Lindo como um deus.



2. Lindo como um deus.


— Que cheiro bom, Gina! Que perfume você está usando?
— Deixe de besteira, Hermione. É o mesmo que o seu.- Gina estava linda, como sempre. Linda como de propósito para humilhar Hermione.
Era mesmo uma beleza a casa da tia Narcisa. O que não parecia uma beleza era a própria tia Narcisa. Recebia os convidados como se ela própria estivesse fazendo dezesseis anos. E o pior é que estava vestida como se fizesse dezesseis anos.
— Hermione! Há quanto tempo! Como você está crescida... Está uma mocinha perfeita!
“E a senhora não está uma mocinha perfeita!”, pensou Hermione, enquanto aceitava os beijinhos da tia.
— E essa lindeza, quem é?
— É Gina, minha amiga. Pensei que a senhora não se importaria se...
— Oh, mas é claro que eu não me importo! Você fez muito bem em trazê-la. Draco vai adorar mais uma menina bonita na festa. Mas entrem, entrem!
De fora, Hermione já podia ouvir o som ligado naquele volume chega-de-papo. Monotonamente, o surdo da bateria reboava como se dissesse:
— Não entre... não entre...
Hermione apertou a mão de Gina e arrastou a amiga atrás da dona da casa.
As dimensões do salão perdiam-se nos cantos escurecidos pela iluminação precária, cheia de clarões piscantes, destinados a excitar os espíritos.
No meio do salão, corpos sacudiam-se ao ritmo de um som frenético, meio misturados numa massa multicor que formava um bloco único, anônimo, como a representação de um inferno alegre, alucinante...
Tia Narcisa falava sem parar, apontava para todos os lados e ria muito, mas nenhum som humano poderia sobrepor-se àquela loucura.
— A senhora é mais ridícula do que eu esperava! — disse Hermione, rindo também pela oportunidade de acobertar a franqueza debaixo daquele som infernal.
— Hein?
— Eu disse que a senhora é ridícula!
— Desculpe, querida, mas eu não ouço nada com essa música... - Da massa confusa de dançarinos, uma figura destacou-se.
Foi como se os mais ousados sonhos de Hermione tivessem tomado corpo e forma.
Corpo e forma de sonho.
O sonho dos sonhos de Hermione.
Ele se aproximou, com aquela luz maluca fazendo brilhar seus dentes e o branco de seus olhos.
E que dentes!
E que olhos!
Tia Narcisa ria mais ainda e apontava o rapaz, papagueando sempre. Pouco ou nada dava para entender, por mais que a tia berrasse. Mas Hermione praticamente adivinhou, praticamente leu nos lábios a palavra chave daquele discurso:
—... Draco... - Draco! Aquele era Draco!
Na memória de Hermione, só havia o registro distante de um primo entre outros, talvez um daqueles moleques briguentos, que só pensavam em futebol. Mas o moleque tinha se transformado.
— Como é mesmo o nome daquele deus grego? — raciocinou Hermione em voz alta, acobertada pelo som da festa. — Dionísio? Apoio? Não importa. Vou chamá-lo "sonho"!
— Hein?
Tia Narcisa berrava para o filho e apontava as duas amigas. Draco disse alguma coisa, bem-humorado, e abraçou Gina, apertadamente. Tia Narcisa sacudiu a cabeça várias vezes e indicou Hermione. O rapaz falou novamente, rindo sempre, e voltou-se para a garota certa.
Hermione sentiu-se enlaçada por aqueles braços, e o rosto do rapaz colou-se ao dela.
— Oi, prima. Como você ficou linda... — bem próxima ao ouvido de Hermione, a voz quente de Draco envolveu-a, claramente, distintamente, fazendo-a surda a qualquer outro som.
— Linda?! — sussurrou a menina, surpresa e enlevada. — Eu? Sou linda? Você disse que eu sou linda?
Mesmo colado a ela, Draco não entendeu o sussurro. E, como se fosse um confeiteiro colocando uma cereja como um toque final de gênio sobre a torta mais apetitosa, o rapaz beijou o rosto de Hermione com força, fazendo estalar os lábios.
As luzes, as cores e o sangue de Hermione misturaram-se numa vertigem gostosa, e o ímpeto da menina foi fechar os olhos e colocar-se na pontinha dos pés, oferecendo os lábios a Draco.
Mas, em vez disso, o que fez foi rir alto, dizendo qualquer coisa, como se fosse a piada mais engraçada do mundo.
— Draco, era você que eu estava esperando a vida toda... - Como se aquilo fosse um jogo, o rapaz falava também, rindo, sem entender nada do que ouvia.
— Sonho. O meu sonho. Você é o meu sonho feito homem... - Ainda segurando os ombros de Hermione, Draco ria muito.
— Eu nasci para amar você, meu sonho...
Naquele instante, a fita chegou ao fim, e a palavra "sonho" ressoou claramente pelo salão.
— Hein? Sonho? O que você disse?
— Nada, primo...
Os acordes de uma música lenta, romântica, iniciaram uma nova seleção, preparada para secar o suor dos dançarinos. Hermione esperou novamente o calor do abraço de Draco, pronta a deslizar pelo salão ao seu comando, não importa aonde ele a guiasse. Ao infinito, talvez...
— E esta beleza aqui, quem é?
— Hã? Ah! É Gina, minha amiga...
— Então vamos nos apresentar, Gina.
E foi Gina que aqueles braços envolveram e carregaram para misturar-se à nova massa que se formava, agora numa forma lenta, arfante.
Tia Narcisa já desaparecera. A música desta vez não encobria a voz, e foi num murmúrio que Hermione falou:
— Gina, devolva o meu sonho...

***


Maquinalmente, tinha apanhado um copo de uma bandeja que alguém lhe estendera. O líquido estava amargo demais para um refrigerante e aquele já devia ser o terceiro copo que Hermione aceitava. Ou talvez fosse o quarto.
Tinha escapado silenciosamente pela porta-janela que dava para o jardim e agora estava na penumbra, sozinha, com seu copo, vendo de fora o grupo de dançarinos consumir, uma após outra, as músicas da seleção romântica. Com aquela iluminação, não era possível distinguir ninguém, mas Hermione via, em todos os casais, um só par de namorados.
A moldura da porta-janela era como uma tela de cinema. Sozinha, no escuro da platéia, Hermione assistia àquele filme, imaginando a história, criando cada fala, cada cena.
Interrompendo o filme, na tela iluminada surgiu uma silhueta que não fazia parte do enredo. A silhueta caminhou até ela.
— Oi. É uma festa particular? Por que não me convida?
A luz do salão iluminou o rosto do rapaz à sua frente, que a olhava nos olhos, sorrindo.
Hermione desviou o olhar e, por um momento, odiou aquele rapaz que vinha distraí-la em sua sentinela.
— Eu sou o Harry. E você?
— Eu? Sou a ilusão...
— É um nome estranho para quem está sozinha. A ilusão nunca está sozinha...
— Pode me chamar de cretina, então. É o meu apelido.
— Cretino é aquele que crê em tudo o que ouve. Você acredita em tudo?
— Eu? Não. Só naquilo que me ilude.
— Acreditaria se eu dissesse que é a garota mais linda da festa?
— Não. Eu diria que você está me gozando. E o esbofetearia.
— Seria uma nova experiência ser esbofeteado por uma ilusão.
— Ou por uma cretina...
— Você tem resposta pra tudo, não é?
— Não. Só pra gente que tem pergunta pra tudo.
Hermione entornou rapidamente o resto do copo e o líquido escorreu quente, queimando tudo por onde passava.
— Quer outro refrigerante? Vou buscar.
Harry afastou-se e Hermione aproveitou para internar-se ainda mais no jardim, escondendo-se na sombra.
Pela porta-janela saía o vulto de um casal abraçado. Impossível reconhecê-los sob a pouca luz do jardim, mas Hermione adivinhou. Eram eles. Viu quando a moça ergueu o rosto e viu o rapaz envolvê-la num beijo longo, definitivo.
Dentro da cabeça de Hermione, os vapores da bebida explodiram, lançando fogo através de todas as veias e artérias. O mundo oscilou de repente, e a menina sentiu a terra úmida contra o rosto.
Não perdeu os sentidos, mas não conseguia mover-se. Tudo sentia, porém parece até que sentia mais do que nunca. Sentia a grama a picar-lhe o rosto e sentia os braços fortes que começavam a levantá-la.
— Draco... você veio...
Abraçou-se fortemente contra o peito que a amparava. O calor daquele corpo forte deu-lhe febre e seus lábios espremeram-se loucamente contra aquela pele quente, com cheiro de colônia. Uma correntinha roçou-lhe o rosto e ela ergueu a cabeça, oferecendo os lábios úmidos, ávidos, desesperados.
Uma boca maravilhosa colou-se à dela, enquanto a força daqueles braços a apertava com loucura. Sentiu-se morrer de felicidade e o mundo apagou-se com o nome adorado estourando em sua cabeça como um coro de anjos.
— Draco... meu amor...

***

N/A: ECA *cara de nojo* EU NÃO ADAPTEI ISSO, ADAPTEI?
Mas é assim mesmo, isso ainda vai longe, mas não eu não sou D/Hr eu sou H² e não adaptaria essa história se eu não tivesse certeza absoluta de que ela é H².

u.u

Bom ai vai meu agradecimento especial a Bruh que me ajudo com essa adaptação ela betou 18 capítulos em 24 horas (na verdade 23 e uns minutinhos, mas quem esta contando né?) e ainda arranjou tempo para comentar. Thank you my friend.

Também mando um agradecimento especial a Jessy que fez a capa para mim, e comento também e mando um livro que eu queria. Muchas gracias mi amiga.

(Não agradecer em português não vai me matar mais é tão mais divertido agradecer em outra língua ^^).

Agora o agradecimento e resposta aos comentários:


Diana Gryffindor: É da pena não da? Ela tem a maior “baixa auto-estima” que eu já vi chega a ser triste. Mas respondendo a sua pergunta sobre o Harry olha, ele ai no capítulo dois! Todo charme! Espero que goste do capítulo e da adap. Beijo.

Serena Denouement: Bruh, miga você sabe que eu te adoro né? Mais tipo assim eu vou para de alimentar seu ego por que daqui a pouco você vai estar que nem o Sírios e não vai ser legal (Brincadeira). E sim eu sei que você esta amando o Livro ele é d +++ . Beijos.

Jessy_Potter: Fala Jessy minha amiga viciada em Pedro Bandeira! Realmente H² é bem melhor, mais tipo o Harry acaba de entrar na história agora não sai mais. E eu estava pra adaptar esse livro a gerações mais estava com preguiça, vlw por acompanhar e ai vai outro capítulo. Beijos

Nick Granger Potter: Eu também amo esse livro por isso estou adaptando ele!!! Espero que realmente goste da adaptação! Beijos.

PAULA POTTER***Lokinha*** : É claro que todo mundo ama esse livro miga ele é lindo de morrer!!! E Quanto a próxima att ai esta prontinha espero que goste. Beijo.

James V Potter : Small você conseguiu me deixar confusa com um comentário o que tem a declarar em sua defesa? Ah e só pra esclarecer uma duvida sua: eu não só NÃO gosto de D/Hr eu DETESTO. Vlw pelo comente amigo espero que goste desse capítulo. Beijo.

Bom pessoal é isso ai esta o capítulo e a resposta (totalmente sem imaginação) ao comentários. Espero que gostem, comentem e votem... Beijos Gaby...

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.