Prólogo





Prólogo



É o amor hoje à noite
Quando todo mundo está sonhando com uma vida melhor
Nesse mundo, dividido pelo medo
Você tem que acreditar
Que existe uma razão para estarmos aqui

Porque estes são os dias que merecemos viver
E esses são os anos que nos são dados
Esses são os momentos
Essa é a hora
Vamos fazê-la a melhor de nossas vidas

Veja a verdade por perto
Nossa fé não pode ser quebrada
E nossas mãos podem estar atadas
Oh... Mas abram os seus corações
E preencham o vazio
Com nada para nos parar
Não vale a pena o risco?

Mesmo se a esperança for rompida
Eu sei que isso não importaria
Porque esses são os momentos
Essas são as épocas
Vamos fazê-la a melhor de nossas vidas

Nós não podemos continuar
Pensar não é certo para expressar nossa vontade
Eu tenho que deixar isso sair

É o amor hoje à noite
Quando todo mundo está sonhando com uma vida melhor
Nós podemos conseguir isso, certo?

Mesmo se a esperança for rompida
Eu sei que isso não importaria
Porque esses são os momentos
Essas são as épocas
Vamos fazê-la a melhor de nossas vidas.

(Our Lives – The Calling)


Um belo casal andava apressado pelas ruas de Londres. Uma mulher com cabelos castanhos e encaracolados andava na frente, quase correndo, enquanto um homem ruivo andava logo atrás. Entraram num prédio um tanto acabado situado em uma das muitas ruas dos subúrbios de Londres.
- Até quando você vai me ignorar, Mione? – o ruivo perguntou, mas a morena não mostrou nenhum sinal de resposta – Ok, você quer esperar até chegarmos em casa? Ótimo! O que são mais cinco lances de escadas falando sozinho pra quem já andou vários quarteirões? – disse enquanto entrava pela porta do prédio onde era possível ver os grandes lances de escadas que levavam para os vários apartamentos ali.
Abriu a porta do pequeno apartamento e atirou o casaco em cima do sofá. Ele entrou em seguida fechando a porta atrás de si.
- Você não tinha o direito! – a morena falou em seu tom mais sério, olhando diretamente para ele.
- O que foi que eu fiz dessa vez? – perguntou enquanto sentava no sofá.
- O que você fez? Você sabe o que você fez!
- Não, eu não sei o que você acha que eu fiz. – Ela colocou as mãos na cintura. – Tudo bem, eu fiz! Eu não sei o que eu fiz....
- O que você fez, Ronald? Você sabe exatamente o que você fez. Todo homem sabe o que faz, embora diga que não sabe apenas para se fazer de inocente.
- Mas, eu não, eu não sei o que eu fiz. – disse se recostando no sofá.
- Você disse a minha mãe que eu não quero ter filhos! Você devia ter falado logo que eu sou lésbica, causaria o mesmo efeito.
- Se analisarmos bem, eu fui o único homem da sua vida.
- Eu saí com o Vítor antes de você. – disse com um olhar de triunfo enquanto tirava um dos sapatos.
- Hei, esse não é aquele que virou mulher agora? – disse rindo enquanto desviava de um par de sapatos que vinha em sua direção – Ah, Mione, qual é o problema?
- Qual o problema? Você disse que eu não estou preparada para ter um filho agora. E para a minha mãe, Ronald!
- Eu não disse isso.
- Sim, você disse.
- Eu apenas comentei que você achava melhor não termos um filho agora, que você preferia esperar.
- Ora, dá no mesmo! Você diz como se eu tomasse todas as decisões. Eu achava que nós tínhamos decidido esperar até termos dinheiro para comprar um apartamento maior e termos uma vida melhor.
- Sim, foi isso que eu quis dizer.
- Mas não foi o que você disse!
- Não importa o que eu disse! Poxa, Mione, sua mãe me deixa nervoso, sabia? Eu nunca sei o que dizer pra ela. Ás vezes eu acho que ela não gosta de mim.
- E ela não gosta.
- Obrigado pela sinceridade. – ele colocou os pés em cima da mesinha de centro enquanto observava a morena tirar os brincos na sua frente.
- Isso não vem ao caso. A questão é que você sempre foge da responsabilidade dos seus atos. – respondeu passando por ele e empurrando os pés dele da mesa de centro.
- Que atos, Hermione? Quando foi que eu fugi? Eu não menti para sua mãe essa noite: você não quer um filho agora. Isso é um fato.
- Você também não quer, não agora.
- Pra mim, tanto faz um filho agora ou depois. Eu o amaria do mesmo jeito.
- Então, você quer ter um filho agora?
- Você quer?
- Não.
- Então pronto! Você não quer um filho agora, não temos um filho agora. Assunto encerrado.
- Isso, continue jogando a culpa pra cima de mim. Afinal, eu sempre tenho que ser a adulta responsável, a chata, enquanto você é o cara legal divertido e despreocupado, não é mesmo? Agora, o que você quer? Que eu passe minha gestação subindo cinco lances de escada todos os dias e quando o bebê nascer ele não tenha espaço nem para aprender a engatinhar nesse apartamento? Quer saber, eu estou cansada de passar o dia vendendo apartamentos e casas que eu queria comprar e no final do dia subir cinco lances de escada e entrar em um três cômodos! Então, quer fazer o favor de ir embora e me deixar em paz, Weasley?
- Se é assim que você quer, eu vou. – Ele se dirigiu até a porta e saiu. Ela se jogou no pequeno sofá onde ele estava há uns minutos atrás e ficou ali por um tempo, apenas pensando.
Olhou em volta. A sala era o maior cômodo do apartamento. O sofá de três lugares onde ela estava ficava no centro da sala em frente a uma estante com a tv e o som. De cada lado do sofá havia uma poltrona e uma mesinha de centro dava um pouco de charme ao lugar. Em um dos cantos ficava uma grande estante cheia de livros, ao lado uma escrivaninha cheia de papéis e alguns porta-retratos. Do lado da sala ficava uma mesa com quatro lugares.
Da sala era possível ver a pequena cozinha onde mal cabiam o armário, a pia, o fogão e a geladeira. Atrás do sofá, ficava a porta do quarto.
- Posso voltar agora? - ele entrou e fechou a porta – Está mais calma?
- Achei que tinha ido embora.
- Eu jamais iria embora assim. Eu não vou deixá-la, Mione. Eu não sou seu pai. – ele se sentou ao lado dela.
- Eu sei que não.
- Olha, desculpa tá? Eu fui um estúpido dizendo aquilo hoje, mas é que eu fico nervoso na frente da sua mãe, mesmo depois de todos esses anos. Você tem razão, eu te entendo e concordo em partes, Mione. As pessoas vivem tendo filhos sem planejamento ou dinheiro há anos. – ele suspirou – Mas se você não quer assim, eu entendo. Sei que o apartamento é pequeno e não tem elevador, essas coisas, mas é o melhor que podemos ter no momento. Olha, em breve eu terei dinheiro para comprarmos um apartamento ou uma casa maior, em um lugar melhor, ok? Eu prometo! Então teremos um montão de filhos.
- Me desculpa também, Rony. Eu não devia ter falado daquele jeito com você. Eu sei que você está se esforçando ao máximo pra gente sair daqui. – ela o abraçou. – Minha mãe disse que era um erro eu me casar com você por que eu te amava demais. Ela disse que não iria durar. Eu não quero cometer nenhum erro, Rony.
- Amor, nosso casamento não é um erro só por que não temos dinheiro. E um filho agora ou depois também não será um erro. – ele a olhou no fundo dos olhos - Isso aqui vai durar para sempre. Sabe porque eu sei disso? – ela meneou a cabeça – Por que todos os dias, quando eu acordo, a única coisa que eu quero é olhar pra o seu rosto.
- Desculpa. É que eu vejo as pessoas comprando apartamentos, tendo filhos, realizando sonhos. Tenho medo que a nossa vida não comece.
- Nossa vida já começou, amor, e é essa aqui! Pare de esperar que as coisas melhorem para começar a viver. O agora não volta mais, essa é a nossa vida. Com dinheiro ou sem, ela já começou.
- Eu sei.
- Mas você sabe o que é bom depois de uma briga?
- Não.
- Fazer as pazes. – ele a pegou no colo e a beijou enquanto a conduzia para o quarto – Eu te amo sabia?
- Eu também te amo muito.

N/A: Depois de meses sem atualização chegou o epilogo, espero que vocês tenham gostado e me desculpem pela demora.
Obrigado a todos os comentários ...
Beijos

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