A Invasão



Jonh se debruçava sobre o corpo de Alvo com as lagrimas caindo de seus olhos e molhando a capa do pai, ouviu passos distantes na grama e a porta da estufa se abriu, Jonh virou para ver quem havia chegado e com com alivio viu a imagem borrada de sua mãe, que ajoelhou ao lado do filho e não conseguindo resistir, começou a chorar junto com Jonh.
-Cadê... o seu irmão e sua irmã... Jonh- disse aos soluços Christina.
-Estão lá dentro- disse com rapidez para evitar que as lagrimas voltassem a cair, pois nunca na vida achou tão cansativo e desagradável chorar.
A mãe se levantou e passou as mãos nas costas do filho para consolá-lo indicando com o rosto de olhos vermelhos para que a seguisse. Os dois, com grande esforço para não mais chorar, saíram da estufa e entraram na casa logo encontrando Marillyan e Richard sentados no sofá da sala, cada um segurando um copo d’água, Christina pegou um copo d’água para ela e para Jonh e os dois se juntaram para lamentar, Chrsitina tentando passar tranqüilidade aos filhos ligou para os corpos de bombeiros, sem ter certeza se era a autoridade certa a convocar em momentos como esse. Os quatro sentados ali, abraçando uns aos outros, procurando um consolo no olhar do outro lamentaram por horas a fio, até que foram interrompidos por uma forte pancada na porta. Chrisitna tentando manter a calma apenas disse:
-Deve ser o corpo de bombeiros- e torceu para que realmente fosse.
Levantou-se enxugando os olhos das lagrimas que lhe prejuducava a visão e abriu a porta, Christina viu uns trinta homens encapuzados, avançando sobre eles, no fundo ela viu os bombeiros chegando, aproximando-se com cautela para ver o que estava acontecendo, mas não tiveram muito tempo para isso, um lampejo verde percorreu o céu que estava estranhamente escuro e cheio de nuvens para o verão, e em poucos minutos todos os bombeiros estavam aparentemente mortos.
O homem encapuzado que liderava os outros avançava devagar segurando a varinha firmemente na mão esquerda, provavelmente ele era canhoto, os seus olhos azuis e frios a encararam, Christina olhou para a ponta da varinha, que estava quase entrando em seu nariz, reuniu toda a coragem que tinha e com velocidade escapou da varinha, viu um lampejo verde e ficou aliviada ao se ver viva, olhou para os filhos, graças a deus vivos, recuados no sofá, ela esticou as duas mão que foram pegas pelos garotos, os quatro saíram correndo em direção ao porão, Christina abiru a porta com rapidez e a fechou, com as mãos tremulas trancou a porta, imaginando que isso seria inútil, desceu com presa a escada sempre averiguando se todos os seus filhos a cercavam, e abriu a porta que saia para as estufas, onde estava o corpo de Jonh, ouviu a trinca da porta de entrada do porão e então fechou e trancou a porta de saída, viu algumas cartas jogadas a entrada das estufas e foi lá pegar, entrou para pegar a varinha de Jonh, mas seu corpo não estava lá.
-Cadê o pai mãe? – perguntou Richard.
-Não sei querido, o corpo de bombeiro deve ter pego- mentiu tentando acreditar no que havia dito.
Christina foi até a varinha e a pegou do chão, e entregou a Marillyan, ouviu-se passos nas gramas, imaginando que devia ser os homens encapuzados, penetraram nos arbustos que rodeavam as estufas, suando abriu uma pequena fresta entre os gravetos para ver o que estava acontecendo, já dava para ver as sombras de dois homens, um encapuzado o outro não, já se via os pés dos dois, o homem encapuzado apareceu, e em seguida, para a surpresa de Christina e dos seus filhos, aparece vivo, Jonh Potter.







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