A Culpa é Minha!



Quando Draco saiu da loja, Vitória correu para a sorveteria. Mas quando chegou lá, Draco já estava sentado em uma mesa.
- Onde você estava?
- Pensei que a babá aqui era eu e não você!
- Não me importa, onde estava? Morri de preocupação.
Vitória deu uma gargalhada e apontou para Draco, falando com desdém:
- Você? Morreu de preocupação? Talvez tenha ficado preocupado com o que diria ao Lorde se não me encontrasse, certo?
- Não, eu... Preocupei-me sim! Há uma loja de traidores do sangue aqui, sabia?
- Deixe de ser idiota, se eles são traidores do sangue jamais fariam nada para mim...
- Deixe de ser idiota você! Não os conhece...
Ela já ia responder “conheço sim!”, mas se controlou. Sorriu e perguntou:
- Fez o que tinha que fazer?
- Não! O cara não aceitou vender nem quando o ameacei! Te procurei para ver se conseguia conven...
- Ah! Foi por isso que ficou preocupado! Seu idiota! Vamos, vamos lá!
- Lá?
- É ele vai vender rapidinho pra mim. Aposta quanto?
- Se ele vender e você me deixar falar que fui eu que o convenci, terá sua recompensa.
- Aposta feita.
Eles caminharam até a Travessa do Tranco e entraram em uma pequena lojinha sem placa, sem nome. Vitória olhou tudo enojada, depois olhou para Draco e disse:
- O que eu preciso comprar?
- Aquilo. – disse ele apontando para um livro grande e velho.
- Um livro? Mas para que?
- Sem perguntas. Vá lá e compre.
Ela não respondeu, olhou para Draco com raiva e caminhou até o vendedor. Ele era baixo e gordo. Tinha uma aparência horrível, suja. Ela tentou sorrir ao perguntar:
- Está um lindo dia, não é mesmo?
- Está. – respondeu ele também sorrindo, mostrando os dentes podres.
Ela olhou para Draco com nojo e este apenas fez um sinal para que ela fosse rápida. Ela concordou se virou para o vendedor e disse:
- Como é o seu nome mesmo?
- Ah, sim! É Tom!
“Nossa, que nomezinho comum esse.”, pensou ela.
- Muito bem Tom! Sou Vitória!
- Eu sei quem é! A menina bonita do jornal, a patricinha metida e cheia de frescuras que estudou em Beauxbatons.
- Ah, deixa isso pra lá! Hum... Aquele livro...
- Pode parar! – gritou Tom. – Seu namoradinho já veio aqui, aliás, o que ele faz ali?
- Nada! Ele veio me acompanhar. Então aquele livro não está à venda?
- Não para Comensais da Morte!
Vitória sorriu, estava claro o que precisava fazer para convencer Tom.
- Veja! – disse mostrando o braço esquerdo. – Não tenha a Marca Negra, não sou uma Comensal da Morte. E você já viu algum Comensal com o sobrenome Merten?
- Eu... Bem, não!
- Então! Será que poderia vender aquele livro para mim?
- E por que você o quer?
- Gosto de ler!
O homem não se convenceu, mas mesmo assim vendeu o livro. Vitória agradeceu, pagou e saiu da loja sorrindo ao lado de Draco.
- Está vendo só seu idiota? – disse ela sacudindo o pacote do livro na cara de Draco. – Eu consegui!
- É, conseguiu! Mas o Lorde não vai saber disso, certo? Ou se esqueceu...
- Não me esqueci, loiro! Aposta feita e pronto! Vamos.

Quando chegaram à casa dos Malfoy, Draco pegou o pacote e foi entregar a Voldemort. Vitória foi para seu quarto.
Mais tarde Draco bateu na porta do quarto.
- Já to indo! – berrou ela, com meia barra de chocolate na boca.
Ela abriu a porta usando apenas uma camisola, não esperava que fosse Draco.
- Ah, é você. – disse ela desanimada.
- Quem você pensou que fosse? Harry Potter?
- Seria uma visita bem mais agradável.
- Você realmente não sabe o que fala garota!

- Afinal, o que você quer?
- Eu disse que seria recompensada. – disse ele se aproximando da garota. –E aqui está ela!
Draco beijou Vitória, mas esta o empurrou para longe.
- Você ficou louco?
- Talvez...
- Cala a boca! – berrou ela, saindo correndo do quarto. – Milorde!
Na mesma hora Voldemort apareceu na frente dela, assustando – a. Vitória caiu no chão e Voldemort, sorrindo, ajudou ela a levantar.
- O que houve Srta. Vitória?
- Draco! Não foi ele...
- Não foi ele o que?
- O livro, não foi ele. Fui eu!
- Você comprou o livro?
- Sim, ele não conseguiu.
- E por que não me contaram?
Vitória respirou fundo, não podia contar a verdade a Voldemort, mas logo ele descobriria. Resolveu contar a verdade.
-Não contamos por que... Bem, eu não o acompanhei, eu não o vigiei. E ele não fez certo. Então, quando ele me procurou eu fui lá e fiz.
- Certo. – disse Voldemort com calma. – Então você não fez o que eu mandei?
O grito de Voldemort deixou Vitória zonza e aconteceu algo que jamais esperava que acontecesse. Draco saiu do quarto e berrou:
- A culpa é minha!
Vitória e Voldemort olharam para ele na mesma hora. Voldemort perguntou, olhando de um para outro:
- O quê?
- Eu não queria uma babá, queria provar que... Que conseguia fazer tudo sozinho! E a obriguei a ficar no Beco Diagonal. Ela ainda tentou argumentar, mas a culpa é minha. Eu não deixei.
Voldemort olhou para os dois, procurando saber se essa era realmente a verdade e depois disse:
- Será castigado. Acompanhe-me Draco.
Voldemort deu as costas para os dois e subiu as escadas. Draco foi indo atrás dele, mas Vitória o segurou pelo braço.
- Muito obrigada. Te devo essa, loiro!
- Não, não deve. Você conseguiu o livro.
Ele piscou e subiu as escadas sem olhar para trás e ela ficou lá, parada, assustada demais para fazer qualquer movimento.

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