repente, viram que alguém se aproximava. Era Harry, que ficou olhando para os dois e sorrindo.


- Vejo que vocês já conseguiram se acertar – comentou – Será que agora eu possa conversar com a Rose?


- Está bem! – Alvo se levantou – Eu vou lá para dentro.


- Claro! – sorriu.


Quando pai é filha estavam sozinhos afinal. Passaram alguns minutos em silêncio, nenhum dos dois sabia exatamente o que falar.


- Sei que isso tudo deve estar sendo muito confuso para você – começou encarando os pés – Mas eu só quero que você saiba que eu te amei desde o exato momento em que eu soube que você existia.


- É realmente muito estranho! – riu levemente.


- Por mim você saberia a verdade desde o começo – continuou – Mas a sua mãe achou melhor que fosse dessa maneira.


- Acho que eu entendo ela – deu de ombros – Embora eu não saiba exatamente o que aconteceu.


- Quem sabe quando você for mais velha eu te conte exatamente o que aconteceu – colocou uma mecha de cabelo dela atrás da orelha – Isso se você quiser saber.


- Acho que eu vou querer saber sim – respondeu – Aposto que deve ser uma história de amor linda.


- Nem tanto assim – comentou baixo para que ela não pudesse ouvir.


- Tio Harry! – ela parecia um pouco cautelosa, mas mesmo assim, continuou – Será que eu posso te chamar de pai?


- É claro que sim! É tudo que eu mais quero! – sorriu ao ouvir isso – Mas eu não poderia te pedir isso, por que achei que isso era algo exclusivo do Rony.


- Foi ele quem me criou, sempre será o meu pai no coração – explicou – Mas agora que eu conheci o meu pai verdadeiro, acho que ele também merece ser chamado assim.


Abraçaram-se fortemente durante algum tempo.


- Sabe pai! – ele ainda não havia se acostumado com isso, mas era muito bom – Agora que eu sei a verdade, consigo ver as semelhanças entre nós dois.


- Eu sempre percebei isso! – respondeu – Mas não podia dizer nada.


Ficaram mais algum tempo naquele local antes de retornarem a casa, onde estavam todos os outros.

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